Grandeza intrigante

Fenômenos misteriosos da natureza, como o Grand Canyon, mostram que somos limitados e que apenas a ciência não dá conta do passado. Por isso, cientistas cristãos promoveram um encontro internacional para apresentar respostas compatíveis com a Bíblia

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Visitado anualmente por quase 5 milhões de turistas, o Grand Canyon é considerado a paisagem mais famosa dos Estados Unidos e uma das sete maravilhas naturais do mundo. Atraídas pela beleza incomum e a grandiosidade do lugar, pessoas de todo o planeta vão conferir de perto imagens que estão disponíveis na internet na velocidade de um clique, mas que são indescritíveis quando vistas pessoalmente.

Ao chegar lá, o visitante pode explorar as formações rochosas de vários ângulos. Tudo depende da disponibilidade de tempo, esforço e dinheiro. É possível, por exemplo, sobrevoar de helicóptero a garganta do canyon, que varia de 6 a 29 km de largura. Há quem prefira olhar as paredes de baixo, descendo o

Rio Colorado de bote. Outros optam por um passeio de bicicleta e quadricíclo, e os mais animados exploram as trilhas que recortam o desfiladeiro.

O deslumbramento diante de uma cordilheira cuja extensão se perde no horizonte e a profundidade parece não ter fim atrai não apenas mochileiros, famílias e praticantes de esportes radicais. Encanta e intriga, sobretudo, cientistas do mundo todo. Afinal, como explicar a formação de um abismo de 1.600 metros de profundidade que se estende por quase 450 km?

Diante dessa cena, é inevitável pensar na pequenez humana e no audacioso empenho do homem em tentar entender, por meio do método científico, como tudo aquilo surgiu. Na verdade, a impressão que o observador tem à beira do precipício é que um fenômeno natural sem precedentes aconteceu ali, num tempo longínquo em que não existem testemunhas oculares, apenas vestígios nas rochas.

Desde a primeira expedição científica ao Grand Canyon, no fim da década de 1870, pelo major John Wesley Powell, o lugar tem sido descrito como “páginas de um belo livro de histórias”. Livro que, para os evolucionistas, o Rio Colorado demorou 6 milhões de anos para cavar, trazendo à tona 2 bilhões de anos de história geológica.

Porém, essa não é a única explicação para a formação desse monumento da natureza. Nas mesmas rochas, os criacionistas enxergam uma catástrofe global com muita água, rápido soterramento e fossilização de animais. Ou seja, o dilúvio bíblico (veja o quadro “Visão alternativa”).

Solidificar a fé

E foi para abalizar essa crença dos adventistas é que 443 líderes, educadores e acadêmicos de todo o mundo foram escolhidos para conhecer in loco esses dados em três sítios geológicos americanos: Virgin River Goger e Zion National Park, em Utah; e a borda norte do Grand Canyon, no Arizona.

Em agosto, o grupo passou dez dias nas cidades de Las Vegas (Nevada) e Saint George (Utah) numa intensa imersão acadêmica sobre o tema das origens. A Conferência Internacional sobre Bíblia e Ciência “Afirmando a Criação”, realizada nos dias 15 a 24 de agosto, reuniu os maiores pesquisadores do criacionismo nas áreas de teologia, arqueologia e ciências naturais.

Esse grande investimento da sede mundial da Igreja Adventista não é sem razão. Não bastassem os ataques da mídia e da academia secular à crença na criação em seis dias literais, conforme descrita em Gênesis, hoje os adventistas lidam com questionamentos internos, feitos por teólogos e cientistas que trabalham para a denominação.

Como reação a essa onda de secularização, a igreja tem organizado, desde 2002, eventos dessa natureza. “Fortalecer o compromisso dos adventistas para que ensinem, vivam e proclamem o relato bíblico sobre as origens é o objetivo do encontro”, definiu o pastor Mike Ryan, um dos vice-presidentes mundiais.

Ted Wilson foi ainda mais incisivo no discurso de abertura do evento. Ele disse que os educadores adventistas que não acreditam numa criação recente e literal em seis dias deveriam honrar a própria consciência e pedir demissão. Wilson afirmou também que pessoas que não acreditam na criação não podem ser consideradas adventistas, porque negam diretamente uma crença fundamental e outras decorrentes dela.

A fala do líder mundial soou como um big bang nos redutos mais liberais, que imediatamente reagiram postando comentários no site da Adventist Review (Revista Adventista americana). “A crença fundamental da igreja é que Deus criou. Como ele criou é uma opinião. Quando ele criou é uma especulação”, criticou um internauta, que parece desconsiderar citações de Ellen G. White sobre a literalidade da primeira semana (Patriarcas e Profetas, p. 111, 112, e Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 135, 136). Outros se manifestaram em apoio à fala do presidente e à doutrina bíblica (Nisto Cremos, p. 87-99).

Certezas

Os adventistas que aceitam o evolucionismo teísta argumentam que a igreja deveria ser mais plural e tolerante ao dialogar com vozes conflitantes. Mas, nas entrelinhas desse discurso, parece existir apenas uma questão perigosa: a descrença na Bíblia. Para alguns, a Palavra de Deus não deve ser interpretada como literal quando fala da semana da criação e do dilúvio; e precisa ser reinterpretada nos pontos em que parece contrariar a ciência.

Durante o congresso, pesquisadores de ponta procuraram responder a essas questões e apresentar evidências da harmonia entre Bíblia e ciência. O teólogo Richard Davidson foi um deles. Davidson argumentou que o estilo literário de Gênesis aponta para a historicidade do livro, além de outros autores bíblicos, que citam a narrativa como literal.

Quanto ao dilúvio, ele explicou que, se tivesse sido regional, os homens e os animais poderiam ter fugido da grande inundação. “A criação foi universal, o dilúvio também. Se a primeira criou, o segundo destruiu”, acrescentou o professor da Universidade Andrews. No contexto de Gênesis 6 a 9, segundo ele, expressões sobre universalidade aparecem 30 vezes, incluindo a palavra hebraica mabbul, um termo técnico para o dilúvio universal que envolveu Noé.

Ed Zinke, teólogo-empresário que ajudou a organizar e financiar o evento, também discorreu largamente sobre como várias teorias de interpretação minaram a confiança na Bíblia ao longo dos séculos. Segundo Zinke, na modernidade, a influência da ciência sobre o estudo das Escrituras procurou desacreditar tudo o que era sobrenatural. Já na pós-modernidade o desafio é outro: o leitor determina o significado do texto conforme a visão de mundo dele. Zinke ironizou dizendo que muitos hoje fazem teologia olhando para si mesmos. “Para explicar Deus, esses teólogos se olham no espelho”, criticou.

Por mais que os teólogos liberais tentem conciliar a macroevolução com a Bíblia, é difícil não perceber que, sem a base da criação, todo o edifício da fé desmorona. É o que ficou claro na palestra do Dr. Tom Shepherd, professor de Novo Testamento na Universidade Andrews. Em precisou de apenas 30 minutos para relacionar textos bíblicos e mostrar como a doutrina da criação sustenta temas fundamentais da Bíblia (veja o quadro “Efeito dominó”).

Incertezas

Ao contrário da Bíblia, que apresenta certezas, a ciência, como qualquer tipo de conhecimento humano, é falível e marcada por mudanças. Essa distinção básica ajuda a entender que o mais importante na interpretação dos dados científicos são os pressupostos do pesquisador. Logo, criacionistas e evolucionistas podem interpretar os mesmos dados de maneira diferente. Além disso, os dois grupos devem ser honestos em admitir que existem evidências e lacunas nos dois modelos.

Os criacionistas precisam entender também que a crença na Bíblia não pode depender de evidências científicas, porque nem tudo pode ser provado e a convivência com perguntas sem respostas é parte do exercício da fé. Essa foi a tônica dos módulos destinados às ciências da natureza.

Um dos pontos altos do evento foi que muitas palestras apresentadas estavam baseadas em pesquisas de campo. Um exemplo é o estudo de fósseis de baleias feito no Peru pelo paleontólogo espanhol Raul Esperante. Segundo ele, estudos em geociências não confirmam longos períodos de tempo para a formação de fósseis. “Os vestígios de baleias parecem não se encaixar com os dados tradicionais das camadas geológicas em que são encontrados”, constatou Esperante, que estudou uma área de 3 km2 em que haviam 500 fósseis.

“Se a sedimentação desses vestígios fosse vagarosa, os esqueletos deveriam estar incompletos e com diferentes níveis de degradação”, ele questiona a explicação evolucionista. “Por que não foram encontrados bebês de baleia naquela área?”, ele pergunta. Esperante enxerga nesses dados indícios de uma catástrofe e de rápido soterramento. “Apesar de não poder comprovar, há forte evidência do dilúvio bíblico.”

Outra pesquisa que aponta para a incompatibilidade entre a datação dos fósseis e das camadas em que os vestígios foram encontrados é o estudo do Dr. Keith Snyder, PhD em Zoologia pela Universidade Estadual de Washington. Sua equipe trabalha com tecnologia de GPS para localizar os fósseis de dinossauros no Estado do Wyoming (EUA).

“Os fósseis sugerem morte por afogamento. Eles estão espalhados em várias direções e não estão quebrados”, descreveu Snyder. Se a explicação evolucionista estivesse certa, os ossos deveriam ser encontrados em várias camadas. Deveria também haver marca de deterioração, de oxidação. Mas eles estão bem preservados. “Alguns deles foram abertos e ainda apresentavam colágeno”, revela. Deveria haver também restos de flora e fauna do ambiente em que esses animais viviam, concluiu ele (para saber mais, acesse dinosaurproject.swau.edu).

O testemunho das pedras

No campo da geologia, um dos maiores desafios para os criacionistas é conciliar a datação antiga de camadas de rochas com o relato bíblico. Mas os pesquisadores mostraram também que as pedras têm algo a dizer a favor da Bíblia. Kurt Wise, por exemplo, PhD em Geologia pela Universidade Harvard, não acha “irrazoável pensar que a Terra é nova e a vida humana é recente”. Assim como outros criacionistas evangélicos, ele acredita que o Universo e a Terra foram criados no mesmo período, há poucos milhares de anos.

“Eu acredito que a medição radiológica tem sido mal interpretada”, disse. Ele explicou que existe variação nos resultados quando são usadas substâncias químicas diferentes nos testes e que os evolucionistas também admitem que existem certas inconsistências com as datações.

Outro nome de peso do congresso foi o Dr. John Baumgardner, PhD em Geofísica pela Universidade da Califórnia. Em sua tese doutoral, ele desenvolveu um software que simula a separação das placas tectônicas num intervalo de poucos meses, uma sugestão ao dilúvio bíblico. Para o cientista, nessa catástrofe, os continentes teriam migrado por milhares de quilômetros em pouco tempo. Baumgardner discorreu também sobre as formações rochosas do Arizona e Utah e disse que as cross beds (textura das rochas) do Zion National Park teriam sido formadas por tsunamis. “Essas formações são assinaturas de uma grande catástrofe”, assinalou.

Argumentos e compaixão

Houve espaço também para testemunhos no encontro. Muitos falaram sobre o desafio cristão de tratar com respeito e compaixão quem pensa diferente. O exemplo mais emocionante dessa postura foi dado pelo Dr. Kurt Wise, que, na Universidade Harvard, conviveu de perto com Stephen Jay Gould, paleontólogo amplamente lido e historiador da ciência.

Kurt falou sobre seus medos e lutas em ser aceito no prestigiado doutorado da universidade mesmo sendo um criacionista. Ele relatou que desenvolveu uma boa amizade com Stephen Jay Gould, seu orientador de tese, e que sempre procurou uma oportunidade de testemunhar sobre Cristo para o famoso ateu. Kurt teria a chance quando, em 2002, foi a primeira pessoa a saber do diagnóstico de câncer do seu professor. Vulnerável, Stephen contou para seu aluno que tinha poucos meses de vida.

Kurt ouviu o amigo e orou silenciosamente por ele. O problema é que, poucos dias depois, Stephen recebeu a carta de um criacionista que dizia: “Eu queria orar para que você parasse de ensinar a evolução, mas eu sei que você não vai. Então, pedi a Deus para dar-lhe um câncer, assim você vai morrer e irá para o inferno.”

Com voz embargada e lágrimas nos olhos, Kurt disse para os congressistas em Utah: “Stephen Jay Gould era meu amigo. E essa carta fechou seu coração. Os evolucionistas são pessoas por quem Cristo morreu. Nunca nos esqueçamos disso. Devemos amá-los.” O testemunho dele mudou o clima no auditório. No fim daquela tarde, os dados, argumentos e a retórica deram lugar para a emoção. Os delegados foram lembrados de que, no debate sobre as origens, a defesa da fé tem que ser movida pela compaixão.

Coerência e excelência

Num painel sobre como testemunhar no campus secular, vários alunos e professores falaram. O Dr. Raul Esperante, por exemplo, disse que nem sempre comenta sobre sua fé num primeiro momento, porque prefere que as pessoas perguntem sobre seus valores. Nesse sentido, ele acredita que o estilo de vida cristão pode despertar a curiosidade. Por causa desse comportamento, ele influenciou um cientista que fazia trabalhos de campo com ele a não tirar a própria vida.

Se a coerência é importante, a excelência acadêmica é imprescindível para um criacionista que deseja sobreviver e testemunhar no meio científico. Esse é o caso do Dr. Marcus Ross, um batista que se tornou o primeiro criacionista a conseguir o doutorado em Paleontologia na Universidade de Rhode Island. Na faculdade, Ross aprendeu a “linguagem” do evolucionismo e percebeu que sua base científica sobre o criacionismo era superficial. No mestrado, ele foi hostilizado por acreditar na criação; mas, no doutorado, trabalhou com um orientador mais tolerante.

O profissionalismo de Ross lhe rendeu não só o título de doutor, mas visibilidade em grandes jornais como o The New York Times e Washington Post. Ross tem publicado vários artigos em revistas científicas sobre os mosassauros e escrito numa linguagem mais popular em blogs. Como lições finais para o grupo, ele compartilhou: “Para fazer criacionismo, é preciso conhecimento e experiência. Deus honra a fidelidade, mas nem sempre poderemos escolher o caminho mais fácil.”

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Conferência em Utah (EUA): durante dez dias, quase 450 congressistas do mundo todo mergulharam numa intensa agenda acadêmica sobre as origens. Foto: Marcos de Benedicto

Outras lentes

Ventos favoráveis não é o que cristão deve esperar, principalmente à medida que o fim do grande conflito se aproxima. O debate sobre a questão das origens se tornará cada vez mais polarizado. “Será que quase 500 mil cientistas evolucionistas estão errados, e apenas um punhado de criacionistas têm razão?”, instigou o Dr. Ariel Roth. “É possível”, respondeu ele. “Desde a antiguidade, a humanidade já mudou várias vezes sua maneira de olhar o mundo; no entanto, a revelação de Deus permanece”, justificou o professor, que há 67 anos pesquisa a relação entre ciência e religião, e que no encontro foi homenageado e aplaudido em pé.

Roth fez ciência a partir da perspectiva bíblica, que vê em Deus a fonte de todo o conhecimento. Para ele, a verdade começa em Deus e não no homem; ela não é construída, mas descoberta à medida que Ele a revela. “A ciência está sempre a descobrir novas maravilhas; mas nada traz de suas pesquisas que, corretamente compreendido, esteja em conflito com a revelação divina. O livro da natureza e a palavra escrita lançam luz um sobre o outro”, escreveu Ellen G. White, harmonizando ciência e religião (Educação, p. 128).

Mais do que combater teorias, apresentar dados ou entrar num debate árido, quando a Igreja Adventista e seus membros reagem ao evolucionismo ateísta e teísta, estão sendo fiéis à sua missão (Ap 14:6-12) de enfatizar que Deus merece ser adorado por ser o Criador. Mensagem que precisa ser proclamada com compaixão, argumentos honestos e a consciência de que não existem respostas para tudo, mas que o necessário foi revelado.

Sem as lentes dadas pela Bíblia, a natureza é um compêndio de maldade e desperdício. Descartar a criação é acreditar que Deus teria usado um processo baseado na dor e morte para trazer tudo à existência. Seria distorcer Seu caráter, desenhando uma caricatura cruel dEle.

De volta ao Grand Canyon, tenho minha visão ampliada. É inevitável pensar na pequenez humana e no audacioso empenho do homem de tentar entender, por meio do método científico, como tudo aquilo foi parar ali. Método que é limitado e mutável. À beira do precipício, tenho a convicção de que um fenômeno natural sem precedentes aconteceu ali, num tempo longínquo em que não existem testemunhas oculares, apenas vestígios nas rochas e o confiável relato bíblico. Evidências deixadas pelo Deus gigantescamente poderoso, que escolheu Se revelar para salvar.

Wendel Lima é editor associado da Revista Adventista

SAIBA MAIS

Visão alternativa

Como uma vala gigantesca rasgada a 1.600 metros de profundidade entre São Paulo e o Rio de Janeiro, o Grand Canyon intriga os cientistas por suas proporções incomuns. Para os criacionistas, ele é resultado de uma inundação que devastou a Terra há cerca de 5 mil anos. A explicação alternativa foi dada pelo Dr. Leonard Brand, PhD pela Universidade Cornell e professor de paleontologia por 40 anos.

Rio x dilúvio

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Cem milhões de anos não seriam suficientes para o Rio Colorado cavar o Grande Canyon. Nenhum fenômeno de erosão observável se compara a essas proporções.

As gargantas laterais

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A maioria das gargantas laterais do canyon não tem uma fonte de água para causar sua erosão. Os criacionistas acreditam que o escoamento da água do dilúvio é que formou o canyon.

O enigma do arenito

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Para os evolucionistas, as camadas do canyon representam milhões de anos da história da Terra, e a evidência de que um deserto cobriu a área é a presença de uma camada de arenito, vestígios de dunas sopradas pelo vento. O ponto é que essa faixa de rocha apresenta fósseis de animais, cujas pegadas parecem ter sido formada debaixo d’água, não sobre a areia.

Camadas uniformes

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As camadas rochosas que se estendem por milhares de quilômetros quadrados apresentam poucos sinais de erosão, algo incompatível com um processo de sobreposição que teria durado milhões de anos.

 A percepção dos brasileiros sobre as origens

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59% dos brasileiros acreditam que Deus guiou o processo evolutivo

25% creem que o homem e a Terra foram criados há menos de 10 mil anos

8% acreditam que a humanidade evoluiu liderada pelo acaso.

Fonte: Folha de S. Paulo (2/4/2010)

Investindo na Base

Para preparar uma geração de estudantes que é bombardeada com a propaganda evolucionista na mídia e na academia, a rede educacional adventista quer investir em capacitação dos docentes e em pesquisa de campo. Segundo o diretor da rede em nível sul-americano, Edgard Luz, ter livros didáticos da perspectiva criacionista para todas as séries é uma grande vantagem, mas não é tudo. Ele acompanhou a conferência em Utah, com quase 50 participantes da América do Sul, a segunda maior delegação do evento. Leia nosso bate-papo.

Qual é a importância desse encontro?

A imersão em eventos como esse é muito importante para que o conhecimento sobre a criação seja ampliado. A igreja precisa investir nesses encontros e em pesquisa. Precisamos de uma política clara de valorização, promoção e suporte do criacionismo. Na América do Sul, a liderança tem consciência de que a criação é uma crença fundamental que está sob ataque.

Essa é uma questão restrita aos países desenvolvidos?

Vivemos num mundo secularizado em que o evolucionismo é pregado como verdade absoluta. Não devemos nos enganar que esse tipo de impacto não vai bater à porta das nossas casas e salas de aula.

O que a igreja tem feito?

Produzimos milhões de exemplares de livros didáticos e revistas paradidáticas por ano. Estamos distribuindo para cada aluno da rede uma cópia do filme A Criação: A Terra é Testemunha. Além disso, firmamos um consórcio com a Sociedade Criacionista Brasileira e nossas faculdades para facilitar a organização de eventos de capacitação, produção de materiais e investimento em pesquisa de campo. Tudo isso tem o objetivo de trazer à tona as evidências científicas do criacionismo, a fim de que as pessoas possam tomar uma decisão consciente e racional ao lado de Deus.

Fonte: Palestra “Creation and The New Testament”, apresentada pelo Dr. Tom Shepherd, em Saint George (Utah), em 22 de agosto.

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