Sociedade da pressa

Por que o tempo passa tão rápido e como você pode aproveitá-lo melhor

Foto: Fotolia
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Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval”. A frase já virou clichê. Se você ainda não a ouviu por aí neste início de ano, provavelmente não faltará oportunidade – e talvez ocorra quando estiver esperando em uma fila. O fato é que o brasileiro tem um jeito peculiar de se relacionar com o tempo. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Ibope Inteligência em 2014, o calendário no Brasil é marcado por fatores como festas, fins de semana, dias de jogo de futebol e férias. Ou seja, são fatores como esses que orientam a vida da população.

A compreensão do tempo e seu uso funcionam como um termômetro da cultura de uma região, uma vez que dizem muito a respeito da visão de mundo cultivada e das prioridades vigentes. De acordo com o levantamento do Ibope, o brasileiro está disposto, por exemplo, a dedicar duas horas a mais no fim de semana para um almoço com a família (além das duas horas costumeiras), desde que o local ofereça espaço para diversão. Não é por acaso que, lá fora, nos classificam como um povo festeiro.

Outro ponto que também revela o modo brasileiro de se relacionar com o relógio é o nosso elevado grau de tolerância aos atrasos. Afinal, pontualidade não é o forte do brasileiro. Os suíços que o digam. Atrasar uma hora para um compromisso é compreensível no Brasil; porém, dez minutos de atraso são imperdoáveis na Suíça.

Para não faltar com o habitual “jeitinho”, se pudéssemos, estaríamos dispostos até a pagar por uma hora a mais no dia para compensar o delay. Segundo mostram os dados do Ibope, o brasileiro desembolsaria, em média, 50 reais por esse acréscimo.

Geografia do tempo

No fim dos anos 90, essa realidade inquietou o psicólogo social norte-americano Robert Levine, então professor convidado da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), a ponto de ele decidir iniciar um estudo comparativo sobre noções de tempo em 31 países. Os resultados da pesquisa foram publicados no livro A Geography of Time (Uma Geografia do Tempo), ainda sem tradução para o português.

A conclusão foi que o Brasil está entre os países mais atrasados do ponto de vista do relógio. Como era de se esperar, a Suíça ocupou a primeira posição no ranking geral dos mais eficientes. “Durante o ano que passei no Brasil, fiquei frequentemente desnorteado, frustrado, fascinado e obcecado pelos costumes e ideias dos brasileiros sobre o tempo”, comenta o autor.

E essa cultura do atraso, segundo ele, afeta os diversos níveis sociais. “No Brasil, mesmo uma pessoa com um relógio de primeira linha não consegue cumprir seus compromissos na hora marcada”, afirma Levine. Para os brasileiros, discorre o autor, as pessoas que estão sempre atrasadas para seus compromissos são aquelas bem-sucedidas. Não que a falta de pontualidade seja a causa do sucesso, acredita, mas uma consequência. “A falta de pontualidade é uma prova de suas conquistas”, acrescenta. Em outras palavras, quem é “importante” pode se dar ao luxo de fazer os outros esperarem.

Para chegar a essas conclusões, o psicólogo social analisou principalmente três fatores: a velocidade com que as pessoas percorriam distâncias a pé no centro das cidades analisadas na pesquisa, a quantidade de relógios devidamente ajustados e a eficiência dos correios. Pontuamos mal principalmente nos dois primeiros quesitos.

Quem manda é o relógio

O estudo de Levine suscita uma importante discussão sobre como o tempo passou a exercer um papel ainda mais determinante no mundo atual. O relógio – e não a máquina a vapor –, acredita ele, foi o principal motor da era industrial e continuou cumprindo esse papel na modernidade. Na verdade, a própria ideia de gastar ou perder tempo carrega em si a noção moderna de que as horas significam trabalho, produtividade e dinheiro.

Mas é na atualidade, na fase mais avançada do capitalismo e do desenvolvimento tecnológico, que essa visão atinge seu clímax. No entanto, os avanços possibilitados, sobretudo com a informatização, trouxeram outros desafios. Embora novas ferramentas tenham sido criadas para que as pessoas disponham de mais tempo, muitas delas acabaram produzindo efeitos contrários. O uso inadequado da internet no ambiente de trabalho é um exemplo.

Uma pesquisa online realizada pelo instituto Harris Poll sob encomenda do site CareerBuilder, uma empresa norteamericana de recrutamento e busca de empregos, identificou uma lista de dez comportamentos que mais comprometem a produtividade nas empresas. Em primeiro lugar aparece o uso do telefone e envio de mensagens de texto, apontados pela metade dos entrevistados. A lista inclui também o uso da internet (39%), das mídias sociais (38%) e de e-mails (23%). Os indicadores tiveram por base um levantamento realizado nos meses de fevereiro e março de 2014, abrangendo consultas a 2.138 gerentes de contratação e profissionais de recursos humanos, além de 3.022 trabalhadores do setor privado.

“Com o uso de smartphones conectados à internet, torna-se ainda mais difícil exigir que os funcionários dediquem 100% de tempo e atenção ao trabalho”, ressalta Nilo Silva, que atua na gerência de tecnologia da Petrobras. Outro estudo, coordenado pelo Instituto de Tecnologia Política de ­Washington, nos Estados Unidos, concluiu que a utilização de redes sociais para fins particulares durante o expediente reduz em até 25% a produtividade das organizações. São alguns minutos aqui para atualizar os e-mails, outros ali para checar o feed de notícias do Facebook, e assim vai-se o tempo. Não parece muito, mas, no fim das contas, segundo mostrou a pesquisa, são oito dias a menos de trabalho no mês.

Isso tem levado muitas empresas a estabelecer políticas mais rígidas quanto ao uso da internet. Outras vêm tentando se adaptar ao novo cenário. “Se alguém chegar em meu local de trabalho e não estiver acostumado, vai achar que parte da equipe não trabalha, ao encontrar algumas pessoas usando internet, redes sociais ou conversando nos locais de lanche e mesas de escritórios. Mas, na verdade, cada um sabe de seus prazos, seu trabalho e daquilo que precisa fazer”, relata Nilo Silva. Contudo, essa não é a realidade da maioria.

Gestão do tempo

Surge, assim, a necessidade de educação para o mundo digital, levando as pessoas a treinar concentração e foco, reaprendendo a usar o tempo. Um dos reflexos disso é a proliferação de aplicativos, sites, livros, agendas eletrônicas e serviços de consultoria voltados para esse objetivo.

O que começou como um hobby na internet, no caso da publicitária Thais Godinho, se tornou a profissão dela. Em outubro de 2006, ela lançou o blog Vida Organizada, que hoje recebe mais de 300 mil visitantes por mês e registra cerca de dois milhões de páginas visualizadas mensalmente. Os conteúdos disponibilizados já foram transformados até em aplicativo para celulares e tablets.

“Aos poucos, fui percebendo que ele estava ajudando as pessoas a mudar sua vida”, comenta ela. Como a iniciativa cresceu, a blogueira passou a se dedicar integralmente à atividade, tornando-se especialista em produtividade, gestão do tempo e organização. Em 2014, ela teve a oportunidade de lançar pela editora Gente seu primeiro livro, intitulado Vida Organizada.

Aceleramento da vida

Nossa agenda revela nossa escala de valores. Foto: William de Moraes
Nossa agenda revela nossa escala de valores. Foto: William de Moraes

Esse fenômeno expõe a necessidade cada vez mais premente, apregoada pela cibercultura, de as pessoas construírem uma capacidade que as habilite a viver numa sociedade que, conforme expressou o sociólogo polonês Zygmunt Bauman no livro Medo Líquido, “estimula os caminhantes a correr, e os corredores a aumentar a velocidade”. E, quanto mais desenvolvido é um país, mais ele é afetado por esse frenesi.

Eugênio Trivinho, doutor em Ciências da Comunicação e coordenador geral do Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunicação e Cibercultura da PUC-SP, chama essa época de “dromocracia cibercultural” (o prefixo dromos vem do grego e quer dizer “veloz”). Desse modo, conforme a ideia desenvolvida por ele no livro A Dromocracia Cibercultural, vivemos numa era governada pela lógica da velocidade.

Nesse contexto, ser lento é sinônimo de exclusão. “Se a aceleração da vida provoca a ameaça de perda do equilíbrio nas ações, tendo em vista que não se consegue atingir os resultados esperados – uma vez que a vida está mais acelerada do que a capacidade de ordenar o campo privado –, então surgem cursos, consultorias, sites, aplicativos, para ensinar as pessoas a otimizar o tempo diário, articulando trabalho e lazer, em busca da felicidade”, argumenta Trivinho (clique aqui para ler a entrevista com o autor na íntegra).

Na contramão

Por outro lado, esse ritmo alucinante, que nos faz viver correndo contra o tempo, vem motivando o surgimento de grupos que, mesmo sem nenhum vínculo religioso, se opõem a essa lógica. Um desses casos é o movimento Slow Food (slow quer dizer “lento” e food significa “comida”). A iniciativa, criada em 1986 pelo jornalista Carlo Petrini, se tornou uma associação internacional sem fins lucrativos. Atualmente, ela conta com 100 mil membros e possui escritórios nos Estados Unidos, Europa e Japão, com apoiadores em 150 países.

Um dos princípios básicos na filosofia do movimento consiste na ideia de que “melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para saborear é uma forma simples de tornar mais prazeroso nosso cotidiano”. Conforme diz o fundador da iniciativa, “é inútil forçar os ritmos da vida”, haja vista que “a arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas”.

O Slow Food também inspirou iniciativas como o Movimento Devagar, que nasceu na Europa nos anos 90. O assunto foi tema da dissertação de mestrado da publicitária Marília Barrichello Naigeborin, defendida em 2011 na USP. Esses movimentos, que, conforme analisa a autora, partem de diferentes setores da sociedade, envolvendo ONGs, empresas, comunidades, ativistas e pessoas “comuns”, buscam, por meio de pequenas mudanças, gerar um efeito positivo e cumulativo.

“Eles representam ideologias advindas de uma contracultura que emerge em contraponto a uma cultura dominante centrada na velocidade, no consumo e nas relações frágeis, o que acaba por gerar pessoas constantemente insatisfeitas e infelizes. Eles buscam trazer à tona reflexões sobre a possibilidade de um novo estilo de vida mais equilibrado e consciente”, acrescenta.

A pesquisadora acredita que caminhar num ritmo mais lento não significa necessariamente ineficiência nem ócio pejorativo, como estabelece o regime da velocidade. “Devagar é uma forma consciente de escolher como se quer passar o tempo e em que velocidade. Reduzir horas de trabalho é trabalhar com maior eficiência, mais foco e, muitas vezes, atingindo melhores resultados. Acredito que a velocidade e as tecnologias que facilitam nossa vida não devem ser demonizadas. Só não podemos ser reféns delas. É preciso saber quando acelerar e quando desacelerar”, sugere.

Reavaliar prioridades

Parar, pensar e reordenar a vida é algo que não conseguimos realizar sem o devido tempo de reflexão. Quando isso é feito, concluímos, muitas vezes, que é preciso redistribuir o tempo e reconsiderar as prioridades. Foi o que fez o casal de fotógrafos André e Lisley Martins. Ele tem dois empregos. Em parte do tempo, atua como gerente de um núcleo de produção audiovisual. No restante, administra a V2 Fotografia, empresa que chegou a receber prêmios internacionais concedidos pela Society of Professional Wedding Photographers (ISPWP). A esposa cuida dos três filhos pequenos, realiza as atividades domésticas e ainda auxilia na empresa, tanto na parte administrativa quanto na realização dos ensaios e coberturas de casamentos.

Casal decidiu dedicar um dia na semana para evangelizar por meio de aulas de fotografia grátis para a comunidade. Foto: Carol Matos
Fotógrafos decidiram dedicar um dia na semana para evangelizar por meio de aulas de fotografia grátis para a comunidade. Foto: Carol Mattos

Mesmo com a agenda tão apertada, em setembro de 2014 eles passaram a dedicar um dia na semana para um ministério evangelístico por meio da fotografia. O curso é oferecido gratuitamente no Espaço Novo Tempo de Curitiba, às terças-feiras. “Conciliar essa atividade em nossa rotina não foi nada fácil e chegamos a pensar em não continuar com o projeto”, confessa o casal. Porém, a experiência os fez mudar de ideia, pois desejam tornar a atividade um projeto contínuo. “Para muitos, pode parecer uma grande perda de tempo, mas Deus nos recompensa dando sabedoria para administrar melhor o tempo que restou para nós mesmos”, avalia Lisley.

Dia de parar

A realidade é que nossa agenda revela muito sobre nossa escala de valores. Afinal, o ritmo e a direção em que conduzimos a vida indicam o propósito que enxergamos para nossa existência. É nessa altura que parece ficar mais clara a relação entre algo cotidiano e passageiro como as voltas do ponteiro e algo transcendente e de implicações eternas como a religião. Na verdade, isso nos faz pensar que a experiência proposta pelo evangelho é que o cristianismo permeie a vida comum das pessoas a ponto de mudar a relação delas com o relógio.

Para o adventismo, em especial, o tempo é um elemento mais importante do que o espaço. Por certo, herdamos do pensamento bíblico essa preferência (João 4:20-24), que ainda influencia a cultura judaica. Prova disso é a leitura que o conhecido rabino Abraham Heschel faz, em seu clássico The ­Sabbath (O Sábado), sobre o sentido do dia sagrado: “O significado do sábado é celebrar o tempo em lugar do espaço. Durante seis dias por semana vivemos sob a tirania das coisas do espaço. No sábado procuramos estar sintonizados com a santidade no tempo.”

Nessa linha, a guarda do sábado é contracultural, pelo menos por duas razões: pelo fato de contrariar a lógica materialista, desafiando-nos a ficar um dia na semana sem lucrar, e porque oferece uma perspectiva diferente daquela sustentada pela dromocracia da era digital. É o momento em que recarregamos as baterias e o período no qual podemos parar a fim de reavaliar a vida e o uso do tempo. “A verdadeira observância do
sábado significa uma ruptura com a rotina da vida, geralmente centralizada nas coisas, no espaço e no ciberespaço”, pontua o teólogo Alberto Timm no livro O Sábado na Bíblia.

História

Na presença de Deus, o tempo ganha outro significado. Foto: William de Moraes
Na presença de Deus, o tempo ganha outro significado. Foto: William de Moraes

A importância do tempo para o adventismo, porém, não está apenas no ciclo semanal, com a guarda do sábado, mas na percepção do momento solene que a humanidade vive. Para os adventistas, expressões bíblicas como “tempo do fim” (Daniel 12:4) são marcadores que indicam a proximidade do juízo final e da ressurreição dos justos. Seguindo os cálculos proféticos, a partir de 1798 (Daniel 7:25) a humanidade testemunharia os últimos acontecimentos da história.

Não foi sem razão também que os adventistas ficaram conhecidos como “o povo da profecia”. Esse título reconhece a importância da mensagem profética para o surgimento da igreja (Daniel 8:14) e para a definição de sua missão (Apocalipse 14:6-12). Por influência do movimento adventista, da metade do século 19 para cá, os livros de Daniel e Apocalipse passaram a receber atenção especial do mundo cristão.

Para o adventismo, assim como para os autores bíblicos, a história não é cíclica nem em espiral, mas linear. Esse paradigma influencia nossa interpretação profética, definida como historicista, ou seja, que enxerga a ação de Deus ao longo da história, não apenas no passado (preterismo) nem somente no futuro (futurismo).

Por mais de um século e meio, a convicção de que o fim se aproxima tem sido o combustível da fé adventista. A expectativa de que a volta de Cristo pode acontecer a qualquer momento tem resultado num senso de urgência quanto ao preparo individual (Mateus 25:13) e à proclamação de que um evento sobrenatural e de proporções globais em breve deve ocorrer (Mateus 24:14).

Deus no tempo

Pensar sobre o tempo tem que ver também com nossa maneira de entender Deus e como ele se relaciona com o mundo criado. Quem tem contribuído com reflexões nesta área é o teólogo argentino Fernando Canale.

Ao escrever no Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia sobre quem as Escrituras revelam ser Deus, Canale afirma que Deus e os seres humanos compartilham a mesma história. Isso contraria a explicação cristã popular e acadêmica sobre o Eterno, que enxerga em Deus alguém que está fora do tempo, em outra dimensão. Canale observa que a eternidade não é ausência de tempo, mas tempo ilimitado. Ele argumenta, por exemplo, que os termos bíblicos para eternidade poderiam ser traduzidos como “tempo de longa duração” (hebraico olam, grego aion).

Portanto, Deus vive e age no tempo (Gênesis 1:3; Daniel 2:21) e acompanha nossa vida (Salmos 11:4; Provérbios 5:21); porém, diferentemente de nós, que somos passageiros e frágeis (Tiago 4:14), o número dos seus anos não pode ser calculado (Jó 36:26), porque tudo passa, mas ele não (Salmos 102:24-27). A maior evidência de que ele compartilha nossa história é a encarnação de Cristo, o “Deus conosco” (Mateus 1:23). Logo, o que impede hoje maior proximidade entre nós e Deus é o fato de que somos pecadores e ele é santo (Isaías 59:2), e não que vivemos em dimensões distintas.

Separação e urgência

Talvez essa alienação entre Céu e Terra seja a explicação para a pressa humana, materializada na obsessão pelo consumo e pela velocidade que a tecnologia oferece. “Creio que nossa tendência à urgência surgiu com o pecado. É a constante busca pelo infinito, causada pela nossa separação de Deus (Eclesiastes 3:11). Corremos o tempo todo, como fuga do nosso vazio existencial. Para enxergar quem somos, é preciso parar e contemplar”, analisa o pastor e publicitário Martin Kuhn, que estudou o conceito de dromocracia em seu doutorado e apresenta um documentário intitulado Império do Imediato.

Martin acredita que uma das estratégias finais de Satanás será envolver a humanidade, inclusive os cristãos, em atividades ininterruptas, dando a ideia de que agenda cheia seja sinônimo de importância e status. Dessa maneira, as pessoas não terão tempo para refletir sobre a razão do próprio vazio existencial: a rebeldia contra Deus. Martin vê na mensagem adventista a resposta para essa onda de angústia e insanidade. O sábado como ponto de parada cíclico proporciona conexão com o Criador e reorganiza a lógica da semana; e o preparo para a breve volta de Cristo oferece sentido para a existência.

Martin chama a história humana, marcada pela presença do pecado, de “tempo alterado” e argumenta que, quando a igreja marcha, cumprindo a missão, pode antecipar esse parêntesis de tempo alterado. Tal vislumbre do que nos aguarda pode nortear nossa agenda hoje. Afinal, “para quem é imortal, a pressa não tem sentido. Na eternidade, o que não foi aproveitado em um dia poderá ser feito no outro, sem nenhuma perda”.

Márcio Tonetti e Wendel Lima são editores associados da Revista Adventista

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