Revista Vida e Saúde trata sobre implicações do uso da internet

Reportagem de capa da edição de fevereiro mostra algumas das implicações pessoais, familiares e sociais da experiência de estar sempre conectado à internet 

Revista Vida e Saúde Agosto 2011O mundo passou por grandes transformações com a popularização da internet. Essas mudanças vêm afetando o modo como as pessoas se relacionam e consomem, além de alterar as noções de tempo e espaço. Segundo autores como Nicholas Carr, a internet também está provocando mudanças significativas no cérebro humano. Um desses reflexos seria a perda de concentração, conforme mostra em seu livro The Shallows – what the internet is doing to our brains (Os Superficiais- o que a internet está fazendo com nossos cérebros). O tema, que divide opiniões e para o qual ainda existem mais perguntas que respostas, é explorado na edição de fevereiro da revista Vida e Saúde. A reportagem de capa do periódico discute a relação do ser humano com a tecnologia, analisando os prós e contras da tendência de estar sempre conectado.

Segundo mostra o texto, os especialistas vem tentando descobrir como o cérebro tem reagido em meio à imersão tecnológica e de que maneira ele está se adaptando diante desse novo cenário. “Desde a capacidade atencional, que é a habilidade de concentrar no que é primordial, até a velocidade com que precisamos processar grande número de informações, são aptidões a ser reorganizadas neste cenário ímpar de imediatismo virtual”, analisa a reportagem.

Um dos estudiosos do assunto citados na matéria é o médico neurologista André Palmini, professor de Neurologia na PUC-RS. Segundo ele, “o problema da internet é que é baixo o tipo de preparação e modificação que o cérebro tem que fazer para lidar com milhares de conteúdos superficiais”. Este seria um processo contrário ao que é provocado pelos livros, que exigem muito mais sinapses para ser decodificados.

No entanto, argumenta Palmini, o principal desafio não é saber se a internet é maléfica ou benéfica para o cérebro, mas encontrar uma forma sadia de utilizá-la, pois não há como negar que os benefícios também existem. “Buscar conteúdo virtual de qualidade e manter-se naquele conteúdo, sem ceder às milhares de distrações que esse universo proporciona” seria um desses caminhos, sugere o pesquisador.

Ainda é cedo para respostas conclusivas sobre os reais efeitos desse fenômeno, conforme pondera a reportagem, mas o estudo das gerações mais recentes, especialmente os chamados nativos digitais, deve revelar novos aspectos da questão. [Fonte: revista Vida e Saúde]

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