Liderança inclusiva

A participação de diferentes públicos favorece o desenvolvimento de ações equilibradas e mais eficazes no atendimento das  necessidades e expectativas da comunidade e da igreja
Imagem: Fotolia
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Faz um bom tempo que aprendi um conceito simples, mas essencial, de liderança. Liderar é conseguir o máximo de cooperação e o mínimo de oposição. Creio que isso continua sendo uma grande verdade. No entanto, gostaria de acrescentar outro aspecto a essa ideia: o da inclusão.

No exercício da liderança, algumas pessoas ou grupos podem, perceptível ou imperceptivelmente, deixar de ser considerados ou envolvidos – a exemplo de mulheres, juvenis, adolescentes, jovens e idosos. Esse tipo de situação acontece com frequência em grandes organizações e também é notado no contexto da igreja. Em muitos casos, vemos grupos formados predominantemente por homens adultos em reuniões de planejamento e tomadas de decisões.

Mas acredito que a participação de homens e mulheres de várias faixas etárias no processo de liderança favoreça o desenvolvimento de ações equilibradas e mais eficazes no atendimento das  necessidades e expectativas da comunidade, além de contribuir para um maior envolvimento na missão. Cabe, assim, a preocupação de liderar considerando os diferentes públicos.

Esse conceito de liderança inclusiva implica envolvê-los não apenas na execução, mas também no planejamento. Segmentos como o dos juvenis e adolescentes têm muitas contribuições a oferecer. Eles têm facilidade de acesso à informação e são criativos. Sem falar no seu idealismo e desejo de participar em ações relevantes.

Olhando para a Bíblia, percebemos nitidamente a atitude inclusiva de Deus. Em Joel 2:28 lemos que “há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões”.

A pergunta, portanto, é: qual tem sido o seu estilo de liderança? Se o método usado é eficaz apenas para a sua geração, talvez seja o momento de repensá-lo. Líderes cristãos não devem mudar princípios, obviamente, mas a renovação no processo de liderança é sempre necessária.

Helder Silva é presidente da Igreja Adventista para a região Centro-Oeste do Brasil

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