Quarteto Arautos do Rei tem novo barítono

Pastor há seis anos e com uma vasta experiência na área musical, Denis Versiani é o mais novo integrante do quarteto oficial da Igreja Adventista no Brasil
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Formado em Teologia pelo Unasp e cursando Regência pela Unicamp, Denis Versiani foi nomeado nesta terça-feira como barítono do quarteto Arautos do Rei. Foto: arquivo pessoal
A nomeação do pastor Denis Versiani como novo barítono dos Arautos do Rei foi divulgada nesta terça-feira, 16 de junho, pela agência de notícias da organização adventista na América do Sul (ASN). Versiani passa a ocupar a vaga deixada pelo pastor Jairo Souza, nomeado recentemente para a função de diretor do Ministério Jovem para a região central do Estado de São Paulo.

Denis Versiani, de 34 anos, ingressou no ministério pastoral em 2009. Trabalhando na Associação Paulista Central, ele atuou como capelão do Colégio Adventista de Paulínia ao longo de 2009, como pastor associado do departamento de Evangelismo da sede em 2010 e como associado da igreja central de Campinas entre 2011 e 2012. Desde 2013, é pastor do distrito de Vila Netinho, na região de Jaú (SP).

Além da trajetória pastoral, o novo integrante dos Arautos do Rei tem uma vasta experiência na área musical. Durante cinco anos, ele cantou num dos grupos mais conhecidos no meio adventista, o Novo Tom. Na mesma época, teve a oportunidade de iniciar o curso de Regência na Unicamp e reger o Coral Jovem do Unasp. Numa rápida entrevista à Revista Adventista, ele falou sobre a realização de poder participar de um quarteto que há 53 anos prega a volta de Jesus.

Você esperava essa mudança de rumo no seu ministério?

Sempre sonhei em participar desse ministério. Afinal, todo “quarteteiro” almeja cantar nos Arautos do Rei. Mas primeiro Deus me ensinou a ser pastor, a cultivar amor pelas pessoas e a ser feliz independente do contexto e das circunstâncias difíceis. Quando aprendi isso, Ele me surpreendeu com o chamado para ser um arauto. Acho que ainda não tenho uma noção completa do que representa esse privilégio. Entendo, porém, que essa nova missão requer mais do que simplesmente cantar em um quarteto. Implica buscar a salvação de pessoas que estão conhecendo o Deus da Bíblia e confirmar nelas a decisão de se tornar discípulos do Mestre. Acredito que se eu não tiver noção do meu chamado como pastor, posso até cantar bem, mas não vou ser um instrumento relevante para a transformação de vidas. As viagens, a distância da família, o trabalho, o investimento de congregações e instituições da igreja em evangelismo, tudo isso será em vão se não dependermos do Espírito Santo para cumprir essa obra. Mais que música, esse é um ministério pastoral e evangelístico para salvar pessoas.

Quando teve início sua carreira na área da música?

Desde os 4 anos eu canto na igreja. Sempre me envolvi com música na minha adolescência e acredito que ela foi vital para minha permanência na igreja. Mas as experiências musicais mais marcantes aconteceram no Unasp. Uma das mais significativas nesse período foi a participação no grupo Novo Tom entre 2001 e 2005. Na ocasião, tive a oportunidade de cantar ao lado de Milton Andrade [baixo do quarteto Arautos do Rei], Jairo Souza [ex-barítono] e Jonatas Ferreira [ex-segundo tenor]. Também regi o Coral Jovem do Unasp em 2005. Nesse período, além de cursar Teologia no Seminário Latino-Americano de Teologia, em Engenheiro Coelho, iniciei Regência na Unicamp.

Como foi o processo de seleção para entrar no quarteto Arautos do Rei?

Vários critérios são levados em conta na avaliação do candidato: qualidade vocal e senso harmônico, habilidade na leitura musical, capacidade de se comunicar com o público e relacionamento pessoal. Há a preferência por pastores pelo fato de já estarem familiarizados com o ministério. Mas, caso isso não seja possível, deve ser alguém que tem visão eclesiástica e a compreensão da missão para a qual está sendo chamado. Além disso, a família precisa estar disposta a apoiar esse ministério, que requer muito sacrifício. Os líderes consideram esses e outros critérios na hora de avaliar um potencial componente.

Quando você começa, efetivamente, a exercer a nova função?

Provavelmente, após a assembleia mundial da Igreja Adventista que acontece em julho já começaremos a ensaiar para cumprir os compromissos previstos na agenda do segundo semestre. Por isso, desde já estou orando e me preparando para essa nova etapa. Conto com as orações dos amigos e irmãos para que Deus me use apesar das minhas imperfeições. [Márcio Tonetti, equipe RA]

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