O futuro chegou, mas há outro melhor!

A atual condição da sociedade e o anseio por uma pátria superior

artigo-o-futuro-chegou-coluna-adenilton-site-da-RA-creditos-da-imagem-FotoliaO apóstolo Paulo escreveu que nos últimos dias sobreviriam tempos difíceis, pois os homens seriam “egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus” (2 Timóteo 3:1-5, Nova Versão Internacional). Esses versos possuem um tom profético, e foram escritos para se referir a uma condição moral que se cumpriria em um futuro distante. Se o autor estivesse escrevendo hoje, seguramente o texto atenderia a todos os requisitos para ser publicado em um site de notícias. O fato é que o futuro chegou, e ele não é nada animador!

Alguns acontecimentos no Brasil e no mundo me fizeram pensar que estamos vivendo em uma época de grandes contradições: o homem é capaz de falar em tempo real com uma pessoa que está do outro lado do planeta, mas, com frequência, é incapaz de conversar amigavelmente com alguém que está ao seu lado; conseguiu decifrar os mistérios do átomo e da energia nuclear, não obstante cai impotente diante da Aids, das drogas e da violência; temas como poluição são discutidos entre baforadas de alcatrão e de nicotina; busca-se a paz com a guerra; procura-se resolver o problema das crianças abandonadas enquanto, em muitos países, os velhos são largados nas filas para receber um salário que não lhes dá condições de viver dignamente. Não foi à toa que certo cantor secular demonstrou, alguns anos atrás, seu estado de estarrecimento através da letra da música: “pare o mundo, que eu quero descer”.

Nas últimas semanas, o mundo oscilou entre as altas na temperatura e as baixas na economia. Vimos o papa se reunindo com autoridades brasileiras para discutir as questões relacionadas com o aquecimento global, enquanto alguns cientistas continuam afirmando que ele pode ter uma causa não antropogênica.

Segundo noticiou o Jornal Nacional (na edição do dia 21/07), o último mês de junho foi o mais quente registrado até agora no planeta, em um inverno com cara de verão. De acordo com a reportagem, os meteorologistas atribuem essa onda de calor ao fenômeno “El Niño”, que aquece as águas do Oceano Pacífico, desencadeando um aquecimento em escala global. Por isso, “o pessoal está com calor na Sérvia, derretendo na Espanha, cozinhando ovo no chão, na China”, conforme mencionou o repórter Danilo Vieira.

Enquanto as temperaturas estavam subindo, outras notícias deixaram claro que o dinheiro no bolso continua decrescendo. Quando o assunto é economia, as únicas coisas em alta são os preços. Quem acompanhou as notícias do mês de julho precisou se deparar com manchetes do tipo: “Inflação acumulada em 12 meses é a maior desde o fim de 2003”; “Preço do ovo sobe quase 12% e aumento é maior que o do frango”; “Preço do feijão tem subido bem acima da inflação, segundo o IBGE”. “Aonde vamos chegar?” é a pergunta de muitos. “Não se sabe ao certo” é a resposta de quase todos.

Retornando à questão climática, o site de notícias Rede Brasil Atual divulgou que no último 21 de julho – mesmo dia da reportagem do Jornal Nacional sobre o junho mais quente da história – o Papa Francisco recebeu setenta prefeitos para discutir formas de combater o aquecimento global. Entre eles, estavam os prefeitos de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba e Porto Alegre. Segundo Ana Cristina Campos, autora da matéria, “o líder da Igreja Católica destacou ainda sua confiança em relação à Conferência sobre o Clima (COP21), que ocorrerá na França, em dezembro”. A expectativa de Francisco é que nessa conferência “se chegue a um acordo fundamental”, cita ela. Ao que tudo indica, a questão do aquecimento global se tornou uma bandeira política e religiosa sustentada por alguns.

Em contrapartida, cientistas como Henrik Svensmark, da Universidade Técnica da Dinamarca, e Qing?Bin Lu, da Universidade de Waterloo, no Canadá, defendem que as causas do aquecimento global podem não estar diretamente relacionadas com a ação humana de emitir gases de efeito estufa. Se for esse o caso, a ideia de propor o descanso dominical, sob a alegação de diminuir a emissão de gases poluidores na atmosfera com o objetivo de conter o aquecimento global, perde o sentido.

Como cristãos, temos consciência de que enquanto esse planeta for a nossa casa, ainda haverá muito a fazer por aqui. Mas sabemos que ele não se trata de nosso lar definitivo. Como disse o apóstolo Pedro: “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe 3:13). Um futuro melhor nos aguarda!

ADENILTON TAVARES é mestre em Ciências da Religião e professor de grego e Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Bahia

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