Panorama mundial da liberdade religiosa

Novo relatório mostra os desafios enfrentados pela Igreja Adventista em 223 países 

Panorama da liberdade religiosa no mundo - relatório 2015
Versão em inglês do relatório pode ser baixada na internet. Imagem: reprodução ANN

Apesar de uma mobilização global sem precedentes para promover a liberdade religiosa, incluindo os recentes apelos do papa e de líderes políticos durante a 70ª Assembleia Geral da ONU, ela está cada vez mais instável. Essa é a conclusão de um novo estudo que acaba de ser divulgado pela sede mundial da Igreja Adventista.

Coordenado pelo departamento de Liberdade Religiosa e Relações Públicas da Associação Geral, o Relatório Mundial de Liberdade Religiosa 2015 avalia em que medida os governos estão protegendo esse direito fundamental ao redor do globo. Sua abrangência envolve 223 países e territórios, sendo o único que traz uma perspectiva exclusivamente adventista entre os relatórios sobre questões de liberdade religiosa existentes no mundo.

O levantamento, que está disponível para download em inglês (para acessá-lo, clique aqui), inclui um panorama político e social de cada país, menção dos dispositivos constitucionais relacionados à liberdade religiosa em cada um deles, números relacionados à presença adventista, e uma breve descrição que mostra se, no período de 2012 a 2014, os adventistas enfrentaram dificuldades para guardar o sábado, para manter em funcionamento suas instituições ou para evangelizar.

Na introdução do relatório, Ganoune Diop, diretor mundial de Liberdade Religiosa da denominação, observa que milhões de pessoas estão sofrendo em muitas partes do mundo “porque deliberadamente optam por manter-se fiéis às suas crenças em vez de comprometer a sua consciência”.

De acordo com o documento, membros da Igreja Adventista e de outras denominações tem vivido em condições particularmente onerosas em muitos países da Ásia Central e especialmente em regiões com forte presença do fundamentalismo religioso.

Na avaliação de Diop, um dos fatores mais preocupantes é a ameaça que vem dos “atores não-estatais”, a exemplo de organizações terroristas.

Este é o nono relatório do gênero produzido pela organização desde 1999. Nos últimos anos, esse levantamento tem sido citado em outros relatórios internacionais, inclusive nos que são produzidos pela Comissão de Direitos Humanos da ONU. [Equipe RA, da redação / Com informações de Bettina Krause / ANN]

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