Primeira Bíblia de estudo adventista em português

Casa Publicadora Brasileira apresenta a Bíblia de Estudo Andrews. Volume ajudará aqueles que desejam cavar fundo na Palavra de Deus
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Doutor Vanderlei Dorneles apresenta a Bíblia de Estudo Andrews para líderes da Igreja Adventista na América do Sul durante evento em Brasília (DF). Foto: Márcio Tonetti

Segundo a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), o interesse por Bíblias de estudo vem crescendo no país. No ano passado, quase um milhão de exemplares foram distribuídos pela SBB, um fenômeno que parece refletir a busca dos leitores por ferramentas que auxiliem na compreensão do texto sagrado.

Embora existam várias versões de Bíblias de estudo disponíveis em português, os adventistas no Brasil ainda não tinham à disposição nesse idioma um material produzido pela própria igreja. Buscando suprir essa necessidade, a Casa Publicadora lançou oficialmente nesta quinta-feira, 5 de novembro, a primeira versão em português da Bíblia de Estudo Andrews. O material foi apresentado para líderes sul-americanos no Concílio Quinquenal, que acontece em Brasília (DF).

Publicado originalmente em inglês, o volume foi editado pelo doutor Jon L. Dybdahl, em conjunto com um grupo de eruditos e teólogos da Universidade Andrews. A versão, que leva o nome do pioneiro da instituição educacional adventista norte-americana, inclui mais de 12 mil notas.

A tradução para a língua portuguesa, feita por Cecília Eller Nascimento, contemplou a transposição da nova versão King James para a Almeida Revista e Atualizada.

Sob coordenação do doutor Vanderlei Dorneles, a produção do material envolveu os pastores e editores da CPB, Diogo Cavalcanti e Guilherme Silva, que participaram do trabalho de edição e revisão. “Algumas notas e comentários da Bíblia de Estudo Andrews, relativas à versão nova King James, que nós julgamos não serem relevantes para o leitor da Bíblia Almeida Revista e Atualizada no Brasil foram ajustados. Também houve um trabalho exaustivo de conferição de todas as referências bíblicas mencionadas, a fim de ter certeza de que as fontes estão corretas”, explica o pastor Dorneles.

No caso da concordância bíblica e das referências cruzadas, material cedido pela Sociedade Bíblica do Brasil, a equipe da Casa Publicadora Brasileira verificou aqueles textos e temas que dizem respeito especificamente a doutrinas adventistas. Quando se fala no Santuário, por exemplo, como é o caso de Daniel 8:14, ou sobre o sábado e a imortalidade da alma, a referência cruzada foi ajustada para trazer um conjunto de textos que corroboram a interpretação adventista sobre tais assuntos. “Fizemos alguns ajustes acrescentando ou tirando passagens, a fim de que o leitor adventista tenha referências mais claras quanto a essas temáticas”, esclarece Vanderlei Dorneles.

Vários recursos

A Bíblia de Estudo Andrews oferece ao leitor vários recursos que ampliam a compreensão das Escrituras. Antes de cada livro, há uma introdução que traz detalhes sobre o autor, o tempo em que escreveu, bem como os principais temas abordados. “Essa introdução ajuda o leitor a se ambientar e entender melhor o contexto em que o livro foi escrito”, reforça Vanderlei Dorneles.

Outra ferramenta de apoio é a sua coleção de mapas. Na parte final da Bíblia, há ainda uma seção temática que trata de diversos temas e estimula o leitor a passear por outras referências bíblicas sobre aquele mesmo assunto.

O coordenador da versão em português da Bíblia de Estudo Andrews afirma que o volume será uma ferramenta indispensável para todos os líderes da igreja que ensinam e pregam e, portanto, desejam cavar fundo nas Escrituras, avançando na questão linguística, contextual, histórica, arqueológica e interpretativa.

Além de ser um material de referência para anciãos, líderes de departamentos, professores e estudantes de Teologia, ela também será de grande proveito para membros da igreja em geral que desejam, por exemplo, complementar o estudo da Lição da Escola Sabatina.

Paulo Teixeira, secretário editorial da Sociedade Bíblica do Brasil, considera que a Igreja Adventista está entre as denominações que mais incentivam o estudo das Escrituras. “Eu me alegro muito ao ver, a cada sábado, as pessoas abrindo suas lições da Escola Sabatina e buscando os detalhes dos textos bíblicos. É emocionante ver como os adventistas gostam de ler Bíblia”, ressalta.

Como adquirir

Diagramada e impressa pela Sociedade Bíblica do Brasil, a Bíblia de Estudo Andrews estará disponível em duas versões: a de luxo, que custa R$ 189,00, e a de capa dura, que será vendida por R$ 129,00.

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Publicada originalmente em inglês e, posteriormente, traduzida para o espanhol, a Bíblia de Estudo Andrews agora está disponível também em português nas versões luxo e capa dura. Foto: Márcio Tonetti

Ambas as versões estarão à venda a partir do dia 22 de novembro, data do lançamento da CPB On-line. O volume, cuja tiragem inicial foi de 20 mil exemplares, poderá ser adquirido através do site www.cpb.com.br, por meio do canal de televendas da editora (0800 979 06 06) e livrarias da CPB. [Márcio Tonetti, equipe RA]

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  • Daniel Soares

    Deus seja louvado, magnifico. Excelente material. A igreja e suas instituições sempre cumprindo com prazos e datas anunciados anteriormente a respeito de seus lançamentos. Homens e mulheres dedicados a obra de Deus. Orando sempre por vocês.

  • sonia

    Já fiquei ansiosa para conhece-la, Deus seja louvado por mais esse recurso.

  • José Lima

    Que maravilha aprender cada dia os conselhos do Senhor com um material preparado e enriquecido pelo cuidado e labor daqueles que aguardam ansiosamente a volto do nosso Salvador Jesus.

  • Giliade Gonçalves da Silva

    Ansioso por ter um exemplar desta bíblia!

  • moises

    Que maravilha!! Deus seja louvado; e parabéns aos filhos(as)de Deus que aceitaram ser usados por Deus para salvar vidas

  • Francisco

    Pena a tradução ser a ARA com os seus colchetes a lançar duvidas sobre a inspiração do texto sagrado. Seria preferível a ACF mais fiel ao Textus Receptus e ao trabalho efetuado por Almeida. Em alternativa também poderiam ter optado pela ARC da SBB.

    • Ric Oliveira

      Caro irmão Francisco a Teologia Adventista não se posiciona contra o o Texto Crítico. Existe artigos e estudos do Instituto Bíblico da Associação Geral (o guardião da ortodoxia adventista) que mostra claramente que a teologia adventista é melhor amparada pelo texto Crítico, mas o Texto Recebido tb tem seu lugar. Praticamente todos os seminários teológicos adventistas apoiam o Texto Crítico, como a Andrews, nosso amor centro teológico. E há voto oficial da igreja dizendo que cada irmão pode escolher o texto que melhor tem apreço, pois a diferença entre os dos não trás prejuízo algum para nossa teologia. Essa polêmica sobre o Texto Crítico não é uma discussão adventista, é uma discussão de um circulo teológico protestante bem específico que faz sentido apenas dentro da teologia da inerência bíblica protestante, que é bem diferente da forma que os adventistas entendem a forma da revelação bíblica, a própria inspiração e a preservação do texto original (vide introdução de EGW no livro Grande Conflito). Trazer a polêmica do Texto Recebido ser preferido ao Crítico dentro da teologia adventista é praticamente fazer uma “aberração” teológica, pois ela não se encaixa na nossa teologia, simplesmente pq não faz sentido algum a nossa visão da inspiração, e cria uma polêmica maior e lança ainda maior duvidas sobre a inspiração do texto sagrado, com eu mesmo pude presenciar em minha igreja quando um irmão fez um JA ressaltando o Texto Recebido em detrimento ao Crítico. O resultado foi irmãos não sabendo mais se podiam crer na Bíblia. A discussões importadas de outras teologias protestantes, além de não fazer sentido em nosso meio, trás mais problemas do que levanta discussões.

      • eu fico com o textus receptus

  • Rafa Marques

    Poderia ter mantido a linguagem da KJ

  • Anderson Santos

    “Fizemos alguns ajustes acrescentando ou tirando passagens” Não entendi, porque na biblia diz que nada sera acrescentado

    • Olá, Anderson. Isso se refere às notas e comentários e não ao texto bíblico em si. Veja a explicação do coordenador do projeto da Bíblia de Estudo Andrews para o português: “Algumas notas e comentários da Bíblia de Estudo Andrews, relativas à versão nova King James, que nós julgamos não serem relevantes para o leitor da Bíblia Almeida Revista e Atualizada no Brasil foram ajustados. Também houve um trabalho exaustivo de conferição de todas as referências bíblicas mencionadas, a fim de ter certeza de que as fontes estão corretas”.

      • Tem essa Bíblia em versão digital? Posso comprá-la em formato digital?

        • Olá, Natan. A Bíblia Andrews ainda não conta com a versão digital. Abraço!

          • Nem há previsão para isso? Grato pela resposta!

  • Celso Vieira da Veiga

    Parabenizo a iniciativa! Era o que faltava, uma bíblia de estudos com a marca da igreja que mais estuda a Bíblia…
    Só acrescento uma informação ao amigo Francisco abaixo, que ele está equivocado quanto a tradução, pois as traduções que se baseiam no “Textus Receptus” são as mais recentes quanto ao tempo (a que Lutero e João F de Almeida usaram) e, portanto, as que contém mais acréscimos e um texto mais “corrompido”… (mas era o que tinha de melhor na época) As melhores, hoje, são as que consideram os textos mais antigos, baseando-se em uma crítica textual mais recente de estudos de textos mais antigos encontrados em vários lugares do planeta… e, por isso, menos “corrompidos” e com menos acréscimos ou dúvidas, desta forma a ARA e a NKJV, ou a Sec.21 são Bíblias com as melhores opçoes de textos e o que vai mudar é a tradução, sendo a sec. 21 e a NKJV possuem uma tradução mais moderna, com palavras mais atuais, e a ARA ainda mantém uma linguagem um pouco mais antiga, mas ainda bem usual. Vai do gosto do freguês…

  • Sandro Leonardo Lima

    A Bíblia que eu gostaria era similar a uma Bíblia em inglês que já vi com todas as referências dos Testemunhos no rodapé. Até se fosse em inglês me contentaria. Ainda assim acho que essa Andrews seja uma boa pedida.

  • Marcelo Palominio

    Particularmente acho a tradução da ARA deficiente não na questão dos textos hebraico e grego base, mas na questão do português usado, pois o estilo é erudito numa forma que atualmente o brasileiro não se expressa. Muitos ficam confusos com certas palavras e frases da ARA e isso verifiquei mais de uma vez na Escola Sabatina. Eu preferiria que tivesse sido usada a NVI ou AL21. Felizmente a SBB está finalmente revisando a ARA e deve ser relançada daqui a uns 2 anos. Tomara que tire todo o arcaísmo da versão. Quanto às notas da Bíblia Andrews a CPB está de parabéns pela iniciativa, pois há anos era sentida a necessidade de uma obra assim que refletisse a teologia adventista. Há boas bíblias de estudo no mercado editorial, mas a maioria delas reflete conceitos não bíblicos como o calvinismo ou tentam desacreditar a inspiração da Bíblia. Agora essa questão de preferir o Textus Receptus ao Texto Crítico é o cúmulo do retrocesso para um adventista que se preze, conhecido por ser um povo que realmente estuda as Escrituras em profundidade e exatidão. Acho que isso se deve ao mau preparo de alguns pastores que deveriam, por obrigação, ensinar o rebanho com base nos estudos bíblicos mais avançados como se reflete no trabalho excelente do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral. Adotar versões baseadas no Textus Receptus como a versão ACF é um atraso e só ajuda a sepultar a mente dos cristãos nos monturos da tradição ao invés de na revelação progressiva da parte de Deus.

  • Carlos A. Alves

    Adquiri uma Bíblia de Estudo Andrews, e já fiz a leitura de aproximadamente de vinte por cento das notas de rodapé, confesso que estou um tanto decepcionado com o que vi. Não que as notas não seja elucidativas ou que contenham algum erro doutrinário, só que não localizei nenhuma referência a profetisa Ellen G. White nem a seus escritos inspirados.

  • Lourenço Luamba

    IRMAOS!
    SERA QUE NAO ESTA DISPONIVEL A COMPRA dessa biblia EM ONLINE NA CPB OU EM OUTRO LOCAL?