Atendimento aos refugiados

Líderes da igreja e da ADRA discutem como melhorar resposta à crise migratória na Europa

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Líderes da ADRA internacional e da igreja na Europa se reuniram nos dias 18 e 19 de janeiro em Zagreb, capital da Croácia, para discutir como a denominação pode oferecer uma resposta mais efetiva à crise migratória. Os participantes da Cúpula Europeia Para Refugiados, como foi chamado o evento, concordaram em criar uma coordenadoria regional para a assistência a esse público em todo o continente.

Segundo Jasna Barberic, alta comissária da Agência de Refugiados das Nações Unidas, que também participou da reunião, mais de 1 milhão de pessoas entraram na Europa no ano passado, fugindo de conflitos na Síria, no Iraque e no Afeganistão. Ao lembrar também que aproximadamente 4 mil pessoas já morreram tentando atravessar o Mediterrâneo, ela ressaltou: “A nossa maior e mais urgente prioridade é salvar vidas”.

A partir deste ano, a ADRA pretende reforçar o envio de equipes para atuar em parceria com as igrejas locais em vários países. A ideia é que os templos adventistas sirvam de suporte para os refugiados que pedem asilo no território europeu.

Algumas comunidades adventistas da Alemanha, por exemplo, já têm fornecido alimentos, abrigo e aulas de idiomas para imigrantes. Porém, a igreja vê a necessidade de uma resposta mais abrangente. Conforme foi discutido na cúpula, isso exigirá um trabalho de orientação que mostre aos fiéis como lidar com os imigrantes.

Adventist-ADRA-migrant-summit-Jan21Buscando suprir essa necessidade, a igreja pretende investir na produção e distribuição de materiais educativos para os membros. Conforme apresentado no evento, comunidades adventistas da Noruega já vem dado o exemplo nesse quesito. Por meio de uma parceria entre os departamentos de Saúde e Educação da sede administrativa adventista local, foram oferecidos treinamentos para as igrejas, o que mostra a importância da integração de esforços para alcançar esse objetivo.

Entre os desafios considerados pela cúpula diante da crescente onda migratória está a necessidade de mais voluntários para ajudar no atendimento aos refugiados. Outra preocupação é a falta de recursos. Maja Ahac, que tem coordenado o trabalho da ADRA com refugiados em trânsito na Eslovênia, observou, por exemplo, que o dinheiro para financiar o projeto está se exaurindo. “Nossos recursos devem durar somente até o fim de março”, informou. Diante disso, os participantes do evento enfatizaram a necessidade de ações emergenciais para incentivar doações e angariar verbas. [Daniela Fernandes / Com informações e fotos de Victor Hulbert, da Divisão Transeuropeia, e da Adventist Review]

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