A ciência explica

Entenda por que homens e mulheres agem de modos tão distintos

A-ciência-explica-as-diferenças-no-comportamento-de-mulheres-e-homens-creditos-FotoliaO que leva homens e mulheres a agir de maneiras tão distintas? Além das claras diferenças anatômicas e fisiológicas, no âmbito psíquico e comportamental esses dois grupos também apresentam muitas singularidades. Elas falam muito, são emotivas, se perdem facilmente, acolhem, perdoam. Por outro lado, eles agem pela lógica, são mais durões e conseguem facilmente dirigir seus pensamentos para um objetivo, conforme descreve Talita Borges Castelão, psicóloga clínica e doutora em Ciências.

Para ela, o que explica comportamentos tão distintos não é apenas a “influência educativa, que por questões de gênero é marcadamente diferenciada em nossa sociedade”. “Mais do que um processo educativo social, influências bioquímicas atuam no cérebro de meninas e meninos antes mesmo de saírem da barriga da mãe”, esclarece.

Ao tratar sobre o assunto na edição de março da Revista Adventista, a especialista citou pesquisadores que têm investigado as diferenças no cérebro de homens e mulheres. Entre os estudiosos mencionados está a psicóloga Doreen Kimura, da Universidade do Oeste de Ontário, no Canadá. Doreen concluiu que certos hormônios que atuam nas células cerebrais estimulam determinados comportamentos. Um exemplo é a chamada prolactina, hormônio ligado à produção de leite e que está mais presente no organismo das mulheres. “Essa substância ajuda o cérebro a provocar o estado de choro, tão pronunciado em algumas mulheres”, Talita esclarece, ao mencionar os estudos da psicóloga canadense.

“Cientistas céticos quanto ao papel das diferenças biológicas no direcionamento do comportamento de homens e mulheres estão se convencendo cada vez mais de que os genes exercem poderosa influência nas pessoas, manifestada mesmo quando o impacto social ainda é pequeno, nos primeiros anos de vida. Não é por acaso que mais mulheres exercem profissões como educadoras, psicólogas e nutricionistas. De igual modo, existem mais homens matemáticos, engenheiros mecânicos e pilotos de avião”, Talita afirma.

Na opinião dela, diferir dos homens não torna as mulheres o sexo frágil. “Ou seria fragilidade demonstrar empatia, proteger os filhos e emocionar-se com o sorriso de um bebê”, questiona. Aliás, ela ressalta que o mundo precisa dos atributos típicos da feminilidade: “Faria bem a todos, num mundo tão hostil, cultivar um pouco mais de cooperação, empatia, cuidado e emoção”. [Equipe RA, da redação]

A versão completa do artigo pode ser lida na edição de março da Revista Adventista, que já está disponível para assinantes. Para acessá-la, clique aqui.

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