Terremoto no Equador

ADRA oferece apoio aos sobreviventes do tremor que deixou centenas de mortos e milhares de feridos
Terremoto no Equador - foto 5
Equipes de resgate ainda procuram sobreviventes. Créditos da imagem: ADRA Brasil

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) está mobilizada para auxiliar a população do Equador depois do terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter que atingiu o país no último sábado, 16 de abril. Considerado o pior das últimas três décadas, o tremor de terra arrasou uma das regiões mais pobres da América Latina. Três adventistas estão entre os 570 mortos encontrados até agora, segundo informou Giovanny Izquierdo, presidente da Igreja Adventista no Equador.

VEJA OUTRAS IMAGENS DA DESTRUIÇÃO PROVOCADA PELO TERREMOTO

Desde o início da semana, a agência humanitária adventista está fazendo um levantamento das maiores necessidades nas regiões que foram mais afetadas. Segundo Ruth Bejarano, diretora da ADRA no país, a agência humanitária irá destinar kits de higiene e cestas básicas para essas famílias.

Logo após o terremoto, o diretor sul-americano da ADRA, Paulo Lopes, e o coordenador de emergências da agência humanitária no continente, Eric Leichner, viajaram para a região a fim de oferecer apoio. Segundo divulgou a Agência Sul-Americana de Notícias (ASN) nesta quarta-feira, em Pedernales, uma das regiões mais destruídas, a agência está trabalhando na implementação de uma unidade de purificação de água.

“Planejamos seguir oferecendo apoio a Pedernales enquanto as necessidades da população forem prementes em alimento e água, entre outros artigos, como barracas de lona e soluções de abrigo temporal”, afirmou Lopes. Segundo ele, também será oferecido apoio psicológico e social, haja vista que as pessoas estão em estado de choque.

Conforme disse Stephen O’Brien, representante da ONU para assuntos humanitários,  além da urgência de instalações e insumos médicos para atender aos feridos, comida, água limpa e saneamento básico estão entre as principais necessidades imediatas.

Alcance do desastre

De acordo com o diretor sul-americano da ADRA, o número de pessoas atingidas pelo terremoto pode chegar a 100 mil. Até agora, pelo menos 3 mil moradores foram deslocados. Entre as cidades mais afetadas estão Pedernales, Puerto Viejo, Manta, Muisne e Guayaquil. Seis províncias seguem em estado de emergência. O governo equatoriano estima que a reconstrução das áreas mais atingidas custará 3 bilhões de dólares, segundo noticiou o site da Folha de S.Paulo nesta quinta-feira, 21 de abril.

Com o intuito de atender as necessidades mais urgentes da população, a ADRA internacional e seu escritório sul-americano já destinaram 50 mil dólares para o Equador.

Como ajudar

conta-ADRA-EquadorSegundo informou o site da ADRA Brasil, embora a legislação equatoriana não permita a entrada de doações de materiais provenientes do exterior, é possível ajudar com recursos financeiros. As contribuições em dinheiro podem ser feitas diretamente na conta da ADRA Equador (veja ao lado os dados para depósito bancário).

A ADRA Brasil também iniciou campanha para levantar recursos financeiros que serão destinados às vítimas do terremoto (para saber como doar, clique aqui).

Além da ajuda internacional que começa a chegar, voluntários de igrejas locais também estão auxiliando os moradores das regiões que foram arrasadas pelo sismo. Em Pedernales, o templo adventista, uma das poucas construções de concreto que permaneceram em pé no centro da cidade, tem servido como ponto de apoio à população. Na última terça-feira, dia 18, o jornal El Comercio deu destaque à entrega de 1,2 mil cestas básicas contendo alimentos não perecíveis e água potável. Moradores fizeram fila em frente à igreja e, em poucos minutos, esgotaram o estoque de doações.

Moradores
Jornal do Equador publica reportagem sobre entrega de alimentos feita por igreja adventista às vítimas do terremoto. Créditos da imagem: Enrique Pesantes / El Comercio

A família de Juan Pablo Kanyat, equatoriano que mora no Brasil há seis anos, também faz parte de um grupo que está atendendo cerca de 250 pessoas em um abrigo na cidade de Santo Domingo de los Tsáchilas, localizada a cerca de 40 minutos de outra região devastada pelo terremoto. Confira a entrevista concedida por ele à Revista Adventista.

[Márcio Tonetti, equipe RA / Com informações de Andrew McChesney e Vanessa Castro / Fotos: ADRA Brasil]

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