Pioneiro das publicações

Solenidade lembra o papel de Guilherme Stein Junior para a expansão do movimento editorial adventista no Brasil
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A lado dos líderes da igreja, dois representantes da família de Stein Junior: Silas Stein, sobrinho-neto (segundo da esquerda para a direita) e Evaldo Krähenbühl, primo de terceiro grau (terceiro da esquerda para a direita). Foto: Daiele Kattwinkel

No dia em que a Igreja Adventista em todo o Brasil se mobilizou para entregar exemplares do livro Esperança Viva, um grupo de líderes e membros da denominação relembrou a trajetória daquele que iniciou a obra de publicações no país: Guilherme Stein Junior. Na manhã de sábado, 14 de maio, uma caravana organizada pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Hortolândia, em parceria com escola e as igrejas locais, se dirigiu ao Cemitério Municipal da Candelária, onde o pioneiro e a esposa dele, Maria Krähenbühl Stein, foram sepultados. A iniciativa ocorreu paralelamente à entrega de 20 mil exemplares do livro missionário na cidade.

Currículo do pioneiro

Nascido em 1871 na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, o ferramenteiro Guilherme Stein Junior foi batizado na região de Piracicaba em abril de 1895. Ao que se sabe, ele foi o primeiro adventista do sétimo dia batizado no país. Além de ter trabalhado como colportor, foi precursor da área educacional e se tornou o primeiro editor da Casa Publicadora Brasileira (CPB). Sua pluriatividade reforça o importante papel que exerceu numa época em que a igreja carecia de apoio para que a semente do evangelho frutificasse no Brasil.

Michelson Borges, autor do livro Chegada do Adventismo ao Brasil, relata que o primeiro contato de Stein Junior com a igreja foi por meio de um exemplar em alemão de O Grande Conflito, obra de autoria da escritora norte-americana Ellen White. Pouco tempo depois, ele traduziu esse livro pela primeira vez para a língua portuguesa.

Após ser batizado, serviu na colportagem. Posteriormente, se dedicou à educação. Em 1899, ele e sua esposa se  mudaram para o Rio de Janeiro, onde começaram a publicar o primeiro periódico adventista do sétimo dia em língua portuguesa: O Arauto da Verdade. Esse foi o embrião da Casa Publicadora Brasileira. “Guilherme amava os livros e trabalhou para que as ‘folhas de outono’ pudessem chegar a muitas pessoas. Hoje estamos aqui com essa mesma visão; esse mesmo sonho; essa mesma esperança”, expressou o atual diretor da CPB, pastor José Carlos de Lima, ao ler um texto escrito em homenagem ao pioneiro.

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Lápide de Guilherme Stein Junior recebe nova placa. Foto: Daiele Kattwinkel

Para lembrar o momento, uma nova placa foi anexada ao túmulo de Stein Junior. Estiveram presentes administradores da igreja na América do Sul e no Estado de São Paulo, além do vice-prefeito de Indaiatuba, Antônio Carlos Pinheiro. Durante a homenagem, o pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista no continente, comparou a realidade atual da igreja com a iniciativa visionária de Stein Junior. “Ele começou esta obra de maneira tão pequena e, quando comparamos com o que temos hoje, vemos a mão de Deus por trás deste movimento. Não é obra de homens. É obra de Deus”, enfatizou. [Glória Barreto / Unasp, campus Hortolândia]

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