Tijolo ecológico

Unasp firma parceria com a Prefeitura de Campinas e empresas privadas visando à produção de tijolo ecologicamente correto 
Parceria foi firmada entre o Unasp, a prefeitura de Campinas, terceira maior cidade do Estado de São Paulo, e empresas do interior paulista. Foto: Divulgação/Unasp
Parceria foi firmada na semana passada entre o Unasp, a prefeitura de Campinas, terceira maior cidade do Estado de São Paulo, e empresas do interior paulista. Foto: Assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas

Transformar o lodo descartado no aterro sanitário em tijolo ecologicamente correto é o objetivo de um projeto que envolve o Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP), a prefeitura de Campinas, o Sindicato da Indústria da Construção Civil, a Sanasa (empresa responsável pelo fornecimento de água na região) e a MRV Engenharia.

Artur Sartorti, responsável pelo projeto no campus, conta que a parceria vinha sendo estudada há aproximadamente um ano. “O desafio agora é desenvolver a parte técnica e tornar o projeto viável economicamente”, informa. Segundo ele, a produção da maioria dos “tijolos ecológicos” disponíveis no mercado ainda causa impacto no meio ambiente. “O que se tem hoje no mercado ainda possui muito cimento na composição. O que estamos propondo é um produto que reduza essa porcentagem”, esclarece.

Pastor Paulo Martini, diretor do campus Engenheiro Coelho, discursa durante o
Pastor Paulo Martini, diretor do campus Engenheiro Coelho, discursa durante a cerimônia de assinatura do acordo. O Unasp ficará responsável pela pesquisa de desenvolvimento técnico e estudo da viabilidade econômica. Foto: Assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas

O lodo proveniente das estações de tratamento de água contém agentes biológicos e abiológicos que não podem ser descartados em qualquer lugar. O estudo realizado no Unasp busca encontrar uma forma de transformá-lo em tijolos sustentáveis. Além de minimizar o uso dos aterros sanitários, a prática pode ajudar a reduzir a emissão de gases na atmosfera, já que não seria necessário queimar cimento, o segundo maior poluente na construção civil, atrás somente do aço.

Sartorti ressalta que o projeto deve trazer maior visibilidade para a educação adventista. “É uma oportunidade de testemunho. Agora, pedimos a Deus sabedoria para desenvolver o produto”, completa.

A equipe da instituição, que ficará responsável pela pesquisa de desenvolvimento técnico e estudo da viabilidade econômica, é composta por dez professores e um aluno do curso de Engenharia Civil. [Camila Torres, equipe RA]

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