Brasileira na China

Jovem adventista que deixou a advocacia para ensinar inglês no país asiático ganha destaque no portal G1
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Sem saber falar chinês, professora usa gestos e desenhos para se comunicar com os estudantes. Créditos da imagem: arquivo pessoal

A decisão de uma jovem adventista de largar o emprego estável como advogada no Brasil para ensinar inglês em escolas na China foi notícia no portal G1 nesta semana. Apesar de não saber falar chinês, Yasmim Abou se comunica com os alunos por mímica.

Natural de Peruíbe, litoral do Estado de São Paulo, Yasmim está no país desde março deste ano. Ela conta que a oportunidade surgiu de maneira inesperada. “Vi um anúncio no Facebook e me inscrevi para ser professora numa escola administrada por membros da Igreja Adventista que recruta estrangeiros para trabalhar na China”, relatou à Revista Adventista. Com a ajuda de doações de alguns amigos, conseguiu levantar dinheiro para a viagem e 20 dias depois embarcou para o outro lado do mundo.

Em Shijiazhuang, na província de Hebei, a jovem de 25 anos chega a lecionar 10 aulas por dia, em dois locais diferentes. Por não dominar o idioma chinês, ela procura usar outros recursos didáticos. “No caso das crianças menores, uso gestos e materiais visuais para ensinar a pronúncia e o significado. Já com os alunos do ensino fundamental, que possuem um bom domínio do inglês, a aula flui melhor”, conta.

Yasmim Abou ensina inglês para crianças chinesas há quase cinco meses. Créditos da imagem: arquivo pessoal
Yasmim Abou ensina inglês para crianças chinesas há quase cinco meses. Créditos da imagem: arquivo pessoal

Com sua simpatia e jeito descontraído de ensinar, a professora brasileira já conquistou os alunos. Segundo ela, ganhou até um apelido carinhoso: Yayá. “O fato de eu ser estrangeira e falar inglês chama a atenção e atrai as pessoas”, declara.

O contrato de trabalho no projeto tem duração de um ano, mas ela diz que sua intenção é prolongar a permanência em solo chinês. Yasmim conta que ganha o suficiente para se manter no país. De acordo com ela, esse mercado é uma boa opção para estrangeiros, haja vista que a maioria das escolas chinesas quer contratar pelo menos um professor de outra nacionalidade a fim de passar a imagem que são internacionais. Porém, a advogada esclarece que não deixou o Brasil por motivações financeiras.

“Basicamente eu vim viver uma experiência transcultural e viajar pela Ásia. Decidi largar tudo porque vivo de sonhos e um deles é morar fora do país o máximo que eu puder”, diz a jovem que entre 2012 e 2013 viveu em Dublin, capital da Irlanda.

Adventista do Sétimo Dia, Yasmim conta que tem aproveitado os fins de semana e horários livres para atuar como voluntária em projetos da igreja da qual faz parte. Ela tem ajudado, por exemplo, nos cultos para estrangeiros e chineses que falam inglês. “Além disso, tenho conhecido a realidade chinesa em relação às crenças e mantido contato com muitas pessoas que sequer ouviram falar de Deus. Por meio da amizade e do testemunho, espero trazer para elas mais informação sobre a experiência real que podemos ter com Ele”, conclui.

O professor do Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP), Marcelo Dias, que auxilia pessoas que sonham em participar de projetos como o que Yasmim realiza, explica que, com a globalização, tem surgido ótimas oportunidades para ensinar inglês em várias regiões do mundo. Alguns delas, nas próprias escolas adventistas. “Há algum tempo, escolas de inglês são operadas pela igreja principalmente na Ásia como uma maneira de servir a comunidade. Na Coreia do Sul, por exemplo, a rede de escolas de idiomas adventista já foi considerada a melhor do país (saiba mais aqui). Atualmente a China está recebendo essas escolas”, informa.

Para quem faz planos de ser um voluntário nessa área, os requisitos incluem, além da fluência no inglês, diploma do ensino superior em qualquer área e disponibilidade de passar pelo menos um ano por lá. “Geralmente essas oportunidades são remuneradas, mas o valor varia de escola para escola. Sem dúvida, a maior remuneração é o aprendizado cultural, os relacionamentos estabelecidos e as oportunidades para testemunhar”, ressalta Dias. [Márcio Tonetti, equipe RA / Com informações do G1]

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