Os adolescentes e a Bíblia

Pesquisa revela qual é a percepção desse público sobre as Escrituras e como eles se relacionam com o livro sagrado
Pesquisa ouviu 1.013 adolescentes entre 13 e 17 anos de 50 estados norte-americanos no mês de maio deste ano. Créditos da imagem: Fotolia
Pesquisa realizada em maio deste ano ouviu 1.013 adolescentes entre 13 e 17 anos de 50 estados norte-americanos. Créditos da imagem: Fotolia

Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Instituto Barna, em parceria com a Sociedade Bíblica Americana revelou como o público adolescente vê o livro sagrado e como se relaciona com ele. Segundo o estudo intitulado 2016 Teen State of Bible, sete em cada dez adolescentes possuem uma Bíblia e 86% encaram o livro como literatura sagrada. Por outro lado, apesar de 63% dos adolescentes afirmarem que leem a Bíblia pelos uma vez por ano, somente 3% disseram ter contato diário com o livro.

A pesquisa também buscou mostrar os hábitos de leitura desse público. De acordo com o levantamento, 46% preferem ler a Bíblia por meio de smartphones ou outros dispositivos móveis, 35% através da internet, 33% em aplicativos e 16% por meio de podcast. Porém, a maioria (70%) ainda prefere a versão impressa.

No contexto brasileiro, os adolescentes também parecem manifestar diferentes opiniões e gostos quanto ao formato da Bíblia. A estudante Karolyn Ferraz, de 15 anos, faz parte do grupo que opta pela versão impressa. “Com a Bíblia de papel, não perco a minha concentração e fico menos agitada. Além disso, posso fazer anotações e grifar”, justifica.

Já Gustavo Barbino, de 13 anos, explica porque costuma acessar o livro sagrado no celular: “Consigo encontrar os textos mais rapidamente”, diz.

Percepção sobre a Bíblia

No que diz respeito à opinião dos adolescentes sobre as Escrituras, a pesquisa mostrou que 47% dos entrevistados consideram a Bíblia um guia para a vida.

Gustavo compartilha dessa mesma visão. Ao falar sobre o que a Bíblia representa para ele, o adolescente usa a analogia do GPS. “Através da Palavra posso saber o caminho certo a seguir”, afirma.

“É difícil eu ficar sem ler ao menos um versinho por dia”, acrescenta Karolyn.

O incentivo da família

Um relacionamento profundo com a Bíblia nessa fase da vida depende do trabalho incansável dos pais no sentido de criar nos filhos esse hábito. “Se dentro de casa os filhos tiverem o referencial de pais leitores da Bíblia, há grande possibilidade de seguirem o exemplo”, ressalta o pastor André Ferreira.

Elaine Aguiar tem consciência da importância que exerce na formação da vida espiritual dos filhos. “Depois que começamos a nos reunir diariamente para estudar as Escrituras, percebo o quanto meus filhos estão animados para se envolverem nos programas da igreja”, relata.

A mãe também criou um método para incentivar os meninos a entrar em contato com a Bíblia. “Sugeri que copiassem um capítulo por dia e, desde que começaram, já pude perceber como mudaram o comportamento”, comemora. Segundo ela, os filhos se tornaram mais obedientes e amorosos, além de adquirirem maior desenvoltura para falar sobre os temas e as histórias bíblicas.

O pastor Ferreira argumenta que a Bíblia possui muitas lições que podem ajudar os adolescentes a passar por essa desafiadora fase da vida. “Por trazer histórias de personagens que foram desafiados e venceram por confiarem em Jesus, ela serve de motivação, mostrando que é possível ter êxito”, frisa. Elaine acrescenta que, por meio do contato com o livro sagrado, eles também têm a chance de não somente mirarem bons exemplos, mas de refletir sobre as consequências de suas escolhas.

Como ressalta o pastor André Ferreira, para que a atual geração de adolescentes se transforme em cristãos que desempenharão papéis de relevância na sociedade de amanhã, é imprescindível que eles estejam sujeitos à influência da Bíblia hoje.

THAÍS ALENCAR é estudante de Jornalismo no Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP)

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