Voto pela unidade

Novo documento aprovado pela igreja pede que sedes administrativas regionais respeitem decisões tomadas em nível mundial
Créditos: Brent Hardinge / ANN
Com 58% dos votos a favor e 42% contra, resultado praticamente idêntico ao da votação da última Assembleia mundial da igreja que rejeitou a proposta de dar autonomia às Divisões para ordenar mulheres ao ministério, o novo documento prevê como lidar com sedes administrativas que não aderirem aos votos tomados pela denominação.  Créditos da imagem: Brent Hardinge / ANN

Por 169 votos a favor e 122 contrários, foi aprovado na última terça-feira, 11 de outubro, um documento que reforça a importância da unidade da igreja e trata sobre como lidar com as sedes administrativas regionais que não aderirem aos votos tomados pela Igreja Adventista mundial. No total, 291 delegados da Comissão Diretiva da Associação Geral participaram da votação realizada durante o Concílio Anual, em Silver Spring, Maryland (EUA).

A declaração de três páginas sugere que a reconciliação seja feita com base primeiramente no diálogo e na oração durante o prazo de um ano. Durante esse tempo, devem ser feitas múltiplas consultas em vários níveis da estrutura da igreja e enviadas cartas pastorais pedindo o cumprimento dos votos tomados pela liderança mundial da denominação.

O documento expressa ainda que, se questões relacionadas às Crenças Fundamentais ou às ações e regulamentos votados pela igreja mundial não forem resolvidas dessa maneira, o próximo passo deverá ser a votação. O documento requer que a Comissão Administrativa da Associação Geral elabore uma proposta sobre o próximo curso de ação e o apresente ao Concílio Anual de 2017 para aprovação.

“Trabalharemos com diligência para produzir um bom diálogo e discussão”, disse o pastor Ted Wilson, presidente mundial da Igreja Adventista. A votação de terça-feira à noite encerrou uma discussão de quase três horas sobre o documento intitulado “Unidade na Missão: Procedimentos na Reconciliação da Igreja”.

Durante o debate, Michael Ryan, assistente do presidente da Associação Geral, ressaltou que o documento não tem que ver com a ordenação das mulheres ao ministério pastoral, mas com a necessidade de se certificar de que todas as entidades administrativas adventistas estejam seguindo o regulamento da igreja mundial.

Na última assembleia mundial da igreja, realizada em julho do ano passado, por uma diferença de 404 votos a igreja rejeitou a proposta de permitir que sedes regionais da igreja tenham autonomia para ordenar mulheres ao ministério pastoral. Contudo, algumas sedes administrativas especialmente na América do Norte continuam adotando essa prática.

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Das 50 pessoas que manifestaram opinião sobre o assunto antes da votação, algumas expressaram preocupação com o teor do documento por temerem que ele “divida a igreja em vez de unificá-la”. Outras disseram que é preciso mais tempo para deliberar sobre a questão. Por outro lado, os favoráveis à proposta expressaram que, em favor da unidade da igreja, o interesse da denominação sempre deve prevalecer sobre pontos de vista pessoais. [Equipe RA, da redação / Com informações de Andrew McChesney, da Adventist Review]

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  • Ruben Francisco Orellana Aizpr

    Será que irão se submeter aquelas associações que tem pastoras ordenadas?