Filhos por perto

Na capital paulista, sede administrativa adventista oferece espaço com múltiplas atividades e acompanhamento pedagógico para filhos de funcionários

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Se você se tornou mãe há pouco tempo, provavelmente já tenha pensado ou até mesmo planejado como será sua vida e a do seu filho quando acabar a licença maternidade. Esses primeiros quatro meses passam voando e, quando menos se espera, chega a hora de retornar ao trabalho e ficar longe do bebê durante muitas horas.

Segundo dados da Prefeitura de São Paulo, em março deste ano a rede paulistana de ensino tinha 1.999 Centros de Educação Infantil (CEIs) diretos, indiretos e conveniados, além de 545 Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs/pré-escolas). Ao todo, o atendimento da educação infantil garante matrículas para 489.613 crianças. Entretanto, mesmo com esses números, a demanda de crianças está bem maior do que a quantidade de vagas. A cidade de São Paulo tem um déficit de cerca de 100 mil vagas em creches municipais.

Pensando nisso, e no bem-estar dos servidores, a sede regional da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a região central de São Paulo (Associação Paulistana), resolveu oferecer uma oportunidade às mães que precisam voltar à rotina de trabalho após a licença maternidade.

Patrícia de Oliveira, gerente de RH da Associação Paulistana, conta que o objetivo de ter um local reservado especialmente para os filhos dos funcionários é dar a oportunidade às mães que precisam retomar suas atividades profissionais depois da licença maternidade, e oferecer suporte aos pais que necessitam desse benefício.

“O espaço oferece aos pais a oportunidade de cultivar laços de afetividade com seus filhos por meio do convívio diário. Seja no horário de almoço, ou durante os cultos, programações especiais e datas comemorativas”, explica Patrícia.

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Filhos de funcionários participam de diversas atividades no Espaço Infantil da Associação Paulistana. Créditos: Augusto Cavalcanti

O Espaço Infantil tem atualmente 14 crianças, e atende os pequenos entre 4 meses a 14 anos. Todos são filhos de funcionários que trabalham na sede administrativa. O ambiente funciona com uma proposta pedagógica similar à das escolas de educação infantil e é dirigido por profissionais com formação na área.

As crianças têm rotinas de acordo com a idade, e as atividades são bem variadas. Aulas de musicalização infantil, inglês, regras de convivência, hora do lanche, higienização, hora da soneca, aulas de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e reforço escolar estão entre as tarefas.

É descontada do salário do colaborador uma pequena participação para a manutenção do espaço, proporcional ao salário de cada um, para que todos tenham a oportunidade de usufruir do projeto.

“Esse espaço infantil influenciou muito minha decisão de retornar ao trabalho. É bom saber que, além de ter meu filho perto de mim, ele está com pessoas preparadas para cuidar dele”, afirma Graciela Guimarães, assistente pessoal, mãe de Eric Lucas, de apenas três anos.

Mônica Queiroz trabalha como secretária. Há dois anos, quando sua filha, Nicoly, nasceu, precisou retornar às atividades profissionais. Ela afirma que é difícil conseguir alguém de confiança para cuidar dos filhos. Por isso, ter um local especial para eles dentro do próprio trabalho é algo motivador. “É uma alegria tê-los por perto. Se acontece alguma coisa, podemos ajudar e ficamos sabendo na mesma hora se eles precisam de algo. Fora os horários em que podemos ficar ainda mais perto deles, como na hora do almoço”, afirmou Mônica.

AUGUSTO CAVALCANTI é assessor de comunicação da Igreja Adventista para a região central de São Paulo

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