Pesquisador da verdade

O consultor legislativo da Câmara dos Deputados que descobriu nos livros teológicos uma mensagem que hoje compartilha por meio da literatura
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Foto: André Azevedo

Muitos dos livros que vêm sendo lidos ultimamente por Manoel Morais, consultor legislativo da Câmara dos Deputados, são obras de referência para pastores e teólogos. Graduado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), o cearense de 41 anos não detém títulos no campo da teologia, mas se considera um pesquisador das Escrituras.

Sua curiosidade pela área cresceu depois que começou a estudar a Bíblia com um professor universitário adventista e um policial civil que conheceu durante um curso de aperfeiçoamento profissional em São Paulo. Embora estivesse interessado em saber mais sobre o adventismo, sua intenção ao se aproximar deles não era de se ­tornar membro de outra denominação. “Ao contrário, eu queria convertê-los à minha fé, pois acreditava que possuía a ‘luz maior’”, conta.

Membro de uma igreja evangélica por mais de uma década, Manoel nutria certo preconceito em relação à Igreja Adventista por entender que a denominação estava equivocada principalmente no que diz respeito ao quarto mandamento. Sua interpretação até aquele momento era que o sábado havia sido abolido na cruz.

Além disso, Manoel questionava o papel profético de Ellen White. Na juventude, chegou a receber um exemplar do livro O Grande Conflito, mas o deixou de lado logo que viu o nome da autora. “Assim como muitos evangélicos, pensava que Ellen White tinha uma autoridade à parte da Bíblia, dizendo coisas com as quais as Escrituras não concordam. Mas, quando a verdade chega, as superstições se diluem”, afirma.

Pesquisador sincero das Escrituras, Manoel mudou de opinião à medida em que novas verdades lhe foram reveladas. De opositor das doutrinas adventistas, passou a defender princípios como a guarda do sábado. Certa vez, propôs a dois colegas da denominação que frequentava que fizessem um teste. Em resposta ao desafio, no sábado seguinte ele visitou a Igreja Central de Brasília e experimentou pela primeira vez como era descansar no sétimo dia.

Na ocasião, uma das pessoas com quem conversou foi José Carlos Moreira, supervisor da livraria da Casa Publicadora Brasileira em Brasília. Dali em diante, Manoel passou a frequentar não somente o templo adventista, mas também a filial da editora. Ali ele adquiriu livros como Questões Sobre Doutrina, Adventismo, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, Respostas a Objeções, Pecado e Salvação e clássicos da escritora Ellen White como O Desejado de Todas as Nações e O Grande Conflito, para citar alguns dos que mais o influenciaram. Além disso, buscou entre os mais de mil títulos oferecidos na loja publicações com um teor mais acadêmico.

Impressionado com a riqueza teológica dos materiais, ele também decidiu presentear amigos com algumas dessas obras. Assim, mesmo antes de ser batizado no dia 28 de janeiro na Igreja Central de Brasília, Manoel Morais se tornou um grande distribuidor de literatura adventista. “Hoje ele é um dos clientes da livraria da CPB na capital nacional que mais compram livros com o objetivo de presentear pessoas”, informa o supervisor da filial. Sua preferência é por livros da pioneira adventista e outros que esclarecem dúvidas doutrinárias. “Montei, por exemplo, um kit contendo O Grande Conflito, O Desejado de Todas as Nações e a obra Crenças Populares. São excelentes livros para presentearmos amigos, familiares e colegas de trabalho”, realça.

Além de representar um perfil de leitor que está mais interessado em materiais com profundidade teológica e sólido embasamento bíblico, Manoel Morais é um exemplo de que a teologia não está ao alcance simplesmente dos teólogos. Ele aconselha outros a fazer o mesmo e ressalta que cavar fundo na Palavra de Deus não somente nos protege dos modismos e deturpações da verdade, mas também abre caminho para que outras pessoas sejam conduzidas a Cristo.

MÁRCIO TONETTI é editor associado da Revista Adventista

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