Por que o texto varia de uma Bíblia para outra

Saiba como os métodos de tradução determinam a linguagem e o vocabulário das diferentes versões do livro sagrado
Foto: Márcio Tonetti

As novas traduções da Bíblia e a tendência de eliminar vocabulário em desuso, substituindo-o por uma linguagem coloquial e, portanto, mais compreensível para os leitores em geral, foi tema de uma reportagem publicada recentemente no site da revista Época. Um dos exemplos citados foi o da Nova Versão Transformadora (NVT), que levou seis anos para ficar pronta e foi lançada no fim do ano passado pela editora Mundo Cristão.

Propostas dessa natureza são louváveis especialmente pelo fato de que a Bíblia foi escrita em idiomas bem diferentes da língua portuguesa. Além disso, as distâncias do tempo, dos costumes, do espaço geográfico e das expressões idiomáticas, entre outros elementos, podem tornar muito desafiador o processo de interpretação do texto bíblico. Porém, ao deparar-se com as traduções da Bíblia, o leitor pode ficar confuso com as diferenças que existem de uma versão para outra.

Para citar apenas um dos exemplos apresentados na matéria mencionada acima, chamo a atenção para as variações textuais de quatro versões da Bíblia sobre o conhecido texto de João 1:1. (1) Almeida Revista e Atualizada (ARA): “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”; (2) Bíblia Sagrada (Tradução da CNBB): “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus”; (3) Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH): “Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus”; (4) Nova Versão Transformadora (NVT): “No princípio, aquele que é a Palavra já existia. A Palavra estava com Deus. A Palavra era Deus”.

Explicando as diferenças

As diferenças de linguagem e vocabulário entre essas versões podem ser explicadas a partir dos métodos de tradução adotados. Basicamente, os tradutores da Bíblia adotam um dos seguintes métodos: (1) equivalência formal (ou tradução literal); (2) equivalência dinâmica (ou tradução dinâmica); (3) tradução parafraseada. Explicarei rapidamente cada um desses métodos.

Equivalência formal ou tradução literal. Dois bons exemplos desse método de tradução são a Almeida Revista e Atualizada (ARA) e a Almeida Corrigida Fiel (ACF). Ao adotar esse método, os tradutores estão preocupados em transmitir ao leitor as ideias expressas pelos idiomas originais da Bíblia, palavra por palavra. O foco dessa tradução é a língua de partida (hebraico, aramaico e grego) e não a língua de chegada (o português). Porém, é preciso estar ciente de que nenhuma tradução consegue ser cem por cento literal. Cada idioma tem expressões cujas ideias são difíceis de expressar em outra língua.

Em meu livro Retórica e Teologia nas Cartas de Paulo, publicado pela Editora Academia Cristã (2012), explorei diversas expressões paulinas desse tipo. Por exemplo, em 2 Coríntios 4:17, o texto da ARA traz a seguinte afirmação: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação”. A parte final desse verso (acima de toda comparação) é uma expressão idiomática que, se traduzida literalmente, ficaria assim: “de acordo com hipérbole para hipérbole” ou “de acordo com hipérbole na hipérbole”.

Logicamente, o leitor se perguntaria o que Paulo quis dizer com isso. A explicação é que Paulo queria dar a ideia de que nem todas as hipérboles do mundo podem expressar a glória que desfrutaremos na eternidade. Além disso, com essa expressão, ele coloca as tribulações desta vida em seu devido lugar, ou seja, elas são muito pequenas, se comparadas com o que teremos no porvir. Portanto, a tradução desse verso oferecida pela ARA não é literal. Porém, isso ocorre não porque o tradutor não pretendesse que ela o fosse, mas em função da dificuldade de representar em português a ideia expressa pelas palavras gregas usadas por Paulo.

Equivalência ou tradução dinâmica. Nesse método, procura-se transmitir o pensamento do texto original. Para isso, comumente, prefere-se não seguir a ordem das palavras e/ou a estrutura gramatical do texto original. O foco dessa tradução é a língua de chegada e não as línguas de partida. Dois bons exemplos desse tipo de tradução são a Nova Versão Internacional (NVI) e a recente Nova Versão Transformadora (NVT).

Essas versões evitam ou eliminam o linguajar arcaico e as construções gramaticais complexas com o objetivo de oferecer uma leitura clara para a maioria dos leitores. Por exemplo, enquanto o texto de Isaías 52:12 na ARA mantém os verbos e pronomes de segunda pessoa do plural (vos, vós, vossa), há muito tempo em desuso no Brasil, o mesmo texto na NVI substitui a segunda pela terceira pessoa, como se pode ver a seguir. Na ARA: “Porquanto não saireis apressadamente, nem vos ireis fugindo; porque o Senhor irá adiante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda”; na NVI: “Mas vocês não partirão apressadamente, nem sairão em fuga; pois o Senhor irá à frente de vocês; o Deus de Israel será a sua retaguarda”. Observa-se que na NVI o texto bíblico fica mais próximo da maneira com que os leitores utilizam a língua hoje.

Tradução parafraseada. Bíblias com tradução parafraseada oferecem uma interpretação para muitas expressões de difícil compreensão para os leitores não familiarizados com os elementos culturais, linguísticos e históricos do texto bíblico. Um exemplo de tradução parafraseada é a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH). É importante ressaltar que, se por um lado versões parafraseadas trazem alguns benefícios ao leitor, por outro, é preciso ter cautela.

Para uma boa amostra do padrão seguido por uma versão parafraseada, tomemos como exemplo o texto de Romanos 12:20, que é uma citação de Provérbios 25:21-22. Na ARA, a passagem se encontra assim: “Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça”. O leitor atento logo se perguntará: “o que Paulo quis dizer com amontoar brasas vivas sobre a cabeça?” Na NTLH, encontramos uma interpretação dessa ideia: “Mas façam como dizem as Escrituras: “Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha”.

Ao comparar as duas versões acima, o leitor perceberá que a NTLH interpreta o ato de “amontoar brasas vivas sobre a cabeça” como um comportamento em que se leva um inimigo a sentir vergonha e remorso. Nesse modelo de tradução, o leitor não precisa se esforçar para compreender o que o autor quis dizer. A ideia original é interpretada e entregue pronta ao leitor. Inicialmente, isso pode ser um benefício, se a interpretação estiver correta. No caso do texto de Romanos 12:20 na NTLH, embora alguns comentários bíblicos sugiram que essa seja uma leitura possível, ela é apenas uma entre outras alternativas.

Além disso, passagens como Apocalipse 21:16-17, em que encontramos termos diretamente relacionados com a cultura em que o texto foi produzido, podem ter sua interpretação afetada em função da substituição desses termos por outros pertencentes à cultura do leitor. A NTLH apresenta a medida de dois mil e duzentos quilômetros para a cidade santa e sessenta e quatro metros de largura para sua muralha. Em contrapartida, a ARA menciona que a cidade mede doze mil estádios, e sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados. Porém, um estudo atento sobre os números em Apocalipse demonstrará que a ênfase não está nas unidades de medida, mas nos números em si. Desse modo, os números 12 e 144 são cruciais para a interpretação da passagem, os quais estão ausentes na NTLH, assim como, coincidentemente ou não, também estão ausentes na NVI.

O que fazer?

A essa altura, uma pergunta que inevitavelmente surge é: Que versão da Bíblia devo ler? Eu diria que esta é uma decisão que cada um precisa tomar. Felizmente, hoje, em função da impressão da Bíblia em larga escala, ter mais de uma versão da Bíblia é algo que está ao alcance praticamente de cada leitor. Então, aqui deixo algumas sugestões:

  • Tenha à sua disposição pelo menos uma versão de cada modelo de tradução. Por exemplo, uma Almeida Revista e Atualizada (ARA), uma Nova Versão Internacional (NVI) e uma Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH).
  • Após fazer a leitura na versão de sua preferência, se houver algum ponto que não tenha ficado claro, confira o que as outras versões estão dizendo. Alguns podem achar que esse seja um processo que toma muito tempo. Porém, em geral, ler um trecho menor da Bíblia, compreender seu significado e como ele se aplica a nós hoje pode ser mais proveitoso do que ler vários capítulos seguidos.
  • Ao comparar as versões, é importante começar por uma tradução formal, uma vez que ela tende a estar mais próxima da língua original. Em seguida, observe como aquela passagem foi traduzida numa edição dinâmica. Finalmente, verifique como uma edição parafraseada compreendeu essa passagem.
  • Para aqueles que puderem investir um pouco mais de dinheiro e tempo, bons comentários e dicionários bíblicos são ferramentas indispensáveis para a compreensão da Bíblia, a exemplo da Série Logos, que é uma coleção de comentários bíblicos que também inclui um dicionário bíblico. Para aqueles que precisam de uma alternativa mais acessível, usar uma Bíblia de estudos seria uma boa opção, a exemplo da Bíblia de Estudo Andrews.

Enfim, o mais importante é que você tenha sua Bíblia e a estude diariamente. Como disse Jeremias: “Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó Senhor, Deus dos Exércitos” (Jeremias 15:16, ARA). Que nos alimentemos dessas palavras todos os dias!

ADENILTON TAVARES, mestre em Ciências da Religião, é professor de grego e Novo Testamento na Faculdade Adventista da Bahia e está cursando o doutorado em Novo Testamento na Universidade Andrews (EUA)

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    Cinco princípios que guiaram a preparação da Tradução do Novo Mundo.

    TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO DA BÍBLIA SAGRADA (REVISÃO DE 2015)

    A1
    Princípios de tradução da Bíblia

    A Bíblia foi originalmente escrita nos idiomas hebraico, aramaico e grego antigos. Atualmente, ela está disponível inteira ou em parte em cerca de 2.600 idiomas. Visto que a maioria dos leitores da Bíblia não entendem os idiomas originais, precisam recorrer a uma tradução confiável. Que princípios devem ser seguidos ao se traduzir a Bíblia? Como esses princípios orientaram a produção da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada?

    Algumas pessoas talvez pensem que uma tradução literal, palavra por palavra, num estilo interlinear, ajudaria o leitor a ter uma compreensão mais exata do que foi expresso nos idiomas originais. Mas isso nem sempre acontece. Veja alguns motivos:

    Não existem duas línguas com gramática, vocabulário e sintaxe exatamente iguais. O professor de hebraico S. R. Driver escreveu que as línguas “diferem não só na gramática e nas raízes, mas também . . . no modo como as ideias são construídas numa sentença”. O padrão de pensamento é bem diferente em cada idioma. O professor Driver continua: “Portanto, as frases são formadas de maneiras diferentes em cada idioma.”
    Nenhum idioma moderno possui um vocabulário e uma gramática que correspondam exatamente aos das línguas hebraica, aramaica e grega usadas na Bíblia. Assim, uma tradução palavra por palavra seria difícil de entender ou poderia até mesmo transmitir o sentido errado.
    Dependendo do contexto, o significado de uma palavra ou expressão pode variar.
    É verdade que um tradutor talvez consiga fazer uma tradução literal de alguns trechos do idioma original, mas é necessário muito cuidado.

    Veja alguns exemplos de como uma tradução palavra por palavra pode passar o sentido errado:

    As Escrituras usam os verbos “dormir” e “adormecer” para se referir tanto ao sono físico como ao sono da morte. (Mateus 28:13; Atos 7:60) Quando esses verbos são usados em contextos que falam sobre a morte, os tradutores da Bíblia podem usar expressões como “adormecer na morte”. Isso evita confundir o leitor. — 1 Coríntios 7:39; 1 Tessalonicenses 4:13; 2 Pedro 3:4.
    O apóstolo Paulo usou em Efésios 4:14 uma expressão idiomática antiga que, traduzida literalmente, seria “em a jogada de dados de homens”. Essa expressão fazia referência ao costume de trapacear em jogos de dados. Na maioria dos idiomas atuais, uma tradução literal não faria muito sentido. Traduzir essa expressão como “esperteza de homens” é uma maneira mais clara de transmitir a ideia.
    Em Romanos 12:11, usa-se uma expressão grega que significa literalmente “ao espírito fervente”, o que não passa o sentido desejado em português. Por isso, esta tradução da Bíblia verte essa expressão como “fervorosos no espírito”.
    [Foto na página 1783]
    MATEUS 5:3
    Literalmente: “pobres de espírito”
    Ideia: “os que têm consciência de sua necessidade espiritual”
    Em seu famoso Sermão do Monte, Jesus usou uma expressão que muitas vezes é traduzida como “bem-aventurados os pobres de espírito”. (Mateus 5:3, Almeida, revista e corrigida) Mas, em muitas línguas, a tradução literal dessa expressão não é muito clara. Em alguns casos, uma tradução muito literal poderia dar a entender que “os pobres de espírito” são pessoas mentalmente desequilibradas ou sem energia e determinação. No entanto, Jesus estava ensinando ali que a felicidade das pessoas não depende de elas satisfazerem suas necessidades físicas, mas de reconhecerem que precisam da orientação de Deus. (Lucas 6:20) Assim, traduções como “os que têm consciência de sua necessidade espiritual” ou “os que reconhecem que precisam de Deus” transmitem o significado dessa expressão de forma mais exata. — Mateus 5:3, Bíblia Fácil de Ler.

    Em muitos contextos, a palavra hebraica traduzida “ciúme” transmite o sentido mais conhecido da palavra em português, isto é, ficar indignado por causa da aparente deslealdade de alguém achegado ou invejar outros por causa do que têm. (Provérbios 6:34; Isaías 11:13) No entanto, essa palavra hebraica também tem uma conotação positiva. Por exemplo, o termo pode se referir ao “zelo”, ou forte sentimento de proteção, que Jeová tem por seus servos. Pode se referir também a ele “exigir devoção exclusiva”. (Êxodo 34:14; 2 Reis 19:31; Ezequiel 5:13; Zacarias 8:2) Além disso, pode ser empregado quando se fala do “zelo” que os fiéis servos de Deus têm por ele e por sua adoração, ou da atitude de ‘não tolerarem nenhuma infidelidade’ para com ele. — Salmo 69:9; 119:139; Números 25:11.
    [Foto na página 1784]
    A palavra hebraica yadh é geralmente traduzida “mão”, mas dependendo do contexto ela pode ser traduzida como “domínio”, “generosidade”, “poder”, e de muitas outras maneiras
    O termo hebraico que normalmente se refere à mão humana pode ter vários significados. Dependendo do contexto, essa palavra pode ser traduzida como “domínio”, “generosidade” ou “poder”. (2 Samuel 8:3; 1 Reis 10:13; Provérbios 18:21) De fato, essa palavra específica é traduzida de mais de 40 maneiras na edição em português da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.

    Levando em conta esses fatores, traduzir a Bíblia envolve mais do que simplesmente traduzir sempre da mesma maneira uma palavra do idioma original para o idioma-alvo. O tradutor deve usar de bom critério para escolher as palavras no idioma-alvo que melhor representem as ideias do texto no idioma original. Além disso, é preciso construir as frases seguindo as regras de gramática do idioma-alvo, para que o texto seja fácil de ler.

    Ao mesmo tempo, é preciso evitar extremos ao refrasear o texto. Se o tradutor recorre muito à paráfrase de acordo com sua própria interpretação da ideia geral do texto, poderá distorcer o sentido. De que maneira? O tradutor talvez insira erroneamente sua opinião sobre o que acha ser o significado do texto original ou omita detalhes importantes do texto. Assim, embora as traduções parafraseadas sejam fáceis de ler, às vezes o estilo livre da tradução pode impedir que o leitor entenda a real mensagem do texto original.

    Crenças religiosas podem facilmente influenciar o trabalho de um tradutor. Por exemplo, Mateus 7:13 diz: “Espaçosa é a estrada que conduz à destruição.” Alguns tradutores, talvez influenciados por suas crenças religiosas, usaram nesse versículo a palavra “inferno” em vez de “destruição”, que é o verdadeiro significado do termo grego.

    O tradutor da Bíblia também deve levar em conta que a Bíblia foi escrita com a linguagem simples, do dia a dia, de pessoas comuns como agricultores, pastores de ovelhas e pescadores. (Neemias 8:8, 12; Atos 4:13) Portanto, uma boa tradução da Bíblia torna a sua mensagem acessível a pessoas sinceras, não importa a sua formação. Usa de preferência expressões claras, simples e fáceis de entender, em vez de palavras que raramente são usadas por pessoas comuns.

    Muitos tradutores da Bíblia tomaram sem justificativa a liberdade de omitir o nome de Deus, Jeová, das traduções modernas, embora esse nome seja encontrado em antigos manuscritos da Bíblia. (Veja o Apêndice A4.) Muitas traduções substituem o nome de Deus por títulos, como “Senhor”, e algumas até obscurecem o fato de que Deus tem um nome. Por exemplo, em algumas traduções, um trecho da oração de Jesus registrada em João 17:26 diz: “Eu fiz com que eles te conheçam” e em João 17:6: “Dei-te a conhecer àqueles que me confiaste.” No entanto, uma tradução fiel das palavras da oração de Jesus é: “Eu tornei o teu nome conhecido a eles” e “tornei o teu nome conhecido aos homens que me deste”.

    No prefácio da edição original em inglês da Tradução do Novo Mundo, encontramos a seguinte declaração: “Não apresentamos nenhuma paráfrase das Escrituras. Fizemos esforços para fornecer uma tradução o mais literal possível, conforme o idioma inglês moderno permite, e sempre que a tradução literal não ocultar a ideia por causa de alguma estranheza.” Assim, a Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia se esforçou para alcançar um equilíbrio entre usar palavras e expressões que reflitam as originais, e, ao mesmo tempo, evitar um fraseado que soe estranho ou obscureça o verdadeiro sentido. Em resultado disso, a Bíblia pode ser lida com facilidade e o leitor pode confiar plenamente que a mensagem inspirada foi transmitida com exatidão. — 1 Tessalonicenses 2:13.

    Uma tradução confiável precisa:
    Santificar o nome de Deus por restaurá-lo nas Escrituras. — Mateus 6:9.
    Transmitir com exatidão a mensagem original inspirada por Deus. — 2 Timóteo 3:16.
    Traduzir literalmente expressões do texto original sempre que o vocabulário e a estrutura da língua-alvo permitirem.
    Transmitir o sentido correto de uma palavra ou frase quando uma tradução literal distorcer ou obscurecer seu significado.
    Usar uma linguagem natural e fácil de entender, que incentiva a leitura. — Neemias 8:8, 12.

    fonte: Princípios de tradução da Bíblia
    https://www.jw.org/pt/publicacoes/biblia/nwt/apendice-a/biblia-traducao/