Homenagem às excluídas

No Dia Internacional da Mulher, voluntários presenteiam moradoras de rua e garotas de programa

Mulheres que estão à margem da sociedade foram lembradas no dia 8 de março por um grupo de voluntários do Rio de Janeiro. Os integrantes do projeto Servindo Por Amor percorreram as ruas da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, na capital carioca, com o objetivo de distribuir rosas de chocolate e exemplares do livro Em Busca de Esperança para 41 garotas de programa. Quem aceitou, também recebeu orações.

Pouco antes do grupo sair para a entrega dos presentes, membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia da Barra da Tijuca e do Espaço Novo Tempo do Recreio se uniram para interceder em favor dos que participariam da iniciativa e das homenageadas.

A atitude dos voluntários surpreendeu e emocionou as mulheres. Uma delas, que chegou a convidar outras colegas para receber a rosa e o livro, comentou: “Eu nem lembrava que hoje era o dia da mulher”.

Bolsa solidária

Na mesma data, alunos da Faculdade Adventista de Minas Gerais (Fadminas) deixaram as salas de aula e saíram às ruas da cidade de Lavras (MG) para doar cinquenta bolsas a moradoras de rua.

O projeto “Bolsa Solidária” foi lançado na instituição no início do ano letivo. Desde então, muita gente se empenhou em arrecadar produtos de higiene e de beleza, bem como bolsas femininas, a fim de montar kits para presentear essas mulheres no dia em que se ressalta tanto a importância da figura feminina na sociedade.

Cinquenta bolsas foram entregues para moradoras de rua em Lavras (MG) no Dia Internacional da Mulher. Créditos da imagem: Fadminas

Paralelamente, a estudante de Pedagogia Janaína Valle incentivou outros colegas a escreverem cartas com mensagens de apoio às mulheres de rua. “Além de felicitá-las pelo Dia Internacional da Mulher, escrevemos palavras de apreço e ânimo para elas, e colocamos uma carta em cada bolsa”, conta a jovem de 17 anos.

“Toda mulher gosta de ficar arrumada e isso mexe com a autoestima dela. Mas acreditamos que o gesto de amor tenha sido o que mais as impactou”, destaca Whesley Pontes, coordenador da iniciativa.

Ao falar sobre a necessidade de maior atenção a esse grupo de excluídas sociais, Janaína enfatiza: “Apesar de a maioria enxergar somente moradoras de rua, elas são mais do que isso e guardam histórias que a gente não conhece. Nesse dia especial, procuramos mostrar que nós vemos além desse rótulo e que elas são importantes para Deus”.

“É chocante ver que tantas pessoas precisam de ajuda e não recebem. Mas o que mais me comove é ver que a maior dificuldade das pessoas não está em doar um sabonete ou um shampoo, mas sim em se doar”, acrescenta Isadhora Norkus, outra estudante de Pedagogia.

Além das dezenas de bolsas carregadas de itens essenciais e de “mimos”, o grupo também levou pelo centro da cidade um caldeirão com sopa preparada por funcionários da faculdade, mesa e utensílios básicos para atender os moradores de rua com uma refeição quentinha. Na “hora do jantar”, tanto mulheres quanto homens experimentaram um pouco mais do carinho demostrado pelos voluntários.

Rompimento de vínculos familiares, abandono, uso de álcool e drogas, desordens mentais, desemprego e a perda da autoestima estão entre os fatores que levam pessoas a morar nas ruas. “Mas, independentemente de seus motivos, um pouco de carinho, atenção e empatia faz bem a qualquer um, não importa a ocasião e nem o dia do ano. Com pequenas ações é que a gente faz diferença. São as boas ações que movem o mundo”, conclui Michael Carvalho, aluno do curso de Ciências Contábeis. [Equipe RA, da Redação / Com informações de Fabiana Lopes, Samuel Apolonio e Vivian Vergílio]

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