O homem Jesus

Em tempos atuais, o antigo debate sobre a natureza humana de Cristo tem tomado novo fôlego. Afinal, nosso Salvador era exatamente igual ao pecador ou havia um diferencial? O tema, que divide opiniões e interfere de modo central na forma como as pessoas enxergam a doutrina da salvação, está presente no adventismo e merece atenção especial.

Na criação, o homem foi feito à imagem e semelhança divina. Na encarnação, Deus se fez à imagem e semelhança da humanidade. Esse mistério de poder, amor e graça infinitos esconde e revela segredos da Onipotência que só podem ser desvendados à luz das Escrituras. Diz Ellen White: “A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós. É a corrente de ouro que nos liga a Cristo, e por meio de Cristo a Deus. Isso deve constituir nosso estudo” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 244).

Ao adentrar esse território sagrado, “bem faremos em levar a sério as palavras de Moisés, junto à sarça ardente: ‘Tira a sandália dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa’ (Êx 3:5)” (ibid.). Porém, não devemos recuar desse tema, pois “o estudo da encarnação de Cristo é campo frutífero, que recompensará o pesquisador que cavar fundo em busca de verdades ocultas” (ibid.).

No processo de “escavação” dessas preciosas “verdades ocultas”, algumas perguntas desafiam o intérprete da Palavra de Deus: Com qual natureza humana Cristo encarnou? Tinha Ele propensões para o pecado como todos nós? Ou Ele possuía uma natureza moral isenta de tendências para o mal?

Encontrar as respostas certas para esses questionamentos não é tarefa de fácil execução. Existe uma aparente contradição na Bíblia e nos escritos de Ellen White sobre o assunto. Enquanto algumas passagens são categóricas em afirmar a pureza moral da natureza humana de Jesus, outras parecem sugerir o contrário. A revelação nunca está em contradição; nós é que não cavamos fundo o suficiente. Se assim o fizermos, porém, encontraremos as respostas certas e seremos recompensados com a verdade.

Em geral, no adventismo, o tema da natureza humana de Cristo se divide em basicamente dois segmentos: pré-lapsarianismo e pós-lapsarianismo. Os pré-lapsarianos entendem que Jesus encarnou com uma natureza humana semelhante à de Adão antes da queda; portanto, diferente da nossa. O resultado dessa visão é a ênfase em Cristo como nosso substituto no processo da salvação.

Os pós-lapsarianos, por sua vez, creem que Jesus encarnou com uma natureza moral semelhante à de Adão depois da queda. Isso o tornaria igual a qualquer ser humano com tendências pecaminosas. Para os pós-lapsarianos, Cristo tinha natureza pecaminosa, mas não era pecador, pelo fato de não ter cometido nenhum ato pecaminoso. Assim, se Cristo não cometeu pecado, mesmo tendo propensões como as nossas, inevitavelmente todo ser humano, para ser salvo, precisa passar no mesmo teste em que Jesus foi aprovado. Ou seja, nesse caso, a salvação depende da obediência humana. Nesse paradigma, a ênfase soteriológica recai sobre o papel de Cristo como modelo de comportamento e no esforço humano em seguir as exigências divinas.

A grosso modo, no pré-lapsarianismo, a natureza humana de Cristo é totalmente diferente da nossa; no pós-lapsarianismo, é exatamente igual. Em qual das duas posições está o tesouro da verdade? Só um exame sério e desapaixonado do tema na Bíblia e nos escritos de Ellen White poderá responder.

O VEREDITO DO NOVO TESTAMENTO

Algumas características morais do Senhor descritas na Bíblia não podem ser verificadas em nenhum outro ser humano, e isso desde a concepção no ventre materno. De acordo com o relato de Lucas, o anjo Gabriel anunciou que a gravidez de Maria seria fruto da operação do Espírito Santo, da qual nasceria um “ente santo”. Essa expressão jamais foi atribuída a outra pessoa nas Escrituras, pois todos pecaram (Rm 3:23). O anjo acrescenta que Jesus seria “chamado Filho de Deus” (Lc 1:35). Por outro lado, a Bíblia é clara ao atribuir pecaminosidade inerente ao ser humano desde a concepção uterina (Sl 51:5).

O apóstolo Pedro se referiu a Jesus como o “santo de Deus” e não foi corrigido pelo Senhor (Jo 6:69). Porém, as Escrituras revelam que todos os seres humanos estão “debaixo do poder do pecado” (Rm 3:9) e que há uma força interior em cada pessoa impelindo-a ao erro (Rm 7:7-24). Por sua vez, o próprio Cristo foi categórico ao negar a existência de propensões pecaminosas em sua natureza: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8:46; compare com Jo 16:8, texto em que Jesus diz que um dos papéis do Espírito Santo é convencer do pecado). Na mesma linha, o apóstolo João afirma que em Jesus “não existe pecado” (1Jo 3:5). Nessa passagem, o termo “pecado” (hamartia) está acompanhado do verbo “existe”, que evoca a noção do pecado como essência e não como ato, o que não anula o fato de Jesus não ter cometido pecado.

O exame das passagens bíblicas acima permite compreender que, no aspecto moral, a natureza humana de Cristo se assemelhava à de Adão antes da queda, ou seja, como o primeiro homem, Jesus não possuía propensões pecaminosas.

Porém, a Bíblia revela que, do ponto de vista físico, Cristo parecia com a humanidade pós-pecado. As Escrituras evidenciam que o corpo de Cristo, exatamente como o nosso, estava sujeito a necessidades físicas e a suscetibilidades emocionais, como fome (Mt 4:2), sede (Jo 19:28), cansaço (Jo 4:6), dor (Jo 18:22; 19:2, 3), angústia (Mt 26:37) e morte (Lc 23:46).

Nessa linha, Paulo ensinou que Jesus encarnou entre nós “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3, itálico acrescentado). Com essa expressão, o apóstolo reforçou o ensino de que Jesus tinha um corpo humano semelhante ao nosso, sujeito aos efeitos do pecado. Ellen White endossa essa posição: “Cristo, o segundo Adão, veio em semelhança de carne pecaminosa. Em benefício do homem, tornou-se sujeito à tristeza, ao cansaço, à fome e à sede. Era sujeito à tentação, mas não cedeu ao pecado. Nele não havia mancha nenhuma de pecado” (Mensagens Escolhidas, v. 3., p. 142, 143).

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Para alguns, a expressão “semelhança de carne pecaminosa”, em vez de estar se referindo ao corpo e às emoções de Jesus, sugere que, em sua natureza humana, Cristo tinha propensões para o pecado. Além de contradizer o claro ensino das Escrituras, essa interpretação não se sustenta igualmente porque uma análise atenciosa do texto em questão reforça a singularidade de Cristo em relação à humanidade.

Em português e em grego, “em semelhança de” significa “parecido com” e não “igual a”. Isso fica evidente em outra passagem paulina: “Jesus, […] subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes [tornou-se] em semelhança de homens” (Fl 2:5-7, itálico acrescentado). Nesse texto, fica evidente que, para Paulo, Jesus é igual a Deus, ou seja, possui todos os atributos divinos; e semelhante aos homens, isto é, compartilha com a humanidade algumas características não morais decorrentes do pecado.

A comparação “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3) equivale a “em semelhança de homens” (Fp 2:7). Nessas frases, o apóstolo estava dizendo apenas que Cristo assumiu um corpo humano como o nosso, ou seja, que Ele foi “reconhecido em figura humana”. Isso significa que Jesus encarnou com algumas características de um ser humano pecador e, portanto, era semelhante a nós. Para não colocar a Bíblia em contradição, só é possível admitir que essas características sejam físicas e emocionais, mas nunca tendências morais corruptas.

No entanto, se Jesus não tinha propensões pecaminosas, como foi então “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4:15)? Estaria esse texto dizendo que Cristo tinha propensão ao erro como todos nós, mas que, mesmo assim, não cometeu atos pecaminosos?

Para responder a essas perguntas, é preciso saber o que é, de fato, a tentação. No Éden (Gn 3) e no deserto (Lc 4), podemos entender melhor esse tema. Antes de possuir propensões pecaminosas, após a argumentação da serpente, o primeiro casal acreditou que “a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento” (Gn 3:6, itálico acrescentado).

Nessa passagem, é possível perceber três aspectos de toda tentação: (1) fisiologia; (2) visão; (3) orgulho. A vontade de comer o fruto representa todos os desejos de ordem biológica, como sono e sexualidade; o juízo estético de Adão e Eva em relação ao fruto representa toda a tendência humana de avaliar as pessoas e as coisas pelo que se vê; a compreensão equivocada deles de que o fruto poderia lhes dar entendimento foi a tentação de imaginar que pudessem ser mais sábios do que Deus.

Como o segundo Adão (1Co 15:45; Rm 5:12-21), Cristo foi submetido ao mesmo teste. De acordo com a sequência de Lucas, o diabo tentou Jesus no deserto assim: (1) “Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão” (fisiologia); (2) “E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo” (visão); (3) “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo” (orgulho). Na última tentação, o diabo queria que Jesus usasse uma estratégia humana de poder e não a que estava determinada pelo Pai. Ao jogar-se do pináculo do templo para forçar um salvamento espetacular dos anjos, Jesus “comprovaria” que era o Messias. Contudo, a vontade de Deus era que as pessoas chegassem a esse entendimento pela fé nas Escrituras.

Esse mesmo padrão tridimensional da tentação também se verifica em relação a todo ser humano. Ao nos exortar contra a tentação, o apóstolo João disse: “Tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (1Jo 2:16, itálico acrescentado). Nesse texto, vemos os três aspectos da tentação mais uma vez: (1) fisiologia (“carne”); (2) visual (“olhos”); (3) orgulho (“soberba da vida”).

Assim, cada ato pecaminoso que somos tentados a praticar origina-se em uma dessas três “gavetas” infernais. A fisiologia nos afeta em relação aos desejos inerentes à composição biológica de todo ser humano, que, em si mesmos, não são pecaminosos; por meio da visão, o inimigo nos ataca ao usar nosso juízo estético e nos iludir com as aparências, escondendo os custos terríveis de uma decisão errada; e o orgulho é o ponto em que o inimigo nos tenta a ser mais parecidos com ele. No Céu, Lúcifer quis ser mais sábio que Deus e acreditou que poderia viver sem depender do Pai.

Nesse sentido, Jesus “foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4:15). A expressão “à nossa semelhança” (do grego homoiotes) indica que a tentação de Cristo não foi exatamente igual à nossa, mas parecida. Isso fica claro, por exemplo, pelo fato de, obviamente, o Senhor não ter enfrentado as exatas tentações de uma mulher divorciada, com quatros filhos para criar, vivendo numa metrópole nos dias de hoje.

Além disso, a cláusula “sem pecado” (hamartia; veja o quadro “Pecado x pecados”) indica a principal diferença entre a nossa tentação e a de Cristo. Enquanto Ele era “sem pecado”, nós enfrentamos a tridimensional tentação com as nossas concupiscências, que são propensões pecaminosas (1Jo 2:16; ver Tg 1:14). Isso não nos coloca em desvantagem em relação a Cristo; ao contrário, faz dele nosso perfeito substituto. Com a natureza humana semelhante à de Adão no aspecto moral, Cristo venceu onde o primeiro homem falhou e, assim, libertou a humanidade das garras do inimigo (Rm 5:12-21).

A POSIÇÃO DE ELLEN WHITE

Repetindo o mesmo padrão bíblico, diversas passagens dos escritos de Ellen White parecem estar em contradição com respeito ao tema da natureza humana de Cristo. É preciso, portanto, “escavar” e permitir que os textos falem apenas o que a autora inspirada pretendeu.

Como os autores bíblicos, Ellen White é categórica ao negar a possibilidade de Jesus ter encarnado com tendências pecaminosas. Na carta emblemática enviada ao pastor William L. Baker em 1895, a pioneira não deixa a mínima dúvida com respeito à sua posição sobre o assunto. Ela apresenta Cristo como o segundo Adão e exorta para que ninguém sugira que o Senhor tivesse o menor vestígio de pecado em sua natureza humana (veja o quadro “Carta a Baker” no fim da matéria).

Em outras passagens, ela reforçou essa visão: “Não deve haver a mais leve apreensão em relação à perfeita isenção de pecaminosidade na natureza de Cristo” (Manuscrito 143, 1897). “Cristo não possuía a mesma deslealdade pecaminosa, corrupta e decaída que possuímos, pois então Ele não poderia ser um sacrifício perfeito” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 131). “Deus fez por nós o melhor de tudo que Ele poderia ter feito quando enviou do Céu um Ser sem pecado, para manifestar a este mundo de pecado o que aqueles que são salvos precisam ser” (ibid., 132). “Ele não assumiria nem mesmo a natureza dos anjos, e sim a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa, exceto pela mancha do pecado. Um corpo humano, mente humana, com todas as suas características peculiares” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 157).

As passagens mencionadas não deixam dúvidas quanto ao pensamento de Ellen White sobre a natureza humana de Cristo. Para ela, evidentemente, Jesus não encarnou com uma natureza depravada. Porém, existe uma série de textos que parecem contradizer o pensamento apresentado nessas passagens. Veja alguns deles:

  •  “Por quatro mil anos o ser humano tinha estado a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou sobre si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim poderia salvar o homem das profundezas da sua degradação” (O Desejado de Todas as Nações, p. 102).
  • “Cristo, de fato, em realidade, uniu a natureza pecaminosa do homem à sua própria natureza sem pecado” (Review and Herald, 17 de julho de 1900).
  • “Cristo, que não conhecia o mínimo vestígio de pecado ou contaminação, tomou nossa natureza em seu estado deteriorado” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 253).
  • “Jesus aceitou a humanidade quando ela havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado” (O Desejado de Todas as Nações, p. 97). “Aceitou a fraqueza da humanidade” (ibid., p. 97).
  • “Assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da humanidade” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 268).

Como explicar essa aparente contradição? Nessas passagens, os termos mais desafiadores são os adjetivos “degenerada”, “deteriorado”, e os substantivos “fraqueza” e “degenerescência”, além da expressão “ natureza pecaminosa”, que será tratada mais à frente. De modo isolado, essas palavras podem se referir tanto aos aspectos físicos quanto aos morais da natureza humana de Cristo. Como são palavras neutras, só o contexto em que ocorrem pode definir o sentido em que foram usadas. Contudo, o contexto imediato das passagens não nos dá, com clareza, essa definição. Nesse caso, resta-nos, então, interpretar essas palavras à luz de outras declarações de Ellen White. Quando fazemos isso, encontramos as categóricas afirmações dela sobre a isenção de pecaminosidade na natureza humana de Cristo. Sob pena de colocar a profetisa em contradição, é preciso interpretar esses termos como alusivos à natureza física e emocional de Jesus, mas jamais à moralidade dele.

Entretanto, nessas e outras passagens, também ocorre a expressão “natureza pecaminosa” em relação a Cristo. E isso parece um grande desafio. No texto destacado acima, porém, Ellen White resume a tensão presente em seus escritos sobre a natureza humana de Cristo em uma frase. Ela diz que Jesus “uniu a natureza pecaminosa do homem à sua própria natureza sem pecado”. Se Cristo encarnou com uma natureza “sem pecado”, como Ele poderia ter propensões pecaminosas? Logo, nesse contexto, “natureza pecaminosa”, em relação a Cristo, não pode significar tendência para o erro, mas, em harmonia com a Bíblia e outras passagens categóricas da autora, é possível afirmar que essa expressão está se referindo a consequências físicas e não morais do pecado, como fome, sede, cansaço, dor, angústia e morte.

Segundo George Knight, o aparente paradoxo do pensamento de Ellen White sobre a natureza humana de Cristo pode ser explicado ao se “examinar como um dos autores que ela usou para preparar parte de seu material sobre a encarnação empregava a palavra [‘propensões’]. Henry Melvill era um dos escritores favoritos de Ellen White. Diversas obras dela mostram mútua concordância com Melvill em vários pontos. […] De acordo com Melvill, a queda trouxe duas consequências básicas: (1) ‘fraquezas inocentes’ e (2) ‘propensões pecaminosas’. Para Melvill, […] ‘fraquezas inocentes’ significam coisas como fome, dor, fraqueza, tristeza e morte. […] Por ‘propensões pecaminosas’, Melvill se refere à inclinação ou ‘tendência’ para pecar. Melvill argumenta que, antes da queda, Adão não tinha nem ‘fraquezas inocentes’ nem ‘propensões pecaminosas’, com as quais nascemos, e que Cristo assumiu a primeira, mas não a segunda” (Em Busca de Identidade, p. 126).

Ellen White tornou evidente que era esse seu posicionamento quando, por exemplo, disse que Cristo “é um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir paixões semelhantes às nossas” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 202). Em outro lugar, ela ressalta que Cristo era um poderoso intercessor, “não possuindo as paixões de nossa natureza caída, mas rodeado das mesmas enfermidades” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 509).

Ellen White trata o assunto da natureza humana de Cristo de modo semelhante ao que ocorre na Bíblia. Emerge dos escritos inspirados dela a compreensão de que a natureza moral de Jesus era isenta de qualquer mancha de pecado. Porém, do ponto de vista físico e emocional, Cristo se tornou um de nós, porque sofreu com as consequências do pecado, mesmo sem tê-lo em sua natureza nem ter cometido nenhum delito.

Ao escavarmos o precioso terreno da humanidade de Jesus, podemos encontrar o tesouro da misteriosa graça divina e evitar sérios problemas em nossa teologia. Na encarnação, Jesus Cristo, o eterno Deus, esvaziou-se de sua suprema glória, assumiu a forma de servo, tornou-se parecido conosco, humilhou-se até o tipo mais terrível de morte. Porém, ressuscitado pelo próprio poder, com as marcas eternas de seu amor infinito, foi exaltado e entronizado nas cortes celestiais, onde vive para interceder por nós como nosso perfeito sumo sacerdote. A Ele seja toda honra, toda glória e todo o louvor!

VINÍCIUS MENDES é pastor e editor de livros na Casa Publicadora Brasileira

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(Texto publicado originalmente na edição de dezembro de 2016 da Revista Adventista)

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