Assistência às vítimas do incêndio

Diretora executiva da ADRA Portugal fala sobre o apoio da igreja às pessoas que perderam tudo no desastre
Além de sete toneladas de alimentos, agência humanitária distribuiu kits de higiene, roupas de cama e utensílios domésticos às famílias que perderam tudo no incêndio. Foto: Hope Channel Portugal

Considerado o pior dos últimos 50 anos na história de Portugal, o incêndio que atingiu a região central do país finalmente foi controlado nesta semana, mas deixou 64 mortos, dezenas de feridos e prejuízos que ainda não foram totalmente dimensionados.

Com o objetivo de amenizar o sofrimento das famílias afetadas, a ADRA portuguesa, em parceria com escritórios de países vizinhos e o departamento de assistência social das igrejas locais, já entregou cerca de sete toneladas de alimentos para moradores da região de Pedrógão Grande. Além disso, houve distribuição de água, kits de higiene, agasalhados, calçados, roupas de cama e utensílios domésticos.

Cármen Maciel, diretora executiva da agência humanitária no país, explica que não foi a primeira vez que a ADRA entrou em ação para apoiar vítimas de incêndios nessa região. “Todos os anos, o centro de Portugal costuma ser atingido pelo fogo. Contudo, neste ano, as consequências foram mais acentuadas, o que demandou um esforço maior da nossa parte”, afirmou em entrevista à Revista Adventista.

VEJA IMAGENS DOS ESTRAGOS PROVOCADOS PELO INCÊNDIO

Além dos donativos, a ADRA cedeu a estrutura de um centro comunitário para apoiar o trabalho dos bombeiros no combate ao fogo. Apesar de o incêndio ter sido controlado, a situação das famílias irá requerer apoio contínuo pelos próximos meses. Por isso, além da ajuda imediata, a ADRA Portugal continuará captando recursos para ajudar as famílias a se reerguer das cinzas (para saber como ajudar, clique aqui).

“Estaremos atentos não só ao restabelecimento das diversas comunidades afetadas, mas também ao bem-estar individual das vítimas. Faremos tudo para que, apesar do sofrimento, a dignidade dessas pessoas seja valorizada e respeitada”, a diretora executiva realça.

Para os próximos dias estão previstas ações como limpeza de terrenos, higienização de casas que escaparam do fogo, recuperação de estufas, bem como de mobílias e eletrodomésticos que ainda podem ser aproveitados, além da reconstrução de moradias.

Paralelamente, voluntários irão prestar assistência psicológica, o que também é fundamental para quem teve propriedades e sonhos destruídos pelo fogo. “Muitos ainda não têm certeza se querem reconstruir a vida nesse ou em outro lugar, pois estão emocionalmente muito vulneráveis”, relata Cármen. [Márcio Tonetti, equipe RA / Fotos: Hope Channel Portugal]

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