Formação pastoral

Depois de formar a primeira turma, seminário teológico paranaense pretende reestruturar currículo para oferecer complementação acadêmica nas áreas de administração e capelania escolar
Carolina Perez
Dos 37 alunos que se graduaram na primeira turma do curso de Teologia do IAP, 27 foram chamados para atuar em diversas áreas da igreja. Foto: Renato Sampaio

Quatro anos depois de ter deixado o filho no seminário do Instituto Adventista Paranaense (IAP), a catarinense Márcia de Souza Veiga refez o trajeto de quase 700 quilômetros para acompanhar o momento histórico da formatura da primeira turma do curso de Teologia da instituição localizada em Ivatuba (PR). Realizada no dia 17 de dezembro, a cerimônia histórica reuniu cerca de 800 familiares, professores, representantes do Seminário Latino-Americano de Teologia (Salt) e líderes da igreja no continente.

As regiões sul e centro-oeste do Brasil foram as que mais contrataram os pastores recém-graduados. Porém, parte do grupo também irá servir à igreja em outros estados e no Paraguai. Apesar da dificuldade existente hoje para absorver um número maior de pastores que se graduam nos seminários adventistas espalhados pelo país, dos 37 formandos da primeira turma, 27 foram chamados para atuar como capelães de escolas, pastores distritais, assistentes de evangelismo e na área da colportagem.

Mudanças no currículo

A partir deste ano, o curso de Teologia do IAP pretende efetuar mudanças curriculares que ampliarão a formação pastoral. O seminário, que reúne atualmente 180 estudantes e abrirá a quinta turma com 50 matriculados, passará a oferecer complementação acadêmica nas áreas pastoral, de gestão e capelania educacional.

Ao matricular-se, além de cursar as matérias fixas da grade curricular, o aluno poderá optar em qual linha deseja se aprofundar. O pastor Márcio Costa, coordenador do curso, explica que o projeto tem o objetivo de atender às demandas atuais da igreja. “Queremos que os alunos que desejam trabalhar na área administrativa ou na capelania educacional tenham base e suporte para fazê-lo da melhor forma possível. Hoje, a graduação não oferece noções básicas de administração nem de capelania educacional”, explica.

Antônio Carlos Tavela, coordenador da pastoral escolar para os três estados da região sul, acrescenta que o processo de aprendizagem levará em conta duas dimensões do ministério educacional. “O pastor poderá atuar tanto na sala de aula como professor de Bíblia e de ensino religioso quanto na gestão do desenvolvimento espiritual da escola”, destaca o educador, que após 20 anos de experiência na área escolar admite a importância de preparar melhor os pastores das escolas.

A busca por excelência acadêmica tem gerado bons resultados. Em novembro, o seminário adventista do Paraná recebeu nota 5 na avaliação do MEC (Ministério da Educação), pontuação máxima atribuída a cursos superiores.

CAROLINA PEREZ é assessora de comunicação do Instituto Adventista Paranaense (IAP)

(Matéria publicada originalmente na edição de janeiro de 2018)

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