O sepulcro vazio

Saiba por que a ressurreição de Jesus é fundamental para seu futuro
Marcos De Benedicto
Crédito da imagem: Fotolia

Quando lemos um livro ou assistimos a um filme, torcemos para que o herói seja o vencedor e a história tenha um final feliz. Os bons roteiros sempre apostam nessa fórmula porque ela corresponde à lógica do instinto, ao padrão de valores e ao senso de justiça da maioria. Seria um anticlímax o herói morrer sem um propósito maior e sem esperança de retorno. O roteiro da vida perfeita de Jesus também não poderia terminar no sepulcro, nem o sonho que Ele anunciou ficar preso numa tumba. Porém, a ressurreição do Salvador foi incluída na história não apenas para atender aos cânones da ficção, pois as razões teológicas e os significados existenciais desse evento central da mensagem cristã transcendem a imaginação do melhor roteirista.

Por ser tão fundamental, a historicidade da ressurreição é frequentemente atacada pelos céticos. Mas não há como contestar os documentos do Novo Testamento. O testemunho de todos é unânime: Jesus morreu e voltou a viver, como disse que aconteceria (Mc 8:31; 9:31; 10:34; Jo 2:19). Se os primeiros cristãos não acreditassem na ressurreição, eles não teriam sido transformados e não mudariam o mundo, como indica a matéria de capa desta edição. Para eles, a ressurreição é um fato, não um mito nem uma ilusão. Por isso, Paulo disse que, se tirarmos a ressurreição e a garantia de vida eterna do cristianismo, nossa fé se tornará inútil (1Co 15:13-17). Quem não crê na ressurreição não pode crer em Jesus. Felizmente, a igreja cristã conhece bem sua história e o fundamento de sua fé.

A ressurreição de Jesus não foi apenas um fenômeno particular que ocorreu numa encruzilhada do planeta, numa curva do tempo, e ficou por isso mesmo. Amostra e garantia da ressurreição que vem pela frente, ela é um evento com reflexo no futuro da humanidade. A ressurreição é a validação da identidade de Jesus, a comprovação do poder de Cristo sobre a morte, o elemento diferenciador do Fundador do cristianismo, a evidência de que nossa fé não é vazia, o fim do salário do pecado, a vitória do bem sobre o mal, a reversão do axioma que torna todos em pó, a promessa de transformação num piscar de olhos, a certeza de glória após a humilhação, o motivo para voltar a sorrir depois de uma perda, um convite para olhar além das lágrimas.

Embora a morte seja o “último inimigo a ser destruído” (1Co 15:26), ela já foi vencida. Por isso, Paulo menciona a “graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2Tm 1:9b-10). No pensamento do apóstolo, permeado pelo conceito de duas eras (já e ainda não, ou era presente e era futura), nós já pertencemos ao reino da vida e da imortalidade.

Jesus entrou no vale escuro da morte, mas saiu vitorioso, deixou para trás o túmulo vazio e tem transformado a existência de milhões de pessoas com a promessa da ressurreição. Ele pode ressuscitar você também – no sentido literal e metafórico. Se você está morto em suas emoções, sonhos e propósitos, saiba que o Jesus que derrotou o reino da morte pode devolver-lhe a vida!

MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista

(Editorial da edição de abril de 2018)

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