Missão na Coreia

Quatro mil missionários asiáticos e comunicadores de todo o mundo participam de encontro em cidade sul-coreana
Marcos Paseggi
Congresso foi realizado num centro de eventos de Goyang, na Coreia do Sul, onde também aconteceu o GAiN. O pastor G. T. Ng (à esquerda), secretário executivo da igreja mundial, foi quem proferiu o sermão de abertura. Foto: Adventist Review

A cidade sul-coreana de Goyang, localizada a apenas 25 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, foi o local escolhido para sediar o Congresso Missionário Internacional, evento que reuniu 4 mil pessoas de diversos países nos dias 8 a 11 de agosto.

Realizado no Centro Internacional de Convenções e Exposições da Coreia (Kintex), o encontro recebeu participantes que servem a igreja não apenas no território sul-coreano, mas também na desafiadora Coreia Norte, China, Hong Kong, Japão, Macau, Mongólia e Taiwan. Líderes adventistas de outras regiões do planeta e da sede mundial adventista compareceram ao congresso, que teve momentos de treinamento, ação missionária e testemunho.

A cerimônia de abertura, que combinou efeitos especiais, mensagens e apresentações com instrumentos tradicionais, começou com uma revisão coreografada dos primórdios da missão no território asiático. Precisamente há 130 anos, em 1888, o primeiro missionário de sustento próprio, Abram La Rue, chegou à China. Algumas pessoas treinadas por ele se tornaram posteriormente missionários em outros países asiáticos, incluindo o Japão e a Coreia.

A missão é um compromisso difícil e de longo prazo. Ela foi enfatizada em um script mostrado na tela principal em cinco idiomas. “O número de pessoas ganhas por La Rue depois de oitos anos no ministério foi zero. Mas ele perseverou e, finalmente, teve sucesso”, afirmou o narrador.

Após a leitura de uma declaração oficial de abertura do evento e um voto especial de compromisso com a missão, o pastor Si Young Kim, presidente da igreja para a região, reforçou o motivo do evento. “Este é um festival para lembrar como Deus nos trouxe até este ponto e como Ele operou miraculosamente neste campo missionário”, sublinhou.

Falando com mais seriedade, Kwang fez então um pedido especial: “Estamos a apenas 25 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte. Vamos continuar orando fervorosamente para que esse país se abra ao evangelho”.

G. T. Ng, secretário executivo da igreja em nível mundial, encerrou a cerimônia de abertura fazendo um apelo para que os missionários saíssem e encontrassem aqueles que precisam conhecer Jesus. Refletindo nas parábolas da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho pródigo, relatadas em Lucas 15, ele lembrou que Deus está sempre tentando atrair as pessoas de volta a Ele e que cada adventista deve fazer o mesmo. “Parte da natureza de Deus é ir e buscar dos pecadores. Da mesma forma, a missão da igreja é ir em busca dos perdidos”, ressaltou Ng.

Paralelamente ao Congresso Missionário Internacional, aconteceu também o GAiN (Global Adventist Internet Network). Com o tema “Mission Firts” (Missão Primeiro), o evento buscou conectar comunicadores de todo o mundo com a realidade das missões mundiais. A edição de setembro da Revista Adventista vai trazer mais detalhes sobre esses dois eventos.

MARCOS PASEGGI é correspondente da Adventist Review

VEJA TAMBÉM

Veja também

Teste para a unidade

A igreja é uma família com espaço para diferenças de cultura e opinião, desde que não comprometam  a teologia, o estilo de vida e a missão.