A influência global da dieta adventista

Artigo publicado em periódico internacional mostra como a igreja contribuiu  para a propagação do vegetarianismo
Foto: Adventist Review

O impacto global da filosofia adventista no desenvolvimento de práticas dietéticas, especialmente a propagação do vegetarianismo, foi tema de um artigo divulgado neste mês no periódico Religions, publicação internacional que aborda temas ligados ao universo das religiões e da teologia.

Intitulado “A Influência Global da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Dieta”, o artigo escrito por Jim E. Banta, professor associado da Escola de Saúde Pública da Universidade de Loma Linda (EUA), com a participação de outros pesquisadores, documentou o desenvolvimento histórico da ênfase adventista na nutrição baseada em plantas a partir de meados do século 19.

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Jim E. Banta e sua equipe, formada por Joan Sabaté, Geórgia Hodgkin, Jerry Lee, Zane Yi e Andrea Fanica, apresentaram uma visão geral dos ensinamentos da igreja em muitos tópicos relacionados à saúde, considerando que o estilo de vida adventista está fundamentado na compreensão bíblica de que o corpo humano é o templo do Espírito Santo.

Entre outros pontos, eles demonstraram a articulação dos princípios adventistas de saúde nos escritos de Ellen G. White a partir do Segundo Grande Despertar, movimento religioso e social do século 19 que deu origem ao mormonismo, shakerismo e millerismo. Consideraram ainda o estabelecimento de clínicas e hospitais adventistas na década de 1860, a invenção de cereais matinais, substitutos da carne e a implantação de uma rede global de instituições de saúde, faculdades e universidades da igreja no século 21.

Os autores também discutiram como a estrutura organizacional e institucional adventista do sétimo dia apoia sua perspectiva sobre a dieta e como a denominação tem usado a educação profissional e a pesquisa para promover o vegetarianismo.

A pesquisa mais citada sobre os benefícios do estilo de vida adventista para a saúde envolveu três estudos de coorte prospectiva, conduzidos durante 50 anos na Universidade de Loma Linda. Conhecido como Estudo Adventista de Saúde, o projeto financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde avaliou dados recolhidos de 96.194 adventistas na América do Norte.

O sucesso da igreja em seus esforços para promover o vegetarianismo é atestado pelos livros de Dan Buettner sobre as chamadas Blue Zones e pelo interesse mundial na nutrição baseada em plantas não apenas por seus benefícios substanciais para a longevidade, já que os adventistas de Loma Linda, por exemplo, vivem de 7 a 10 anos mais que a média da população nos Estados Unidos, mas também como uma maneira de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa.

“As lições aprendidas com os adventistas do sétimo dia incluem a importância do envolvimento social, da família, fé, atividade física moderada e da abstenção de fumo e álcool. Lições específicas de alimentos incluem uma dieta baseada em vegetais e o consumo de muitas leguminosas, incluindo soja, grãos integrais e nozes”, observa Banta.

JAMES PONDER, equipe da Loma Linda University Health News (notícia publicada no site da Adventist Review)

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