Perfil da igreja

Comunidade adventista sul-americana é formada em grande parte por mulheres, jovens e recém-batizados
Pastor Edward Heidinger, secretário da Divisão Sul-Americana, apresenta dados da igreja no Concílio Anual, em Brasília (DF). Foto: Gustavo Leighton

A Igreja Adventista na América do Sul é uma comunidade com um número significativo de mulheres, jovens e membros recém-batizados. Dados atualizados sobre o perfil do adventismo no continente foram apresentados pelo pastor Edward Heidinger, secretário executivo da denominação em oito países sul-americanos, neste domingo (11) durante o Concílio Anual, que acontece em Brasília até a próxima terça-feira.

Hoje, mais da metade (56%) dos 2,4 milhões de adventistas sul-americanos são mulheres. A cada 1,78 adventista, existe uma mulher. Dos oito países que compõem esse território, o Uruguai é o que apresenta o maior índice: 1,54 (65%). No caso do Brasil, o público feminino é mais representativo nas regiões sudeste e centro-oeste. Por outro lado, o norte do país é o que apresenta a menor proporção (1,82 membro/mulher ou 55%), índice que parece refletir o perfil demográfico da população Brasileira. Segundo levantamento do IBGE, as mulheres são minoria nessa parte do país.

Outro dado que chama a atenção é o número de jovens. De acordo com o relatório da Secretaria, a média sul-americana é de 2,29 membros por adventista com até 30 anos de idade. Se fosse considerado o número total de membros, eles representariam, em termos percentuais, 43% da população adventista sul-americana.  A União Norte Brasileira é a que concentra a maior quantidade deles no território da Divisão Sul-Americana. Se em países como o Uruguai, a cada 3,72 membros existe um jovem com até 30 anos, no norte do Brasil a proporção é de 1,73 para cada jovem nessa faixa etária. Na realidade, não apenas a igreja é jovem nessa parte do país, mas a população em geral. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011 apontou que quase 60% da população da região norte do país tinha menos de 30 anos de idade.

O relatório também indicou que essa região da América do Sul concentra o maior número de adventistas com menos de uma década de batismo. No norte do país, a cada 1,20 membro, um está na igreja há menos de dez anos. Como destacou o pastor Heidinger, esse indicador é um reflexo do crescimento significativo do adventismo nessa parte do Brasil. “Quanto mais membros a igreja ganha, mais membros novos haverá”, observou. Já a média sul-americana é de 1,51 membro para cada adventista com menos de uma década de igreja. Já no Uruguai, a proporção é 2,48 membros por batizado há menos de dez anos. Isto é, a cada quase 3 membros, um passou a fazer parte da igreja na última década.

Além de mostrar que a igreja na América do sul é jovem e tem pouco tempo de adventismo, o relatório apresentado pelo secretário também apontou que ela é uma comunidade cada vez mais conectada. Em média, no contexto sul-americano, de cada 1,53 membro, um está presente nas mídias sociais. Na Argentina, onde o índice é de 0,34, os adventistas interagem ainda mais com essas plataformas.

OUTROS DADOS

O relatório também mostrou a proporção de adventistas em relação ao número de habitantes. Na América do Sul, existe, em média, 137 habitantes por adventista. No entanto, no território da União Noroeste Brasileira (UNoB) a proporção é bem menor: 42 habitantes para cada adventista. Por sua vez, o país com o maior desafio continua sendo o Uruguai, um dos mais secularizados do continente. Lá existem 436 habitantes por adventista.

Outro dado é que a média de membros por congregação no continente é de 89,64 pessoas e que um pastor atende, em média, 728 adventistas. Os dados apresentados pelo secretário executivo da igreja no continente são referentes a 2017. Neste ano, o parâmetro usado pela denominação para avaliar os indicadores foi o número de membros. “Decidimos usar o critério da quantidade de membros porque é a medida mais básica e geral que temos na Secretaria. Ao mesmo tempo, permite fazer uma comparação mais justa entre as Uniões, uma vez que avaliamos os seus resultados com base na quantidade de membros que elas têm”, explica o pastor Heidinger. [Márcio Tonetti, equipe RA]

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