Pesquisadora premiada

Professora da Universidade de Loma Linda recebe 3,7 milhões de dólares em verbas para financiamento de estudos relacionados à prevenção de doenças do coração
Hongyu Qiu explora o papel de uma nova molécula na prevenção de doenças das artérias coronárias. Foto: Loma Linda University Health

Apesar do declínio na taxa de doença arterial coronariana registrado nas últimas décadas, essa ainda é a principal causa de morte dos Estados Unidos. Estima-se que 15,5 milhões de pessoas com mais de 20 anos sofram da enfermidade no país. Diante dessa realidade, novos estudos têm sido feitos com o objetivo de descobrir não apenas como tratar de doenças cardíacas, mas especialmente como preveni-las. Entre os que têm dado uma contribuição significativa para as pesquisas na área está uma adventista.

O National Heart, Blood & Lung Institute (Instituto Nacional do Coração, Sangue e Pulmão) dos Estados Unidos reconheceu o valor das descobertas feitas por Hongyu Qiu. A professora de Ciências Básicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Loma Linda tem estudado uma molécula recentemente descoberta que desempenha um papel protetor contra doenças cardíacas.

Ela recebeu 3,7 milhões de dólares em verbas para desenvolver dois novos estudos nos próximos quatro anos: um sobre o papel da proteína contendo valosina (VCP, na sigla em inglês) na prevenção da doença arterial coronariana e outro a respeito da insuficiência cardíaca induzida por sobrecarga de pressão como resultado de hipertensão crônica ou pressão alta.

A verba permitirá que Hongyu Qiu explore os mecanismos subjacentes trazidos pela VCP no crescimento e na sobrevivência dos cardiomiócitos (células que compõem o músculo cardíaco) sob estresse cardíaco. “Os humanos nascem com um número definido de células do músculo cardíaco. Elas não são como outras células, a exemplo das que estão presentes na pele e no sangue, que podem se regenerar. Uma vez que os cardiomiócitos se perdem, eles não podem ser substituídos, causando danos permanentes e levando à insuficiência cardíaca”, explica a pesquisadora.

Fase de testes

Usando ratos como modelo, a equipe de Qiu inseriu um gene que estimula a produção da VCP, que naturalmente diminui no coração com a idade e quando o coração está sob estresse. Ao comparar o coração dos ratos que receberam o gene com o coração dos animais do grupo-controle (cujo coração produziu normalmente a VCP), a equipe de Qiu descobriu que os ratos com níveis elevados de VCP tinham seus cardiomiócitos protegidos contra a morte induzida pelo estresse.

Embora a pesquisa ainda esteja longe da aplicação clínica, Qiu acredita que os resultados sejam promissores. “Isso nos dá um caminho para uma futura droga terapêutica”, ela projeta.

JANELLE RINGER atua como relações públicas da Escola de Saúde da Universidade de Loma Linda, na Califórnia (Com reportagem de Mateus Silveira)

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