Simpósio na ONU

Representantes de diversas denominações discutem o papel das igrejas no desenvolvimento humanitário
Ganoune Diop, diretor de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, foi um dos moderadores de painéis que discutiram questões práticas e éticas relacionadas ao financiamento do desenvolvimento humanitário. Foto: Bettina Krause

Com foco nas questões práticas e éticas que envolvem o financiamento do desenvolvimento humanitário, o 5º Simpósio Anual sobre o Papel das Organizações Religiosas em Assuntos Internacionais reuniu 300 representantes de uma ampla gama de organizações, incluindo grupos protestantes, católicos, islâmicos e judeus. O encontro realizado no dia 29 de janeiro na sede da ONU em Nova York (EUA) foi organizado em parceria com a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Como foi enfatizado no evento, os grupos religiosos não mobilizam somente fundos e recursos, mas podem exercer um papel importante nas políticas em torno do financiamento humanitário.

“Uma ‘economia da vida’ coloca a vida humana diante das corporações e dos lucros e investe no desenvolvimento sustentável”, disse Ganoune Diop, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista, na abertura do evento. “Trata-se de salvar vidas e apoiar uma vida abundante; de criar condições que sustentem uma vida digna; e de promover parcerias em muitos setores da sociedade para fazer a vida florescer para todos”, enfatizou o líder adventista, um dos idealizadores do simpósio.

Ao longo das apresentações foi enfatizado que as igrejas podem ter uma participação mais efetiva em relação à Agenda 2030 (metas estabelecidas pela ONU para o desenvolvimento sustentável). Em setembro de 2015, representantes dos 193 Estados-membros da ONU se reuniram em Nova York e reconheceram que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.

“As organizações fundamentadas na fé são muito importantes para a sociedade, pois são uma das principais plataformas para a organização do indivíduo e fornecem a bússola moral para nossas sociedades”, disse Lazarous Kapambwe, representante permanente da Zâmbia na ONU e um dos membros do painel.

De acordo com Diop, o evento se tornou uma grande oportunidade de estabelecer um diálogo entre as demais organizações religiosas e os funcionários da ONU sobre preocupações e objetivos que cada grupo tem, bem como de criar estratégias para trabalhar juntos de forma eficaz.

“Para nós, adventistas do sétimo dia, a reunião oferece uma tremenda oportunidade de ouvir a comunidade internacional e compartilhar nossa perspectiva única, refletidas pelos nossos valores bíblicos e visão de mundo”, ele ressaltou. [Equipe da Adventist Review / Com reportagem de Mateus Teixeira]

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