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Prevista para julho de 2020, Enciclopédia Adventista do Sétimo Dia terá 10 mil verbetes. E você pode participar dela
SANDRA BLACKMER
O grande objetivo da ESDA é oferecer um quadro amplo do adventismo e fazer com que seus leitores se sintam parte dele. Foto: Adventist World

Uma das novidades que serão lançadas na 61ª assembleia mundial da Igreja Adventista, nos dias 25 de junho a 4 de julho, em Indianápolis (EUA), é a Enciclopédia Adventista do Sétimo Dia (ESDA, na sigla em inglês). Esse projeto editorial monumental, votado na última assembleia da igreja em 2015, deve reunir 10 mil verbetes sobre a história da denominação. A ideia é que daqui pouco mais de um ano esteja pronta a versão on-line da ESDA, cujo acesso será gratuito e o conteúdo expandido e atualizado anualmente.

Quem oferece mais informações é a teóloga Dragoslava Santrac. Nomeada editora-chefe da ESDA, em maio de 2018, ela substitui na função o historiador Benjamin Baker. Trabalhando sob a supervisão do departamento de Pesquisa, Estatística e Arquivos da Associação Geral, caberá a ela conduzir o processo de produção do material e gerenciar a equipe de colaboradores, que conta com instituições e pesquisadores do mundo todo. Entre eles, quatro teólogos brasileiros: Adolfo Suárez, Alberto Timm, Carlos Flávio e Renato Stencel.

Santrac tem bom preparo acadêmico e cultural. Ela concluiu o programa de PhD em Antigo Testamento na Greenwich School of Theology, no Reino Unido e trabalhou como editora e professora de Teologia na Europa e Caribe. Desde 2015, ela tem lecionado no seminário da Universidade Adventista de Washington (EUA), onde o esposo, Aleksandar, dirige o departamento de religião. O casal tem duas filhas.

Segundo Santrac, a ESDA terá o dobro de verbetes da atual enciclopédia adventista, publicada em 1996. Mais do que uma atualização, trata-se de um projeto totalmente novo. “Escrever novos artigos não sugere reescrever a história, embora envolva corrigir informações incorretas, caso seja necessário. A nova pesquisa trará uma perspectiva atualizada, que falará às gerações adventistas de hoje. Os autores verificarão as fontes antigas e incluirão materiais recentes e relevantes. Vale lembrar que o crescimento significativo da igreja ocorreu nos últimos 50 anos e a erudição adventista também se desenvolveu no mesmo período. A ESDA irá reunir essas informações”, explica a editora-chefe.

Além de informações atualizadas, a ideia é que a ESDA não se limite a um olhar norte-americano sobre a história da igreja. Por isso, milhares de colaboradores locais estão sendo acionados para escrever os verbetes que tenham que ver com sua região. Santrac lembra que qualquer adventista pode contribuir nesse processo, seja indicando verbetes, materiais de consulta ou mesmo escrevendo parte do material (saiba mais aqui).

Contudo, antes de ser lançada, a enciclopédia já tem dado bons resultados. Muitas igrejas têm sido reavivadas ao participarem contando a história de pioneiros e do adventismo em sua região. Na América do Sul, por exemplo, estão sendo produzidas 45 biografias. “Queremos que as novas gerações saibam que não apenas pessoas como Tiago White e José Bates fizeram a diferença”, ressalta Santrac. O grande objetivo da ESDA é oferecer um quadro amplo do adventismo e fazer com que seus leitores se sintam parte dele.

SANDRA BLACKMER é editora associada da Adventist World

(Matéria publicada na edição de março de 2019 da Revista Adventista / Adventist World)

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