Um ano diferente

Jovens se preparam para ser missionários no interior do Amazonas e de Roraima
Antes de sair para o projeto Um Ano em Missão, 42 jovens de Manaus (AM) e 29 de Porto Velho RO) receberam treinamento no Instituto de Missões Noroeste. Foto: Fernando Borges

Criado em 2013 nos Estados Unidos, o projeto OYIM (Um Ano Em Missão) tem mobilizado jovens de 18 a 30 anos em várias partes do mundo. Muitos têm deixado seus lares e afazeres para se dedicar à pregação da Palavra de Deus em tempo integral. Neste ano, um grupo pretende levar a mensagem às regiões mais isoladas do Amazonas e de Roraima.

Antes de serem enviados às comunidades, esses jovens receberam treinamento no Instituto de Missões Noroeste. O propósito foi prepará-los para os desafios do campo missionário. Desde o início de fevereiro, o grupo tem estudado sobre a cultura local, evangelismo pessoal e público, doutrinas fundamentais do adventismo, profecias, entre outros temas. Nas próximas semanas eles irão para o interior do Amazonas e de Roraima para compartilhar o que aprenderam.

O Instituto de Missões Noroeste tem duas escolas: uma em Manaus e outra em Porto Velho. A da capital manauara foi inaugurada em 2012 e já capacitou mais de 200 missionários. Na capital rondoniense, a escola existe desde janeiro de 2018.

“Nosso objetivo é treinar, incentivar, apoiar e enviar missionários para diferentes lugares. Desejamos apresentar as melhores ferramentas para que os nossos alunos levem o evangelho de Cristo aos que ainda não O conhecem”, explica Lina Mills, coordenadora da Escola de Missões de Manaus.

A coordenadora da Escola de Missões de Porto Velho, Gabriela Pinheiro, acrescenta que os alunos têm a chance de se desenvolverem e se prepararem melhor para experiências transculturais. “Além de treinarmos nossos alunos nas matérias tradicionais, também oferecemos estágio em nosso Centro Educativo Vida e Saúde”, ela acrescenta.

Nas próximas semanas, os 42 jovens de Manaus (AM) e os 29 de Porto Velho (RO) já estarão no campo missionário ensinando e compartilhando esse aprendizado com ribeirinhos de comunidades distantes.

É o caso da bióloga Tainá Tavares de Carvalho, de 30 anos, que irá para Envira (AM), cidade que fica a 12 dias de barco de Manaus. Ela diz que ficou impressionada com o conteúdo das aulas e que isso reforçou seu desejo de viver para a missão.

O enfermeiro Daniel Augusto da Silva Souza, de 23 anos, também ressalta que as aulas têm ampliado seus conhecimentos. “Estava me sentindo inútil na obra do Senhor, por isso decidi viver essa experiência. Esses dois meses de aprendizado na escola de missões abriram minha mente para o método de Cristo. São conhecimentos que levarei para o resto da vida”, salienta.

Cada missionário está confiante e preparado para os desafios que, certamente, enfrentará ao longo deste ano. Ore pelo trabalho deles e para que muitos corações sejam alcançados para o reino de Deus.

CÍGREDY NEVES é jornalista e atua como assessora de comunicação da ADRA Brasil Regional Amazonas

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