Medicina dourada

A partir da Bíblia e da ciência, livro apresenta uma análise das práticas e filosofia das terapias alternativas
JESSICA MANFRIM
Foto: Divulgação

Em meio a inúmeras pesquisas científicas, lançamentos de novos medicamentos farmacêuticos e desenvolvimento de terapias médicas, muitas pessoas optam por testar métodos não convencionais. Enquanto algumas dessas práticas não têm respaldo científico, outras já foram incorporadas pela medicina tradicional.

Fitoterapia, acupuntura e homeopatia são alguns dos tratamentos alternativos usados por quem busca algo “natural”. Atraídas por um diagnóstico muitas vezes preciso, tratamento rápido e resultados positivos, muitas pessoas ­procuram na medicina alternativa aquilo que, via de regra, não encontram na medicina convencional.

Quem decide experimentar esses tratamentos geralmente ouviu bons comentários a respeito deles e topa testá-los motivado por uma questão básica: isso funciona? Segundo o doutor Silas de Araújo Gomes, médico-cirurgião do Hospital Adventista de São Paulo e autor do livro Medicina Alternativa, eles funcionam, mas essa não é a pergunta certa a ser feita. Ele argumenta que as questões-chave são outras: como escolher o tratamento adequado? O que está por trás de determinada terapia? Ela traz algum risco?

De acordo com o autor, há distinção entre os métodos “naturais” alternativos e os remédios naturais indicados pelos escritos de Ellen G. White (ar puro, luz solar, exercício físico, sono reparador, alimentação saudável, ingestão de água, equilíbrio em todas as coisas e confiança em Deus). Na opinião dele, tratamentos que não têm esses fundamentos devem ser rejeitados, porque não têm respaldo no “manual do Fabricante”, a Bíblia.

O doutor Silas adverte que, por trás da iridologia, homeopatia, ioga, acupuntura e meditação transcendental, por exemplo, existe uma base mística, sem comprovação científica. É o caso da chamada anatomia sutil (sem correspondente com a anatomia topográfica e a fisiologia humana) e da suposta energia vital (uma força que permeia todo o Universo).

Publicado pela primeira vez em 1998, o livro foi atualizado e ganhou nova edição, que sairá no próximo mês. A obra tem linguagem simples e traz a explicação de termos médicos. O material está dividido em 12 capítulos e responde o que é medicina alternativa e a razão de seu uso, qual é a verdadeira fonte de cura, o que é vitalismo, a filosofia por trás da acupuntura, iridologia, ioga, meditação transcendental, homeopatia e medicina espiritualista, além dos perigos do mau uso das plantas.

Em Medicina Alternativa, o leitor encontra subsídios bíblicos e científicos para decidir pelo melhor tratamento, aquele que restaurará sua saúde de forma plena e que tem o selo de aprovação divina.

JESSICA MANFRIM é mestre em História pela USP e trabalha como revisora de livros na CPB

TRECHOS

“Se existe uma medicina alternativa é porque, de alguma maneira, as pessoas não estão satisfeitas com o modo como está sendo exercida a medicina científica oficial.”

“Por meio da Bíblia, Deus tem insistentemente mostrado que a solução para o sofrimento humano consiste em seguir o plano divino originalmente traçado para a humanidade. É pura utopia buscar saúde plena apenas em si mesmo ou em coisas da natureza, e ao mesmo tempo desconhecer a Deus, rejeitar a Cristo e desobedecer Sua vontade e lei.”

(Resenha publicada na edição de abril de 2019 da Revista Adventista)

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