Restrições governamentais à liberdade religiosa

Líder mundial adventista intercede pelos membros da denominação que têm sido perseguidos em país africano
Por causa da intolerância religiosa, mais de 20 líderes da Igreja Adventista foram presos no país africano

Apesar de o cristianismo ser a religião dominante no Burundi, o país do centro-leste africano não têm sido um bom lugar para os cristãos praticarem sua fé. Especialmente os adventistas do sétimo dia, que há cerca de seis meses têm sofrido constantes ataques à liberdade religiosa.

Em uma nota oficial divulgada nesta segunda-feira (13), o líder mundial da denominação, pastor Ted Wilson, informou que o governo tem aprisionado, espancado e intimidado líderes e membros da denominação. Mais de 21 líderes da igreja no país já foram detidos, incluindo o presidente da União do Burundi, na última sexta-feira (10).

Apesar de atuarem legalmente no país, os escritórios administrativos da Igreja Adventista estão impedidos de exercerem as atividades. Algo completamente ilegal, antiético e contra todas as proteções internacionais à liberdade religiosa e de consciência, na avaliação do pastor Ted Wilson.

“Apelei pessoalmente ao presidente do Burundi, mas não obtive resposta do seu gabinete”, ele lamentou, pedindo que o governo honre esse direito fundamental. “Faço também um apelo aos governos de todas as nações ao redor do mundo, e especialmente da África, para que intercedam pelo povo do Burundi e especificamente pelos adventistas do sétimo dia que estão sendo perseguidos pelo governo daquele país”, ele completou.

Além de apelar às autoridades locais, o líder adventista também iniciou uma campanha global de oração em favor daqueles que têm sido impedidos de exercer sua fé livremente no território africano. “Convido todos os adventistas do sétimo dia a orar pelos membros de nossa igreja no Burundi, pela liberdade religiosa naquele país e pela libertação de todos os adventistas do sétimo dia que foram encarcerados injustamente”, ele finalizou.

Apelo ao governador

Nesta semana, o presidente mundial dos adventistas também intercedeu em favor de um norte-americano que se tornou adventista na prisão (saiba mais clicando aqui). Donnie Edward Johnson foi condenado à pena de morte por ter assassinado a esposa. Em uma carta enviada ao governador do estado norte-americano do Tennessee, o pastor Ted Wilson pediu a suspensão da execução, marcada para a próxima quinta-feira (16), tendo em vista a transformação percebida na vida do prisioneiro e a importância do ministério que ele desenvolve na unidade prisional. [Márcio Tonetti, equipe RA / Com informações da Adventist Review e da ANN]

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  • Clayton CDIM

    Deus concedeu ao irmão Donnie Edward Johnson 30 anos no corredor da morte. Graças a Deus ele teve tempo de se arrepender e converter ao SENHOR. “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.” (Apocalipse 14:13).
    Mas no mesmo dia, outro condenado à morte nos EUA, Michael Samra, no Alabama, apesar de Deus lhe dar mais de 22 anos para que se arrependesse e se entregasse a Jesus, não o fez.
    Duas histórias parecidas e dois finais muito semelhantes à percepção humana, mas não à percepção divina.
    Que Deus conforte as famílias.