Como organizar o culto familiar

Faça desse encontro diário um elo entre sua família e Deus
ARIANE M. OLIVEIRA
Ilustração: Marta Irokawa

A correria do dia a dia, as inúmeras opções de entretenimento e o crescimento do individualismo fazem com que os encontros familiares tradicionais sejam cada vez mais raros. Nesse processo, a comunicação via mensagens de texto se limita a frases curtas e a um contato superficial. Infelizmente, isso tem ocorrido em todas as famílias, inclusive nas cristãs. Sem tempo para Deus, os lares estão enfraquecendo na fé e fragilizando suas relações. Para o cristão, as práticas devocionais fazem parte de um estilo de vida marcado por gratidão a Deus e compromisso com Ele; por isso, vale a pena investir na restauração do altar da família. Veja a seguir algumas características de um bom culto familiar.

CONTÍNUO

Deve acontecer todos os dias, de preferência pela manhã e à noite (Dn 6:7). Caso não seja possível, reúna a família pelo menos uma vez por dia. Repetir lugar, horário e rotina contribui para a formação do hábito, principalmente nas crianças pequenas. Nesse momento, evite qualquer coisa que distraia, principalmente aparelhos eletrônicos. Se houver visitas, convide-as a participar.

ESPIRITUAL

Culto é culto. Essa não é hora de discutir problemas e dar “sermões”. O foco deve ser a adoração a Deus e a transmissão de valores (Sl 78:3-8). Por isso, a oração, o louvor e o uso da Bíblia são fundamentais. Materiais ilustrativos podem ser associados à Palavra de Deus, mas nunca substituí-la (2Tm 3:16). A leitura de porções da Bíblia adequadas à faixa etária dos participantes também é importante. As orações devem ser reverentes, mas informais, e precisam incluir as questões do dia a dia da família.

BREVE

A falta de objetividade cansa, principalmente as crianças, e pode acarretar atropelos. Por isso, organize-se para realizar as partes essenciais num tempo adequado. Dez minutos são suficientes para cantar, fazer uma leitura devocional curta e orar.

ATRATIVO

O culto precisa ser alegre, dinâmico e reverente. Quanto mais jovens são os participantes, mais necessária é a interatividade. Um bebê pode segurar um chocalho, uma criança pode orar, um adolescente pode fazer perguntas e dar um testemunho pessoal. Só não erre em fazer o culto muito tarde ou muito cedo, quando todos estão indispostos. Materiais devocionais da CPB podem ser bons recursos para esses momentos.

Apesar de não dispensar a devoção pessoal, o culto familiar é um poderoso instrumento para aproximar os familiares uns dos outros e todos de Deus. Se nossas famílias forem abençoadas, seremos bênçãos para outras pessoas.

ARIANE M. OLIVEIRA é pedagoga, pós-graduada em literatura infantojuvenil e editora na Casa Publicadora Brasileira

(Este texto foi publicado originalmente na seção Guia da edição de julho de 2017 da Revista Adventista)

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