Ponte entre dois continentes

Encontro histórico no Quênia aproxima líderes adventistas da América do Norte e da África, criando possibilidades para a cooperação na pregação do evangelho
R. Clifford Jones, Lake Union Herald e Adventist World
O encontro histórico que reuniu líderes das sedes da igreja no continente africano e da Divisão Norte-Americana aproximou os dois lados do Atlântico e abriu pontes para o apoio mútuo. Foto: Lake Union Conference News

Um provérbio africano diz: “Se você quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir mais longe, vá junto”. A ideia de promover um encontro entre líderes adventistas africanos e afro-americanos com o objetivo de compartilhar histórias e estratégias para a missão e o ministério se tornou uma realidade em abril. A reunião histórica, realizada em Nairóbi, no Quênia, deu lugar à 1ª Conferência e Reunião da Família Transatlântica, um evento que reaproximou dois mundos ligados pelo passado.

Blasious M. Ruguri, presidente da Divisão Centro-Leste Africana definiu o encontro como a “realização de um sonho” muito protelado. Ao dar as boas-vindas à delegação norte-americana, ele admitiu que a falta de informação e incompreensões mantiveram os dois grupos separados ao longo de décadas. “Devemos realizar o trabalho árduo de destruir as fortalezas que ainda escravizam tantos milhões daqueles aos quais servimos”, afirmou Ruguri.

No encerramento do encontro, Elie Weick-Dido, líder da igreja no território da Divisão Centro-Oeste Africana, apelou aos dois grupos para que abracem sua história e princípios comuns, e que busquem objetivos e empreendimentos mútuos. Os anfitriões do próximo encontro, previsto para acontecer na sede da Divisão Centro-Oeste Africana, incluem 12 dos países mais pobres do mundo. Durante o evento, foi ressaltado que líderes como o pastor Weick-Dido, que antes de regressar à África trabalhou na Associação da Região dos Lagos, nos Estados Unidos, podem contribuir para que novas pontes sejam estabelecidas entre os dois continentes.

A agenda da reunião incluiu sessões para avaliar o crescimento missionário, tendo como parâmetro o Envolvimento Total dos Membros, programa da igreja mundial que visa envolver cada membro na tarefa de falar de Jesus aos seus vizinhos e amigos. Os líderes africanos estavam ansiosos para compartilhar como Deus tem abençoando o trabalho na África, onde vivem aproximadamente 9 milhões de adventistas do sétimo dia.

Delbert Baker, vice-reitor da Universidade Adventista da África, instituição que experimentou um crescimento exponencial em infraestrutura e oferta de cursos e matrículas nos últimos anos, considerou que o encontro foi útil e nobre. “Ele representa algo maior do que apenas os dois grupos juntos”, ressaltou.

A maioria dos integrantes da delegação norte-americana nunca havia visitado o continente africano. Eles se emocionaram especialmente com a visita a uma aldeia do grupo étnico masai, onde participaram do culto no sábado e de uma cerimônia batismal em um rio próximo.

No encerramento do evento, a maioria dos participantes concordou que outros encontros devem ser realizados. De acordo com os organizadores, um dos resultados da primeira reunião foi uma parceria entre as Divisões da África e três Associações da Divisão Norte-Americana que se comprometeram em convidar regularmente e acolher líderes das igrejas africanas.

R. CLIFFORD JONES é presidente da Associação da Região dos Lagos, uma das sedes administrativas regionais da Igreja Adventista nos Estados Unidos (com colaboração da equipe da Adventist World)

(Notícia publicada na edição de setembro de 2019 da Revista Adventista / Adventist World)

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