O espírito do Natal

Aproveite cada oportunidade do fim do ano para compartilhar Jesus
Erton Köhler
O Natal não existe para a satisfação pessoal, mas para a adoração a Deus. Imagem: AdobeStock

O Natal é uma das ocasiões mais esperadas e felizes do ano. Mas há um grupo de pessoas que têm encontrado apenas razão para conflito e sofrimento por insistir numa interpretação equivocada de sua comemoração. Essas pessoas acreditam na importância do nascimento de Cristo, mas não aceitam a escolha do dia 25 de dezembro.

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Há muitas evidências de que Jesus não nasceu nessa data, especialmente porque esse é um período frio na região da Judeia e os pastores não teriam passado a noite ao lado de seus rebanhos, como aconteceu na anunciação (Lc 2:8-20). A data verdadeira tem sido buscada há séculos e deu origem a muitos estudos e teorias. O mais provável é que 25 de dezembro tenha relação com o aniversário do deus Sol, celebrado pelo mitraísmo. Nos dias do imperador romano Aureliano, quando foi oficializada a adoração ao Sol Invictus, muitos cristãos identificavam Jesus como o “Sol da Justiça” (Ml 4:2) e adotaram a mesma data para o Natal.

No entanto, isso não impede a celebração. Não consideramos o Natal um dia santo e muito menos dedicado à adoração de um ídolo ou divindade pagã. É tão-somente uma oportunidade para recordar o nascimento do Salvador a quem aceitamos, adoramos, seguimos e esperamos receber em breve nas nuvens do céu. O mais importante é o sentimento em relação a Jesus.

Ellen White escreveu: “Conquanto não saibamos o dia exato do nascimento de Cristo, queremos honrar esse acontecimento sagrado. Não permita Deus que alguém seja tão curto de vistas que passe por alto esse acontecimento por haver incerteza a respeito do tempo exato” (Este Dia com Deus, p. 377).

Não podemos gastar tempo e energia discutindo a data enquanto deixamos o real motivo da celebração perder seu significado para as tradições seculares e o materialismo. Duas simples sugestões podem ajudar a mudar essa situação.

  •  Priorize o verdadeiro Aniversariante. No livro Christmas Is Not Your Birthday [O Natal Não é o Seu Aniversário] (Abingdon, 2011), que comprei no ano passado, Mike Slaughter faz uma reflexão contundente sobre o verdadeiro significado do Natal e analisa a incoerência de celebrarmos o aniversário de Jesus, mas comprarmos presentes e fazermos festas para nós mesmos. Toda a sedução da mídia aponta nessa direção, estimulando festas mais elaboradas, presentes mais caros e maiores expectativas nas crianças. O objetivo é valorizar os interesses pessoais e excluir Jesus de Seu legítimo papel como o centro da celebração.

Presentes mais simples e celebrações mais modestas são importantes para resgatar o espírito natalino e colocar os olhos no Salvador. Também ajudam no uso fiel dos recursos e na compreensão de que há uma razão maior para mudar o valor dos presentes.

  • Entregue um presente de segunda mão. Sei que ninguém gosta de receber presentes “reciclados”, daqueles que você ganha e depois repassa. Por mais que pareça falta de consideração, aproveite este Natal para entregar o que você recebeu, não pode guardar e sabe que abençoará a vida de familiares e amigos. Estou sugerindo que você ofereça Jesus de presente, transformando sua celebração numa oportunidade de salvação.

Você pode fazer isso substituindo o cartão de Natal pelo livro missionário A Maior Esperança. Pode ainda organizar uma comemoração mais espiritual, que apresente Jesus a seus amigos, ou convidar sua comunidade para um programa especial na igreja. Aproveite o Mutirão de Natal para oferecer mais do que alimentos e roupas. Decida, com sua família e amigos, oferecer algo especial às pessoas carentes e não uns aos outros.

ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

(Artigo publicado na seção Bússola da edição de dezembro de 2019 da Revista Adventista)

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