“Atravesse o Jordão… Não recue”

Sermão proferido pelo presidente Ted N. C. Wilson na assembleia da Associação Geral de 2015, no dia 11 de julho de 2015

Josef Kissinger

Créditos da imagem: Josef Kissinger

Bom dia, irmãos e irmãs em Jesus Cristo! Deus nos deu a grande bênção de ter o privilégio de adorar juntos em San Antonio nesta última manhã de sábado da 60ª assembleia da Associação Geral. Viemos de todas as partes do planeta. Pessoas cheias do Espírito Santo e prontas para proclamar as três mensagens angélicas com mais poder à medida que aprendemos diariamente com Jesus o que significa ser Seus seguidores. Nós nos unimos nesta manhã como o grande movimento adventista de Deus e uma família espiritual. Agradecemos ao Senhor pela maneira pela qual Ele conduziu esta assembleia da Associação Geral ao longo dos últimos dez dias e Lhe damos toda a glória pela unidade e singularidade de propósito em cumprir Sua missão por esta Terra que desfalece.

Conforme afirmei cinco anos atrás, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é o movimento remanescente de Deus, formado por aqueles que, em consonância com Apocalipse 12:7, guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus Cristo. Estamos em uma jornada rumo ao Céu. Devemos avançar, não retroceder, pois estamos quase no lar. Tenho mais convicção do que nunca de que o retorno de Jesus está próximo, às portas mesmo! A música-tema que tem nos atendido tão bem por tantos anos, “Oh! Que Esperança!”, proclama a grande expectativa dos adventistas do sétimo dia do mundo inteiro — Jesus voltará em breve! [Wilson repete a frase em outros dez idiomas: espanhol, francês, português, swahili, russo, coreano, árabe, chinês, hindi e tagalog.]

E em tantas outras línguas do mundo, compartilhamos essas palavras de ânimo e esperança. É o grande tema desta assembleia da Associação Geral, em 2015: “Levante-se! Resplandeça! Jesus está voltando!” Ansiamos pelo retorno de Jesus. Mas por que ainda estamos aqui? Por algum tempo, Jesus tem ansiado voltar. Não temos mais profecias de tempo. Elas terminaram em 1844, com o início do juízo investigativo. Agora Cristo está ministrando por nós no lugar santíssimo de um santuário real no Céu. Ele deseja derramar a chuva serôdia do Espírito Santo sobre Seu povo para terminar a obra na Terra. Deseja que nos humilhemos diante dEle e dependamos completamente de Seus braços eternos. Quer que compartilhemos as boas-novas da salvação, de que somos salvos pela graça e não por nós mesmos, para que não nos gloriemos, pois a salvação é dom de Deus, conforme lemos em Efésios 2:8, 9.

Enquanto compartilhamos a justificação e a santificação de Sua retidão, Ele promove em nós “tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle”, conforme diz Filipenses 2:13. À medida que compartilhamos essas coisas, a obra que Ele começou será completada “até o dia de Cristo Jesus (Filipenses 1:6). Mas somos de Laodiceia e necessitamos nos humilhar diante do Senhor e comprar dEle. Apocalipse 3:18 instrui: “Compre de Mim ouro refinado no fogo, e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar.” Sim, Senhor, toma-nos, molda-nos, cria-nos e enche-nos. Reaviva-nos e reforma-nos por meio de Teu poder santificador diário enquanto lemos Tua Santa Palavra, Teu Espírito de Profecia e oramos com fervor pela presença do Espírito Santo em nossa vida. Sim, Reavivamento e Reforma neste novo quinquênio e até o fim do tempo da graça. Reavivamento e Reforma: você, sua família, sua igreja, sua comunidade. Queremos alcançar essa experiência pelo sangue e pela graça de Jesus Cristo, e uma caminhada diária com Ele. Desejamos ir para o lar!

Conhecemos os sinais de Mateus 24 e reconhecemos que os desafios políticos estão fora de controle da maioria dos governos atuais. As condições econômicas são frágeis e não despertam confiança, os desastres naturais têm aumentado em intensidade e caráter destrutivo, as mudanças sociais desafiam a própria Palavra de Deus, o ecumenismo cresce com rapidez com sua influência falsa, antibíblica e neutralizadora sobre a sociedade. Deus, porém, diz: “Levante-se! Resplandeça!” Ele quer que sejamos testemunhas poderosas da mensagem maravilhosa de Cristo a este mundo caótico, indicando que o grande conflito está prestes a terminar e Jesus voltará para Seu povo. No último capítulo do último livro da Bíblia, o próprio Jesus disse por três vezes: “Eis que venho sem demora” (Apocalipse 22:7, 12, 20).

Senhor, almejamos ir para o lar! Queremos atravessar o rio Jordão e chegar à terra prometida. Depositamos nossa confiança completamente em Ti. Guia-nos pelo Jordão enfurecido até nosso lar eterno e não permita que retrocedamos. Ajuda-nos a depender somente de Ti para todas as necessidades, em vez de ceder à tentação de nos retirar. Tu és nossa Rocha e Salvação. Ajuda-nos a atravessar o Jordão e não retroceder!

Venha comigo até Deuteronômio 34:1-5: “Então, subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cimo de Pisga, que está defronte de Jericó; e o Senhor lhe mostrou toda a terra. […] Disse-lhe o Senhor: ‘Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei. Eu te faço vê-la com os próprios olhos; porém não irás para lá. Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor.” Moisés estava tão perto, mas, ao mesmo tempo, tão longe. A Bíblia sugere que foi o próprio Deus quem sepultou Moisés quando ele morreu. Sabemos que Deus ressuscitou Moisés e o levou para o Céu como exemplo daqueles que também morrerão em Cristo e serão ressuscitados por meio de Seu poder reavivador, ao toque de trombeta de Sua segunda vinda.

Há cerca de um ano, tive o privilégio de subir ao monte Nebo e contemplar as vastas planícies abaixo. Ao norte, fica o mar da Galileia; através delas, o rio Jordão até Jericó; ao sul, o mar Morto. Foi uma experiência empolgante reconhecer que Deus falou a Moisés ali e permitiu que visse os altos e baixos da história futura de Israel, o compromisso reavivado com Deus, a nova queda em práticas idolátricas e egocêntricas. Ele viu a sujeição da nação a poderes estrangeiros. Viu Jesus vindo como bebê e Seu ministério e Sua vida maravilhosos e perfeitos. Viu a agonia no Getsêmani, a traição, os açoites e a crucifixão. Patriarcas e Profetas, p. 346, diz: “Mágoa, indignação e horror encheram o coração de Moisés, ao ver a hipocrisia e ódio satânico manifestados pela nação judaica contra seu Redentor, o poderoso Anjo que havia ido diante de seus pais. Ouviu o grito agonizante de Cristo: ‘Meu Deus, Meu Deus, por que Me desamparaste?’ Marcos 15:34. Viu-O jazendo no túmulo novo de José. As trevas da aflição sem esperanças pareciam rodear o mundo. Mas olhou de novo, e viu-O saindo como vencedor, e subindo ao Céu acompanhado por anjos em adoração, e levando uma multidão de cativos. Viu as portas resplendentes se abrirem para O receberem, e a hoste celestial com cânticos de triunfo dando as boas-vindas ao seu Comandante. E aí foi-lhe revelado que ele mesmo seria um dos que serviriam ao Salvador, e as portas eternas se abririam para ele.”

Deus revelou a Moisés a história da igreja cristã à medida que os discípulos pregassem o evangelho e de que maneira todos aqueles que aceitassem a mensagem de Cristo se tornariam, pela fé, parte da semente de Abraão e chamados a “tornar conhecidos ao mundo a lei de Deus e o evangelho de Seu Filho” (Patriarcas e Profetas, p. 347). Ele viu o mundo cristão professar aceitar a Cristo, mas negar a lei de Deus. Viu o sétimo dia, o sábado, ser ignorado e rejeitado pela maioria, mas respeitado por alguns fiéis. Patriarcas e Profetas, p. 347, diz: “Viu a última grande luta dos poderes terrestres para destruir os que guardam a lei de Deus. […] Ouviu o concerto de paz de Deus com os que guardaram Sua lei. […] Viu a segunda vinda de Cristo em glória”. Então ele viu a Nova Terra, a Terra Prometida, mais bela do que qualquer outra coisa foi apresentada à sua frente. Patriarcas e Profetas, p. 348, descreve da seguinte maneira: “Com indizível alegria Moisés olhou para a cena — a realização de um livramento mais glorioso do que jamais esboçaram as suas mais radiantes esperanças. Passada para sempre sua peregrinação terrestre, entrou finalmente o Israel de Deus na boa terra.”

Vamos até o monte Nebo por alguns instantes, onde Moisés contemplou essa visão profética do futuro.

Que privilégio Moisés teve ao ver o que Deus faria por Seu povo ao longo da história até hoje! Logo atravessaremos o Jordão figurado até a Terra Prometida e seremos recebidos pelo Pai, por Cristo, pelo Espírito Santo, por Moisés, Elias, Enoque e os anjos.

Mas, voltando aos israelitas, eles ainda estavam a leste do Jordão depois de terem passado 40 anos no deserto. Eles ainda não o haviam atravessado. Ficaram 30 dias de luto pela perda de Moisés. Somente quando ele lhes foi tirado conseguiram entender de fato seu papel paternal na vida deles, sua sabedoria e seus conselhos. Entretanto, não estavam sós. A coluna de nuvem durante o dia e a coluna de fogo à noite sobre o santuário eram lembretes constantes de que o Deus Todo-poderoso estava ao lado deles. Irmãos e irmãs, o Deus Todo-poderoso está conosco hoje neste estádio e ao redor do mundo, enquanto nos preparamos para atravessar o Jordão. Não retrocedamos!

Na função de auxiliar de Moisés, Josué havia se tornado um líder reconhecido em Israel. Ele era corajoso, discreto, fiel, firme, cuidadoso, leal e tinha fé integral em Deus. Josué foi o escolhido por Deus para liderar os filhos de Israel na entrada à terra prometida por meio de Seu poder completo e sobrenatural.

O texto bíblico encontrado em Josué 1:2 nos conta que Deus falou diretamente a Josué, dizendo: “Meu servo Moisés está morto. Agora, pois, você e todo este povo, preparem-se para atravessar o rio Jordão.” Atravessem este Jordão… Não retrocedam… Atravessem o Jordão… “Você e todo este povo preparam-se para […] entrar na terra que estou para dar aos israelitas… todo lugar onde puserem os pés Eu darei a vocês”. Josué e os filhos de Israel não deveriam desanimar, nem retroceder. Nos versículos 6 e 7, Deus continua falando para nós hoje, em San Antonio: “Seja forte e corajoso. […] Somente seja muito forte e corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o Meu servo Moisés ordenou a você; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar.”

Adventistas do sétimo dia, sejam corajosos no Senhor, peçam a Ele que nos ajude a guardar Sua lei moral e transformar a Palavra de Deus em algo central a tudo o que fazemos. Não fiquem presos de um lado ou de outro da estrada. Permaneçam no centro da vontade de Deus, atravessem o Jordão e não retrocedam!

A Santa Palavra de Deus — que livro precioso é para nós! Sua lei, Suas profecias, Suas instruções, Seu evangelho, Suas cartas de amor para nós. Você pode contar com a Palavra de Deus!

Tenho três Bíblias aqui comigo e elas são preciosas. Duas delas pertenceram a ministros ordenados do evangelho que morreram em Jesus. Esta primeira Bíblia pertenceu a meu avô, N. C. Wilson — o primeiro N. C. Vovô era um estudioso aplicado da Palavra. Ele me escrevia cartas de encorajamento quando eu era um jovem pastor. Eu amava a vovó e o vovô Wilson. Ambos eram apaixonados pela Palavra de Deus e pelo Espírito de Profecia.

A segunda Bíblia foi de meu querido pai, Neal C. Wilson — o segundo N. C. Papai me ensinou a reverenciar a Santa Palavra de Deus e a crer nela. Papai amava pregar com base na Palavra, uma fonte inesgotável de instruções divinas. Tanto minha preciosa mãe quanto meu querido pai amavam a Santa Bíblia e o Espírito de Profecia. Ambos transmitiram a mim confiança total e amor pela leitura simples da Palavra de Deus e grande apreço pelo Espírito de Profecia. Nunca ouvi um comentário desrespeitoso sequer de meus pais sobre a Bíblia ou o Espírito de Profecia, somente grande respeito e aceitação.

Suplico a vocês que sintam o mesmo amor e respeito por este Livro e pelo Espírito de Profecia. Se não têm lido muita coisa desses materiais há um tempo, peguem a Bíblia e leiam. Leiam Caminho a CristoO Desejado de Todas as NaçõesA Ciência do Bom ViverO Grande Conflito, Patriarcas e Profetas, os Testemunhos Para a Igreja ou qualquer outro livro do Espírito de Profecia. Vejam o que Deus fará por seu coração e por sua vida. Participem com os membros da igreja de todo o mundo ao começarmos, neste quinquênio, a leitura diária de um capítulo da Bíblia e cerca de duas páginas da série Conflito dos Séculos. No último quinquênio, foi uma alegria ler a Bíblia inteira e neste quinquênio também será. É claro, se você já está seguindo um plano pessoal de leitura, vá em frente, mas experimentemos a Palavra de Deus e o Espírito de Profecia em nossa vida todos os dias.

Nós, adventistas do sétimo dia, aceitamos completamente a Bíblia como a Palavra inspirada de Deus. Compreendemos que o Espírito de Profecia é uma luz menor, movido pela mesma inspiração celestial que conduz à luz maior, a Bíblia. Na última assembleia da Associação Geral da qual Ellen White participou, ela fez seu sermão e deixou a plataforma. Parou e voltou, tomando nas mãos a grande Bíblia do púlpito. Então proclamou: “Recomendo-vos este Livro”.

Irmãos e irmãs, se queremos atravessar o Jordão, precisamos ler com seriedade a Palavra de Deus e permitir que suas instruções, mediante a orientação do Espírito Santo, mudem nossa vida. Davi disse em Salmo 119:11: “Guardei no coração a Tua palavra para não pecar contra Ti.” Você pode contar com a Palavra de Deus e Seu Espírito de Profecia!

E aqui está a minha Bíblia. Eu a tenho faz cinco anos, desde que perdi outra Bíblia preciosa em um avião. Comprei esta e como a estimo! Durante esse período, já perdi esta Bíblia duas vezes, mas em ambas o Senhor a fez voltar milagrosamente para mim. Ela é preciosa não só por ser minha Bíblia de estudos e pregações, mas porque é a Palavra de Deus! A pessoa que recuperou esta Bíblia da última vez que a perdi me deu um elo especial para que eu não a perca de novo. É a “coleira da Bíblia do Ted”. Meus amigos, pode até ser que eu perca esta Bíblia de novo, mas não perderei a Palavra de Deus, porque ela nunca será perdida! A Palavra de Deus é básica e fundamental. É eterna e podemos crer nela — do jeito que está escrito ali!

A Bíblia é verdadeira e confiável. Você pode lê-la na linguagem simples de sua escolha e continuará verdadeira! Sim, Deus de fato criou este mundo recentemente em seis dias literais e consecutivos e descansou no sétimo dia, o sábado, pedindo que façamos o mesmo como sinal eterno de nossa lealdade a Ele. Os israelitas de fato atravessaram o mar Vermelho por um milagre! Deus lhes proporcionou mesmo o maná! Os Dez Mandamentos foram escritos com o dedo do próprio Deus! O serviço do santuário mostrava mesmo a salvação de Cristo e Seu ministério tanto na Terra quanto no Céu! Jesus realmente veio como bebê, teve uma vida perfeita, morreu por nós, ressuscitou, subiu ao Céu e voltará assim como subiu! Cristo está ministrando por nós como Sumo Sacerdote e entrou no lugar santíssimo em 1844 a fim de completar o juízo investigativo! Jesus está voltando! A Palavra de Deus é precisa e verdadeira.

Josué 1:8, 9 diz: “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido. Não fui Eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estarei com você por onde você andar.” Esse foi o sinal de Deus para os israelitas atravessarem o Jordão. Josué ordenou os preparativos para a travessia.

Josué 3:1 conta que Josué se levantou cedo e todos os filhos de Israel se posicionaram na margem do rio. O teste havia chegado. Era hora de ver mais uma vez os grandes milagres de Deus! O versículo 3 relata: “Quando virem a arca da aliança do Senhor, o seu Deus, e os sacerdotes levitas carregando a arca, saiam das suas posições e sigam-na.” O versículo 5 instrui: “Santifiquem-se, pois amanhã o Senhor fará maravilhas entre vocês.” Quando nos humilhamos diante do Senhor e uns dos outros, quando suplicamos ao Senhor pela chuva serôdia e o Espírito Santo, quando permitimos que o poder santificador do Espírito Santo nos torne cada vez mais semelhantes a Cristo, veremos maravilhas entre nós enquanto a mensagem do advento se espalha como fogo. No versículo 9, Josué disse ao povo: “Venham ouvir as palavras do Senhor.” Deus prometeu expulsar os habitantes da terra prometida.

Os acontecimentos seguintes são de tirar o fôlego! Josué 3:14-16 registra: “Quando, pois, o povo desmontou o acampamento para atravessar o Jordão, os sacerdotes que carregavam a arca da aliança foram adiante. [O Jordão transborda em ambas as margens na época da colheita.] Assim que os sacerdotes que carregavam a arca da aliança chegaram ao Jordão e seu pés tocaram as águas, a correnteza que descia parou de correr e formou uma muralha a grande distância.”

Era primavera e o nível da água estava muito alto. Patriarcas e Profetas, p. 483, relata: “A hoste desceu à margem do Jordão. Todos sabiam, entretanto, que sem auxílio divino não poderiam esperar fazer a passagem. Nessa época do ano, na primavera, a neve que derretia das montanhas havia de tal maneira avolumado o Jordão que o rio transbordou, tornando-se impossível atravessá-lo nos vaus usuais. Deus queria que a passagem de Israel no Jordão fosse miraculosa.”

Muitas vezes, Deus nos conduz por situações difíceis ou impossíveis nas quais Lhe damos glória quando vemos como Ele organiza nosso progresso em meio àquela dificuldade. Irmãos e irmãs, atravessemos o Jordão, não retrocedamos! Reagimos dando glória a Deus quando Ele abre o caminho para nós? É por isso que Deus deseja que nos lembremos de Suas intervenções em nossa vida e construamos memoriais, a fim de nunca nos esquecermos de “atravessar o Jordão e não retroceder”.

O versículo 17 diz que os sacerdotes que carregaram a arca até o meio do Jordão permaneceram ali até o povo terminar de atravessar o rio. Antes que os sacerdotes saíssem, Josué pediu que representantes de cada uma das doze tribos pegassem uma grande pedra do leito do rio para representar a tribo na construção de um memorial. Josué 4:6, 7 diz: “Elas servirão de sinal para vocês. No futuro, quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘Que significam essas pedras?’, respondam que as águas do Jordão foram interrompidas diante da arca da aliança do Senhor. Quando a arca atravessou o Jordão, as águas foram interrompidas. Essas pedras serão um memorial perpétuo para o povo de Israel.”

Sempre existe a necessidade de lembrar, de criar algo que sirva de lembrete constante. Esse era o propósito do marco monumental de pedras da travessia dos israelitas: lembrar aquilo que Deus havia feito. É exatamente por isso que Ele quer que nos lembremos do que está acontecendo aqui em San Antonio, do que o Espírito Santo está fazendo em nossa vida, de que nossa missão é proclamar: “Levante-se! Resplandeça! Jesus está voltando!” Vocês são os “marcos”. Deus tem um propósito especial para cada um de nós que fazemos parte de Sua igreja remanescente nos lembrarmos de como Ele nos conduziu no passado.

Em Vida e Ensinos, p. 204, lemos: “Passando em revista nossa história, percorrendo todos os passos de nosso progresso até ao estado atual, posso dizer: ‘Louvado seja Deus!’ Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração por Cristo, e de confiança nEle como Dirigente. Nada temos a recear no futuro, a não ser que nos esqueçamos da maneira pela qual Deus nos tem conduzido.” Que privilégio é testemunhar do poder de Deus na direção do movimento adventista e aquilo que Ele fará nos dias finais da história da Terra! É claro, Deus não quer apenas que lembremos, mas, sim, que participemos da real missão de Sua igreja, do motivo pelo qual você e eu somos membros desta preciosa Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Convido todos os membros das igrejas de todos os lugares a participar de um vibrante processo de Reavivamento e Reforma: você, sua família, sua igreja, sua comunidade! Membros leigos, desafio vocês a se envolverem na missão da igreja muito mais do que já fizeram até aqui. Contamos com vocês! Deus conta com vocês! Vocês são um “marco”, um testemunho vivo e um memorial da verdade divina. Envolvam-se na maior campanha evangelística e missionária possível. Dediquem tempo para ler e orar sobre o plano estratégico mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, “Alcance o Mundo”. É o seu plano. É o nosso plano. É o plano de Deus.

O evangelismo é a corrente sanguínea da igreja. Todos nós devemos nos envolver — seja por meio do testemunho pessoal, do evangelismo em pequenos grupos ou do evangelismo público em suas várias formas. Todas as vezes em que prego durante uma série evangelística completa de sucesso como fiz em maio em Harare, Zimbábue, sinto-me espiritualmente re-energizado e mais alicerçado na maravilhosa compreensão bíblica que Deus deu a nós, adventistas do sétimo dia. Apelo a todos os nossos administradores, pastores e leigos de todas as partes que se envolvam no evangelismo pessoal e especialmente público, mesmo que você ache que não funciona onde você mora. Adapte os métodos, mas alcance as pessoas. Todos os esforços que você fizer, sob a orientação de Deus, para alcançar o coração das pessoas dará fruto. O evangelismo não está morto! Está mais vivo do que nunca antes! Deus está nele! É plano de Deus. Ele o abençoará!

Todos estamos juntos debaixo da mão onipotente de Deus. Líderes e membros da igreja trabalham de mãos dadas no alcance missionário. Veja-O em ação enquanto aprendemos a depender completamente de Seu poder. Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 116, diz: “A obra de Deus na Terra jamais poderá ser terminada a não ser que os homens e as mulheres que constituem a igreja concorram ao trabalho e unam seus esforços aos dos pastores e oficiais da igreja.” Deus quer que nos unamos na maior campanha evangelística que o mundo já viu. A chuva serôdia do Espírito Santo cairá e a obra será terminada.

Membros da igreja, permitam que o Espírito Santo revolucione seu modo de pensar. Tomem a missão evangelística da igreja em suas mãos de maneira diária, trabalhando de perto com os líderes e pastores da igreja. Envolvam-se com participação total. Não se restrinjam apenas à mecânica da igreja. Sim, você necessita se envolver com o trabalho interno da igreja para que ela continue seguindo em frente, mas, mais do que isso, precisamos do empenho total dos leigos ao carregar o fardo dos esforços missionários e evangelísticos da igreja junto com os pastores e obreiros. Conte a alguém sobre seu relacionamento com Cristo! É hora de ir ao lar! “Levante-se! Resplandeça! Jesus está voltando!” Aceite a ordem de Deus: “Atravesse o Jordão, não retroceda!”

Jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia, esta igreja é sua. O movimento do advento é de vocês. Esta é sua missão. Cristo é seu Mestre. Aproveitem cada oportunidade de serviço pelos outros em nome de Jesus! Acatem à ordem divina: “Atravessem o Jordão, não retrocedam!”

Maridos, esposas e famílias, não permitam que nada se infiltre em seu lar para distraí-los dos planos de Deus para vocês e seus filhos. Eliminem qualquer programa de televisão, rede social, música, livro e outras influências que os afastem de Jesus e de Suas verdades bíblicas. Aceitem a ordem divina: “Atravessem o Jordão, não retrocedam!”

Apelo a todos nós, dentro da igreja, a deixar de lado nossas diferenças de opinião e nos humilharmos diante de Deus. Agora é o tempo de nos unir em Cristo, Justiça Nossa.

O livro Counsels to Ministers, p. 145, nos diz: “Em amorosa simpatia e confiança, os obreiros de Deus devem se unir uns aos outros. Aquele que diz ou faz algo que tende a separar de Cristo os membros da igreja atrapalha o propósito do Senhor. Brigas e dissensões dentro da igreja, o incentivo à suspeita e a descrença desonram a Cristo.” Deus falou por intermédio de Ellen White com uma súplica insistente a cada um de nós em Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 219: “Oro para que Ele abrande e subjugue cada coração. […] Que não exista exaltação do eu. Se os obreiros humilharem o coração diante de Deus, a bênção virá.”

Enquanto nos unimos sob a direção de Deus, Ele dirige Seus filhos rumo ao Jordão de tantas maneiras ao redor do mundo à medida que o Céu toca a vida deles e das pessoas com quem entram em contato. Penso em Tihomir Min, jovem búlgaro-vietnamita que conheci ano passado em Hanói e compartilhou seu testemunho pessoal e jornada constante rumo à verdade de Deus. Tihomir se questionava sobre Deus e suas raízes enquanto crescia na Bulgária com a mãe búlgara e o pai vietnamita. Quando tinha cerca de dez anos de idade, seus pais se divorciaram. Tihomir enfrentou desafios em sua busca por Deus, inclusive ataques de espíritos maus, enquanto tentava encontrar paz. Orou dizendo que, se houvesse um Deus, então que Ele, por favor, o ajudasse. De repente, começou a sentir alívio e ânimo. Por fim, encontrou um site que o encorajava, alguns CDs e o livro A Grande Esperança. Descobriu que o administrador do site era adventista do sétimo dia. A leitura de A Grande Esperança levou Tihomir a ler a Bíblia, que o animou enormemente e transformou sua vida. Ele disse: “Minha vida mudou quando eu abri os olhos para Deus.”

Tihomir sentiu forte desejo de viajar para o Vietnã. Ele encontrou parte de sua família ali, mas descobriu uma família muito maior e melhor: a família de Deus. Enquanto estava no Vietnã, Tihomir passou por desafios difíceis e procurou uma igreja. Ele tentou encontrar uma Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas não temos nenhum templo naquela grande cidade, apenas um pequeno número de membros. A Associação Geral e outras organizações da igreja têm planos de ver a obra de Deus estabelecida com mais força nessa grande capital. Se houver alguém que deseje ajudar de alguma forma, por favor, entre em contato com a Divisão do Pacífico Sul-Asiático ou com nosso escritório. Tihomir pesquisou na internet para encontrar uma igreja adventista em Hanói. Finalmente, conseguiu encontrar informações e disse que não sabia ao certo no que realmente acreditávamos, mas queria visitar para descobrir. Ele começou a se reunir com nosso pequeno grupo de guardadores do sábado, formado principalmente por obreiros da ADRA Vietnã. Tihomir continuou a frequentar porque ali encontrou muitas pessoas felizes que o animavam.

Com o tempo, tornou-se bem mais familiarizado com Cristo e nossas crenças bíblicas. Encheu-se de alegria por enfim ter encontrado paz. Tihomir foi batizado e se tornou membro da pequena igreja adventista de Hanói. Ele ainda enfrenta desafios e dificuldades em sua jornada cristã, mas está testemunhando a muitas pessoas de altos níveis da sociedade e aprendendo mais sobre a caminhada com Deus a cada passo do caminho. A despeito dos problemas que continua a encarar, diz que conhecer Deus foi a melhor coisa que poderia ter acontecido em sua vida. Ore por Tihomir em sua caminhada diária com o Senhor, para que Deus o guie na travessia do Jordão até a terra prometida.

Lembro-me de Dolores Slikker, membro de igreja extremamente amável e generosa, que, junto com o dedicado marido Leon, ajudou muitos estudantes a encontrar real sentido na vida, dando glória a Deus em suas profissões. No último mês de março, na reunião do colegiado da Universidade Andrews, havia uma cadeira vazia em frente à placa com o nome de Dolores e lindas flores colocadas ali por Niels-Erik Andreasen, presidente da universidade, em sinal de respeito e esperança. Sabem, Dolores morreu em dezembro do ano passado em um acidente de carro, mas espera o Rei vindouro que a conduzirá através do Jordão até a terra prometida, junto com centenas de alunos a quem ela ajudou.

Penso em Ricky, rapaz surdo-mudo de Riveralta, Bolívia, cujas orações foram respondidas depois que ele começou a estudar a Bíblia por conta própria. De acordo com Winston Sarzuri, departamental de evangelismo e ministério pessoal da Missão Bolívia Oriental, e Robert Costa, secretário associado da associação ministerial da AG, Ricky entrou em contato com a igreja e seus ensinos bíblicos por meio da internet. Na escola pública em que Ricky estudava, há vários outros jovens surdos. Em meio aos alunos sem necessidades especiais, havia uma fiel adventista do sétimo dia que vinha perguntando a Deus como ela podia compartilhar com seus colegas de classe o amor de Jesus, Seu poder salvador e a alegre esperança que Ele traz. Quando percebeu que Ricky estava verdadeiramente interessado em estudar a Bíblia, ela se esforçou para aprender linguagem de sinais em tempo recorde a fim de testemunhar de Cristo.

Enquanto essa moça fiel compartilhava Jesus com Ricky em linguagem de sinais, ele aceitou Cristo e todas as nossas crenças fundamentais. Tornou-se um discípulo forte e um instrutor da Bíblia, que ensinou a mensagem do advento a outros oito alunos surdos. No último mês de abril, todos os estudantes surdos dessa escola frequentaram uma série evangelística na Bolívia cujo pregador foi John Bradshaw, do programa Está Escrito norte-americano. A líder do governo local responsável pelos surdos participou das reuniões a fim de traduzi-las em linguagem de sinais e ficou impressionada com o interesse de nossa igreja no grupo de surdos. E agora ela também se interessou pelas crenças adventistas do sétimo dia! Ela e o marido surdo estão em contato com nossos pastores locais a fim de obter materiais adventistas para os surdos. Demonstremos sempre interesse pelos grupos com necessidades especiais.

Dediquemos tempo àqueles em situações especiais, com quem você pode compartilhar Cristo e a preciosa mensagem do advento. Em resultado, uma nova congregação está no horizonte, com muitos surdos-mudos como membros em potencial na cidade de Santa Cruz, a maior da Bolívia. Em abril, Ricky foi batizado. Ele saiu das águas com gestos que significam “alegre” em linguagem de sinais, contando ao mundo como estava feliz por entregar a vida a Jesus.

Meus amigos, membros da igreja aqui neste estádio e aqueles que nos assistem ao redor do mundo, não se desanimem ao marcharem rumo à travessia do Jordão. Estamos nos aproximando do lar! Estamos quase lá! Não se distraiam, nem desfaleçam. Sigam em frente com confiança completa no Criador, o Redentor, o Cordeiro e o Sumo Sacerdote que nos diz em Hebreus 4:16 que devemos nos aproximar “do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade”. Esse tempo da necessidade pode estar acontecendo em sua vida agora e, com certeza, virá no futuro próximo, de acordo com as profecias bíblicas, no qual nossa única esperança e salvação será a dependência completa de Cristo, a Rocha. É dEle que necessitamos agora mesmo em nossa obra mundial de proclamação das três mensagens angélicas que o Céu nos confiou.

Jesus, com Sua graça, força, Seu amor incomparável e Sua justiça, é o cerne das três mensagens angélicas e a única resposta para a travessia do Jordão. Reivindiquemos para nós as promessas tão maravilhosas de consolo e ânimo de Salmo 37:5-7: “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá: Ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente. Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência.”

Deus está chamando você hoje para se unir à proclamação final da salvação de Cristo, Suas boas-novas e Sua breve vinda! Creiamos na Palavra de Deus, acreditemos nos livros proféticos de Daniel e Apocalipse, creiamos no Espírito de Profecia. Jesus voltará em breve. E que dia glorioso será! Atravesse o Jordão, não retroceda em descrença e cinismo.

Somos salvos somente pela justificação e pelo poder santificador de Cristo — salvos por Sua justiça. O serviço do santuário divino aponta para Cristo e Sua justiça. Por isso, deve ser profundamente estudado e compartilhado. Aprofunde sua compreensão acerca de nosso Salvador, Jesus Cristo. Afaste-se da superficialidade e da sugestão de apenas dizer “Jesus” enquanto ignora as verdades doutrinarias de Cristo. Irmãos e irmãs, todas as nossas crenças básicas bíblicas e doutrinas fundamentais têm Cristo como o centro. Que privilégio é compartilhar essa mensagem profética e humildemente pedir reavivamento e reforma a Deus pelo poder do Espírito Santo! Atravesse o Jordão, não retroceda no legalismo, no misticismo, na superficialidade nem no emocionalismo desprovido de significado.

As três mensagens angélicas devem ser proclamadas com o poder do Espírito Santo por todos nós. Viva a verdade por meio da presença do Espírito Santo e do estudo diligente da Bíblia e do Espírito de Profecia. Atravesse o Jordão, não retroceda em direção a ideias contemporâneas mundanas ou antibíblicas sobre teologia ou no descuido com a vida cristã prática!

Aceite e promova a mensagem completa de saúde, que pode ser uma bênção para nós nas esferas física, mental, social e espiritual. Use esse braço direito do ministério abrangente da saúde a fim de alcançar as pessoas tanto nas cidades quanto no campo. É empolgante ver como as pessoas têm aceitado a ênfase na saúde com comprometimento pleno, permitindo a Deus que controle sua vida e seu estilo de vida. Atravesse o Jordão, não retroceda no ceticismo, na alta crítica, no fanatismo nem do formalismo!

Um dia desses, muito em breve, olharemos para cima e veremos uma nuvenzinha escura, do tamanho da mão fechada de um homem. Ela ficará cada vez maior e mais brilhante. Todo o Céu se reunirá para esse clímax com milhões de anjos compondo a maravilhosa nuvem, coberta por um arco-íris que brilha acima e cheia de relâmpagos embaixo. Bem no meio dessa nuvem extraordinária estará Aquele a quem aguardamos, Aquele que é perfeitamente amável, nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, vindo como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Olharemos para cima e diremos: “Este é nosso Deus a quem aguardamos.” E Cristo olhará para baixo e dirá: “Bem está, servo bom e fiel, entre no gozo do seu Senhor.” Afinal estaremos com Ele e receberemos a recompensa dos justos que dependeram completamente de Jesus.

Atravessaremos de maneira figurada o rio Jordão para começar a jornada final através do espaço até entrarmos na terra prometida, no Céu. Estaremos com Ele em um ambiente perfeito, para nunca mais nos separarmos, em cumprimento das promessas expressas em Apocalipse 22, o último capítulo da Bíblia. Nos versículos 3 a 7, lemos: “Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os Seus servos O servirão. Eles verão a Sua face, e o Seu nome estará na testa deles. Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre. O anjo me disse: ‘Estas palavras são dignas de confiança e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o Seu anjo para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve hão de acontecer. Eis que venho em breve! Feliz é aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.’”

Essas são as promessas de Deus para você, para mim e para esta igreja remanescente, seu movimento adventista. A maravilhosa Terra Prometida revelada em Apocalipse é o lugar para onde iremos ao subirmos para encontrá-Lo nos ares. Atravessaremos o Jordão e iremos ao Céu estar com Ele para sempre. Que dia grandioso será! Pela graça e pela justiça de Jesus Cristo, eu quero estar lá naquele dia. Se esse é seu desejo, de submeter-se humildemente a Cristo para compartilhar Seu amor e suas mensagens proféticas com o mundo, pode ficar em pé comigo neste momento?

Quando confiamos nossa vida às mãos de Jesus, nosso Capitão Todo-poderoso, podemos ter a certeza de que Ele nos conduzirá através do Jordão até a terra prometida! Estenda ao mundo com as boas-novas extraordinárias da vitória final pelo sangue e pela graça de nosso Criador, Redentor, Sumo Sacerdote, Rei vindouro e melhor Amigo, Jesus Cristo! “Levante-se! Resplandeça! Jesus está voltando!”

Ted N. C. Wilson é presidente da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia

[Tradução: Cecília Eller Nascimento]

Votação sobre ordenação de mulheres ao ministério pastoral repercute num dos jornais mais lidos dos EUA

Decisão da assembleia mundial da igreja de não autorizar as divisões a ordenar mulheres ao ministério pastoral foi abordada pelo The Washington Post

washington-post-homeA decisão tomada ontem pela assembleia mundial adventista de não autorizar as 13 divisões da igreja a ordenar mulheres ao ministério pastoral em suas regiões repercutiu no site de um dos jornais mais lidos pelos norte-americanos: o The Washington Post.

O porta-voz da igreja em nível mundial, Garrett Caldwell, foi um dos entrevistados pela reportagem. Caldwell procurou contextualizar a discussão sobre o assunto e disse que não é possível prever quais serão os desdobramentos da decisão.

Buscando uma opinião externa, o veículo de comunicação também ouviu a editora Bonnie Dwyer, da revista norte-americana Spectrum, publicação independente de tendência progressista. Ela opinou sobre os possíveis impactos do voto tomado pela igreja especialmente nos lugares em que começam a surgir movimentos favoráveis à ordenação de mulheres ao ministério pastoral.

O jornal destacou o fato de a votação ter sido o tema mais importante e intenso da agenda do evento que acontece a cada cinco anos e considerou que o assunto é tratado de uma perspectiva mais conservadora pela igreja no Hemisfério Sul.

Outro ponto levantado pelo periódico foi o pedido feito pela liderança mundial adventista para que a igreja se mantivesse unida a despeito das diferentes opiniões manifestadas sobre o assunto. A matéria chega a citar trechos do discurso feito pelo presidente da Associação Geral, pastor Ted Wilson, após a votação.

A reportagem é assinada pela repórter Michelle Boorstein, que escreve sobre religião no The Washington Post. [Márcio Tonetti, equipe RA]

Divisões não poderão autorizar a ordenação de mulheres ao ministério pastoral

Decisão foi tomada pela assembleia mundial da igreja hoje à noite em San Antonio, no Texas (EUA)

Diante da falha registrada nessa semana no sistema eletrônico, votação foi realizada com cédulas.  Foto: Adventist Review

Votação foi realizada com cédulas de papel. Foto: Adventist Review

As 13 divisões da igreja adventista espalhadas pelo mundo não poderão autorizar a ordenação de mulheres ao ministério pastoral. O voto foi tomado nesta quarta-feira, 8 de julho, na assembleia que reúne líderes mundiais da igreja na cidade de San Antonio, Texas (EUA). Dos 2.363 delegados, 1.381 (58,4%) votaram “não” e 977 (41,3%) “sim”. Houve cinco abstenções.

O assunto vem sendo discutido pela igreja há alguns anos. Em 1990, quando ocorreu a primeira votação, 76% decidiram pela não ordenação das mulheres. Num segundo momento decisivo, durante a assembleia de Utrecht, na Holanda, 69% também se manifestaram contrários.

Cinco anos depois, na sessão da Associação Geral de Atlanta, em 2010, a pauta veio à tona novamente, acompanhada de uma solicitação para que o assunto fosse reapresentado. Durante dois anos, teólogos de todo o mundo formaram um comitê para tratar do assunto. As conclusões obtidas a partir do estudo aprofundado do tema resultaram numa declaração de consenso sobre a teologia adventista da ordenação (leia o documento abaixo).

Vice-presidente da Igreja Adventista, Mike Ryan, preside o Concílio Anual na terça-feira, dia 14 de outubro, enquanto delegados votaram quase unânimes para colocar um item na agenda da Assembleia da Associação Geral do ano que vem perguntando se as Divisões regionais podem permitir que as mulheres sejam ordenadas como ministros (ou ministras). O voto foi de 243 a 44, com três abstenções (Foto: Viviene Martinelli).

Vice-presidente da Igreja Adventista, Mike Ryan, preside o Concílio Anual realizado em outubro de 2014, quando foi decido que o assunto da ordenação das mulheres ao ministério pastoral seria tratado na assembleia de San Antonio. A proposta. Foto: Viviene Martinelli.

Em outubro de 2014, o Concílio Anual da Associação Geral da Igreja Adventista, em Silver Spring, Maryland (EUA), decidiu inserir o item na agenda da 60ª assembleia. A proposta de se promover uma terceira votação sobre o tema recebeu 243 votos favoráveis e 44 contra (houve três abstenções).

Ponto em questão

A pergunta em questão na tarde de hoje foi se as divisões (ou escritórios administrativos da Igreja Adventista) devem permitir que as mulheres sejam ordenadas como pastoras. Por ser o item mais sensível da agenda da 60ª assembleia da igreja, o presidente mundial dos adventistas, Ted Wilson, apelou aos delegados para que buscassem a Deus em oração antes de manifestar sua decisão nas urnas.

Sem perder esse espírito, ao longo de toda a tarde, enquanto dezenas de delegados manifestavam publicamente diferentes opiniões a respeito do tema, a reunião administrativa foi interrompida pelo presidente da mesa, pastor Michael Ryan, para momentos de oração.

Após a decisão, em um discurso solene, o líder mundial dos adventistas reiterou que a votação nesta assembleia não encerra com vencedores ou perdedores. Segundo ele, mais do que nunca a igreja precisa seguir unida e com o foco na missão. [Márcio Tonetti, equipe RA]


 

DECLARAÇÃO CONSENSUAL SOBRE A TEOLOGIA ADVENTISTA DA ORDENAÇÃO

VOTADO o recebimento e o endosso do documento “Declaração Consensual sobre a Teologia Adventista da Ordenação”, que afirma o seguinte:

Em um mundo alienado de Deus, a igreja é composta por aqueles que Deus reconciliou consigo mesmo e uns com os outros. Por meio da obra salvadora de Cristo, seus membros estão unidos em missão pela fé mediante o batismo (Ef 4:4-6), tornando-se um sacerdócio real, cuja missão é “anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9). Os cristãos recebem o ministério da reconciliação (2Co 5:18-20), chamados e capacitados pelo poder do Espírito e pelos dons que Ele derrama sobre cada um para cumprir a comissão evangélica (Mt 28:18-20).

Embora todos os cristãos sejam chamados para usar seus dons espirituais no ministério, as Escrituras identificam algumas posições específicas de liderança que eram acompanhadas da ratificação pública pela igreja de que tais pessoas atendiam os requisitos bíblicos (Nm 11:16, 17; At 6:1-6; 13:1-3; 14:23; 1Tm 3:1-12; Tt 1:5-9). Revela-se que vários desses endossos envolviam a “imposição de mãos”.

As versões da Bíblia em inglês usam a palavra ordenar para traduzir muitas palavras diferentes em grego e hebraico que exprimem a ideia básica de selecionar ou nomear, descrevendo a colocação de tais pessoas em seus respectivos ofícios. Ao longo da história cristã, o termo ordenação adquiriu significados que vão além do que as palavras originalmente subentendiam. Levando em conta esse contexto, os adventistas do sétimo dia entendem que ordenação, no sentido bíblico, é a ação da igreja de reconhecer publicamente aqueles a quem o Senhor chamou e capacitou para o ministério na igreja local e global.

Além da função única dos apóstolos, o Novo Testamento identifica as seguintes categorias de líderes ordenados: os presbíteros e presbíteros-chefes (At 14:23; 20:17, 28; 1Tm 3:2-7; 4:14; 2Tm 4:1-5; 1Pe 5:1) e os diáconos (Fp 1:1; 1Tm 3:8-10). Ao passo que a maioria dos presbíteros e diáconos ministrava em contextos locais, alguns presbíteros eram itinerantes e supervisionavam um território maior, formado por várias congregações, função que pode refletir o ministério de indivíduos como Timóteo e Tito (1Tm 1:3, 4; Tt 1:5).

Por meio do ato da ordenação, a igreja confere autoridade representativa sobre indivíduos para a obra específica de ministério à qual são nomeados (At 6:1-3; 13:1-3; 1Tm; Tt 2:15). Tais papéis podem incluir: representar a igreja, proclamar o evangelho, ministrar a Ceia do Senhor e o batismo, plantar e organizar igrejas, guiar os membros e cuidar deles, opor-se a falsos ensinos e prover serviço geral para a congregação (cf. At 6:3; 20:28, 29; 1Tm 3:2, 4, 5; 2Tm 1:13, 14; 2:2; 4:5; Tt 1:5, 9). Embora a ordenação contribua para a ordem da igreja, ela não confere qualidades especiais aos indivíduos ordenados, nem introduz uma hierarquia monárquica na comunidade da fé. Os exemplos bíblicos de ordenação incluem a concessão de um mandato, a imposição de mãos, jejum e oração e a entrega das pessoas separadas à graça de Deus (Dt 3:28; At 6:6; 14:26; 15:40).

Os indivíduos ordenados dedicam seus talentos ao Senhor e à sua igreja em serviço vitalício. O modelo básico de ordenação foi a nomeação dos doze apóstolos (Mt 10:1-4; Mc 3:13-19; Lc 6:12-16) e o modelo supremo de ministério cristão é a vida e a obra de nosso Senhor, que não veio para ser servido, mas, sim, para servir (Mc 10:45; Lc 22:25-27; Jo 13:1-17). [Tradução: Cecília Eller Nascimento]


 

Veja também

VÍDEO: O pastor e jornalista Diogo Cavalcanti comenta a decisão direto de San Antonio

Mensagem viva de saúde

Participantes da assembleia mundial da igreja organizam corrida para impactar San Antonio com a mensagem de saúde

corrida em San Antonio-3

Mais de 2,5 mil pessoas participaram de uma corrida organizada pela Igreja Adventista em San Antonio no início da manhã do último domingo, dia 6. O evento buscou chamar a atenção da comunidade para a importância do estilo de vida saudável. Segundo a coordenadora do evento e responsável pelo departamento de Saúde da igreja na América do Norte, Kátia Reinert, a população local sofre com problemas de obesidade, diabetes e outras doenças crônicas. Por isso, a iniciativa foi uma mensagem viva de saúde transmitida pelos adventistas à cidade sede da 60ª assembleia da Associação Geral. [Fotos: Leônidas Guedes]

VEJA OUTRAS IMAGENS

 

Novo diretor mundial de Publicações da Igreja Adventista é brasileiro

Pastor Almir Marroni foi eleito para a função no final da tarde desta terça-feira

Eleito pela assembleia mundial da igreja em San Antonio, Texas (EUA), no final da tarde de hoje, o pastor Almir Marroni deixa a função de vice-presidente dos adventistas sul-americanos para assumir o departamento de Publicações da sede mundial. Ele irá substituir o pastor Howard Faigao.

O jornalista Diogo Cavalcanti, enviado especial da Revista Adventista à assembleia em San Antonio, conversou com o novo líder mundial de Publicações logo após a decisão. Confira o áudio da entrevista:

Trajetória

Marroni, que também atua como coordenador da área de Espírito de Profecia, dedicou boa parte de seu ministério para o departamento de Publicações na União Sul-Brasileira e na Divisão Sul-Americana. Desde 2011 ele atuava com um dos vice-presidentes da igreja para oito países da América do Sul. Almir Marroni é natural de Londrina (PR). Casado com Williane Marroni, que é responsável pelo Ministério da Mulher na América do Sul, eles têm duas filhas.

Na tarde de hoje também foram votados outros líderes mundiais. Confira a lista:

Delbert Pearman – tesoureiro associado

Mike Lekic – diretor associado de Educação

Hudson Kibuuka – diretor associado de Educação

John Wesley Taylor – diretor associado de Educação

Julian Melgosa – diretor associado de Educação

Ramon Canals – diretor associado do Ministério Pessoal e Escola Sabatina

Nelu Burcea – diretor associado de Liberdade Religiosa e Relações Públicas

Dwayne Leslie – diretor associado de Liberdade Religiosa e Relações Públicas

Raquel Arrais – diretora associada do Ministério da Mulher

Saustin Mfune – diretor associado do Ministério da Criança

Jonas Arrais – secretário ministerial associado

Robert Costa – secretário ministerial associado

Derek Morris – secretário ministerial associado

Willie Hucks Jr. – secretário ministerial associado

Anthony Kent – secretário ministerial asso

O real tamanho da igreja

Relatório apresentado por David Trim, diretor do Departamento de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa, no dia 3 de julho, revela que nossos números ainda estão inflados

imagem-home-relatorio-David-Trim

Foto: reprodução Adventist Review

No último quinquênio, a igreja mundial realizou uma série de auditorias detalhadas de seus membros. O resultado da análise feita pelo Escritório de Arquivos, Estatísticas e Pesquisas indicou que o total de membros no papel é maior do que a realidade e, em algumas áreas, consideravelmente maior. Uma análise mais profunda sugeriu que o número de membros se encontra inflado por causa de falhas sistêmicas em relatar com precisão as perdas, tanto por morte, quanto de membros vivos, chamada em diferentes partes do mundo de apostasia, abandono e assim por diante. Este relatório resume os resultados das auditorias de membros e sugere algumas implicações para a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Em geral, uma única estatística-chave revela insights vitais a uma organização quanto à precisão de uma série de outros dados. Ao mensurar o total de membros adventistas, a estatística-chave é a taxa de mortalidade: o número de mortes a cada mil habitantes. Na análise do ASTR, a taxa de mortalidade adventista foi calculada em cada Divisão e globalmente, e depois comparada com a taxa de mortalidade da população em geral da respectiva Divisão e do mundo inteiro. Uma vez que um ano isolado não revela uma tendência, o ASTR fez essa análise no período de 1995 a 2010.

Descobrimos que a taxa de mortalidade adventista global sempre esteve abaixo do índice de mortalidade geral e caiu especialmente ao longo da década de 2000 (ver Figura 1). Além disso, em muitas Divisões, a taxa de mortalidade adventista foi significativamente inferior à taxa de mortalidade geral daquele território.

infografico-1-relatório de David Trim-portugues

Os adventistas do sétimo dia têm princípios divinos de vida saudável que nos foram concedidos pelos escritos de Ellen G. White, mas a diferença entre as taxas de mortalidade entre os adventistas e a população em geral é tão grande que somente o estilo de vida saudável não é suficiente para justificá-la.

infografico-2-relatório de David Trim-portugues

Na primeira década do século 21, havia 3,39 mortes de adventistas em cada mil membros da igreja ao redor do mundo, em contraste com 8,55 mortes em cada mil pessoas da população em geral. Isto é, nossa mortalidade média era de apenas 39,65% da mortalidade geral. Estudos científicos indicam que os efeitos de seguir a alimentação e o estilo de vida adventista definiriam essa porcentagem, na melhor das hipóteses, em cerca de dois terços da população geral. Logo, nossa taxa global de mortalidade estava pelo menos na metade do que deveria, mesmo levando em conta as vantagens das orientações de saúde adventistas.

Em oito Divisões (incluindo quatro das seis com mais de um milhão de membros), a mortalidade adventista era equivalente a menos de 40% da mortalidade geral e, em cinco Divisões, inferior a vinte por cento. O total de membros registrado nessas Divisões é, na verdade, maior do que o número de membros vivos. Essa auditoria é importante por três motivos: planejamento, mordomia e cuidado pastoral. Todas essas considerações são importantes, mas é possível que a última seja a mais relevante entre elas.

Os líderes da igreja necessitam de registros fiéis do número de membros; primeiro, para planejar de modo estratégico e eficaz; segundo, para ser bons mordomos, já que, do contrário, os recursos podem ser mal-empregados. Acima de tudo, porém, se o número de membros não corresponder à realidade, fica muito difícil cuidar dos membros da igreja. A parábola da ovelha perdida (Lc 15:4-7) nos revela que saber quantas ovelhas estão no aprisco é fundamental para o Pastor divino, cujo exemplo procuramos seguir.

A igreja mundial instituiu uma série de medidas corretivas, com o objetivo de chegar a uma estatística fiel do número de membros. Contagens regulares dos presentes foram acrescentadas às estatísticas que todas as igrejas locais e unidades administrativas devem relatar anualmente. Em 2012, foi criado o Escritório do Software de Membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, na Associação Geral. Hoje duas Divisões inteiras e Uniões de outras cinco já adotaram ou estão começando a adotar o software aprovado da secretaria.

No entanto, a medida que exerceu maior impacto foram as abrangentes auditorias de membros. Todas as Divisões realizaram auditorias em pelo menos parte de seu território e, de igual forma, a maioria das Uniões realizou pelo menos uma auditoria parcial. Contudo, ao redor do mundo, o processo de auditorias se encontra incompleto. Por isso, este relatório é, em certo sentido, preliminar.

Em 2014, foi relatado um total de 55.320 mortes, ou seja, três mortes em cada mil adventistas ao redor do mundo, aumentando de 2,67 no início do último quinquênio, que corresponde exatamente a um terço da taxa de mortalidade geral do planeta, a menor porcentagem em nossa história estatística. As três mortes em cada mil em 2014 equivalem a 39% da taxa de mortalidade líquida de 7,84 mortes por mil no mesmo ano. Logo, ainda temos um longo caminho a percorrer para que as mortes sejam relatadas com precisão.

O que mais chama atenção, porém, é que as auditorias revelaram grandes perdas. Não foram apenas as mortes que deixaram de ser relatadas. O número daqueles que saíram da igreja (hoje descritos nos relatórios estatísticos oficiais com o termo “afastados” em lugar do antigo “apostatados”) e o número de “desaparecidos” também, isto é, pessoas que simplesmente não foram encontradas quando a auditoria foi realizada.

O resultado do abrangente processo de auditorias ao longo dos últimos cinco anos foi um total de 2.983.905 membros que deixaram a igreja ou foram registrados como desaparecidos; 261.888 mortes foram registradas; e um total de 5.563.377 foram acrescentados mediante o batismo ou a profissão de fé. O número de mortes relatadas cresceu um pouco, mas permaneceu relativamente estável, ao passo que o total de desaparecidos e afastados aumentou drasticamente.

A magnitude das perdas (desaparecidos e afastados) identificadas nas auditorias mina o número considerável de acréscimos. O número gigantesco de membros que sai pela metafórica porta dos fundos mina o crescimento que chega pela porta da frente (Figura 2). A melhoria na conservação dos membros é vital.

Por causa disso, o crescimento nos últimos cinco anos foi muito mais lento do que nos cinco anos anteriores (ver Figura 3), mas, na verdade, não passa de ilusão estatística. Muitos daqueles cuja saída foi registrada não deixaram nossas fileiras ao longo dos últimos cinco anos. Nossa falha de longo prazo em realizar auditorias de membros em grande parte do mundo significa que estamos registrando perdas dos últimos 25 anos (e, em alguns casos, provavelmente até mais do que isso).

infografico-3-relatório de David Trim-portugues

Expressando de forma simples, em vez de sofrer uma crise de crescimento da igreja, estamos somente sentindo os efeitos de uma correção estatística. Os índices de crescimento ao longo da década de 1990 e início dos anos 2000 foram, na verdade, inferiores ao que se pensava, ao passo que nossa real taxa de crescimento neste quinquênio foi maior do que parece. Além disso, é importante reconhecer que as perdas não foram causadas pelas auditorias. As auditorias de membros apenas registram a partida daqueles que já haviam se afastado da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Elas revelam o tamanho do problema que já existe há muitos anos.

Por fim, não realizamos auditorias para limpar o rol de membros e obter números mais precisos. Cada um dos 2.983.905 membros registrados como desaparecidos ou afastados da igreja ao longo dos últimos cinco anos (e cada um dos 13.026.925 membros que se “afastaram” ou “desapareceram” durante os últimos cinquenta anos) é precioso para Jesus.

As auditorias devem continuar como parte de uma estratégia mais ampla para melhorar a conservação e a disciplina dos membros. Precisamos imitar o Bom Pastor, que deixou tudo de lado para ir em busca de apenas 1% de seu rebanho que havia desaparecido. Registros estatísticos precisos não são um fim em si mesmos, mas a base para um ministério mais poderoso ao rebanho que nos foi confiado pelo Salvador.


Nota: Kathleen Jones, Joshua Marcoe, Carole Proctor e Lisa Rasmussen contribuíram com a análise estatística deste relatório.


[Fonte: Adventist Review / Tradução: Cecília Eller Nascimento]

Em mais um dia de eleições, assembleia define líderes da Associação Geral e divisões

A assembleia mundial da igreja nomeou nesta segunda-feira, 6 de julho, os líderes que atuarão como vice-presidentes da Associação Geral. Uma das mudanças mais significativas foi a redução do número de líderes para a função. Em vez de 9, agora serão apenas 6 vice-presidentes, seguindo o modelo que era adotado pela igreja até 1990. O que justifica a mudança, segundo explicou o pastor Ted Wilson, é ao fato de que algumas instituições não mais estarão sob supervisão da Associação Geral. No quadro de diretores de departamentos houve poucas alterações. Dos 12 departamentais votados até agora, apenas dois são novos na função: Ganoune Diop, que substitui John Graz, e Duane Mckey, que substitui Jonathan Kuntaraff.

Além dos nomes votados para essas funções, o plenário da assembleia também nomeou um brasileiro e um chileno para a equipe da Associação Geral: Gerson Santos, como secretário associado, e Magdiel Perez, atual secretário da Divisão Sul-Americana, que exercerá a função de assessor especial do presidente da Associação Geral.

A agenda do dia contemplou ainda a definição dos presidentes das 13 divisões. Seis deles permanecem no cargo. Entre os reeleitos está o presidente da Divisão Sul-Americana, pastor Erton Köhler (confira aqui a entrevista concedida à Revista Adventista após a reeleição).

Confira abaixo a relação dos líderes eleitos nesta segunda-feira:

Vice-presidentes da Associação Geral

os-6-vice-presidentes-no-palco-da-assembleia

Número de vice-presidentes caiu de 9 para 6. Mudança se deve ao fato de que algumas instituições não mais estarão vinculadas à Associação Geral. Foto: Adventist Review

Artur Stele (reeleito)

Abner De Los Santos

Ella Simmons (reeleita)

Geoffrey Gabriel Mbwana (reeleito)

Guillermo Biaggi

Thomas Lemon

Diretores de departamentos da Associação Geral

os 12 diretores de departamentos eleitos

Até agora foram eleitos 12 dos 15 diretores de departamentos. Foto: Adventist Review

Ministério de Capelania – Mario Ceballos (reeleito)

Ministério da Criança – Linda Mei Lin Koh (reeleita)

Comunicação – Williams Costa Jr. (reeleito)

Educação – Lisa Beardsley-Hardy (reeleita)

Ministério da Família – Willie Oliver (diretor) e Elaine Oliver (diretora associada) – reeleitos

Ministério da Saúde – Peter Landless (reeleito)

Associação Ministerial – Jerry Page (secretário) e Janet Page (secretária associada) – reeleitos

Relações Públicas e Liberdade Religiosa – Ganoune Diop (substitui John Graz)

Ministério Pessoal – Duane Mckey (substitui Jonathan Kuntaraff)

Ministério da Mulher – Heather-Dawn Small (reeleita)

Ministério Jovem – Gilbert Cangy (reeleito)

Auditoria – Paul Douglas (reeleito)

 

Presidentes das divisões

os-13-presidentes das divisoes no palco da assembleia

Dos 13 presidentes de divisões, 6 foram reeleitos. O pastor Erton Köhler foi um deles. Foto: Adventist Review

Divisão Centro-Leste Africana – Blasious Ruguri (reeleito)

Divisão Euro-Asiática – Michael Kaminski

Divisão Interamericana – Israel Leito (reeleito)

Divisão Norte-Americana – Daniel Jackson (reeleito)

Divisão do Pacífico Norte-Asiático – Jairyong Lee (reeleito)

Divisão Sul-Americana – Erton Kohler (reeleito)

Divisão do Sul do Pacífico – Glenn Townend

Divisão Sul-Africana Oceano Índico – Paul Ratsara (reeleito)

Divisão do Pacífico Sul-Asiático – Leonardo Asoy

Divisão Intereuropeia – Mario Brito

Divisão Centro-Oeste Africana – Elie Weick-Dido

Divisão Sul-Asiática – Ezras Lakra

Divisão Transeuropeia – Raafat Kamal (reeleito)


CONFIRA O QUADRO GERAL DE ELEIÇÕES DA ASSEMBLEIA

Água e óleo

O evolucionismo teísta tenta misturar o que é impossível conciliar: Bíblia e evolução

origens

Mudanças editoriais na crença da criação foi um dos itens da agenda da assembleia mundial da igreja nesta segunda-feira, 6 de julho.

Num diálogo, é sempre mais cômodo concordar com o interlocutor. Às vezes, para evitar a discussão, há até quem “concorde” com aquilo de que discorda. Infelizmente, há muitos cristãos – e, mais infelizmente ainda, até mesmo adventistas do sétimo dia – optando por essa via fácil. A fim de evitar o debate, tentam misturar óleo e água, criando um simbionte aberrante; uma teoria que se compõe de péssima ciência com péssima teologia. E ela se chama evolucionismo teísta.

Mas, afinal de contas, por que não seria possível misturar a crença num Deus criador com a teoria da evolução? Por que não admitir que Deus possa ter criado a matéria por meio do Big Bang e dado início ao processo evolutivo? Simples, não? Na verdade, parece simples, mas não é.

Se partirmos da premissa de que Deus é o Criador, mas se utilizou de processos evolutivos para trazer a vida como a conhecemos à existência, a primeira a ser atingida por esse raciocínio “conciliatório” é a Bíblia. Vejamos por quê.

A Palavra de Deus deixa clara nossa responsabilidade diante do Criador. Mas se a espécie humana é o resultado final do acaso e da evolução através das eras cronológicas, temos nós qualquer responsabilidade diante de um poder mais elevado? De acordo com o Dr. Siegfried Schwantes (Colunas do Caráter, p. 205), “que estímulo há para se forjarem caracteres nobres e se praticarem atos heroicos numa filosofia que não reconhece outra lei que não a da selva, nem outra sanção que não a sobrevivência do mais forte?”

Se a espécie humana evoluiu, teria significado o importante conceito “todos são criados iguais”? E como a regra áurea “fazei aos outros o que quereis que vos façam” encontra significado na sociedade, se a “sobrevivência dos mais aptos” tem sido responsável por trazer a humanidade ao seu presente estado de inteligência superior? As duas ideias não parecem ser compatíveis.

Como se pode ver, a teologia bíblica é atingida bem no centro se rejeitarmos o relato da Criação. Importantíssimas doutrinas da Bíblia dependem desse relato. Por exemplo: a Bíblia afirma que a morte ocorreu como resultado do pecado (Gn 2). E na carta de Paulo aos Romanos, lemos que “por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte” (5:12). Mas a evolução ensina que a morte existiu desde o princípio, muito antes que houvesse um ser humano. Em outras palavras: a morte não é resultado do pecado.

Nesse caso, qual é o significado teológico da vida e da morte de Jesus? Paulo diz: “Como pela desobediência de um só homem [Adão] muitos se tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de um só muitos se tornarão justos” (Rm 5:19). Por que precisamos de redenção e libertação? Se não houve um Jardim do Éden, com sua árvore da vida, qual é o futuro que Apocalipse 22 descreve para os remidos? Se as rochas da crosta terrestre já estivessem cheias de restos fossilizados de bilhões de animais, e mesmo de formas hominídeas que pareciam homens, então o próprio Deus é diretamente responsável por ter criado o sofrimento e a morte, não como julgamento pela rebelião, mas como fator integral da sua obra de criação e governo soberano. E isso significa caos teológico!

O quarto mandamento da lei de Deus diz: “Lembra-te do dia do sábado para o santificar, seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus […] porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra e o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou” (Êx 20:8-11). Além de ser um mandamento e um sinal distintivo entre o Senhor e seu povo (Ez 20:20), o sábado comemora a obra criadora de Deus, em seis dias literais. Cristo confirmou esse mandamento guardando-o (Lc 4:16). A Bíblia assegura que na Nova Terra (Ap 21) também será observado o sábado (Is 66:23). Pela teoria evolucionista teríamos que ignorar também esse importante conceito bíblico que é uma evidência de nosso amor ao Criador (Jo 14:15), memorial da criação e selo de obediência e fidelidade a Deus.

Como se pode ver, evolução e criação é uma mistura impossível. A tentativa de conciliação (talvez para se evitar maiores discussões) acaba originando uma teoria amorfa e ilógica. A criação não pode ser provada em laboratório, é verdade. Mas a evolução biológica (especialmente a abiogênese) também não. No fundo, tudo é uma questão de fé. De minha parte, prefiro crer no Deus Criador Todo-poderoso, a crer no acaso e no tempo como fatores “desencadeadores” da vida.

Michelson Borges é jornalista, mestre em Teologia e editor da revista Vida e Saúde na CPB


Saiba +

Entenda o histórico da redação acerca da crença sobre a criação e por que os ajustes editoriais propostos reafirmam a rejeição da igreja ao evolucionismo teísta