Sentimento comum

Depois de ser marcado pela assembleia na Holanda, ele decidiu voltar nas reuniões seguintes

ra-1995-homeEm 1995, na condição de membro da igreja e visitante, acompanhei a 56ª Assembleia da Associação Geral em Utrecht, Holanda. Aquela experiência foi marcante e enriquecedora para mim, o que me motivou a estar presente nas sessões seguintes: Toronto (2000), St. Louis (2005), Atlanta (2010), e agora em San Antonio (2015). Em Utrecht, pude ver algumas coisas e entender um pouco melhor a abrangência das atividades da igreja, da qual sou membro há mais de 50 anos.

Primeiramente, destaco o conteúdo dos sermões durante aquele evento, que conclamaram os membros para compreender mais profundamente a missão da igreja e a necessidade urgente e individual de consagração e busca do poder do Espírito Santo, elementos essenciais de capacitação para a proclamação da mensagem do terceiro anjo (Ap 14:9-11). Recordo ainda a ênfase dada em três carências básicas da igreja: Bíblia (revelação), oração (comunhão) e testemunho (ação).

Naquela ocasião, ao ver o plenário formado pelos 2.321 delegados representando os adventistas espalhados em diferentes partes da Terra, fiéis que formam um organismo vivo e atuante em favor de uma mesma mensagem, fui levado a imaginar a primeira assembleia da igreja realizada em Battle Creek, Michigan. Foi em maio de 1863 que 20 delegados formaram o embrião de um movimento organizado que, sob o manto da bênção de Deus e sua especial orientação, haveria de crescer e se multiplicar de modo a congregar pessoas em todas as partes do mundo.

Durante os dias de reuniões, percebi também as grandes responsabilidades que pesam sobre os ombros dos líderes quando tratam dos delicados temas relacionados ao foco e à missão da igreja, seu crescimento e manutenção da unidade doutrinária.

Também fiquei impressionado ao ver a beleza e consistência da estrutura funcional de uma assembleia mundial, cujos trabalhos são conduzidos num processo de estrita ordem, sob a égide da representatividade e transparência.

Outra coisa que apreciei bastante foi a participação dos momentos de louvor juntamente com dezenas de milhares de pessoas de diferentes idiomas, culturas e trajes, mas que, por meio, da união de suas vozes formaram um grande coral, num espetáculo de rara beleza em que foi possível compartilhar o sentimento de que tínhamos a mesma fé e esperança.

Divonzir Ferelli é gerente das livrarias da CPB

Cinco anos na Ucrânia

Nas terras geladas do leste europeu, pioneiro da TV adventista conta como Deus derreteu corações

jonatanEm 2008, fui surpreendido com um convite para trabalhar na Divisão Euro-Asiática da Igreja Adventista. Confesso que nunca havia pensado em trabalhar fora do Brasil. Foi por isso que nos reunimos em família e, depois de orarmos, disse para minha esposa: “se aceitarmos esse chamado, vamos ver e viver coisas que nunca imaginamos e ter uma experiência única.”

Aceitamos o desafio, e no dia 17 de novembro de 2009 chegamos em Kiev, capital da Ucrânia. Embora tenha procurado me informar sobre o país, não sabia muita coisa sobre a região. Assim que chegamos, passamos a trabalhar para transmitir ao vivo uma grande série evangelística a partir da Moldávia. Seria a primeira transmissão ao vivo de uma igreja evangélica naquele país.

Para começar, já foi uma aventura apenas levar os equipamentos da Ucrânia para a Moldávia. Em certa noite, debaixo de muita neve, chegamos à pequena cidade da fronteira, onde um grupo de irmãos nos esperava. Após orarmos juntos, colocamos cada equipamento em pequenas sacolas para que fossem transportados para o outro lado.

O pastor que me acompanhava e eu, só recebemos o carimbo em nossos passaportes quando já passava das 22 horas. Em território moldávio, continuamos nossa viagem debaixo de forte nevasca. O vidro do carro congelava e mesmo com o aquecimento interno do veículo, a temperatura era muito baixa.

Não havia nenhum carro transitando pela estrada, apenas o nosso. Foi por isso que passei a imaginar o que aconteceria se nosso veículo quebrasse e ficássemos ali no caminho, ao relento, com 18 graus negativos. Perto da meia-noite, paramos em um posto de gasolina, que estava fechado e totalmente às escuras. Logo chegou outro carro e parou à nossa frente. Eram nossos irmãos adventistas que haviam trazido todos os equipamentos.

Fizemos a transferência do material de um carro para outro, oramos novamente e seguimos viagem. Chegamos em Chisinau, capital do país, já depois das 2 horas da madrugada. Aquela seria a primeira vez que enfrentaria um frio tão intenso.

A cada noite da série evangelística, o pastor Peter Kulakov pregou com muito vigor e milhares de pessoas acompanharam suas mensagens na Moldávia e em países como a Ucrânia, Rússia, Bielorrússia, Geórgia, Armênia. Cerca de 3 mil pessoas foram batizadas como resultado desse esforço evangelístico.

jonatan2Confesso que não poderia imaginar como o canal adventista (Hope Channel) cresceria naquela região. Poucos anos depois, a igreja decidiu fazer um pedido oficial para ter uma emissora de TV na Ucrânia. Isso seria algo inédito no país. Nenhuma igreja, nem evangélica, pentecostal, protestante, católica ou ortodoxa tinha essa concessão.

O pastor Veiceslav Demyen foi escolhido para representar a denominação diante de 16 parlamentares. Ele precisava convencê-los de aprovar o pedido da igreja. Ele fez o seu melhor, mas parece que a desconfiança comunista em relação à religião iria prevalecer.

Até que um parlamentar disse: “assisti a um seminário, no passado, em um dos colégios adventistas e foi excelente. Na verdade, acho que eles deveriam fazer um desses seminários aqui no parlamento. Por esse motivo, eu voto favoravelmente ao canal.”

O depoimento dele providencialmente mudou a mente de alguns parlamentares e o grupo decidiu autorizar uma nova defesa para a instalação de um canal religioso no país. O fato é que Deus abençoou de tal forma que o funcionamento da emissora foi autorizado e hoje está no ar via satélite, internet e tevês a cabo, alcançando milhões de pessoas. No tempo em que trabalhei na Divisão Euro-Asiática ainda pude ver outro milagre: a autorização de um canal adventista na Rússia.

Sinto-me feliz e realizado por ver como Deus tem abençoado o trabalho missionário por meio da televisão nessa região. Muitas são as histórias de conversão através desse ministério. Uma delas foi o batismo de dois artistas de TV na Ucrânia: Kiril Andrev e Iuri Sossa. Eles se interessaram pela mensagem adventista e começaram a estudar a Bíblia. Andrev e Sossa deixaram o trabalho na emissora comercial para servir no canal adventista.

Depois de cinco anos trabalhando na Divisão Euro-Asiática, recebi o chamado para iniciar o mesmo ministério na Divisão Centro-Leste Africana, em Nairóbi, no Quênia. As três regiões administrativas da Igreja Adventista na África (divisões) estão trabalhando em conjunto para produzir programas em inglês, francês e outras línguas faladas no continente. O nome desse novo canal é Hope Channel Africa e já estamos trabalhando a todo vapor para que mais e mais pessoas tenham esperança na breve volta de Jesus.

Jonatan Conceição é pastor e foi missionário na Ucrânia até 2014. Desde o início do ano, ele está trabalhando na África

O cântico dos salvos

Editor aposentado relembra a assembleia mundial de Toronto, em 2000

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Enviado especial à 57ª assembleia mundial, Rubem Scheffel relatou nas páginas da Revista Adventista suas impressões sobre o evento que reuniu 60 mil adventistas em Toronto, no Canadá. Imagem: arquivo RA

Quinze anos se passaram desde que tive a oportunidade de participar da 57ª Assembleia da Associação Geral, realizada nos dias 29 de junho a 8 de julho de 2000, em Toronto, Canadá. A grande expectativa quanto ao que aconteceria na virada do ano 2000 já havia ficado para trás, mas ainda existia certa tensão no mundo por causa dos prognósticos catastrofistas dos sensacionalistas de plantão.

O tema da assembleia, “Quase no lar”, refletia a convicção de que a volta de Jesus estava às portas, e de que logo estaríamos no Céu. Um dos devocionais, intitulado “O lar perfeito”, focalizou o que Deus está preparando para nós e realçou a esperança de estar lá em breve e para sempre.

Cerca de 60 mil adventistas de mais de 200 países compareceram às reuniões, nas quais foram eleitos líderes para a sede mundial, como o presidente Jan Paulsen, e para a sede sul-americana da igreja, como o presidente Ruy Nagel. Foram apresentados relatórios e debatidos temas de interesse na ocasião, tais como algumas mudanças no Manual da Igreja referentes ao divórcio e novo casamento; e a preocupação com a infraestrutura da igreja, que havia recebido mais de um milhão de novos membros em apenas um ano.

Um dos destaques da cerimônia de abertura, dirigida pelo pastor Léo Ranzolin, então vice-presidente da Associação Geral, é que ele veio acompanhado da representante da rainha da Inglaterra para a província de Ontário, Hillary Weston, a qual fez uma saudação à Igreja Adventista, elogiando seu comprometimento com a educação e a saúde pública. Outras autoridades compareceram ao evento, como o governador de Papua-Nova Guiné, o adventista Silas Atopare, e o prefeito de Toronto, Mel Lastman.

No programa sobre Missão Global, apresentado no sábado à tarde, um audiovisual mostrou como adventistas dedicados estavam levando pessoas até Cristo em lugares difíceis como a Índia e a Mongólia. A programação também mencionou o trabalho no Brasil, dando-lhe destaque como o país com maior número de adventistas do mundo.

Espalhadas pela cidade de Toronto havia 350 estátuas de alces, com mais de dois metros de altura. A colunista de um dos jornais escreveu que havia semelhanças entre os alces e os adventistas, pois ambos são vegetarianos, e têm características distintas.

Vários jornais de Toronto deram destaque ao encontro, considerando-o “a maior convenção já realizada na cidade”. Mas para mim, nada se comparou a ver e ouvir 60 mil adventistas cantando com entusiasmo “Oh, que esperança, vibra em nosso ser”, o que me faz imaginar como será maravilhoso participar da grande multidão de remidos que cantará o cântico de Moisés e do Cordeiro no lar dos salvos (Ap 15:3).

Rubem Scheffel é o autor do livro Com a Eternidade no Coração (Meditações Diárias de 2010) e trabalhou por décadas como editor de revistas e livros na CPB

Um lar para quem está longe de casa

Igrejas étnicas querem alcançar 1 milhão de pessoas que falam português e vivem na América do Norte

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Denison Moura é pastor em Nova York e foi recentemente eleito coordenador das igrejas adventistas de fala portuguesa da América do Norte. Foto: arquivo pessoal

Apesar de se concentrar basicamente em dois grandes países, Estados Unidos e Canadá, a Igreja Adventista na América do Norte tem muita diversidade cultural. Por isso, há alguns anos, um ministério multiétnico foi oficializado pela sede da denominação, tendo as igrejas de fala portuguesa como uma das áreas de atuação.

A iniciativa tem justificativa: estima-se que mais de 1 milhão de pessoas falam português por aqui. No contexto adventista, são 5.139 membros em 51 congregações distribuídas por 16 regiões administrativas (associações). Atendidas por 30 pastores, essas igrejas levaram 1.866 pessoas ao batismo nos últimos cinco anos.

Esses números representam um desafio que exige intenso esforço e dependência do poder do Espírito Santo. Da década de 1970 até o início dos anos 2000, as igrejas de língua portuguesa registraram um amplo crescimento. A imigração para os Estados Unidos favoreceu o acolhimento desses migrantes que se uniram no propósito de partilhar a fé com seus compatriotas. Porém, nos anos 2007 a 2009, a crise financeira americana e o rigor das leis de imigração atingiram fortemente a comunidade de língua portuguesa, fazendo com que muitos retornassem para sua terra natal. As igrejas de migrantes perderam de 30 a 50% dos membros e o crescimento só voltou a ser retomado em 2013.

O evangelismo é a mola propulsora do avanço desse ministério, e as formas convencionais e inovadoras de evangelização devem continuar convivendo por aqui. Nessa tendência, o modelo de discipulado e a proposta de pequenos grupos ganham espaço, e localizar pessoas que falam português, sejam concentradas em comunidades ou vivendo isoladamente delas, passa a ser prioridade. Para tanto, o contato pessoal e o uso da mídia são recursos eficazes.

Imersos numa comunidade secular e influenciados pelo pós-modernismo, os imigrantes tendem a ter uma postura diferente em relação à religião do que teriam em seu país de origem. Logo, é preciso mostrar a relevância da fé nesse novo contexto, o que, via de regra, se traduz em fortes vínculos comunitários.

Um desafio que tem se tornado mais forte neste tempo é a integração das novas gerações no ambiente das igrejas de língua portuguesa. Isso envolve eficácia na comunicação em dois idiomas, inglês e português, e o uso de tecnologia e de uma linguagem cultural que faça sentido aos jovens, adolescentes e crianças.

Entendemos que não existe um único modelo que atenda todas as necessidades, mas o objetivo é encontrar todos os caminhos possíveis para que as próximas gerações estejam integradas e envolvidas no ambiente da igreja e no cumprimento da missão. Para tanto, temos organizado cultos específicos para essa audiência, além de pequenos grupos de relacionamento, atividades sociais e comunitárias. Porém, por vivermos numa sociedade em constante transformação, estamos atentos ao que tem efeito no coração das pessoas.

Oferecer suporte para essas igrejas por meio de materiais para o trabalho missionário também é um dos desafios do nosso ministério. Muito do que utilizamos aqui vem da igreja sul-americana, mas temos buscado produzir materiais que retratem melhor nossa realidade. O site, que está sendo reformulado, visa a favorecer o acesso e a distribuição desses recursos.

Os desafios se transformam e o empenho se intensifica. Priorizando o crescimento espiritual e o comprometimento com Jesus e sua missão, acreditamos que seremos movidos ao cumprimento do nosso papel como discípulos de Cristo, dia após dia, até o tempo em que ouviremos dele: “Bem está servo bom e fiel (…) entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:23).

Denison Moura é pastor em Nova York e foi recentemente eleito coordenador das igrejas adventistas de fala portuguesa da América do Norte

A beleza da diversidade

Ele liderou a igreja sul-americana por 15 anos e testemunhou nove assembleias mundiais

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Acervo: Revista Adventista

A primeira delas foi a que mais me impressionou: em Detroit, 1965. Na ocasião, eu era o líder do ministério jovem e do departamento de educação da antiga União Sul-Brasileira. Viajei para lá como delegado da igreja e muito me impressionou a organização do evento e o grande número de adventistas presentes. Nos dois fins de semana, a programação foi emocionante. São nesses períodos que mais pessoas, especialmente dos Estados Unidos e do Canadá, marcam presença no evento. Muito me emocionou ouvir aquele grande coro internacional entoar “Oh que esperança vibra em nosso ser!”

Algo comum a todas as demais assembleias das quais participei, foi ter ouvido mensagens inspiradoras nos momentos devocionais. E muito me tocaram as belas apresentações musicais interpretadas por membros de diferentes partes do mundo. Esse colorido das nações é ainda mais vistoso nos relatórios das sedes continentais (divisões) e no desfile das nações, na última noite. São momentos em que a gente percebe a mão poderosa de Deus conduzindo seu povo e somos motivados e desafiados para a missão.

Visitar as centenas de estandes das instituições é algo muito interessante também, porque nos dá uma noção da abrangência mundial das atividades da igreja. Louvo a Deus por tudo que testemunhei desde a primeira assembleia e agradeço a ele por fazer parte da sua igreja neste tempo e constatar como o Espírito Santo dirige seu povo.

João Wolff foi líder dos adventistas sul-americanos por 15 anos. Hoje, aposentado, reside em Curitiba (PR)

Direto do Líbano

Pastor brasileiro dá um panorama do trabalho da igreja no Oriente Médio

guntherA União Norte-Africana Oriente Médio é uma das maiores regiões administrativas da Igreja Adventista em termos de território, área maior do que os Estados Unidos ou a Europa. É formada por 20 países e se estende do Marrocos, no extremo oeste da África, até o Qatar, no Golfo Pérsico. Esse vasta geografia, onde vivem mais de 500 milhões de pessoas, é o berço do cristianismo, mas atualmente a religião predominante ali é o islamismo. A região tem 55 centros urbanos com mais de 1 milhão de habitantes, e na maioria deles não há presença adventista.

É interessante viver numa região muito diferente da nossa realidade na América do Sul. As diferenças religiosas e de costumes são oportunidades para conhecer, compreender, apreciar e adaptar-se. Porém, os desafios são imensos. Alguns países de maioria muçulmana toleram a presença de cristãos, enquanto outros são mais fechados e dificultam a presença deles. Sendo assim, a igreja trabalha levando em consideração a situação de cada nação, encontrando meios para cumprir a grande comissão deixada por Jesus, uma motivação forte e urgente para levar a mensagem de esperança para todos.

Embora o número de adventistas na região seja ínfimo comparado com o de habitantes (1 adventista para cada 170 mil), a denominação considera que o testemunho pessoal é uma forma para cumprir a missão e apressar a volta de Jesus. Se não podemos plantar igrejas, podemos “plantar” missionários. Nessa região, também utilizamos os meios de comunicação como a internet, rádio e televisão para alcançar milhões de pessoas.

Alguns países como o Líbano, cuja população é praticamente dividida entre muçulmanos e cristãos, existe liberdade religiosa. Por essa razão, entre outras, em Beirute está a sede da igreja para a região. É onde também está situada a Universidade Adventista do Oriente Médio, que atende as necessidades de formação profissional em áreas de interesse da igreja e da comunidade em geral. Ali fica também a TV Al Waad, canal adventista cujo nome em árabe significa “promessa”.

No Egito, a denominação está presente há décadas, com uma sede de associação, uma fábrica de alimentos, um centro de influência na área de saúde e um internato que oferece o Ensino Médio, o Nile Union Academy. Por sua vez, outros países são mais restritivos, não permitindo que denominações religiosas preguem para a população local. É possível ministrar para os membros da própria igreja, mas distribuir literatura, dar estudos bíblicos ou realizar reuniões de pequenos grupos é considerado uma contravenção. Nesses contextos, uma das melhores maneiras de testemunhar é por meio de feiras de saúde.

Talvez você se pergunte: “o que posso fazer, mesmo à distância, pelas milhões de pessoas que vivem no Oriente Médio e Norte da África, que pouco ou nada sabem sobre a vida, ministério, morte, ressurreição e breve volta de Jesus?” Sugiro algumas atitudes: ore pela igreja, seus servidores e por sua missão na região; diariamente entregue sua vida a Jesus e testemunhe de seu amor; e se coloque à disposição de Deus para, talvez, servi-lo nesta região do mundo.

Günther Wallauer é coordenador de projetos na União Norte-Africana e Oriente Médio e vive em Beirute, no Líbano

Desafio no país da Disney

Pastor conta como é liderar uma igreja multiétnica e centenária no centro de Orlando, na Flórida

Servir a Deus como pastor é um privilégio em qualquer lugar do mundo. Porém, trabalhar em outra cultura é sempre desafiador. Depois dos ajustes da mudança e do estresse que isso traz para a família pastoral, é hora de conhecer a liderança da igreja e ajudá-la a ser funcional. O passo seguinte é tomar conhecimento das necessidades da cultura local e verificar como a Palavra de Deus pode impactar essa realidade. Creio que todos esses são medidas importantes para um ministério pastoral relevante.

cleber-machado-3Em 2012, Deus me chamou para cuidar de uma igreja multiétnica no coração de Orlando, na Flórida (EUA). A Igreja Central de Orlando foi organizada no dia 17 de março de 1890 e, portanto, tem 125 anos de existência. Ao descobrir a história dessa congregação e conhecer os grandes pastores que já passaram por ali, senti-me pequeno diante de tamanha responsabilidade. Foi nesse contexto que entendi melhor o conflito pelo qual Josué passou ao receber o chamado de Deus para liderar o povo e suceder a Moisés (Js 1).

O meu primeiro desafio foi entender as barreiras linguísticas. A igreja está no centro dessa cidade turística e a cada sábado tenho que pregar em duas línguas: inglês e espanhol. Por sua vez, nossa Escola Sabatina opera nesses dois idiomas e em francês. Eu sabia falar inglês antes de assumir a igreja, mas não expressões culturais que apenas são aprendidas com o tempo.

Lembro-me, por exemplo, de uma situação em que, ao pregar, usei uma palavra que poderia ser traduzida como “caipira”. Foi quando todos me olharam com certa apreensão. Ao perceber a reação deles, perguntei se o que estava falando era inadequado e todos balançaram a cabeça positivamente, dando muitas risadas da minha trapalhada cultural. Depois do culto, alguns vieram me explicar que aquela expressão não é negativa em outras regiões dos Estados Unidos, mas soa pejorativa no sudeste do país.

O desafio cultural é grande. A Igreja Central de Orlando é formada por pessoas de 20 países. Cada uma dessas nacionalidades e suas subculturas possuem compreensão e perspectiva de vida diferente, o que acaba resultando em diferentes maneiras de ser igreja. Não é raro membros da igreja falarem para mim: “lá no meu país a gente faz de outro jeito”. Confesso que tenho a mesma tentação, e que muitas vezes já caí nela! Contudo, com o amadurecimento entendi que não se trata de como fazemos aqui ou ali, mas em como podemos encontrar o “assim diz o Senhor” para a realidade local, o que requer muita oração e estudo da Bíblia. Aprender a viver em uma realidade de exílio não é particularidade de nossos dias, mas encontra precedentes no povo de Deus (Jr 29:4-8).

Nesses últimos três anos, trabalhando como missionário e agente de transformação, a grande lição que tenho aprendido é confiar mais em Deus e nos princípios eternos de sua Palavra. Percebi que Deus tem feito muito mais em mim e por mim a partir do momento em que as mudanças me fizeram reconhecer minhas limitações pessoais e culturais. Isso tem sido um grande exercício de fé e humildade, bem como uma ótima oportunidade para aprender a depender mais do Pai (2Cr 7:14).

A grande verdade é que para gerar impacto para o reino de Deus, o fruto do Espírito (Gl 5:22, 23) tem que deixar as páginas do livro sagrado e se tornar a forma como vivemos: amor pelo evangelho a ponto de estar disposto a ser mártir por essa causa; paz em meio ao turbilhão de ideias e complexidade cultural; paciência para ouvir e entender que Deus trabalha em todos de forma diferente; bondade ao responder sensivelmente a quem é diferente de mim; fidelidade para com a Palavra de Deus e; domínio próprio para não oprimir qualquer que seja a cultura– afinal de contas, o chamado de Deus para a igreja é fazer discípulos de todas as nações (Mt 28:18).

Cleber Machado é pastor na Igreja Central de Orlando, na Flórida

Nas terras de Aladim

Saiba por que a perda do vínculo familiar é o maior desafio e a secularização é a maior oportunidade para a missão no Oriente Médio

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O Oriente Médio é um grande emaranhado de culturas milenares, onde nasceram as três principais religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Várias civilizações dominaram a região que é palco de conflitos quase eternos. Mais recentemente, a região foi tomada por impérios coloniais europeus e o termo Oriente Médio só foi cunhado após a Segunda Guerra Mundial, quando divisas territoriais foram estabelecidas sem levar em conta o histórico dos povos que ali habitam. Resultado: desde então, a região tem vivido em constante tensão entre o modelo de estado e o étnico tribal. Soma-se a tudo isso, as disputas religiosas e políticas.

mapa-da-MENAO que chamamos Oriente Médio é a junção de três grandes áreas geográficas definidas de maneira imprecisa. A primeira região é o Norte da África, formada por nações com grandes desafios sócio econômicos, como a Líbia, Tunísia e Argélia. Por sua vez, o Egito, Jordânia, Israel, Síria, Líbano e Turquia formam a segunda região, chamada de Levante. Marcada por conflitos, essa geografia convive com o constante enfrentamento entre palestinos e israelenses, xiitas e sunitas, além do terror imposto por grupos como Hezbollah e Estado Islâmico.

A terceira região é a do Golfo Árabe ou Pérsico. Aqui ficam as nações mais ricas e algumas das mais secularizadas do Oriente Médio, destino certo para os jovens árabes que buscam trabalho e prosperidade. É nesta região que está, por exemplo, a famosa cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos; a Arábia Saudita, que concentra 20% das reservas de petróleo do planeta; e o Irã, que produz 16% de todo gás natural do mundo.

Apesar de possuir 60% das reservas de petróleo do planeta, as disparidades no Oriente Médio são tremendas. O desemprego entre os jovens, por exemplo, varia entre 48,7% na Líbia e 1,1% no Qatar. As diferenças se espalham por áreas como educação, expectativa de vida e direitos femininos. Porém, o que une a região mesmo, apesar de sua diversidade étnica, é a religião islâmica e língua árabe.

Talvez no imaginário brasileiro, o Oriente Médio ainda seja a terra encantada de Ali Babá, o Gênio da Lâmpada, das Mil e Uma Noites e do Aladim. De fato, essa é a terra dos camelos, desertos, majestosas montanhas rochosas, tapetes, castelos e vilas milenares com seus sheiks, sultões e emirs. O que os contos das arábias não revelam são as condições extremas como temperaturas acima dos 50 graus, escassez de água, alimento limitado, tempestades de areia e constantes guerras ao longo dos milênios. É nessa terra de contrastes que o cristianismo em geral, e o adventismo em particular, encontra um de seus maiores desafios

Desafios

Diversidade étnica. Os maiores grupos são os árabes, berberes, iranianos, turcos, curdos e israelenses. A Igreja Adventista não possui membros em todos esses grupos étnicos e os conflitos constantes forçam a migração dos poucos adventistas nativos. O ódio racial é uma constante tentação aos irmãos desta região marcada por atrocidades. Missionários estrangeiros também enfrentam grandes dificuldades para serem aceitos entre as comunidades nativas, o que dificulta a aprendizagem da língua, costumes e o desenvolvimento de relacionamentos significativos. O estrangeiro é alvo de suspeita, quando não é visto apenas como uma “ponte” para facilitar a migração para a Europa e América do Norte. Em lugares com visão de mundo tribal os relacionamentos são fechados dentro do circulo familiar, que pode facilmente conter milhares de pessoas. Embora o islamismo seja a religião predominante, vivem ali cristãos como os coptas e assírios, além dos judeus em Israel.

Sistema islâmico. Diferentemente do Ocidente, em que a religião é uma área da vida, no Oriente Médio, a influência do islamismo ultrapassa as mesquitas, é um sistema social completo e complexo. Ou seja, em muitos países a religião é indissociável do governo, da política, das leis e das regras sociais. Nesse caso, ser cidadão é ser islâmico. Embora em alguns países o cristianismo seja tolerado por conta da grande quantidade de migrantes, ainda sim a fé cristã não pode ser pregada a muçulmanos e a presença de nativos em cultos de outras religiões é proibida. O proselitismo também é vetado por lei a apostasia da fé islâmica pode ser punida com pena de morte. Porém, ao contrário do que pareça, essas leis rígidas não são a maior barreira para a conversão de muçulmanos, e sim a perda do vínculo famíliar, da identidade étnica e do senso de pertencimento.

Oportunidades

População jovem urbana. Eles são maioria nas metrópoles emergentes da região, ambiente que dificulta a fiscalização religiosa e possibilita a formação de pequenos núcleos de influência cristã. Nesse contexto, os encontros casuais permitem que relacionamentos sejam desenvolvidos de maneira mais natural. Esses jovens urbanos vivem um momento de profunda desilusão, seja com a falta de perspectiva de dias melhores ou pelo tédio da prosperidade excessiva. Enquanto os que conseguem migram para outros países, a maioria permanece e parece aberta a explorar outras narrativas para sua fé.

Crenças adventistas. Islamismo e o adventismo possuem semelhanças quanto à modéstia, alimentação, abstinência de álcool e substâncias tóxicas.

Secularização. Tão combatida no discurso cristão ocidental, no Oriente Médio ela é uma oportunidade para a missão adventista. No contexto urbano, muitos são muçulmanos nominais. Estão insatisfeitos com os desdobramentos políticos, outros são pluralistas e por isso abertos ao diálogo religioso existencial, e ainda alguns notam hipocrisia e incoerência em sua religião. Esse fenômeno deve ser acentuado nos próximos anos com a entrada de muitas cidades da região no circuito mundial de negócios e turismo. Com essa abertura, mais cristãos devem migrar para os países, levando na bagagem o testemunho sobre a fé em Cristo.

Embora os desafios nesta região sejam humanamente intransponíveis e o perigo de conflitos regionais iminente, é claro que Deus está ativo ali, conduzindo a história do Oriente Médio. Contra todas as adversidades, multiplicam-se os relatos de nativos convertidos ao cristianismo, que mantêm sua fé em secreto, e afirmam terem recebido sonhos e visões do próprio Jesus.

Apesar dos desafios e além das possibilidades, está a promessa divina para Isaque – “Aliança eterna para os seus futuros descendentes” – e para Ismael – “Também o abençoarei; eu o farei prolífero e multiplicarei muito a sua descendência” (Gn 17:19, 20). De muitas formas, os olhos de Deus repousam sobre a terra de Aladim, e o Espirito Santo está ativo em missão “reconciliando consigo mesmo mundo” em Cristo Jesus (2Co 5:19).

PAULO CÂNDIDO é doutor em Ministério e missionário no Oriente Médio

No mesmo tom

Ele testemunhou a unidade teológica em meio à diversidade étnica da igreja

Tive o privilégio de participar de três assembleias mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia: em Indianápolis (1990), Saint Louis (2005) e Atlanta (2010). Em cada um desses eventos, várias coisas me impressionaram: o belo mosaico étnico do povo adventista, seu refinado talento musical, os relatórios e testemunhos sobre o crescimento da igreja ao redor do mundo e os sermões inspiradores. No entanto, o que mais chamou minha atenção foi o espírito de unidade com que o povo do advento reagiu, por meio de seus representantes, ao tratar de temas complexos.

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Rubens Lessa fez a cobertura especial da assembleia de Indianapolis para a Revista Adventista. Créditos da imagem: acervo RA

Em Indianápolis, por exemplo, após um dia em que mais de dois terços dos 2.239 delegados disseram “sim” à proposta de não ordenar mulheres ao ministério pastoral, milhares de adventistas retornaram a seus hotéis convictos de que o Espírito Santo havia conduzido, com segurança, as reuniões da igreja. Houve momentos de polarização, mas a atmosfera de unidade básica foi mantida até o fim da assembleia.

Naquela noite, ao retornar para o hotel, presenciei um acontecimento singular: um dos passageiros do ônibus – todos adventistas – começou a tocar em sua gaita o hino Blessed Assurance, Jesus Is Mine! (“Bendita Segurança”, HA – 240), e logo um africano aqui, um asiático ali e um europeu acolá passaram a cantar suavemente o coro em inglês. Na segunda estrofe, todos os passageiros estavam cantando, uns em inglês, outros em francês, e ainda outros em línguas asiáticas. Formou-se um lindo coral. Eu, inicialmente, me uni aos que cantavam em inglês, mas, com o tempo, passei a cantar em português. Idiomas diferentes, mas a mesma mensagem, a mesma fé, a mesma esperança!

Quando cheguei ao meu quarto, agradeci a Deus o privilégio de pertencer a um povo que, muito em breve, formará no Céu um coral afinadíssimo para cantar hosanas ao Cordeiro de Deus! Então, pela eternidade afora, haverá unidade absoluta, em meio a uma diversidade que não causará constrangimentos a ninguém. Na assembleia dos santos, não haverá liberais nem fanáticos.

RUBENS LESSA serviu por 36 anos como redator-chefe da CPB e agora, aposentado, continua a residir em Tatuí (SP)

A mão de Deus ao leme

Ele já participou de dez assembleias mundiais e viu a igreja atravessar muitas intempéries

Desde 1962, com exceção do encontro em Detroit (1966), tive o grande privilégio de assistir a dez assembleias mundiais da Igreja Adventista. Em San Antonio, no Texas, estou acompanhando esse evento pela 11ª vez. Foram reuniões que marcaram meu ministério e me inspiraram a servir o Mestre.

Os pontos altos das assembleias são os relatórios, o desfile das nações, os sermões, a diversidade da música e as celebrações de fins de semana que reúnem de 65 mil a 75 mil adventistas. A multidão sai deslumbrada com o crescimento da igreja e inspirada para servir em suas igrejas e comunidades.

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Assembleia foi tema de reportagem especial da edição de outubro de 1970 da Revista Adventista. Evento reuniu mais de 33 mil adventistas. Imagem: Acervo RA

A mais especial para mim, sem dúvida, foi a de 1970, em Atlantic City. Nos cinco anos anteriores à reunião, eu havia atuado como líder do Ministério Jovem em duas sedes administrativas da igreja: Associação Paraná-Santa Catarina e na União Sul-Brasileira. Participando numa caravana com 50 adventistas liderada pelo Dr. Wilson Rossi, fui como delegado para os Estados Unidos. Lá, em Nova Jersey, a pedido do pastor Oswaldo Azevedo, ajudei como tradutor dos brasileiros na comissão de nomeações.

Naquela reunião, testemunhei a eleição de vários líderes e o primeiro choque foi ver o pastor Moysés Nigri ser eleito como um dos vice-presidentes da sede mundial. Porém, a maior surpresa ainda estava para vir. Quando a comissão passou a eleger os líderes de ministérios, o pastor Charles Griffing, um missionário norte-americano, levantou-se e indicou meu nome para uma função. Ele brincou dizendo que havia sugerido meu nome para que um dia pudesse contar para meus netos que havia sido escolhido. Resultado: fui eleito diretor associado do Ministério Jovem. Dali para frente, passei por oito eleições e reeleições em 33 anos de serviço na sede mundial. Foi a primeira vez que a igreja escolheu brasileiros para trabalhar em seu nível administrativo mais alto.

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Capa da edição de agosto de 1975 da Revista Adventista. Imagem: acervo RA

De 1975, lembro-me da iniciativa do pastor Robert H. Pierson, líder mundial dos adventistas na época, de internacionalizar a liderança da igreja. Naquele ano, pela primeira vez a assembleia ocorreu fora dos Estados Unidos: em Viena, na Áustria. Lá, tivemos que preparar equipes para as traduções e coube a mim a responsabilidade de trabalhar com 25 pastores de fala alemã. Essa foi a única vez em que a reunião foi bilíngue. Hoje, os delegados acompanham o programa em inglês munidos de rádios para a captação da tradução simultânea.

Não me esquecerei também da assembleia de Dallas (Texas), em 1980. Ali fui surpreendido novamente com outra eleição: então para ser o diretor mundial do Ministério Jovem, algo novamente inédito para um brasileiro. Na ocasião, tive que conversar com o pastor Neal C. Wilson, nos bastidores, para indicar para ele qual seria a minha equipe, a fim de que os nomes fossem aprovados pela comissão de nomeações. Atualmente, apenas os diretores de ministérios são escolhidos na assembleia, enquanto os associados eleitos no concílio anual. Tradicionalmente realizada em julho, naquele ano, pela primeira vez a assembleia ocorreu em abril.

Em 1990, na cidade de Indianápolis (Indiana), houve algo inusitado. É imprescindível que o presidente da Associação Geral seja eleito ou reeleito na primeira sexta-feira das reuniões, a fim de que ele lidere os votos sobre os demais itens da agenda. Como um dos secretários associados da sede mundial na época, eu conversava sobre a inclusão das novas uniões na hora do almoço com o pastor George Brown, então presidente da Divisão Interamericana. Então ele foi chamado para se apresentar para a comissão de nomeações. Comentei com meus colegas que eu já sabia que ele seria o novo presidente mundial. No entanto, para surpresa geral, ele não aceitou e foi assim que, quase ao pôr do sol, o pastor Robert Folkenberg foi eleito. Naquela mesma assembleia fui escolhido como um dos vice-presidentes, seguindo os passos de outros dois grandes líderes brasileiros: Moysés Nigri e Enoch de Oliveira.

Por sua vez, em 1995, na Holanda, a igreja discutiu o mesmo tema que tem gerado polêmica na assembleia de San Antonio: a ordenação de mulheres. Recordo dos delegados formando enormes filas para falar no microfone contra e em favor da questão. O mesmo ocorrerá agora em San Antonio, mas tenho certeza de que não haverá divisão da igreja. Ao longo dessas décadas, tive um vislumbre de como o Senhor esteve ao leme dirigindo seu povo através das intempéries. Seja na crise teológica com Desmond Ford, em 1980, ou na polêmica sobre a ordenação de mulheres, em 1995, os delegados, guiados pelo Espírito Santo, conseguiram encontrar uma solução e o mesmo ocorrerá no Texas. Deus intervirá para que a igreja continue seguindo o espírito da primeira assembleia, de 1863, levando adiante a pregação sobre a volta de Cristo em glória e majestade.

Léo Ranzolin foi vice-presidente mundial da igreja e hoje, aposentado, reside em Estero, na Flórida (EUA)