O cântico dos salvos

Editor aposentado relembra a assembleia mundial de Toronto, em 2000

0407ra-agosto-2000

Enviado especial à 57ª assembleia mundial, Rubem Scheffel relatou nas páginas da Revista Adventista suas impressões sobre o evento que reuniu 60 mil adventistas em Toronto, no Canadá. Imagem: arquivo RA

Quinze anos se passaram desde que tive a oportunidade de participar da 57ª Assembleia da Associação Geral, realizada nos dias 29 de junho a 8 de julho de 2000, em Toronto, Canadá. A grande expectativa quanto ao que aconteceria na virada do ano 2000 já havia ficado para trás, mas ainda existia certa tensão no mundo por causa dos prognósticos catastrofistas dos sensacionalistas de plantão.

O tema da assembleia, “Quase no lar”, refletia a convicção de que a volta de Jesus estava às portas, e de que logo estaríamos no Céu. Um dos devocionais, intitulado “O lar perfeito”, focalizou o que Deus está preparando para nós e realçou a esperança de estar lá em breve e para sempre.

Cerca de 60 mil adventistas de mais de 200 países compareceram às reuniões, nas quais foram eleitos líderes para a sede mundial, como o presidente Jan Paulsen, e para a sede sul-americana da igreja, como o presidente Ruy Nagel. Foram apresentados relatórios e debatidos temas de interesse na ocasião, tais como algumas mudanças no Manual da Igreja referentes ao divórcio e novo casamento; e a preocupação com a infraestrutura da igreja, que havia recebido mais de um milhão de novos membros em apenas um ano.

Um dos destaques da cerimônia de abertura, dirigida pelo pastor Léo Ranzolin, então vice-presidente da Associação Geral, é que ele veio acompanhado da representante da rainha da Inglaterra para a província de Ontário, Hillary Weston, a qual fez uma saudação à Igreja Adventista, elogiando seu comprometimento com a educação e a saúde pública. Outras autoridades compareceram ao evento, como o governador de Papua-Nova Guiné, o adventista Silas Atopare, e o prefeito de Toronto, Mel Lastman.

No programa sobre Missão Global, apresentado no sábado à tarde, um audiovisual mostrou como adventistas dedicados estavam levando pessoas até Cristo em lugares difíceis como a Índia e a Mongólia. A programação também mencionou o trabalho no Brasil, dando-lhe destaque como o país com maior número de adventistas do mundo.

Espalhadas pela cidade de Toronto havia 350 estátuas de alces, com mais de dois metros de altura. A colunista de um dos jornais escreveu que havia semelhanças entre os alces e os adventistas, pois ambos são vegetarianos, e têm características distintas.

Vários jornais de Toronto deram destaque ao encontro, considerando-o “a maior convenção já realizada na cidade”. Mas para mim, nada se comparou a ver e ouvir 60 mil adventistas cantando com entusiasmo “Oh, que esperança, vibra em nosso ser”, o que me faz imaginar como será maravilhoso participar da grande multidão de remidos que cantará o cântico de Moisés e do Cordeiro no lar dos salvos (Ap 15:3).

Rubem Scheffel é o autor do livro Com a Eternidade no Coração (Meditações Diárias de 2010) e trabalhou por décadas como editor de revistas e livros na CPB