Sentimento comum

Depois de ser marcado pela assembleia na Holanda, ele decidiu voltar nas reuniões seguintes

ra-1995-homeEm 1995, na condição de membro da igreja e visitante, acompanhei a 56ª Assembleia da Associação Geral em Utrecht, Holanda. Aquela experiência foi marcante e enriquecedora para mim, o que me motivou a estar presente nas sessões seguintes: Toronto (2000), St. Louis (2005), Atlanta (2010), e agora em San Antonio (2015). Em Utrecht, pude ver algumas coisas e entender um pouco melhor a abrangência das atividades da igreja, da qual sou membro há mais de 50 anos.

Primeiramente, destaco o conteúdo dos sermões durante aquele evento, que conclamaram os membros para compreender mais profundamente a missão da igreja e a necessidade urgente e individual de consagração e busca do poder do Espírito Santo, elementos essenciais de capacitação para a proclamação da mensagem do terceiro anjo (Ap 14:9-11). Recordo ainda a ênfase dada em três carências básicas da igreja: Bíblia (revelação), oração (comunhão) e testemunho (ação).

Naquela ocasião, ao ver o plenário formado pelos 2.321 delegados representando os adventistas espalhados em diferentes partes da Terra, fiéis que formam um organismo vivo e atuante em favor de uma mesma mensagem, fui levado a imaginar a primeira assembleia da igreja realizada em Battle Creek, Michigan. Foi em maio de 1863 que 20 delegados formaram o embrião de um movimento organizado que, sob o manto da bênção de Deus e sua especial orientação, haveria de crescer e se multiplicar de modo a congregar pessoas em todas as partes do mundo.

Durante os dias de reuniões, percebi também as grandes responsabilidades que pesam sobre os ombros dos líderes quando tratam dos delicados temas relacionados ao foco e à missão da igreja, seu crescimento e manutenção da unidade doutrinária.

Também fiquei impressionado ao ver a beleza e consistência da estrutura funcional de uma assembleia mundial, cujos trabalhos são conduzidos num processo de estrita ordem, sob a égide da representatividade e transparência.

Outra coisa que apreciei bastante foi a participação dos momentos de louvor juntamente com dezenas de milhares de pessoas de diferentes idiomas, culturas e trajes, mas que, por meio, da união de suas vozes formaram um grande coral, num espetáculo de rara beleza em que foi possível compartilhar o sentimento de que tínhamos a mesma fé e esperança.

Divonzir Ferelli é gerente das livrarias da CPB