Divisões não poderão autorizar a ordenação de mulheres ao ministério pastoral

Decisão foi tomada pela assembleia mundial da igreja hoje à noite em San Antonio, no Texas (EUA)

Diante da falha registrada nessa semana no sistema eletrônico, votação foi realizada com cédulas.  Foto: Adventist Review

Votação foi realizada com cédulas de papel. Foto: Adventist Review

As 13 divisões da igreja adventista espalhadas pelo mundo não poderão autorizar a ordenação de mulheres ao ministério pastoral. O voto foi tomado nesta quarta-feira, 8 de julho, na assembleia que reúne líderes mundiais da igreja na cidade de San Antonio, Texas (EUA). Dos 2.363 delegados, 1.381 (58,4%) votaram “não” e 977 (41,3%) “sim”. Houve cinco abstenções.

O assunto vem sendo discutido pela igreja há alguns anos. Em 1990, quando ocorreu a primeira votação, 76% decidiram pela não ordenação das mulheres. Num segundo momento decisivo, durante a assembleia de Utrecht, na Holanda, 69% também se manifestaram contrários.

Cinco anos depois, na sessão da Associação Geral de Atlanta, em 2010, a pauta veio à tona novamente, acompanhada de uma solicitação para que o assunto fosse reapresentado. Durante dois anos, teólogos de todo o mundo formaram um comitê para tratar do assunto. As conclusões obtidas a partir do estudo aprofundado do tema resultaram numa declaração de consenso sobre a teologia adventista da ordenação (leia o documento abaixo).

Vice-presidente da Igreja Adventista, Mike Ryan, preside o Concílio Anual na terça-feira, dia 14 de outubro, enquanto delegados votaram quase unânimes para colocar um item na agenda da Assembleia da Associação Geral do ano que vem perguntando se as Divisões regionais podem permitir que as mulheres sejam ordenadas como ministros (ou ministras). O voto foi de 243 a 44, com três abstenções (Foto: Viviene Martinelli).

Vice-presidente da Igreja Adventista, Mike Ryan, preside o Concílio Anual realizado em outubro de 2014, quando foi decido que o assunto da ordenação das mulheres ao ministério pastoral seria tratado na assembleia de San Antonio. A proposta. Foto: Viviene Martinelli.

Em outubro de 2014, o Concílio Anual da Associação Geral da Igreja Adventista, em Silver Spring, Maryland (EUA), decidiu inserir o item na agenda da 60ª assembleia. A proposta de se promover uma terceira votação sobre o tema recebeu 243 votos favoráveis e 44 contra (houve três abstenções).

Ponto em questão

A pergunta em questão na tarde de hoje foi se as divisões (ou escritórios administrativos da Igreja Adventista) devem permitir que as mulheres sejam ordenadas como pastoras. Por ser o item mais sensível da agenda da 60ª assembleia da igreja, o presidente mundial dos adventistas, Ted Wilson, apelou aos delegados para que buscassem a Deus em oração antes de manifestar sua decisão nas urnas.

Sem perder esse espírito, ao longo de toda a tarde, enquanto dezenas de delegados manifestavam publicamente diferentes opiniões a respeito do tema, a reunião administrativa foi interrompida pelo presidente da mesa, pastor Michael Ryan, para momentos de oração.

Após a decisão, em um discurso solene, o líder mundial dos adventistas reiterou que a votação nesta assembleia não encerra com vencedores ou perdedores. Segundo ele, mais do que nunca a igreja precisa seguir unida e com o foco na missão. [Márcio Tonetti, equipe RA]


 

DECLARAÇÃO CONSENSUAL SOBRE A TEOLOGIA ADVENTISTA DA ORDENAÇÃO

VOTADO o recebimento e o endosso do documento “Declaração Consensual sobre a Teologia Adventista da Ordenação”, que afirma o seguinte:

Em um mundo alienado de Deus, a igreja é composta por aqueles que Deus reconciliou consigo mesmo e uns com os outros. Por meio da obra salvadora de Cristo, seus membros estão unidos em missão pela fé mediante o batismo (Ef 4:4-6), tornando-se um sacerdócio real, cuja missão é “anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9). Os cristãos recebem o ministério da reconciliação (2Co 5:18-20), chamados e capacitados pelo poder do Espírito e pelos dons que Ele derrama sobre cada um para cumprir a comissão evangélica (Mt 28:18-20).

Embora todos os cristãos sejam chamados para usar seus dons espirituais no ministério, as Escrituras identificam algumas posições específicas de liderança que eram acompanhadas da ratificação pública pela igreja de que tais pessoas atendiam os requisitos bíblicos (Nm 11:16, 17; At 6:1-6; 13:1-3; 14:23; 1Tm 3:1-12; Tt 1:5-9). Revela-se que vários desses endossos envolviam a “imposição de mãos”.

As versões da Bíblia em inglês usam a palavra ordenar para traduzir muitas palavras diferentes em grego e hebraico que exprimem a ideia básica de selecionar ou nomear, descrevendo a colocação de tais pessoas em seus respectivos ofícios. Ao longo da história cristã, o termo ordenação adquiriu significados que vão além do que as palavras originalmente subentendiam. Levando em conta esse contexto, os adventistas do sétimo dia entendem que ordenação, no sentido bíblico, é a ação da igreja de reconhecer publicamente aqueles a quem o Senhor chamou e capacitou para o ministério na igreja local e global.

Além da função única dos apóstolos, o Novo Testamento identifica as seguintes categorias de líderes ordenados: os presbíteros e presbíteros-chefes (At 14:23; 20:17, 28; 1Tm 3:2-7; 4:14; 2Tm 4:1-5; 1Pe 5:1) e os diáconos (Fp 1:1; 1Tm 3:8-10). Ao passo que a maioria dos presbíteros e diáconos ministrava em contextos locais, alguns presbíteros eram itinerantes e supervisionavam um território maior, formado por várias congregações, função que pode refletir o ministério de indivíduos como Timóteo e Tito (1Tm 1:3, 4; Tt 1:5).

Por meio do ato da ordenação, a igreja confere autoridade representativa sobre indivíduos para a obra específica de ministério à qual são nomeados (At 6:1-3; 13:1-3; 1Tm; Tt 2:15). Tais papéis podem incluir: representar a igreja, proclamar o evangelho, ministrar a Ceia do Senhor e o batismo, plantar e organizar igrejas, guiar os membros e cuidar deles, opor-se a falsos ensinos e prover serviço geral para a congregação (cf. At 6:3; 20:28, 29; 1Tm 3:2, 4, 5; 2Tm 1:13, 14; 2:2; 4:5; Tt 1:5, 9). Embora a ordenação contribua para a ordem da igreja, ela não confere qualidades especiais aos indivíduos ordenados, nem introduz uma hierarquia monárquica na comunidade da fé. Os exemplos bíblicos de ordenação incluem a concessão de um mandato, a imposição de mãos, jejum e oração e a entrega das pessoas separadas à graça de Deus (Dt 3:28; At 6:6; 14:26; 15:40).

Os indivíduos ordenados dedicam seus talentos ao Senhor e à sua igreja em serviço vitalício. O modelo básico de ordenação foi a nomeação dos doze apóstolos (Mt 10:1-4; Mc 3:13-19; Lc 6:12-16) e o modelo supremo de ministério cristão é a vida e a obra de nosso Senhor, que não veio para ser servido, mas, sim, para servir (Mc 10:45; Lc 22:25-27; Jo 13:1-17). [Tradução: Cecília Eller Nascimento]


 

Veja também

VÍDEO: O pastor e jornalista Diogo Cavalcanti comenta a decisão direto de San Antonio

Pastor Magdiel Pérez será o assessor especial do presidente mundial da igreja

O ex-secretário da Divisão Sul-Americana foi eleito para a função pela assembleia mundial da igreja na última segunda-feira, dia 6

Há cinco anos e meio servindo como secretário da sede da igreja para oito países da América do Sul, o pastor chileno Magdiel Perez deixa o cargo para atuar como assessor especial do presidente mundial dos adventistas, pastor Ted Wilson. Ele foi eleito para a nova função na última segunda-feira, 6 de julho, pela assembleia mundial da igreja, em San Antonio, Texas (EUA). Pérez assume o posto deixado por Orville Parchment, que se aposentou recentemente.

Magdiel Pérez, que tem 50 anos e também trabalhou na Divisão Sul-Americana durante um ano e meio como assessor da presidência, também possui cidadania australiana. Ele é casado com Susan, com quem teve três filhos.

Em entrevista à Revista Adventista, Pérez falou sobre quais serão suas atribuições na Associação Geral e fez um balanço da secretaria da igreja durante a sua gestão.

Deus é fiel, suas promessas são certas

Leia o relatório financeiro apresentado pelo ex-tesoureiro mundial da igreja, Robert Lemon, referente aos últimos cinco anos

Foto: ANN

Segundo Roberto Lemon, que deixa o cargo para se aposentar, a igreja tem priorizado investimentos na chamada Janela 10/40. Foto: ANN

Desde que Wayne Hooper escreveu a letra e a melodia da música tema da assembleia da Associação Geral de 1962, “Oh! Que Esperança!” se tornou o hino favorito dos adventistas. Já tivemos outras músicas temas das assembleias mundiais ao longo dos anos, mas essa passou a fazer parte de todas das quais participei. A esperança no breve retorno de Jesus é o profundo anseio de todo cristão verdadeiro.

“Oh! Que esperança! Vibra em nosso ser. Pois aguardamos o Senhor. Fé possuímos que Jesus nos dá. Fé nas promessas que nos fez. Eis que o tempo logo vem e as nações aqui e além, bem alerta, vão cantar: Aleluia! Cristo é rei! Oh! Que esperança! Vibra em nosso ser. Pois aguardamos o Senhor.”

Desde seus primórdios, a Igreja Adventista do Sétimo Dia prega o breve retorno de Cristo. Nossa esperança não diminuiu. Estamos cinco anos mais perto do que quando nos encontramos em Atlanta para a assembleia da Associação Geral de 2010. Aqueles que são pais já devem ter ouvido os filhos perguntarem: “Já estamos chegando em casa?”. Nós, filhos de Deus, somos impacientes e, com frequência, perguntamos: “Já estamos chegando em casa?”

A resposta de Jesus se encontra na última parte de João 14:3: “Voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (NVI).

Deus é fiel, ele provê para sua igreja

Em nosso relatório para a assembleia da Associação Geral de 2010, louvamos ao Senhor por sua condução e observamos que, “depois de superar um dos períodos financeiros mais tumultuados dos últimos 75 anos, conseguimos ver com clareza a orientação divina e nos alegramos pela fidelidade de seus filhos”.

Este quinquênio foi de recuperação econômica, mas ainda vivemos neste mundo de incertezas. Mais uma vez, louvamos ao Senhor por ter abençoado e provido para sua igreja de maneira maravilhosa.

Dízimos e ofertas

Ao longo dos últimos cinco anos, os dízimos anuais ao redor do mundo cresceram 31%, de 1,85 bilhões de dólares em 2009 para 2,43 bilhões em 2014. As ofertas missionárias mundiais aumentaram 38% no último quinquênio, passando de 64,2 milhões de dólares em 2009 para 88,9 milhões em 2014. Em 2010, relatamos que, no período de 1975 a 2005, as ofertas missionárias mundiais, depois de permanecerem praticamente estáticas em torno de mais ou menos 50 milhões de dólares por ano, haviam alcançado 64 milhões em 2009, um aumento de 28%. Durante o mesmo período, 1975 a 2009, os dízimos cresceram de 398 milhões de dólares para 1,85 bilhões, um aumento de 365%. Neste quinquênio também testemunhamos um aumento substancial em ofertas missionárias das sedes administrativas (divisões) fora da América do Norte. No fim de 2014, as ofertas missionárias mundiais ultrapassaram 88,9 milhões de dólares. Louvamos ao Senhor por essa bênção! Nos últimos anos, tem havido uma mudança no padrão de doação, mais voltado para projetos, que têm estimulado o interesse em missões e sido uma bênção para essas áreas. Somos gratos a Deus por isso!

Mas um dos desafios de depender demais da doação para projetos é que a atenção dada a eles costuma ser curta. Quando surgem novas áreas de interesse, o apoio muda a ênfase, frequentemente deixando a organização local (quando há uma) sozinha para dar continuidade ao evangelismo sem recursos suficientes. Há casos em que se perde quase todo o progresso feito. A necessidade de um programa forte de ofertas missionárias que possa sustentar grandes iniciativas de longo prazo é cada vez mais importante ao nos concentrarmos na Janela 10/40. O aumento recente na doação de ofertas missionárias é de importância vital.

Dízimos extraordinários

Ao relembrarmos o grande tumulto financeiro de 2008 e 2009, só podemos louvar a Deus por sua bênção especial na forma de um grande total de dízimos extraordinários recebidos em 2007. Deus sabia que haveria necessidades especiais e proveu para elas sem nem mesmo pedirmos. Ele abençoou a fidelidade dos envolvidos e permitiu que novas iniciativas fossem empreendidas mesmo durante esse período econômico difícil.

A maioria dos recursos foi destinada às diversas iniciativas e projetos, muitos deles focalizando a Janela 10/40. Eles serão usados durante cinco a dez anos para espalhar o evangelho. O restante ainda não utilizado será empregado após a avaliação da viabilidade de longo prazo de tais iniciativas e projetos, sobretudo na Janela 10/40.

Uma vez que o total extraordinário de dízimos dificultaria a comparação com as informações financeiras de anos passados e futuros, estamos registrando esses dízimos e as despesas relacionadas a ele em separado das operações regulares, muito embora os números estejam combinados nas declarações financeiras auditadas.

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Entradas, gastos e patrimônio líquido da Associação Geral

Durante o quinquênio, o fundo operacional da Associação Geral (excluindo os dízimos extraordinários e recursos direcionados pelo doador) teve uma renda total (entrada e ganhos) de 1,075 bilhão de dólares e a despesa total de 999 milhões. O patrimônio líquido total do fundo operacional regular da Associação Geral (excluindo os dízimos extraordinários e recursos direcionados pelo doador) teve um aumento de 162 milhões de dólares para 246 milhões, e o capital de giro (excluindo os dízimos extraordinários), em 31 de dezembro de 2014, totalizava 224 milhões de dólares, 104% do montante recomendado nos Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Associação Geral.

Investimentos

A Associação Geral detém fundos e investe neles para uma série de propósitos. A comissão diretiva criou uma política que recomenda um nível mínimo de capital de giro. Esse montante corresponde a 45% da renda operacional irrestrita de um ano, ajudando a controlar oscilações temporárias na economia. Também auxilia a custear as necessidades de fluxo de caixa para verbas, salários e outras despesas mensais do orçamento, que devem ser pagas ao longo do ano, muito embora só recebamos a maior parte dos recursos no fim do ano.

A Associação Geral investe recursos alocados e restritos, delimitados pelos doadores e pela comissão diretiva, em projetos e iniciativas. Muitos deles se estendem ao longo de vários anos ou necessitam de tempo para ser concluídos. Além disso, a Associação Geral conta com fundo de doações, fundo de dízimos extraordinários, fundo de depreciação e fundos de crédito, acordos de renda vitalícia, doações de caridade, anuidades, etc., que necessitam de investimentos. Os fundos da Associação Geral costumam ser usados no ano em que são recebidos, mas alguns precisam ser mantidos por um tempo a fim de honrar alguns compromissos. O investimento em fundos da Associação Geral é feito de maneira conservadora.

Em janeiro de 2008, cerca de 87% dos fundos da Associação Geral correspondiam a investimentos de renda fixa (títulos e investimentos semelhantes) e 13% em ações. O declínio dos mercados financeiros em 2008 cobrou seu preço nos investimentos da Associação Geral, mas graças ao Senhor, entre 2008 e 2009, o retorno total dos investimentos (renda proveniente de lucros, dividendos etc., bem como os ganhos e as perdas acima ou abaixo do mercado em investimentos) da combinação de todos os fundos alcançou 4,4%.

Isso significa um aumento médio de cerca de 2,2% ao ano. Provavelmente o impacto mais duradouro da recessão tenha sido a mudança no nível dos lucros que indivíduos e organizações podem esperar dos investimentos. Em muitas partes do mundo, os investimentos (sem incluir as ações) costumavam proporcionar retorno de 5 a 7% com regularidade. Os números agora estão mais próximos de 1 a 3%. Isso exerceu grande impacto sobre os lucros em cima do capital de giro, aposentadoria e outros fundos.

 

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Efeito da flutuação da taxa de câmbio

As mudanças na taxa de câmbio sempre foram um desafio para organizações que trabalham com moedas diferentes. É difícil mostrar um retrato fiel dos dízimos e das ofertas ao redor do mundo, pois é possível que um aumento na moeda local apareça como diminuição quando convertido para dólares norte-americanos. É claro que os desafios não se limitam aos relatórios, mas também ao montante recebido de fato.

O orçamento da Associação Geral tem por base em dólares norte-americanos e suas verbas e compromissos financeiros são feitos principalmente nessa moeda. Ao planejar o orçamento do ano seguinte, precisamos presumir que as taxas de câmbio permanecerão relativamente estáveis. No entanto, se os dólares norte-americanos se fortalecem em relação a outras moedas importantes, isso significa que entrarão menos dólares na Associação Geral, mas aumentará o montante em moeda local para as organizações que receberem suas verbas em dólares norte-americanos.

Como as flutuações na economia nem sempre estão em harmonia com os momentos de recebimento de renda e de gastos, existe a necessidade de manter determinado nível de recursos à mão o tempo inteiro. Tais fundos são chamados de capital de giro. Dependendo da natureza da organização, a porcentagem da renda operacional anual necessária para operar com tranquilidade varia. Em 2002, 75% da renda recebida pela Associação Geral ainda provinha da Divisão Norte-Americana e cerca de 25% eram provenientes das outras Divisões, os quais eram sujeitos às flutuações nas taxas de câmbio. Em 2014, mais de 50% dos dízimos e das ofertas recebidos pela Associação Geral vieram de outras moedas que não o dólar norte-americano, estando sujeitos às flutuações.

O montante equivalente a 20% da renda anual irrestrita era considerado um nível adequado de capital de giro para a Associação Geral, mas a volatilidade muito maior da economia e das taxas de câmbio levou a Associação Geral a aumentar aos poucos essa porcentagem, chegando a 45% atualmente. Essa porcentagem está programada para aumentar 1% por ano até chegar a 50%. Isso permite à Associação Geral manter recursos suficientes para custear seus compromissos orçamentários mesmo com flutuações em suas entradas no curto prazo. Seria muito prejudicial para o trabalho ao redor do mundo se a Associação Geral precisasse cortar verbas no meio do ano depois que as divisões já fizeram compromissos contando com os recursos enviados pelo orçamento da Associação Geral.

O dólar norte-americano se fortaleceu substancialmente em 2014, até março de 2015, em relação a muitas das principais moedas do mundo. Isso reduziu o montante de dólares que entra na Associação Geral e, além de ter afetado 2014, terá um grande impacto sobre 2015 e é possível que posteriormente também. Apenas para colocar essa realidade em perspectiva, as seis moedas a seguir representam quase 70% das entradas da Associação Geral provenientes de fora dos Estados Unidos. Ao lado de cada uma delas, encontra-se listado o declínio percentual do valor da moeda em relação do dólar norte-americano entre janeiro de 2014 e março de 2015.

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Operações da AG durante 2014

Durante 2014, os dízimos e as ofertas missionárias que chegaram à Associação Geral foram 0,7% menores em comparação com o ano anterior, por causa da diminuição de 0,5% de dízimos da Divisão Norte-Americana. Esse decréscimo fez parte do ajuste programado de 8 para 6% de dízimos brutos. A despeito disso, a Associação Geral teve um aumento nos fundos operacionais (excetuando os dízimos extraordinários e os fundos direcionados pelo doador) de 7,8 milhões de dólares. Esse aumento foi resultado do funcionamento abaixo do orçamento previsto em várias das áreas principais e de ter sido levado em conta o decréscimo programado ao planejar o orçamento de 2014.

Durante o quinquênio

A Associação Geral continua a direcionar mais recursos para os territórios da Janela 10/40. As recomendações da Comissão de Revisão de Verbas de 2009 para o realinhamento das verbas e recursos missionários interdivisões foram colocadas em prática, dando mais ênfase à obra na região da Janela 10/40.

A Associação Geral começou a transição de um ajuste da porcentagem de dízimos da Divisão Norte-Americana para o orçamento da Associação Geral, envolvendo uma redução de 8 para 6% ao longo de determinado período. O índice atual de contribuição da Divisão Norte-Americana é de 7%, em comparação com 2% das outras divisões.

O canal de televisão Hope Channel foi estabelecido como uma instituição separada da Associação Geral em 2012. Antes disso, era um centro de custos dentro das declarações financeiras da Associação Geral.

A fim de atender com mais eficiência os aspectos de seleção, recursos humanos e logística dos missionários de status interdivisão, uma série de funções antes abordadas em separado pela secretaria e tesouraria foi combinada em uma área hoje conhecida como Recursos e Serviços Pessoais Internacionais.

A Associação Geral mantém o compromisso de reduzir ao mínimo o crescimento de sua equipe de funcionários a fim de permitir que o crescimento ocorra nos campos. Embora o total de membros tenha aumentado de 8,8 milhões em 1995 para 18,5 milhões em 2014, o número de funcionários da Associação Geral cresceu apenas de 282 para 288.

Deus é fiel, ele prometeu voltar

A serva do Senhor, Ellen White, escreveu: “Passando em revista nossa história, percorrendo todos os passos de nosso progresso até ao estado atual, posso dizer: ‘Louvado seja Deus!’ Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração por Cristo e de confiança nEle como dirigente. Nada temos a recear quanto ao futuro, a não ser que nos esqueçamos do caminho pelo qual Deus nos tem conduzido” (Vida e Ensinos, p. 204).

Que emoção ela deve ter sentido ao ver como o Senhor nos tem conduzido. Nós também podemos dizer “louvado seja Deus” ao ver “o que Deus tem executado”. Sim, estamos chegando ao lar. Nossa oração é a mesma de João, o revelador: “Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20, NVI). [Fonte: Adventist Review / Tradução: Cecília Eller Nascimento]

Assembleia elege secretários e tesoureiros associados da sede mundial da igreja

Saiba quais foram os líderes nomeados pela assembleia neste domingo

No terceiro dia da assembleia mundial da igreja foram definidos os líderes associados que atuarão na secretaria e tesouraria da Associação Geral nos próximos cinco anos. Com exceção de Raymond Wahlen, que irá deixar a função de tesoureiro assistente e assumirá o posto de tesoureiro associado, todos os demais continuam na função. Veja abaixo a relação dos líderes nomeados pela assembleia neste domingo:

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É a Associação Geral a voz de Deus?

A autoridade das assembleias mundiais e a aparente contradição nos escritos de Ellen White

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Sede mundial da Igreja Adventista, localizada em Silver Spring, Maryland (EUA). Créditos da imagem: ANN

Os adventistas do sétimo dia creem que uma assembleia da Associação Geral tem autoridade sobre as principais demandas administrativas, doutrinárias e missionárias da igreja. Esse entendimento está diretamente relacionado à expressão “voz de Deus”, termo usado por Ellen White para se referir à função que as periódicas reuniões mundiais da igreja desempenham.

Umas das declarações mais enfáticas dela a esse respeito é a seguinte: “Quando numa Assembleia Geral é exercido o juízo dos irmãos reunidos de todas as partes do campo, independência e juízo particulares não devem obstinadamente ser mantidos, mas renunciados. […] Deus ordenou que os representantes de sua igreja de todas as partes da Terra, quando reunidos numa Assembleia Geral, devam ter autoridade” (Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 408, itálico acrescentado).

A declaração acima é bem clara sobre o posicionamento de Ellen White a respeito da eclesiologia adventista. Segundo ela, o próprio Deus conferiu à assembleia da Associação Geral autoridade sobre os assuntos da igreja mundial e que esses jamais devem ser substituídos por posicionamentos particulares.

No entanto, essa declaração absoluta de Ellen White parece estar em contradição com outros posicionamentos dela. Por exemplo, em 1901, ao se referir à negligência da administração geral da igreja em relação ao trabalho no sul dos Estados Unidos, ela escreveu:

“O povo perdeu a confiança naqueles que administram a obra. Contudo, ouvimos que a voz da Associação [Geral] é a voz de Deus. Cada vez que ouço isso, penso que é quase uma blasfêmia. A voz da Associação [Geral] deve ser a voz de Deus; mas não é, porque alguns ligados a ela não são homens de fé e oração, não possuem princípios elevados. Não buscam a Deus de todo o coração” (Manuscrito 37, 1901, p. 8, [abril de 1901, palestra da Ellen White na capela da editora Review and Herald acerca do trabalho no sul dos Estados Unidos], itálico acrescentado).

A forte crítica acima foi dirigida a alguns líderes da Associação Geral que, segundo ela, não buscavam “a Deus de todo o coração” e centralizavam em si mesmos o poder de decisões, especialmente no que diz respeito ao envio de recursos para regiões a serem alcançadas. Em relação à obra que Edson White desenvolveu no sul dos Estados Unidos, Roos Winkle afirma que, embora a Associação Geral a reconhecesse como responsável pela evangelização dos afro-americanos, “foi em grande parte uma obra autossustentável, teve a aprovação dos líderes da igreja, mas com o apoio financeiro direto mínimo” (The Ellen G. White Encyclopedia, p. 1.181).

Essa negligência de parte do staff da Associação Geral levou Ellen White a criticar fortemente a administração da época e não permitir que houvesse confusão a respeito do que, de fato, deve ser considerado como a “voz de Deus”. Para ela, as decisões daqueles líderes autoritários e sem visão missionária não podiam representar a vontade de Deus (The Ellen G. White Encyclopedia, p. 1255).

Em nenhum momento, nessa passagem e em outras em que crítica semelhante é feita por ela, estão em pauta as decisões de uma assembleia geral, mas, sim, os posicionamentos arbitrários de líderes isolados. A maior parte das críticas contundentes de Ellen G. White à Associação Geral nas quais ela nega que esta seja a “voz de Deus” está relacionada ao modelo administrativo que perdurou na denominação até a reforma de 1901/1903. Seus posicionamentos agudos tinham como propósito encorajar importantes mudanças estruturais na igreja.

De acordo com Winkle, “essas avaliações negativas a respeito da Associação Geral […] não foram substancialmente retificadas até as assembleias gerais de 1901 e 1903. A centralização da autoridade e poder real, combinada com a má gestão financeira e a ausência da voz de Deus refletida em verdadeira espiritualidade na vida de alguns em posições elevadas, foram algumas das razões que ela deu para essas declarações afiadas” (The Ellen G. White Encyclopedia, p. 1255).

Entretanto, Winkle afirma que, no mesmo período em que Ellen White criticou de forma mais intensa a Associação Geral, ela se manteve submissa à administração da igreja. “No que diz respeito a sua mudança para a Austrália em 1891, ela escreveu que não tinha recebido nenhuma ‘clara luz’ se devia ir […], mas seguiu a ‘voz da Associação [Geral]’ (19MR 228). Em 1896, ela escreveu para seu filho Edson: ‘Não tive nenhum raio de luz de que ele [o Senhor] tenha me enviado a este país [Austrália]. Eu vim em submissão à voz da Associação Geral, à qual eu sempre tenho me mantido sob a autoridade’” [1MR 156]. Winkle acrescenta que, após a reforma administrativa de 1901/1903, Ellen White chegou a repreender seu filho Edson por usar seus testemunhos mais agudos, anteriores a 1901, contra a Associação Geral (The Ellen G. White Encyclopedia, p. 1255).

A postura crítica da mensageira de Deus era claramente dirigida contra certas atitudes de alguns líderes que, segundo sua visão, estavam em desarmonia com os princípios da Bíblia e atravancavam o crescimento da igreja. Seu desejo, no fim do século 19 e início do século 20, era de que ocorresse urgentemente uma reforma administrativa, para que o cumprimento da missão se tornasse possível.

Porém, embora sempre reafirmando sua visão contrária a posicionamentos estritamente particulares, ela em nenhum momento negou a autoridade das decisões tomadas em uma assembleia geral. Para deixar isso claro, afirmou:

“Por vezes, quando um pequeno grupo de homens, aos quais se acha confiada a direção geral da obra, tem procurado, em nome da Associação Geral, exercer planos imprudentes e restringir a obra de Deus, tenho dito que eu não poderia por mais tempo considerar a voz da Associação Geral, representada por esses poucos homens, como a voz de Deus. Mas isto não equivale a dizer que as decisões de uma Associação Geral composta de uma Assembleia de homens representativos e devidamente designados, de todas as partes do campo, não deva ser respeitada. Deus ordenou que os representantes de sua igreja de todas as partes da Terra, quando reunidos numa Associação Geral, devam ter autoridade” (Testemunhos Seletos, v.3, p. 408, itálico acrescentado).

Ellen White entendia que a manifestação da vontade de Deus não pode ser possível enquanto opiniões pessoais e apaixonadas têm supremacia na igreja. Suas declarações críticas iam contra posturas particularistas e autoritárias. Ela entendia que o crescimento impunha compartilhamento de responsabilidades e de poder de decisão. Para ela, a igreja é um organismo mundial e não está restrita a uma área do planeta. Em relação aos rumos da igreja, definidos em uma assembleia da Associação Geral, podemos dizer como Davi: “Por toda a terra se faz ouvir a [voz de Deus]” (Sl 19:4).

Vinícius Mendes é pastor, mestre em Literatura e editor de livros na CPB

A toda nação

Leia o relatório apresentado pelo secretário-executivo da igreja mundial, G.T. Ng, referente aos últimos cinco anos

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A Igreja Adventista do Sétimo Dia começou com um punhado de cristãos milleritas tentando compreender o grande desapontamento de 1844, quando Jesus não voltou conforme esperavam. Esse grupo pequeno de membros fiéis se recusou a deixar de lado a fé. Eles sacudiram o desânimo e, resolutos, obedeceram à ordem bíblica de profetizar “acerca de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11, NVI).

Das cinzas da história, levantou-se um movimento do tempo do fim. Ao longo das décadas seguintes, esse pequeno grupo de adventistas cresceu e se transformou em um movimento profético global com mais de 18 milhões de membros. Eles se encontram em 216 dos 237 países e regiões do mundo reconhecidos pela ONU. Operam em 148.023 congregações, 173 hospitais, 2.164 escolas de ensino médio e superior, 21 indústrias de alimentos, 15 centros de mídia e 63 editoras. De um grupo desorganizado a uma igreja global — essa transformação nada mais é do que um milagre!

Na primeira assembleia da Associação Geral em 1863, em Battle Creek, Michigan, compareceram 20 delegados representando seis associações locais. Na época, contávamos com 3.500 membros em 125 igrejas, 22 pastores ordenados e oito ministros licenciados. Em contraste, a sexagésima assembleia da Associação Geral, em 2015, conta com a presença de 2.571 delegados oficiais. Eles representam 18.479.257 adventistas do sétimo dia de todos os continentes. Vêm de 132 uniões com 633 postos missionários/missões/associações. Aquilo que Deus tem operado pelo “pequeno rebanho” cresceu exponencialmente em 152 anos!

Em 2010, o total de membros ao redor do mundo era de 16.923.239. Três anos depois, em 2013, o total de membros da Igreja Adventista quebrou um recorde, alcançando o marco de 18 milhões pela primeira vez na história. Em dezembro de 2014, havia 18.479.257 adventistas ao redor do planeta. Comparando com o total de membros em 2010, temos agora 1.556.018 membros a mais do que no início do quinquênio.

Esse número de membros não inclui crianças não batizadas, nem tantos outros que se consideram adventistas do sétimo dia. Em Papua Nova Guiné, por exemplo, o registro do total de membros é de cerca de 250 mil. Mas um censo governamental recente revelou que quase um milhão de pessoas se considera adventista do sétimo dia. Muitos dos que saem da igreja continuam a se considerar adventistas. Na Jamaica, os registros indicam a existência de 262 mil membros. O censo do governo, porém, revela 323 mil pessoas que afirmam ser adventistas do sétimo dia. Em Chiapas, México, a situação é semelhante.

Historicamente, o ano de 1955 foi significativo porque foi a primeira vez que a denominação alcançou o total de um milhão de membros. Foram necessários 92 anos para sair de 3.500 membros em 1863 e alcançar um milhão em 1955. A marca de dois milhões de membros ocorreu dentro de 15 anos; três milhões, depois de oito anos; quatro milhões, após cinco anos; e cinco milhões, depois de três anos. A partir de então, levou cerca de dois anos para alcançar cada milhão adicional de membros. Louvado seja Deus!

Esse notável crescimento da igreja é especialmente significativo ao se levar em conta o declínio prevalente do total de membros entre as denominações protestantes tradicionais. De acordo com um relatório recente do periódico Christianity Today [Cristianismo Hoje], a Igreja Adventista é hoje a “quinta maior comunhão cristã do mundo, depois do catolicismo, o catolicismo ortodoxo oriental, o anglicanismo e as assembleias de Deus” (Christianity Today, 22 de fevereiro de 2015).

Muitos historiadores da igreja observaram que, ao longo dos últimos 50 anos, o centro do cristianismo mudou da América do Norte e Europa (norte do globo), para a África, Ásia e América Latina (sul do globo). O centro cristão na Europa está encolhendo, ao passo que, na África, Ásia e América Latina, ele se expande com velocidade surpreendente. O norte do globo é formado por continentes industrializados, que tradicionalmente enviavam missionários, ao passo que o sul do globo é reconhecido como campo missionário.

Esse deslocamento significativo do número de membros do norte para o sul efetuou uma mudança fundamental no cenário da Igreja Adventista do Sétimo Dia também. Em 1960, a igreja contava com 675 mil membros no sul do globo (54% do total mundial de membros). Meio século depois, o número de membros nessa região alcançou 16,9 milhões, 91,43% do total mundial. O norte do globo, em contrapartida, tinha 570 mil membros em 1960 e, em 2014, contava com quase 1,6 milhão, ou seja, 8,5% do total de membros ao redor do mundo.

Batismos

Essa redistribuição dramática dos membros do norte para o sul do globo também se reflete nas estatísticas batismais. Em 1960, os batismos no norte do globo representavam 31% do total e, no sul, 69% do total mundial, respectivamente. Em 2014, 97% dos batismos mundiais vêm do sul do globo e 3% do norte, uma mudança épica que aponta, por um lado, para o crescimento extraordinário da igreja e, por outro, para seu declínio.

As estatísticas do Departamento de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa indicam que, em 2014, 1.167.796 pessoas entraram para a comunidade mundial da fé adventista, contra 1.901.22 em 2013 e 1.050.785 em 2010. Qual é o significado de mais de um milhão de pessoas passarem a pertencer à igreja em um ano? Significa que 3.199 novos membros entram para a igreja todos os dias, ou 133 por hora e 2,2 por minuto.

Em 2004, foi a primeira vez na história da Igreja Adventista que mais de um milhão de pessoas foi batizado em um ano. A empolgação tem continuado ao longo dos anos; 2014 foi o décimo ano consecutivo em que mais de um milhão de pessoas entrou para a igreja. Somente neste quinquênio, 6.618.689 pessoas se uniram à comunidade da fé adventista ao redor do globo pelo batismo e profissão de fé.

Igrejas

O plantio de igrejas é uma prioridade na iniciativa missionária da igreja. Os últimos números mostram que contávamos com 78.810 igrejas e 69.213 grupos em 2014. Em comparação com 2013, 2.446 novas igrejas abriram as portas para os adoradores em um ano, ou seja, 6,7 igrejas por dia. A cada 3,58 horas, uma nova igreja é plantada. O recorde anterior foi alcançado em 2002, com o plantio de 2.416 novas igrejas. O ano de 2014 entra para a história como o melhor de todos no plantio de igrejas.

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Quadro mostra o número de membros e de batismos registrados pela igreja entre 2010-2015. Fonte: Adventist Review

O ano passado foi excepcional nesses 152 anos de história da igreja. Foi o ano com o maior número de batismo e o maior número de igrejas plantadas. Também foi o décimo segundo ano consecutivo em que mais de 2 mil novas igrejas foram organizadas dentro do período de um ano. De modo geral, as 148.023 igrejas e grupos que a igreja tinha em 2014 representam um aumento de 12.678 sobre o total de cinco anos atrás. É notável constatar que, em média, foram acrescentadas 2.536 novas igrejas e grupos por ano desde 2010.

Crescimento

A taxa média de crescimento em 2014 foi de 1,85% ao redor do mundo. Em 2006, a taxa de crescimento foi de quase 5%, transformando-o em um dos melhores anos em termos de crescimento de membros. Com um índice anual de crescimento de 1,85%, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é considerada uma das denominações que cresce com maior rapidez no mundo. No entanto, a contemplação desse quadro de crescimento não seria completa sem relembrar os percalços. Nos cinco anos entre 2010 e 2014, 6.212.919 pessoas entraram para a igreja. Durante o mesmo período, 3.7171.683 membros saíram. Além daqueles membros que morreram, a taxa líquida de perda no quinquênio é de 60 a cada 100 conversos.

Essa porcentagem terrivelmente alta é resultado, em parte, de auditorias das secretarias das congregações, processo que identifica e remove do rol de membros pessoas que saíram da igreja ao longo dos anos. Contudo, mesmo olhando para os últimos 15 anos, anteriores à rodada recente de auditorias completas, as perdas equivalentes eram de 48%. Quer essas perdas correspondam a membros que deixaram a igreja neste quinquênio, quer se refiram aos adventistas cujas ausências só foram reconhecidas agora, são números trágicos que a igreja não pode aceitar.

Os processos de auditoria de membros começaram no quinquênio passado e ganharam velocidade neste quinquênio. As auditorias têm confirmado que a honestidade continua a ser a melhor política. Um rol de membros superior à realidade não é mais aceitável nas estatísticas mundiais. Olhando o lado positivo, a Holanda teve a alegria de descobrir, durante uma auditoria recente, que contava com mais membros na igreja do que se imaginava.

Desafios missionários

Nós nos orgulhamos por sermos a igreja mais internacional do mundo, estabelecida em 91% dos países e regiões reconhecidos pela ONU. Parabenizamo-nos por sermos fiéis à ordem profética de profetizar “acerca de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11). Temos obtido relativo êxito em colocar em prática a grande comissão de fazer “discípulos de todas as nações” (Mt 28:19 e Lc 24:47).

Quando pensamos em “nações”, muitos se lembram de países como Mali, Egito ou Brasil. Todavia, as palavras no grego são panta ta ethne, que vão além de entidades geopolíticas. Elas apontam, na realidade, para os grupos etnolinguísticos dentro de cada nação. Jesus não estava dizendo que o evangelho deve ser proclamado dentro das fronteiras de todos os países politicamente definidos, mas, sim, em cada grupo cultural dentro desses países. A ordem de Jesus não era meramente a missão de entrar no máximo possível de países, ou de alcançar tantas pessoas quanto possível, mas, sim, de alcançar todos os povos do planeta.

Levando em conta o conceito da iluminação de panta ta ethne, podemos deduzir que o cumprimento da grande comissão não se mede pelo número de países nos quais entramos, por mais importante que isso seja, mas, sim, pelo fato de discipularmos todos os grupos de pessoas e estabelecermos congregações em todas as nações.

O Quênia é um caso em questão. Ele sempre foi o centro de nosso trabalho no leste da África. O país conta com um total gigantesco de membros: mais de 824 mil em duas uniões. A maioria dos membros provém de apenas quatro tribos, ao passo que há um total de 42 tribos no país. Estima-se que 70% dos adventistas do sétimo dia do Quênia pertençam a duas tribos, Kisii e Luo, e somente 25% façam parte das quatro tribos principais (Kikuyu, Luhya, Kalenjim e Kamba). Essa situação mostra claramente que as maiores tribos do Quênia são as menos alcançadas, apesar do imenso número de membros e das quase 10 mil igrejas e grupos.

Outro exemplo é a disparidade entre a missão rural e urbana. Muitos países desfrutam crescimento fenomenal em ilhas e vilas. Dezenas de milhares são batizados todos os anos. Embora aplaudamos a farta colheita no campo, devemos ter consciência dos vastos milhões de habitantes das cidades que necessitam das três mensagens angélicas, assim como as pessoas da zona rural. Uma melhor compreensão de panta ta ethne deve guiar nossa estratégia missionária, a fim de que englobe todos os grupos de pessoas, não só determinados segmentos da população.

A expressão panta ta ethne também subentende que a grande comissão não se limita a missões estrangeiras. Sem dúvida, a missão em outras terras é um componente crucial no cumprimento da grande comissão. Quatro quintos dos não cristãos do mundo nunca serão alcançados, a menos que sejamos intencionais no envio de missionários transculturais. Mas a grande comissão não se restringe às missões em terras estrangeiras. Todos os cristãos devem ter um foco ta ethne além das próprias portas, na comunidade em que vivem.

Existem grupos de pessoas de todos os tipos perto de nós. Elas podem morar na casa ao lado, no fim da rua ou do outro lado da cidade. Todos têm uma parte a desempenhar na missão da igreja. Todo o povo de Deus deve se engajar na missão.

Ellen White escreveu: “Deus espera serviço pessoal da parte de todo aquele a quem confiou o conhecimento da verdade para este tempo. Nem todos podem ir a terras missionárias estrangeiras, mas todos podem ser missionários entre os familiares e vizinhos” (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 30).

Conclusão

A história da Igreja Adventista nos últimos cinco anos é de crescimento incessante e voraz: de 14 milhões de membros em 2005, para 17 milhões em 2010, para 18,5 milhões em 2014. O progresso constante da denominação seria inimaginável para nossos pioneiros em 1863, quando a Associação Geral foi organizada com apenas 3.500 membros.

Contudo, a despeito dos sucessos, grandes porções da Terra continuam não alcançadas. A Janela 10/40 contém 60% da população mundial, mas apenas 10% do total de adventistas. Das quinhentas cidades do planeta com mais de 1 milhão de habitantes, 236 se encontram dentro da Janela 10/40. O que devemos fazer?

Alguns desses desafios podem parecer intransponíveis da perspectiva humana. Mas Deus pode; suas promessas são garantidas. A certeza de Ellen White era indubitável quando escreveu: “Quando pensamos no conflito diante de nós e na grande obra que devemos realizar, trememos. Mas precisamos nos lembrar de que nosso Ajudador é todo-poderoso. Podemos nos sentir fortes em sua força. Devemos unir nossa ignorância à sabedoria dele, nossa fragilidade a seu poder, nossa fraqueza a sua força infalível. Por meio dele, podemos ser ‘mais que vencedores’” (Review and Herald, 9 de julho de 1901).

Temos a confiança de crer que até mesmo os países e povos menos evangelizados logo verão o cumprimento da promessa de Deus dada por intermédio do profeta Habacuque: “A terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas enchem o mar” (Hb 2:14, NVI). Essa é nossa esperança. Esse é nosso sonho. Somente o Deus soberano pode realizá-lo com toda rapidez! [Fonte: Adventist Review / Tradução: Cecília Eller Nascimento]


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O crescimento e as dificuldades da igreja no continente que concentra 38% dos adventistas

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Continente tem 7 milhões de adventistas. Foto: Leônidas Guedes

Como ilustrou o secretário-executivo da sede mundial da igreja, G. T. Ng, se o povo adventista ao redor do mundo formasse uma vila com cem pessoas, 38 delas seriam da África. A força do continente no contexto do adventismo pode ser verificada em outro dado recente. Há poucos meses, a Zâmbia entrou para o seleto grupo de países com mais de um milhão de adventistas (para saber mais sobre o assunto, clique aqui). Com 14,5 milhões de habitantes, a nação do sudeste africano só fica atrás do Brasil, Índia e Estados Unidos.

A comemoração pelo crescimento da igreja na Zâmbia, felizmente não se restringe ao país, é uma tendência em todo o continente, abaixo do deserto do Saara. Em maio, por exemplo, 30 mil pessoas foram batizadas numa grande campanha evangelística no Zimbábue (leia mais aqui), que integrou pregação pública com atendimento gratuito de saúde. O país é vizinho da Zâmbia e já caminha a passos largos para chegar a um milhão de adventistas.

Dividida em três grandes áreas administrativas (divisões), a igreja hoje na África tem 7 milhões de adventistas. E conforme afirmou o pastor Paul Ratsara, presidente da Divisão Sul-Africana Oceano Índico, os líderes têm trabalhado para que na África evangelismo não seja apenas um evento, mas um estilo de vida.

No entanto, pregar o evangelho por lá não é tão fácil quanto possa parecer. Embora os números sejam animadores, a igreja tem enfrentado grandes dificuldades em alguns lugares. Segundo o pastor Osni Fernandes, missionário por seis anos nas ilhas de Cabo Verde, a liderança local muitas vezes é carente de treinamento e material para realizar o trabalho. São muitos os casos em que faltam Bíblias, lições, livros de Ellen White, hinários e folhetos. A igreja africana também reflete a pobreza do continente. De acordo com a revista Global Finance, dos 50 países mais pobres do mundo, 42 estão na África.

Além do mais, o continente africano é um dos mais culturalmente diversos do planeta. Conforme informa o pastor Gilberto Araújo, vice-presidente da Divisão Sul-Africana Oceano Índico e missionário há 28 anos, existem mais de 600 culturas apenas no território dessa divisão que é formada por 20 países. Em regiões como essas, “crescer de forma harmoniosa, mantendo a unidade na fé e na doutrina” é particularmente desafiador.

Mas nem sempre o missionário é chamado para trabalhar diretamente com evangelismo na África, alguns, como pastor brasileiro Matson Santana e sua família, vão para lá a fim de atuar em ministérios de promoção do bem-estar integral. No caso da família Santana, ao trabalharem no Egito com pessoas que possuem deficiências físicas, sensoriais e mentais, eles conseguiram transpor barreiras religiosas, políticas e socioculturais para compartilhar a fé.

Outra realidade do trabalho da África e de qualquer campo missionário transcultural, é que a missão ocorre em mão dupla. Ou seja, ao mesmo tempo em que o missionário procura transformar pessoas e culturas, ele também é impactado. “Conviver com eles e ver de perto o entusiasmo das pessoas, apesar dos muitos problemas que enfrentam”, confessa o pastor Osni, “tem sido uma experiência marcante e positiva em meu ministério”. Aprendizado semelhante tem experimentado o pastor Gilberto Araújo: “posso dizer que esse trabalho me ajudou a manter meu primeiro amor, conservou minha paixão pela salvação de pessoas, ampliou a visão sobre meu campo missionário e tem me ensinado a conviver com pessoas de outras culturas e a desejar estar pronto para o breve retorno de Cristo.”

Glauber Araújo é filho de missionários, cresceu na África e trabalha como editor de livros na CPB. É pastor e mestre em Ciências da Religião


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Pela 1ª vez, agenda detalhada da assembleia está aberta ao público

Informações disponibilizadas na internet pela primeira vez na história das assembleias oferecem aos membros da igreja em geral a oportunidade de compreender melhor como são tomadas as decisões em nível mundial

Informações antes restritas os delegados das assembleias mundiais da igreja foram disponibilizadas neste ano ao público por meio do site oficial do evento.

Informações antes restritas os delegados das assembleias mundiais da igreja foram disponibilizadas neste ano ao público por meio do site oficial do evento.

A 60ª Assembleia da Associação Geral traz uma série de novidades: votação eletrônica, um aplicativo para dispositivos móveis, um livro digital para os delegados e ainda a oportunidade de o público em geral ter acesso à agenda da programação antes do evento.

Normalmente, a Secretaria da Associação Geral define a agenda e fornece as informações somente para os delegados. Mas, pela primeira vez na história das assembleias, os detalhes das reuniões de negócios da igreja mundial foram disponibilizados com antecedência na internet para todo o público.

“Até então, somente os delegados tinham acesso a essas informações. Mas neste ano decidimos disponibilizá-las em um website, oferecendo aos participantes a oportunidade de compreender melhor o processo”, afirma Myron Iseminger, secretário associado da Associação Geral.

material foi publicado em PDF no site oficial da assembleia e traz informações de como são eleitos os líderes para cada região do mundo, bem como a respeito das alterações que devem ocorrer no texto de algumas crenças fundamentais e regulamentos do Manual da Igreja.

Ao acessar o site, os internautas têm acesso também ao que vai acontecer em cada um dos dez dias de programação e os horários dessas atividades. Com exceção dos sábados, o início das atividades acontecerá às 8h (10h no horário de Brasília) com o momento devocional, que será seguido de duas reuniões de negócios (a primeira das 9h30 às 12h e a segunda, das 14h às 17h, horário local). Já a programação da noite, com início previsto para as 18h30 (20h30 no horário de Brasília), inclui concerto musical, apresentação de relatórios das divisões e termina com uma reflexão bíblica.

Abaixo, disponibilizamos um resumo do calendário de atividades, que poderá sofrer alterações caso as discussões sobre alguns itens da agenda durem mais tempo do que o previsto.

Quinta-feira – 2/7

Janos Kovacs-Biro, secretário da Associação Ministerial na Divisão Transeuropeia, abre o primeiro dia de atividades com o devocional “Clímax glorioso da história: a promessa do retorno de Jesus”.

A abertura oficial do evento será marcada pela exibição do curta-metragem O que poderia ter sido, cujo objetivo é motivar a liderança da igreja a buscar o Espírito Santo para que a pregação do evangelho seja concluída.

Seguindo a praxe, também será feita a leitura de regulamentos, que abre as sessões de negócios da assembleia. Após esse momento de formalidades, os delegados devem votar uma resolução sobre a Bíblia Sagrada e uma declaração de confiança nos escritos de Ellen G. White.

O item principal da agenda concentra-se na missão da igreja. Os delegados receberão oficialmente 35 novas uniões, que foram abertas desde a última assembleia, em 2010. Trata-se de um número recorde. Em 2010, foram adicionadas 22 novas uniões.

“O elevado número de novas uniões é sem precedentes na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia”, disse G.T. Ng, secretário-executivo da Associação Geral. Para ele, isso é “um reflexo da igreja crescendo com velocidade vertiginosa em todo o mundo, particularmente na América Latina e no continente Africano.”

Após o almoço, será formada a comissão de nomeações para a escolha da liderança da Associação Geral, começando pelo presidente da sede mundial. No período da noite, o pastor Ted Wilson apresentará o relatório de sua gestão.

Sexta-feira – 3/7

O devocional da manhã será apresentado por Sikhu Hlatshwayo, uma missionária do Zimbábue nos Estados Unidos. Ela vai falar sobre “Os sinais da segunda vinda de Jesus”.

A sessão de negócios começa com o relatório do secretário da Associação Geral, G. T. Ng. Na sequência, David Trim apresentará o relatório estatístico e o tesoureiro da sede mundial, Robert E. Lemon, dará uma visão geral do estado financeiro da igreja.

Ainda no período da manhã, a comissão de nomeações pode interromper a sessão para anunciar o presidente da AG para o próximo quinquênio. É possível também que secretário e tesoureiro sejam definidos no período da tarde, repetindo o que aconteceu na assembleia de 2010.

Nesse dia, a sessão de negócios deve encerrar mais cedo, por volta das 16h (18h no horário de Brasília), em preparação para o sábado.

Sábado – 4/7

O pregador do sábado é o secretário da Associação Geral, G. T. Ng, que vai falar sobre “A Igreja em missão”. Durante a programação da manhã, os participantes do evento serão convidados a participar de um programa com essa ênfase no período da tarde.

A programação da noite será voltada para a apresentação dos relatórios da Divisão Norte-Americana e da União Norte-Africana Oriente Médio.

Domingo – 5/7

Neale Schofield, CEO da Rede Adventista de Mídia na Austrália, será o orador do culto matutino. O tema do devocional é “O evento surpreendente: a maneira do retorno de Jesus”.

Durante as reuniões de negócios devem ser votadas mudanças editoriais no Manual da Igreja, abrangendo questões como os casos extraconjugais. Os delegados vão considerar a possibilidade de incluir detalhes e definições específicas relativas à conduta sexual. (Leia mais sobre as mudanças propostas)

Também no domingo, serão votadas alterações técnicas feitas na Constituição e Estatuto Social da Associação Geral.

A expectativa é de que nesse dia sejam eleitos os vice-presidentes da sede mundial e associados.

No período da noite acontecerá a apresentação de relatórios das divisões Centro-Leste Africana e Euro Asiática.

Segunda-feira – 6/7

Shian W. O’Connor, presidente da Associação das Ilhas Cayman, no território da Divisão Inter-Americana, dirigirá o devocional da manhã com o tema “Fiel no tempo do fim: preparação para a segunda vinda de Jesus”.

Ao longo de toda a segunda-feira, os delegados devem focalizar a nova redação de algumas das 28 crenças fundamentais dos adventistas. O objetivo é tornar o texto mais claro. Entre essas propostas está a adição da frase “a recente criação de seis dias” na declaração sobre a “Criação”.

Leia mais sobre as atualizações editoriais nas 28 crenças fundamentais dos adventistas (material em inglês)

Veja também a nova proposta de redação das 28 crenças fundamentais (material em inglês)

A comissão de nomeações estará em recesso durante a discussão sobre as crenças fundamentais. Mas é possível que haja eleições de departamentais da AG e presidentes, secretários e tesoureiros de divisões.

À noite, as divisões Intereuropeia e Interamericana apresentarão seus relatórios.

Terça-feira – 7/7

Mathilde Frey, ex-professora de exegese do Antigo Testamento e línguas bíblicas no seminário do Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados (AIIAS), nas Filipinas, será a oradora do culto da manhã. Seu sermão é intitulado “Nunca esquecidos: a promessa do Consolador, que antecede o retorno de Cristo”.

As sessões de negócios devem se encarregar de formalizações legais ao longo de todo o dia.

A previsão é de que nessa data também ocorra a nomeação da maioria dos líderes de departamentos da sede mundial.

Nesse dia, a Divisão Sul-Americana e a Divisão do Pacífico Norte-Asiático apresentarão seus relatórios durante a programação da noite.

Quarta-feira, 8/7

O devocional da manhã, intitulado “O movimento adventista e o retorno de Jesus”, será conduzido por Alain Coralie, secretário adjunto da Divisão Centro-Leste Africana.

A pauta principal do dia será a ordenação de mulheres. Os delegados decidirão se as divisões terão autonomia para ordenar mulheres ao ministério em seus respectivos territórios.

A comissão de nomeações entrará em recesso na ocasião.

A programação da noite contempla a apresentação de relatórios das divisões Sul-Africana-Oceano Índico, Pacífico Sul e Pacífico Sul-Asiático.

Quinta-feira – 9/7

Taj Pacleb, evangelista na Califórnia (EUA), falará sobre o tema “A todo mundo: a proclamação do evangelho antes da vinda de Jesus”.

Serão tratados itens pendentes da agenda e nomeados os auditores e integrantes da comissão ministerial da Associação Geral.

À noite haverá a apresentação dos relatórios das divisões Sul-Asiática, Transeuropeia e Centro-Oeste Africana.

Sexta-feira – 10/7

No penúltimo dia de programação, o devocional será feito por Ron Smith, presidente da União Sul na Divisão Norte-Americana. Ele apresentará o tema “Finalmente em casa: a alegria e plenitude do retorno de Cristo”.

Além de tratar itens pendentes, estão previstos momentos dedicados para a oração.

Sábado – 11/7

Quem proferirá o sermão do último dia da 60ª assembleia será o presidente eleito para os próximos cinco anos.

A ideia é de que, no sábado também seja arrecadada uma oferta especial com o objetivo de financiar projetos de missão em todo o mundo.

Aliás, a missão será o foco desta assembleia do início ao fim. O encerramento, que será no sábado à noite e consiste num dos momentos mais aguardados de uma assembleia, deve passar por mudanças nesse ano para se ajustar mais a essa visão. No lugar do tradicional “Desfile das Nações”, em que as diversas delegações entravam representando as diferentes culturas, o programa irá resgatar a história dos primeiros adventistas batizados em cada país e lembrar os desafios para a pregação do evangelho nas várias regiões do globo. [Equipe RA, da redação / Com informações de Andrew McChesney, da Adventist Review]