Deus é fiel, suas promessas são certas

Leia o relatório financeiro apresentado pelo ex-tesoureiro mundial da igreja, Robert Lemon, referente aos últimos cinco anos

Foto: ANN

Segundo Roberto Lemon, que deixa o cargo para se aposentar, a igreja tem priorizado investimentos na chamada Janela 10/40. Foto: ANN

Desde que Wayne Hooper escreveu a letra e a melodia da música tema da assembleia da Associação Geral de 1962, “Oh! Que Esperança!” se tornou o hino favorito dos adventistas. Já tivemos outras músicas temas das assembleias mundiais ao longo dos anos, mas essa passou a fazer parte de todas das quais participei. A esperança no breve retorno de Jesus é o profundo anseio de todo cristão verdadeiro.

“Oh! Que esperança! Vibra em nosso ser. Pois aguardamos o Senhor. Fé possuímos que Jesus nos dá. Fé nas promessas que nos fez. Eis que o tempo logo vem e as nações aqui e além, bem alerta, vão cantar: Aleluia! Cristo é rei! Oh! Que esperança! Vibra em nosso ser. Pois aguardamos o Senhor.”

Desde seus primórdios, a Igreja Adventista do Sétimo Dia prega o breve retorno de Cristo. Nossa esperança não diminuiu. Estamos cinco anos mais perto do que quando nos encontramos em Atlanta para a assembleia da Associação Geral de 2010. Aqueles que são pais já devem ter ouvido os filhos perguntarem: “Já estamos chegando em casa?”. Nós, filhos de Deus, somos impacientes e, com frequência, perguntamos: “Já estamos chegando em casa?”

A resposta de Jesus se encontra na última parte de João 14:3: “Voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (NVI).

Deus é fiel, ele provê para sua igreja

Em nosso relatório para a assembleia da Associação Geral de 2010, louvamos ao Senhor por sua condução e observamos que, “depois de superar um dos períodos financeiros mais tumultuados dos últimos 75 anos, conseguimos ver com clareza a orientação divina e nos alegramos pela fidelidade de seus filhos”.

Este quinquênio foi de recuperação econômica, mas ainda vivemos neste mundo de incertezas. Mais uma vez, louvamos ao Senhor por ter abençoado e provido para sua igreja de maneira maravilhosa.

Dízimos e ofertas

Ao longo dos últimos cinco anos, os dízimos anuais ao redor do mundo cresceram 31%, de 1,85 bilhões de dólares em 2009 para 2,43 bilhões em 2014. As ofertas missionárias mundiais aumentaram 38% no último quinquênio, passando de 64,2 milhões de dólares em 2009 para 88,9 milhões em 2014. Em 2010, relatamos que, no período de 1975 a 2005, as ofertas missionárias mundiais, depois de permanecerem praticamente estáticas em torno de mais ou menos 50 milhões de dólares por ano, haviam alcançado 64 milhões em 2009, um aumento de 28%. Durante o mesmo período, 1975 a 2009, os dízimos cresceram de 398 milhões de dólares para 1,85 bilhões, um aumento de 365%. Neste quinquênio também testemunhamos um aumento substancial em ofertas missionárias das sedes administrativas (divisões) fora da América do Norte. No fim de 2014, as ofertas missionárias mundiais ultrapassaram 88,9 milhões de dólares. Louvamos ao Senhor por essa bênção! Nos últimos anos, tem havido uma mudança no padrão de doação, mais voltado para projetos, que têm estimulado o interesse em missões e sido uma bênção para essas áreas. Somos gratos a Deus por isso!

Mas um dos desafios de depender demais da doação para projetos é que a atenção dada a eles costuma ser curta. Quando surgem novas áreas de interesse, o apoio muda a ênfase, frequentemente deixando a organização local (quando há uma) sozinha para dar continuidade ao evangelismo sem recursos suficientes. Há casos em que se perde quase todo o progresso feito. A necessidade de um programa forte de ofertas missionárias que possa sustentar grandes iniciativas de longo prazo é cada vez mais importante ao nos concentrarmos na Janela 10/40. O aumento recente na doação de ofertas missionárias é de importância vital.

Dízimos extraordinários

Ao relembrarmos o grande tumulto financeiro de 2008 e 2009, só podemos louvar a Deus por sua bênção especial na forma de um grande total de dízimos extraordinários recebidos em 2007. Deus sabia que haveria necessidades especiais e proveu para elas sem nem mesmo pedirmos. Ele abençoou a fidelidade dos envolvidos e permitiu que novas iniciativas fossem empreendidas mesmo durante esse período econômico difícil.

A maioria dos recursos foi destinada às diversas iniciativas e projetos, muitos deles focalizando a Janela 10/40. Eles serão usados durante cinco a dez anos para espalhar o evangelho. O restante ainda não utilizado será empregado após a avaliação da viabilidade de longo prazo de tais iniciativas e projetos, sobretudo na Janela 10/40.

Uma vez que o total extraordinário de dízimos dificultaria a comparação com as informações financeiras de anos passados e futuros, estamos registrando esses dízimos e as despesas relacionadas a ele em separado das operações regulares, muito embora os números estejam combinados nas declarações financeiras auditadas.

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Entradas, gastos e patrimônio líquido da Associação Geral

Durante o quinquênio, o fundo operacional da Associação Geral (excluindo os dízimos extraordinários e recursos direcionados pelo doador) teve uma renda total (entrada e ganhos) de 1,075 bilhão de dólares e a despesa total de 999 milhões. O patrimônio líquido total do fundo operacional regular da Associação Geral (excluindo os dízimos extraordinários e recursos direcionados pelo doador) teve um aumento de 162 milhões de dólares para 246 milhões, e o capital de giro (excluindo os dízimos extraordinários), em 31 de dezembro de 2014, totalizava 224 milhões de dólares, 104% do montante recomendado nos Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Associação Geral.

Investimentos

A Associação Geral detém fundos e investe neles para uma série de propósitos. A comissão diretiva criou uma política que recomenda um nível mínimo de capital de giro. Esse montante corresponde a 45% da renda operacional irrestrita de um ano, ajudando a controlar oscilações temporárias na economia. Também auxilia a custear as necessidades de fluxo de caixa para verbas, salários e outras despesas mensais do orçamento, que devem ser pagas ao longo do ano, muito embora só recebamos a maior parte dos recursos no fim do ano.

A Associação Geral investe recursos alocados e restritos, delimitados pelos doadores e pela comissão diretiva, em projetos e iniciativas. Muitos deles se estendem ao longo de vários anos ou necessitam de tempo para ser concluídos. Além disso, a Associação Geral conta com fundo de doações, fundo de dízimos extraordinários, fundo de depreciação e fundos de crédito, acordos de renda vitalícia, doações de caridade, anuidades, etc., que necessitam de investimentos. Os fundos da Associação Geral costumam ser usados no ano em que são recebidos, mas alguns precisam ser mantidos por um tempo a fim de honrar alguns compromissos. O investimento em fundos da Associação Geral é feito de maneira conservadora.

Em janeiro de 2008, cerca de 87% dos fundos da Associação Geral correspondiam a investimentos de renda fixa (títulos e investimentos semelhantes) e 13% em ações. O declínio dos mercados financeiros em 2008 cobrou seu preço nos investimentos da Associação Geral, mas graças ao Senhor, entre 2008 e 2009, o retorno total dos investimentos (renda proveniente de lucros, dividendos etc., bem como os ganhos e as perdas acima ou abaixo do mercado em investimentos) da combinação de todos os fundos alcançou 4,4%.

Isso significa um aumento médio de cerca de 2,2% ao ano. Provavelmente o impacto mais duradouro da recessão tenha sido a mudança no nível dos lucros que indivíduos e organizações podem esperar dos investimentos. Em muitas partes do mundo, os investimentos (sem incluir as ações) costumavam proporcionar retorno de 5 a 7% com regularidade. Os números agora estão mais próximos de 1 a 3%. Isso exerceu grande impacto sobre os lucros em cima do capital de giro, aposentadoria e outros fundos.

 

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Efeito da flutuação da taxa de câmbio

As mudanças na taxa de câmbio sempre foram um desafio para organizações que trabalham com moedas diferentes. É difícil mostrar um retrato fiel dos dízimos e das ofertas ao redor do mundo, pois é possível que um aumento na moeda local apareça como diminuição quando convertido para dólares norte-americanos. É claro que os desafios não se limitam aos relatórios, mas também ao montante recebido de fato.

O orçamento da Associação Geral tem por base em dólares norte-americanos e suas verbas e compromissos financeiros são feitos principalmente nessa moeda. Ao planejar o orçamento do ano seguinte, precisamos presumir que as taxas de câmbio permanecerão relativamente estáveis. No entanto, se os dólares norte-americanos se fortalecem em relação a outras moedas importantes, isso significa que entrarão menos dólares na Associação Geral, mas aumentará o montante em moeda local para as organizações que receberem suas verbas em dólares norte-americanos.

Como as flutuações na economia nem sempre estão em harmonia com os momentos de recebimento de renda e de gastos, existe a necessidade de manter determinado nível de recursos à mão o tempo inteiro. Tais fundos são chamados de capital de giro. Dependendo da natureza da organização, a porcentagem da renda operacional anual necessária para operar com tranquilidade varia. Em 2002, 75% da renda recebida pela Associação Geral ainda provinha da Divisão Norte-Americana e cerca de 25% eram provenientes das outras Divisões, os quais eram sujeitos às flutuações nas taxas de câmbio. Em 2014, mais de 50% dos dízimos e das ofertas recebidos pela Associação Geral vieram de outras moedas que não o dólar norte-americano, estando sujeitos às flutuações.

O montante equivalente a 20% da renda anual irrestrita era considerado um nível adequado de capital de giro para a Associação Geral, mas a volatilidade muito maior da economia e das taxas de câmbio levou a Associação Geral a aumentar aos poucos essa porcentagem, chegando a 45% atualmente. Essa porcentagem está programada para aumentar 1% por ano até chegar a 50%. Isso permite à Associação Geral manter recursos suficientes para custear seus compromissos orçamentários mesmo com flutuações em suas entradas no curto prazo. Seria muito prejudicial para o trabalho ao redor do mundo se a Associação Geral precisasse cortar verbas no meio do ano depois que as divisões já fizeram compromissos contando com os recursos enviados pelo orçamento da Associação Geral.

O dólar norte-americano se fortaleceu substancialmente em 2014, até março de 2015, em relação a muitas das principais moedas do mundo. Isso reduziu o montante de dólares que entra na Associação Geral e, além de ter afetado 2014, terá um grande impacto sobre 2015 e é possível que posteriormente também. Apenas para colocar essa realidade em perspectiva, as seis moedas a seguir representam quase 70% das entradas da Associação Geral provenientes de fora dos Estados Unidos. Ao lado de cada uma delas, encontra-se listado o declínio percentual do valor da moeda em relação do dólar norte-americano entre janeiro de 2014 e março de 2015.

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Operações da AG durante 2014

Durante 2014, os dízimos e as ofertas missionárias que chegaram à Associação Geral foram 0,7% menores em comparação com o ano anterior, por causa da diminuição de 0,5% de dízimos da Divisão Norte-Americana. Esse decréscimo fez parte do ajuste programado de 8 para 6% de dízimos brutos. A despeito disso, a Associação Geral teve um aumento nos fundos operacionais (excetuando os dízimos extraordinários e os fundos direcionados pelo doador) de 7,8 milhões de dólares. Esse aumento foi resultado do funcionamento abaixo do orçamento previsto em várias das áreas principais e de ter sido levado em conta o decréscimo programado ao planejar o orçamento de 2014.

Durante o quinquênio

A Associação Geral continua a direcionar mais recursos para os territórios da Janela 10/40. As recomendações da Comissão de Revisão de Verbas de 2009 para o realinhamento das verbas e recursos missionários interdivisões foram colocadas em prática, dando mais ênfase à obra na região da Janela 10/40.

A Associação Geral começou a transição de um ajuste da porcentagem de dízimos da Divisão Norte-Americana para o orçamento da Associação Geral, envolvendo uma redução de 8 para 6% ao longo de determinado período. O índice atual de contribuição da Divisão Norte-Americana é de 7%, em comparação com 2% das outras divisões.

O canal de televisão Hope Channel foi estabelecido como uma instituição separada da Associação Geral em 2012. Antes disso, era um centro de custos dentro das declarações financeiras da Associação Geral.

A fim de atender com mais eficiência os aspectos de seleção, recursos humanos e logística dos missionários de status interdivisão, uma série de funções antes abordadas em separado pela secretaria e tesouraria foi combinada em uma área hoje conhecida como Recursos e Serviços Pessoais Internacionais.

A Associação Geral mantém o compromisso de reduzir ao mínimo o crescimento de sua equipe de funcionários a fim de permitir que o crescimento ocorra nos campos. Embora o total de membros tenha aumentado de 8,8 milhões em 1995 para 18,5 milhões em 2014, o número de funcionários da Associação Geral cresceu apenas de 282 para 288.

Deus é fiel, ele prometeu voltar

A serva do Senhor, Ellen White, escreveu: “Passando em revista nossa história, percorrendo todos os passos de nosso progresso até ao estado atual, posso dizer: ‘Louvado seja Deus!’ Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração por Cristo e de confiança nEle como dirigente. Nada temos a recear quanto ao futuro, a não ser que nos esqueçamos do caminho pelo qual Deus nos tem conduzido” (Vida e Ensinos, p. 204).

Que emoção ela deve ter sentido ao ver como o Senhor nos tem conduzido. Nós também podemos dizer “louvado seja Deus” ao ver “o que Deus tem executado”. Sim, estamos chegando ao lar. Nossa oração é a mesma de João, o revelador: “Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20, NVI). [Fonte: Adventist Review / Tradução: Cecília Eller Nascimento]

Avanço na África

O crescimento e as dificuldades da igreja no continente que concentra 38% dos adventistas

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Continente tem 7 milhões de adventistas. Foto: Leônidas Guedes

Como ilustrou o secretário-executivo da sede mundial da igreja, G. T. Ng, se o povo adventista ao redor do mundo formasse uma vila com cem pessoas, 38 delas seriam da África. A força do continente no contexto do adventismo pode ser verificada em outro dado recente. Há poucos meses, a Zâmbia entrou para o seleto grupo de países com mais de um milhão de adventistas (para saber mais sobre o assunto, clique aqui). Com 14,5 milhões de habitantes, a nação do sudeste africano só fica atrás do Brasil, Índia e Estados Unidos.

A comemoração pelo crescimento da igreja na Zâmbia, felizmente não se restringe ao país, é uma tendência em todo o continente, abaixo do deserto do Saara. Em maio, por exemplo, 30 mil pessoas foram batizadas numa grande campanha evangelística no Zimbábue (leia mais aqui), que integrou pregação pública com atendimento gratuito de saúde. O país é vizinho da Zâmbia e já caminha a passos largos para chegar a um milhão de adventistas.

Dividida em três grandes áreas administrativas (divisões), a igreja hoje na África tem 7 milhões de adventistas. E conforme afirmou o pastor Paul Ratsara, presidente da Divisão Sul-Africana Oceano Índico, os líderes têm trabalhado para que na África evangelismo não seja apenas um evento, mas um estilo de vida.

No entanto, pregar o evangelho por lá não é tão fácil quanto possa parecer. Embora os números sejam animadores, a igreja tem enfrentado grandes dificuldades em alguns lugares. Segundo o pastor Osni Fernandes, missionário por seis anos nas ilhas de Cabo Verde, a liderança local muitas vezes é carente de treinamento e material para realizar o trabalho. São muitos os casos em que faltam Bíblias, lições, livros de Ellen White, hinários e folhetos. A igreja africana também reflete a pobreza do continente. De acordo com a revista Global Finance, dos 50 países mais pobres do mundo, 42 estão na África.

Além do mais, o continente africano é um dos mais culturalmente diversos do planeta. Conforme informa o pastor Gilberto Araújo, vice-presidente da Divisão Sul-Africana Oceano Índico e missionário há 28 anos, existem mais de 600 culturas apenas no território dessa divisão que é formada por 20 países. Em regiões como essas, “crescer de forma harmoniosa, mantendo a unidade na fé e na doutrina” é particularmente desafiador.

Mas nem sempre o missionário é chamado para trabalhar diretamente com evangelismo na África, alguns, como pastor brasileiro Matson Santana e sua família, vão para lá a fim de atuar em ministérios de promoção do bem-estar integral. No caso da família Santana, ao trabalharem no Egito com pessoas que possuem deficiências físicas, sensoriais e mentais, eles conseguiram transpor barreiras religiosas, políticas e socioculturais para compartilhar a fé.

Outra realidade do trabalho da África e de qualquer campo missionário transcultural, é que a missão ocorre em mão dupla. Ou seja, ao mesmo tempo em que o missionário procura transformar pessoas e culturas, ele também é impactado. “Conviver com eles e ver de perto o entusiasmo das pessoas, apesar dos muitos problemas que enfrentam”, confessa o pastor Osni, “tem sido uma experiência marcante e positiva em meu ministério”. Aprendizado semelhante tem experimentado o pastor Gilberto Araújo: “posso dizer que esse trabalho me ajudou a manter meu primeiro amor, conservou minha paixão pela salvação de pessoas, ampliou a visão sobre meu campo missionário e tem me ensinado a conviver com pessoas de outras culturas e a desejar estar pronto para o breve retorno de Cristo.”

Glauber Araújo é filho de missionários, cresceu na África e trabalha como editor de livros na CPB. É pastor e mestre em Ciências da Religião


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Na sexta-feira, dia 3 de julho, a assembleia de delegados e demais participantes da igreja mundial se voltou para o espelho. Ela olhou para seu corpo, percebeu o quanto ele aumentou nos últimos anos, mas também o quanto ele poderia estar mais saudável. Nos relatórios apresentados por G. T. Ng, secretário da Associação Geral, e David Trim, diretor do departamento de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa da Associação Geral, a assembleia de delegados teve a oportunidade de enxergar o adventismo mais globalmente. Identificaram-se tendências que desenham nosso futuro. Na agenda, a apresentação do relatório da Secretaria foi seguido pelas perguntas e final aprovação dos delegados.

Missão nas entrelinhas

assembleia-San-Antonio-2015-02.07-creditos-leonidas-guedes-13Para se afastar da frieza dos números, o pastor G. T. Ng  fez uma apresentação das estatísticas “no contexto da igreja”, segundo destacou. Introduziu o relatório, relembrando William Spicer (1865–1952), que teve uma relação forte com a missão. Após voltar de seu serviço missionário na Inglaterra, ele foi eleito como diretor do Conselho das Missões Estrangeiras, órgão criado em 1889.  Três anos depois, Spicer foi enviado à Índia como o único pastor ordenado numa das regiões mais populosas do planeta. Retornando aos Estados Unidos, foi eleito secretário e, mais tarde, presidente da Associação Geral.

T. Ng descreveu Spicer como um entusiasta da missão. Na Conferência Geral de 1913, já como presidente da sede mundial, Spicer se referiu ao fato de que aquela era a primeira reunião da Igreja Adventista com a presença de delegados de outras partes do mundo. Em discurso visionário, Spicer afirmou: “O que o profeta contemplou em visão na ilha de Patmos vemos com nossos olhos hoje, a última mensagem do evangelho eterno voando para toda terra e nação, trazendo a (colheita) predita num povo que guarda “os mandamentos de Deus e que tem a fé em Jesus” (The General Conference Bulletin, 38a Sessão, 16 de maio de 1913, vol. 7, n. 1).

Na época de Spicer, o crescimento e a internacionalização do adventismo já era um processo irreversível. Nesse período, a América do Norte contava com 50 mil membros, segundo Ng; hoje a denominação-movimento conta com 18,5 milhões de membros. Se alguns países e continentes foram representados na Assembleia de 1913, neste ano, representantes de 168 países se encontraram no Alamodome.

O pastor Ng destacou que o ano de 2014 estabeleceu um marco no crescimento numérico da igreja. Nele, acresceram à igreja mais de 1,16 milhão de membros, considerando-se que, no início do último quinquênio (2010), a igreja tinha cerca de 16,9 milhões de membros. Nos últimos 10 anos, a igreja recebeu 6,6 milhões de membros. Para completar o quadro, a denominação contava, em 2014, com 78.810 igrejas e 69.213 grupos. Somente em 2014, foram organizadas 2.446 igrejas, o que representa uma média de 6,7 igrejas fundadas por dia, ou uma igreja sendo plantada a cada 3 horas e 58 minutos.

O ano de 2014, segundo Ng, foi o maior em número de batismos, de congregações plantadas, o 10° ano consecutivo em que foi registrado um acréscimo de mais de um milhão de fiéis e o 12° ano consecutivo em que mais de 2 mil igrejas foram estabelecidas.

Norte e Sul

Porém, o quadro mais revelador da Igreja Adventista está em sua representatividade socioeconômica, que tem profundas implicações. Considerando-se a classificação Norte-Sul global, que separa os países desenvolvidos dos países pobres ou em desenvolvimento, é importante localizar a presença da maior parte dos membros da igreja. A resposta, segundo G. T. Ng, é que esmagadores 92% estão no Sul global, anúncio que foi seguido por uma salva de palmas no auditório. O que impressiona nesse número não é que o Sul global seja a grande maioria na igreja, mas que ele já é a maioria absoluta.

Se a Igreja Adventista fosse uma vila de 100 pessoas, em 1960, ela seria composta por 27 pessoas da América do Norte, 20 da América Latina, 19 da África, 16 da Europa, 14 da Ásia e 4 da Oceania, de acordo com Ng. Em 2014, a vila tem outra configuração: 38 pessoas da África, 32 da América Latina, 19 da Ásia, 7 da América do Norte, 2 da Europa e 2 da Oceania. A implicação direta dessa diferença representativa indica uma forte tendência de que os irmãos africanos e latino-americanos tenham uma participação cada vez maior na determinação dos rumos da igreja. Esse fenômeno já é perceptível, basta observar quantos africanos têm se dirigido ao microfone nas reuniões administrativas (business sessions). O mesmo se percebe na presença de oficiais do Sul socioeconômico na liderança da igreja mundial.

Se a Igreja Adventista fosse uma vila, essa seria a proporção de membros por região do mundo.

Se a Igreja Adventista fosse uma vila, essa seria a proporção de membros por região do mundo.

O quadro objetivo nos faz refletir sobre elementos subjetivos. A igreja do mundo desenvolvido mostra tendências mais inovadoras, progressistas, enquanto a igreja do Sul se mostra mais apegada aos “marcos antigos” (Pv 22:8), mais conservadora? Seria isso apenas uma diferença cultural? Essa diferença precisa implicar uma polarização, uma contraposição? Será que o adventismo do mundo desenvolvido se conformaria com as resoluções aprovadas pelos adventistas do mundo em desenvolvimento? Será que desenvolvimento cultural e material é sinônimo de desenvolvimento espiritual-eclesiástico? Será que a própria Bíblia foi culturalmente condicionada?

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A igreja está presente em 215 países dos 237 reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Essas são questões sobre as quais a igreja tem refletido. Por isso, a tônica desta assembleia mundial é a unidade num sentido mais abrangente – não apenas uma unidade oficial, mas a unidade de fé e de práticas, a unidade no Espírito Santo e no amor de Deus. Delegados de todas as partes do mundo demonstram uma preocupação com essa questão. Mark Finley, em seu sermão feito na noite de sexta-feira, apelou com lágrimas e voz embargada, mas com muita energia, que a igreja esteja unida em missão. Finley lembrou que os discípulos “eram diferentes, mas Deus os uniu”.

Perdas dolorosas

T. Ng alegrou a delegação mundial com sua apresentação criativa e espirituosa das estatísticas da igreja, mas não deixou de mencionar o número que sempre nos entristece: o dos que deixaram a Igreja. Então, foi projetada no telão a imagem de um balde cheio de água, mas que estava cheio de furos, representando a “síndrome do balde que vaza” (The Leaky Bucket Syndrome). Para se ter uma ideia, entre 2010 e 2014, houve uma perda de 60% dos membros na igreja mundial; enquanto que, de 2000 a 2014, a perda foi de 48%. Após algumas palavras de reflexão e encorajamento, o secretário executivo concluiu sua fala apelando à igreja para que algo seja feito para confrontar essa realidade.

Foi inevitável que o sabor doce dos números do crescimento da igreja tenha, em parte, se tornado amargo pelas notícias sobre os milhões que deixaram a denominação nos últimos anos. Momentos mais tarde, filas de delegados se formariam diante dos microfones para expor dúvidas, preocupações e sugestões sobre as perdas na igreja. A mais significativa delas, de que o crescimento está diminuindo com o passar dos anos. Hoje a igreja cresce cerca de 1,8% ao ano, menos da metade do crescimento verificado anos atrás.

O relatório de G. T. Ng foi oportunamente complementado por David Trim. Ele destacou que, no último quinquênio, a igreja mundial realizou uma série de auditorias minuciosas da contagem de membros, constatando que, “em muitos casos, o número de membros foi superestimado”. Segundo ele, os processos de auditoria da igreja são essenciais, acima de tudo, por uma questão moral, de apego à veracidade dos fatos.

Uma evidência da necessidade de ajustes na Secretaria está no número de mortes entre os adventistas, segundo Trim. Enquanto estudos indicam que a média mundial de mortes entre os adventistas é de 3,39 para cada mil membros (contra 8,55 entre não adventistas), os relatórios indicam que a  Secretaria felizmente tem se tornado cada vez mais precisa no controle do número de membros (de uma mortalidade de 2,67/1.000, passou para um número mais realista de 3/1.000). Um dos fatores para essa precisão, segundo Trim, foi a adoção, em 2012, do software da Secretaria da Igreja, o qual tinha sido desenvolvido e aplicado na Divisão Sul-Americana.

Os processos eletrônicos permitem um registro e uma atualização mais fidedigna do número de membros da igreja. “Estatísticas acuradas não são um fim em si mesmo. Elas devem servir para a missão”, afirma Trim. Registros fidedignos permitem saber que ovelhas estão dentro e fora do aprisco e desenvolver projetos para ir em busca delas.

Na tarde da sexta-feira, a igreja analisou suas finanças apresentadas pelo tesoureiro da Associação Geral, Robert Lemon, e as aprovou. Lemon ressaltou que, à medida que a igreja se fortalece em várias partes do mundo, os recursos da Associação Geral vão priorizar os países da missão global, da chamada janela 10/40. Esta talvez seja mais uma evidência da nova realidade da Igreja no Sul global: ela está mais forte e menos dependente, mesmo no aspecto financeiro.

Como um organismo, a igreja está em transformação. Isso, por um lado, nos preocupa, mas, por outro, nos anima. A unidade na diversidade não deve ser apenas uma frase bonita, mas um exercício constante em todos os níveis da igreja. Os paradoxos devem servir como estímulo à cooperação e ao crescimento espiritual de todos, individualmente, e da igreja como corpo de Cristo. Essa tem sido a principal mensagem da assembleia de San Antonio. [Diogo Cavalcanti, equipe RA]


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Não foi só em termos econômicos que alguns países emergentes do Hemisfério Sul passaram a exercer maior protagonismo no cenário mundial nos últimos anos. O chamado Sul Global também assumiu um papel de destaque no contexto da Igreja Adventista pelo fato de concentrar a maior parte dos membros da denominação. Atualmente, 92% dos 18,5 milhões de adventistas vivem nessa parte do globo. Em 1960, o quadro era praticamente o oposto. Para se ter uma ideia, hoje a África reúne 38% do total de adventistas e a América Latinha, 32%. Os dados que mostram essa inversão histórica fizeram parte do relatório apresentado pelo secretário-executivo da sede mundial da organização, G. T. Ng, nesta sexta-feira, 3, durante a assembleia mundial que acontece em San Antonio, Texas (EUA).

T. Ng, que foi reeleito para continuar na função por mais cinco anos, apresentou estatísticas que mostram um avanço significativo da igreja no número de batismos. Hoje, de acordo com o secretário-executivo, a Igreja Adventista é a quinta maior comunidade cristã do mundo se for levada em conta a sua unidade mundial e o fato de que outras denominações, embora com maior número de membros, não possuem abrangência global ou são fragmentadas.

No ano passado, 1,6 milhão de novos membros foram batizados ou passaram a fazer parte da igreja por profissão de fé, o equivalente a 3.200 novos batismos por dia ou 2,2 batismos por segundo. Outro número recorde foi o plantio de 2.446 igrejas, uma congregação a cada 3 horas e 58 minutos. Esse crescimento chamou a atenção da mais prestigiada publicação evangélica norte-americana, a Christianity Today, que destacou o fato de, em 2014, mais de um milhão de fiéis terem se tornado adventistas pelo décimo ano consecutivo.

Se a Igreja Adventista fosse uma vila, essa seria a proporção de membros por região do mundo.

Se a Igreja Adventista fosse uma vila, essa seria a proporção de membros por região do mundo.

No entanto, a liderança da igreja vê as estatísticas com ponderação. Afinal, o número de membros em algumas partes do mundo tem estagnado ou entrado em declínio. Essa realidade é mais acentuada nos países ricos, fortemente influenciados pelo materialismo e o secularismo.

Conforme mostrou David Trim, responsável pela área de estatísticas da Igreja Adventista, em relatório apresentado na assembleia mundial, embora tenha havido crescimento, esse incremento foi lento nos últimos cinco anos. Na opinião dele, não está havendo uma crise de crescimento global, mas os dados emitem um sinal de alerta. Por isso, de acordo com Trim, a igreja está tentando criar mecanismos mais sofisticados para obter diagnósticos que retratem com maior precisão a realidade da organização no mundo.

Não por acaso, G. T. Ng foi reeleito por unanimidade. Sua capacidade analítica, que lhe permite enxergar além dos números, tem ajudado a igreja a lidar com esses desafios. “Sua longa experiência como professor mostra a capacidade analítica que ele tem para questões difíceis e sua prontidão para enfrentar situações positivas e negativas”, avalia Lowell Cooper, vice-presidente da Associação Geral. “A liderança de Ng tem aumentado a consciência da igreja global quanto às oportunidades e desafios da missão”, acrescenta Cooper. Essa opinião também é compartilhada por Geoffrey Mbwana, outro vice-presidente da sede mundial adventista. “Muito além da manutenção e análise de estatísticas, ele tomou medidas concretas para abordar as questões da missão”, analisa. Nos próximos cinco anos, G. T. Ng contará com o apoio de Myron Iseminger, cujo nome também foi votado na última sexta-feira para atuar como secretário associado. [Márcio Tonetti, equipe RA / Com informações de Felipe Lemos, da ASN, e Stephen Chavez, da Adventist Review]


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Segundo relatório apresentado nesta sexta-feira, 3 de julho, durante a assembleia mundial que acontece em San Antonio, no Texas (EUA), a Igreja Adventista está presente em 215 dos 237 países reconhecidos pela ONU.

Quando os 20 delegados da primeira assembleia-geral da Igreja Adventista chegaram a Battle Creek, em maio de 1863, jamais poderiam imaginar que 152 anos depois, cerca de 60 mil pessoas de mais de 200 países se reuniriam a fim de celebrar, em outra assembleia, a unidade, a missão e a esperança da vinda de Cristo, seguindo o legado que eles deixaram. De fato, a cada encontro mundial, os adventistas são envolvidos por um sincero sentimento de gratidão a Deus por todas as conquistas que ele tem proporcionado. Porém, precisam também refletir sobre a tarefa inacabada e agir em resposta a esse desafio.

Uma história em cinco tempos

Numa avaliação histórica sobre o crescimento mundial da Igreja Adventista, tomando por base os relatórios estatísticos da denominação, é possível identificar cinco períodos. A partir da organização da Associação Geral, em 1863, e até 1901, os adventistas avançaram em termos missionários, partindo do trabalho restrito à América do Norte, passando pela missão às nações protestantes e seguindo adiante para conquistar o mundo. Em 1900, a igreja tinha representações em todos os continentes, com 76 mil membros: 83,6% deles vivendo na América do Norte e 16,4% no exterior.

O segundo período, de 1901 a 1930, apresentou uma nova dinâmica. Com a reorganização da sede mundial e a liderança visionária de Arthur G. Daniells (1901-1922) e William A. Spicer (1922-1930), a igreja deixou de ser predominantemente norte-americana para se tornar efetivamente global. Em 1920, dos 6.955 funcionários da igreja, 62% trabalhavam fora da América do Norte. Ainda na metade da década de 1920, o número de adventistas do restante do mundo ultrapassou os que viviam nos Estados Unidos, de maneira gradual e irreversível.

Na fase seguinte, de 1930 e 1965, houve a nacionalização da liderança adventista em boa parte dos territórios alcançados. O desenvolvimento dos funcionários nativos e o espírito nacionalista que se seguiu à Segunda Guerra Mundial contribuíram para esse processo. Tal desenvolvimento se refletiu no crescimento. Em 1955, pela primeira vez em sua história, a denominação ultrapassou a marca de 1 milhão de membros.

Embora a Igreja Adventista mantivesse seu foco missionário e crescimento contínuo, uma mudança sensível passou a ser vista no período seguinte (1965-1990): surgiram as campanhas mundiais de estímulo à evangelização. Impulsionados por slogans como “Reavivamento, Reforma, Evangelismo”, “Mil Dias de Colheita” e “Colheita 90”, a igreja saiu de quase 1,6 milhão para 6,7 milhões de membros. A média anual de batismos diários também subiu nessa fase: de 397 para 1.347.

Missão global

Contudo, uma avaliação honesta do cenário revelava algo inconveniente. Em primeiro lugar, os quase 7 milhões de adventistas representavam um rebanho inexpressivo perto dos 5 bilhões de habitantes do planeta em 1990. Além disso, em regiões como Europa, Ásia e Oriente Médio, a igreja enfrentava grandes desafios evangelísticos, sem contar os diversos grupos populacionais e etnias não alcançados nos países em que já havia presença adventista.

Esses fatores resultaram, em 1990, no lançamento do programa que representa o maior esforço missionário da história adventista: a Missão Global. Desde então, a igreja tem investido de forma ampla, estratégica e consistente na evangelização mundial. Em 2005, o programa foi realocado para o escritório da Missão Adventista na sede mundial. Com o desafio de estabelecer a presença da igreja em “cada nação, tribo, língua e povo”, pastores e membros têm participado de iniciativas como “Diga ao Mundo” e “Esperança para as Grandes Cidades”.

De 1990 para cá, a igreja tem registrado seus maiores índices de crescimento. Em 1998, a denominação ultrapassou a marca de 10 milhões de membros. Em 2006, pela primeira vez em sua história, obteve uma média anual de mais de 3 mil batismos diários. No ano passado, a igreja chegou ao seu 10o ano consecutivo batizando anualmente mais de 1 milhão de pessoas e plantando mais de 2 mil congregações. Hoje, em média, existe um adventista para cada 393 habitantes do mundo, uma proporção nunca antes alcançada. Assim, ao chegar a San Antonio, Texas, os delegados da 60a assembleia mundial representam 18,5 milhões de fiéis de 215 países.

Tarefa inacabada

Os números significativos dos últimos anos, contudo, não devem ofuscar os grandes desafios do adventismo no século 21. Em primeiro lugar, esse crescimento empolgante da igreja se limita ao hemisfério Sul, tendo em vista que, nos países desenvolvidos, o adventismo está estagnado ou declinando, crescendo apenas entre os imigrantes.

Outro ponto é que, apesar de ter avançado territorialmente, a igreja ainda se depara com o quadro identificado pelo programa Missão Global: muitas etnias não foram alcançadas. A demanda exige diversificação de métodos e mais gente disposta a servir a “toda tribo”.

Por último, existe o drama da apostasia e o desafio do discipulado. Entre 1964 e 2014, foram batizadas mais de 33 milhões de pessoas. Entretanto, quase 14 milhões abandonaram a igreja ou estão desaparecidas. De acordo com o pesquisador adventista Monte Sahlin, as razões principais para que pessoas saiam do adventismo estão mais relacionadas com problemas pessoais do que com questões doutrinárias. Em outras palavras, de alguma forma, as comunidades de fé não têm conseguido dar o suporte necessário a seus membros para que superem as dificuldades da vida.

Diante das festividades da assembleia mundial de San Antonio, é tempo de celebrar as conquistas; de refletir sobre os desafios; e de se levantar e brilhar. Afinal, Jesus está voltando!

Wellington Barbosa é pastor, mestre em Teologia e editor de livros na CPB


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