“Atravesse o Jordão… Não recue”

Sermão proferido pelo presidente Ted N. C. Wilson na assembleia da Associação Geral de 2015, no dia 11 de julho de 2015

Josef Kissinger

Créditos da imagem: Josef Kissinger

Bom dia, irmãos e irmãs em Jesus Cristo! Deus nos deu a grande bênção de ter o privilégio de adorar juntos em San Antonio nesta última manhã de sábado da 60ª assembleia da Associação Geral. Viemos de todas as partes do planeta. Pessoas cheias do Espírito Santo e prontas para proclamar as três mensagens angélicas com mais poder à medida que aprendemos diariamente com Jesus o que significa ser Seus seguidores. Nós nos unimos nesta manhã como o grande movimento adventista de Deus e uma família espiritual. Agradecemos ao Senhor pela maneira pela qual Ele conduziu esta assembleia da Associação Geral ao longo dos últimos dez dias e Lhe damos toda a glória pela unidade e singularidade de propósito em cumprir Sua missão por esta Terra que desfalece.

Conforme afirmei cinco anos atrás, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é o movimento remanescente de Deus, formado por aqueles que, em consonância com Apocalipse 12:7, guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus Cristo. Estamos em uma jornada rumo ao Céu. Devemos avançar, não retroceder, pois estamos quase no lar. Tenho mais convicção do que nunca de que o retorno de Jesus está próximo, às portas mesmo! A música-tema que tem nos atendido tão bem por tantos anos, “Oh! Que Esperança!”, proclama a grande expectativa dos adventistas do sétimo dia do mundo inteiro — Jesus voltará em breve! [Wilson repete a frase em outros dez idiomas: espanhol, francês, português, swahili, russo, coreano, árabe, chinês, hindi e tagalog.]

E em tantas outras línguas do mundo, compartilhamos essas palavras de ânimo e esperança. É o grande tema desta assembleia da Associação Geral, em 2015: “Levante-se! Resplandeça! Jesus está voltando!” Ansiamos pelo retorno de Jesus. Mas por que ainda estamos aqui? Por algum tempo, Jesus tem ansiado voltar. Não temos mais profecias de tempo. Elas terminaram em 1844, com o início do juízo investigativo. Agora Cristo está ministrando por nós no lugar santíssimo de um santuário real no Céu. Ele deseja derramar a chuva serôdia do Espírito Santo sobre Seu povo para terminar a obra na Terra. Deseja que nos humilhemos diante dEle e dependamos completamente de Seus braços eternos. Quer que compartilhemos as boas-novas da salvação, de que somos salvos pela graça e não por nós mesmos, para que não nos gloriemos, pois a salvação é dom de Deus, conforme lemos em Efésios 2:8, 9.

Enquanto compartilhamos a justificação e a santificação de Sua retidão, Ele promove em nós “tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle”, conforme diz Filipenses 2:13. À medida que compartilhamos essas coisas, a obra que Ele começou será completada “até o dia de Cristo Jesus (Filipenses 1:6). Mas somos de Laodiceia e necessitamos nos humilhar diante do Senhor e comprar dEle. Apocalipse 3:18 instrui: “Compre de Mim ouro refinado no fogo, e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar.” Sim, Senhor, toma-nos, molda-nos, cria-nos e enche-nos. Reaviva-nos e reforma-nos por meio de Teu poder santificador diário enquanto lemos Tua Santa Palavra, Teu Espírito de Profecia e oramos com fervor pela presença do Espírito Santo em nossa vida. Sim, Reavivamento e Reforma neste novo quinquênio e até o fim do tempo da graça. Reavivamento e Reforma: você, sua família, sua igreja, sua comunidade. Queremos alcançar essa experiência pelo sangue e pela graça de Jesus Cristo, e uma caminhada diária com Ele. Desejamos ir para o lar!

Conhecemos os sinais de Mateus 24 e reconhecemos que os desafios políticos estão fora de controle da maioria dos governos atuais. As condições econômicas são frágeis e não despertam confiança, os desastres naturais têm aumentado em intensidade e caráter destrutivo, as mudanças sociais desafiam a própria Palavra de Deus, o ecumenismo cresce com rapidez com sua influência falsa, antibíblica e neutralizadora sobre a sociedade. Deus, porém, diz: “Levante-se! Resplandeça!” Ele quer que sejamos testemunhas poderosas da mensagem maravilhosa de Cristo a este mundo caótico, indicando que o grande conflito está prestes a terminar e Jesus voltará para Seu povo. No último capítulo do último livro da Bíblia, o próprio Jesus disse por três vezes: “Eis que venho sem demora” (Apocalipse 22:7, 12, 20).

Senhor, almejamos ir para o lar! Queremos atravessar o rio Jordão e chegar à terra prometida. Depositamos nossa confiança completamente em Ti. Guia-nos pelo Jordão enfurecido até nosso lar eterno e não permita que retrocedamos. Ajuda-nos a depender somente de Ti para todas as necessidades, em vez de ceder à tentação de nos retirar. Tu és nossa Rocha e Salvação. Ajuda-nos a atravessar o Jordão e não retroceder!

Venha comigo até Deuteronômio 34:1-5: “Então, subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cimo de Pisga, que está defronte de Jericó; e o Senhor lhe mostrou toda a terra. […] Disse-lhe o Senhor: ‘Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei. Eu te faço vê-la com os próprios olhos; porém não irás para lá. Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor.” Moisés estava tão perto, mas, ao mesmo tempo, tão longe. A Bíblia sugere que foi o próprio Deus quem sepultou Moisés quando ele morreu. Sabemos que Deus ressuscitou Moisés e o levou para o Céu como exemplo daqueles que também morrerão em Cristo e serão ressuscitados por meio de Seu poder reavivador, ao toque de trombeta de Sua segunda vinda.

Há cerca de um ano, tive o privilégio de subir ao monte Nebo e contemplar as vastas planícies abaixo. Ao norte, fica o mar da Galileia; através delas, o rio Jordão até Jericó; ao sul, o mar Morto. Foi uma experiência empolgante reconhecer que Deus falou a Moisés ali e permitiu que visse os altos e baixos da história futura de Israel, o compromisso reavivado com Deus, a nova queda em práticas idolátricas e egocêntricas. Ele viu a sujeição da nação a poderes estrangeiros. Viu Jesus vindo como bebê e Seu ministério e Sua vida maravilhosos e perfeitos. Viu a agonia no Getsêmani, a traição, os açoites e a crucifixão. Patriarcas e Profetas, p. 346, diz: “Mágoa, indignação e horror encheram o coração de Moisés, ao ver a hipocrisia e ódio satânico manifestados pela nação judaica contra seu Redentor, o poderoso Anjo que havia ido diante de seus pais. Ouviu o grito agonizante de Cristo: ‘Meu Deus, Meu Deus, por que Me desamparaste?’ Marcos 15:34. Viu-O jazendo no túmulo novo de José. As trevas da aflição sem esperanças pareciam rodear o mundo. Mas olhou de novo, e viu-O saindo como vencedor, e subindo ao Céu acompanhado por anjos em adoração, e levando uma multidão de cativos. Viu as portas resplendentes se abrirem para O receberem, e a hoste celestial com cânticos de triunfo dando as boas-vindas ao seu Comandante. E aí foi-lhe revelado que ele mesmo seria um dos que serviriam ao Salvador, e as portas eternas se abririam para ele.”

Deus revelou a Moisés a história da igreja cristã à medida que os discípulos pregassem o evangelho e de que maneira todos aqueles que aceitassem a mensagem de Cristo se tornariam, pela fé, parte da semente de Abraão e chamados a “tornar conhecidos ao mundo a lei de Deus e o evangelho de Seu Filho” (Patriarcas e Profetas, p. 347). Ele viu o mundo cristão professar aceitar a Cristo, mas negar a lei de Deus. Viu o sétimo dia, o sábado, ser ignorado e rejeitado pela maioria, mas respeitado por alguns fiéis. Patriarcas e Profetas, p. 347, diz: “Viu a última grande luta dos poderes terrestres para destruir os que guardam a lei de Deus. […] Ouviu o concerto de paz de Deus com os que guardaram Sua lei. […] Viu a segunda vinda de Cristo em glória”. Então ele viu a Nova Terra, a Terra Prometida, mais bela do que qualquer outra coisa foi apresentada à sua frente. Patriarcas e Profetas, p. 348, descreve da seguinte maneira: “Com indizível alegria Moisés olhou para a cena — a realização de um livramento mais glorioso do que jamais esboçaram as suas mais radiantes esperanças. Passada para sempre sua peregrinação terrestre, entrou finalmente o Israel de Deus na boa terra.”

Vamos até o monte Nebo por alguns instantes, onde Moisés contemplou essa visão profética do futuro.

Que privilégio Moisés teve ao ver o que Deus faria por Seu povo ao longo da história até hoje! Logo atravessaremos o Jordão figurado até a Terra Prometida e seremos recebidos pelo Pai, por Cristo, pelo Espírito Santo, por Moisés, Elias, Enoque e os anjos.

Mas, voltando aos israelitas, eles ainda estavam a leste do Jordão depois de terem passado 40 anos no deserto. Eles ainda não o haviam atravessado. Ficaram 30 dias de luto pela perda de Moisés. Somente quando ele lhes foi tirado conseguiram entender de fato seu papel paternal na vida deles, sua sabedoria e seus conselhos. Entretanto, não estavam sós. A coluna de nuvem durante o dia e a coluna de fogo à noite sobre o santuário eram lembretes constantes de que o Deus Todo-poderoso estava ao lado deles. Irmãos e irmãs, o Deus Todo-poderoso está conosco hoje neste estádio e ao redor do mundo, enquanto nos preparamos para atravessar o Jordão. Não retrocedamos!

Na função de auxiliar de Moisés, Josué havia se tornado um líder reconhecido em Israel. Ele era corajoso, discreto, fiel, firme, cuidadoso, leal e tinha fé integral em Deus. Josué foi o escolhido por Deus para liderar os filhos de Israel na entrada à terra prometida por meio de Seu poder completo e sobrenatural.

O texto bíblico encontrado em Josué 1:2 nos conta que Deus falou diretamente a Josué, dizendo: “Meu servo Moisés está morto. Agora, pois, você e todo este povo, preparem-se para atravessar o rio Jordão.” Atravessem este Jordão… Não retrocedam… Atravessem o Jordão… “Você e todo este povo preparam-se para […] entrar na terra que estou para dar aos israelitas… todo lugar onde puserem os pés Eu darei a vocês”. Josué e os filhos de Israel não deveriam desanimar, nem retroceder. Nos versículos 6 e 7, Deus continua falando para nós hoje, em San Antonio: “Seja forte e corajoso. […] Somente seja muito forte e corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o Meu servo Moisés ordenou a você; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar.”

Adventistas do sétimo dia, sejam corajosos no Senhor, peçam a Ele que nos ajude a guardar Sua lei moral e transformar a Palavra de Deus em algo central a tudo o que fazemos. Não fiquem presos de um lado ou de outro da estrada. Permaneçam no centro da vontade de Deus, atravessem o Jordão e não retrocedam!

A Santa Palavra de Deus — que livro precioso é para nós! Sua lei, Suas profecias, Suas instruções, Seu evangelho, Suas cartas de amor para nós. Você pode contar com a Palavra de Deus!

Tenho três Bíblias aqui comigo e elas são preciosas. Duas delas pertenceram a ministros ordenados do evangelho que morreram em Jesus. Esta primeira Bíblia pertenceu a meu avô, N. C. Wilson — o primeiro N. C. Vovô era um estudioso aplicado da Palavra. Ele me escrevia cartas de encorajamento quando eu era um jovem pastor. Eu amava a vovó e o vovô Wilson. Ambos eram apaixonados pela Palavra de Deus e pelo Espírito de Profecia.

A segunda Bíblia foi de meu querido pai, Neal C. Wilson — o segundo N. C. Papai me ensinou a reverenciar a Santa Palavra de Deus e a crer nela. Papai amava pregar com base na Palavra, uma fonte inesgotável de instruções divinas. Tanto minha preciosa mãe quanto meu querido pai amavam a Santa Bíblia e o Espírito de Profecia. Ambos transmitiram a mim confiança total e amor pela leitura simples da Palavra de Deus e grande apreço pelo Espírito de Profecia. Nunca ouvi um comentário desrespeitoso sequer de meus pais sobre a Bíblia ou o Espírito de Profecia, somente grande respeito e aceitação.

Suplico a vocês que sintam o mesmo amor e respeito por este Livro e pelo Espírito de Profecia. Se não têm lido muita coisa desses materiais há um tempo, peguem a Bíblia e leiam. Leiam Caminho a CristoO Desejado de Todas as NaçõesA Ciência do Bom ViverO Grande Conflito, Patriarcas e Profetas, os Testemunhos Para a Igreja ou qualquer outro livro do Espírito de Profecia. Vejam o que Deus fará por seu coração e por sua vida. Participem com os membros da igreja de todo o mundo ao começarmos, neste quinquênio, a leitura diária de um capítulo da Bíblia e cerca de duas páginas da série Conflito dos Séculos. No último quinquênio, foi uma alegria ler a Bíblia inteira e neste quinquênio também será. É claro, se você já está seguindo um plano pessoal de leitura, vá em frente, mas experimentemos a Palavra de Deus e o Espírito de Profecia em nossa vida todos os dias.

Nós, adventistas do sétimo dia, aceitamos completamente a Bíblia como a Palavra inspirada de Deus. Compreendemos que o Espírito de Profecia é uma luz menor, movido pela mesma inspiração celestial que conduz à luz maior, a Bíblia. Na última assembleia da Associação Geral da qual Ellen White participou, ela fez seu sermão e deixou a plataforma. Parou e voltou, tomando nas mãos a grande Bíblia do púlpito. Então proclamou: “Recomendo-vos este Livro”.

Irmãos e irmãs, se queremos atravessar o Jordão, precisamos ler com seriedade a Palavra de Deus e permitir que suas instruções, mediante a orientação do Espírito Santo, mudem nossa vida. Davi disse em Salmo 119:11: “Guardei no coração a Tua palavra para não pecar contra Ti.” Você pode contar com a Palavra de Deus e Seu Espírito de Profecia!

E aqui está a minha Bíblia. Eu a tenho faz cinco anos, desde que perdi outra Bíblia preciosa em um avião. Comprei esta e como a estimo! Durante esse período, já perdi esta Bíblia duas vezes, mas em ambas o Senhor a fez voltar milagrosamente para mim. Ela é preciosa não só por ser minha Bíblia de estudos e pregações, mas porque é a Palavra de Deus! A pessoa que recuperou esta Bíblia da última vez que a perdi me deu um elo especial para que eu não a perca de novo. É a “coleira da Bíblia do Ted”. Meus amigos, pode até ser que eu perca esta Bíblia de novo, mas não perderei a Palavra de Deus, porque ela nunca será perdida! A Palavra de Deus é básica e fundamental. É eterna e podemos crer nela — do jeito que está escrito ali!

A Bíblia é verdadeira e confiável. Você pode lê-la na linguagem simples de sua escolha e continuará verdadeira! Sim, Deus de fato criou este mundo recentemente em seis dias literais e consecutivos e descansou no sétimo dia, o sábado, pedindo que façamos o mesmo como sinal eterno de nossa lealdade a Ele. Os israelitas de fato atravessaram o mar Vermelho por um milagre! Deus lhes proporcionou mesmo o maná! Os Dez Mandamentos foram escritos com o dedo do próprio Deus! O serviço do santuário mostrava mesmo a salvação de Cristo e Seu ministério tanto na Terra quanto no Céu! Jesus realmente veio como bebê, teve uma vida perfeita, morreu por nós, ressuscitou, subiu ao Céu e voltará assim como subiu! Cristo está ministrando por nós como Sumo Sacerdote e entrou no lugar santíssimo em 1844 a fim de completar o juízo investigativo! Jesus está voltando! A Palavra de Deus é precisa e verdadeira.

Josué 1:8, 9 diz: “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido. Não fui Eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estarei com você por onde você andar.” Esse foi o sinal de Deus para os israelitas atravessarem o Jordão. Josué ordenou os preparativos para a travessia.

Josué 3:1 conta que Josué se levantou cedo e todos os filhos de Israel se posicionaram na margem do rio. O teste havia chegado. Era hora de ver mais uma vez os grandes milagres de Deus! O versículo 3 relata: “Quando virem a arca da aliança do Senhor, o seu Deus, e os sacerdotes levitas carregando a arca, saiam das suas posições e sigam-na.” O versículo 5 instrui: “Santifiquem-se, pois amanhã o Senhor fará maravilhas entre vocês.” Quando nos humilhamos diante do Senhor e uns dos outros, quando suplicamos ao Senhor pela chuva serôdia e o Espírito Santo, quando permitimos que o poder santificador do Espírito Santo nos torne cada vez mais semelhantes a Cristo, veremos maravilhas entre nós enquanto a mensagem do advento se espalha como fogo. No versículo 9, Josué disse ao povo: “Venham ouvir as palavras do Senhor.” Deus prometeu expulsar os habitantes da terra prometida.

Os acontecimentos seguintes são de tirar o fôlego! Josué 3:14-16 registra: “Quando, pois, o povo desmontou o acampamento para atravessar o Jordão, os sacerdotes que carregavam a arca da aliança foram adiante. [O Jordão transborda em ambas as margens na época da colheita.] Assim que os sacerdotes que carregavam a arca da aliança chegaram ao Jordão e seu pés tocaram as águas, a correnteza que descia parou de correr e formou uma muralha a grande distância.”

Era primavera e o nível da água estava muito alto. Patriarcas e Profetas, p. 483, relata: “A hoste desceu à margem do Jordão. Todos sabiam, entretanto, que sem auxílio divino não poderiam esperar fazer a passagem. Nessa época do ano, na primavera, a neve que derretia das montanhas havia de tal maneira avolumado o Jordão que o rio transbordou, tornando-se impossível atravessá-lo nos vaus usuais. Deus queria que a passagem de Israel no Jordão fosse miraculosa.”

Muitas vezes, Deus nos conduz por situações difíceis ou impossíveis nas quais Lhe damos glória quando vemos como Ele organiza nosso progresso em meio àquela dificuldade. Irmãos e irmãs, atravessemos o Jordão, não retrocedamos! Reagimos dando glória a Deus quando Ele abre o caminho para nós? É por isso que Deus deseja que nos lembremos de Suas intervenções em nossa vida e construamos memoriais, a fim de nunca nos esquecermos de “atravessar o Jordão e não retroceder”.

O versículo 17 diz que os sacerdotes que carregaram a arca até o meio do Jordão permaneceram ali até o povo terminar de atravessar o rio. Antes que os sacerdotes saíssem, Josué pediu que representantes de cada uma das doze tribos pegassem uma grande pedra do leito do rio para representar a tribo na construção de um memorial. Josué 4:6, 7 diz: “Elas servirão de sinal para vocês. No futuro, quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘Que significam essas pedras?’, respondam que as águas do Jordão foram interrompidas diante da arca da aliança do Senhor. Quando a arca atravessou o Jordão, as águas foram interrompidas. Essas pedras serão um memorial perpétuo para o povo de Israel.”

Sempre existe a necessidade de lembrar, de criar algo que sirva de lembrete constante. Esse era o propósito do marco monumental de pedras da travessia dos israelitas: lembrar aquilo que Deus havia feito. É exatamente por isso que Ele quer que nos lembremos do que está acontecendo aqui em San Antonio, do que o Espírito Santo está fazendo em nossa vida, de que nossa missão é proclamar: “Levante-se! Resplandeça! Jesus está voltando!” Vocês são os “marcos”. Deus tem um propósito especial para cada um de nós que fazemos parte de Sua igreja remanescente nos lembrarmos de como Ele nos conduziu no passado.

Em Vida e Ensinos, p. 204, lemos: “Passando em revista nossa história, percorrendo todos os passos de nosso progresso até ao estado atual, posso dizer: ‘Louvado seja Deus!’ Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração por Cristo, e de confiança nEle como Dirigente. Nada temos a recear no futuro, a não ser que nos esqueçamos da maneira pela qual Deus nos tem conduzido.” Que privilégio é testemunhar do poder de Deus na direção do movimento adventista e aquilo que Ele fará nos dias finais da história da Terra! É claro, Deus não quer apenas que lembremos, mas, sim, que participemos da real missão de Sua igreja, do motivo pelo qual você e eu somos membros desta preciosa Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Convido todos os membros das igrejas de todos os lugares a participar de um vibrante processo de Reavivamento e Reforma: você, sua família, sua igreja, sua comunidade! Membros leigos, desafio vocês a se envolverem na missão da igreja muito mais do que já fizeram até aqui. Contamos com vocês! Deus conta com vocês! Vocês são um “marco”, um testemunho vivo e um memorial da verdade divina. Envolvam-se na maior campanha evangelística e missionária possível. Dediquem tempo para ler e orar sobre o plano estratégico mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, “Alcance o Mundo”. É o seu plano. É o nosso plano. É o plano de Deus.

O evangelismo é a corrente sanguínea da igreja. Todos nós devemos nos envolver — seja por meio do testemunho pessoal, do evangelismo em pequenos grupos ou do evangelismo público em suas várias formas. Todas as vezes em que prego durante uma série evangelística completa de sucesso como fiz em maio em Harare, Zimbábue, sinto-me espiritualmente re-energizado e mais alicerçado na maravilhosa compreensão bíblica que Deus deu a nós, adventistas do sétimo dia. Apelo a todos os nossos administradores, pastores e leigos de todas as partes que se envolvam no evangelismo pessoal e especialmente público, mesmo que você ache que não funciona onde você mora. Adapte os métodos, mas alcance as pessoas. Todos os esforços que você fizer, sob a orientação de Deus, para alcançar o coração das pessoas dará fruto. O evangelismo não está morto! Está mais vivo do que nunca antes! Deus está nele! É plano de Deus. Ele o abençoará!

Todos estamos juntos debaixo da mão onipotente de Deus. Líderes e membros da igreja trabalham de mãos dadas no alcance missionário. Veja-O em ação enquanto aprendemos a depender completamente de Seu poder. Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 116, diz: “A obra de Deus na Terra jamais poderá ser terminada a não ser que os homens e as mulheres que constituem a igreja concorram ao trabalho e unam seus esforços aos dos pastores e oficiais da igreja.” Deus quer que nos unamos na maior campanha evangelística que o mundo já viu. A chuva serôdia do Espírito Santo cairá e a obra será terminada.

Membros da igreja, permitam que o Espírito Santo revolucione seu modo de pensar. Tomem a missão evangelística da igreja em suas mãos de maneira diária, trabalhando de perto com os líderes e pastores da igreja. Envolvam-se com participação total. Não se restrinjam apenas à mecânica da igreja. Sim, você necessita se envolver com o trabalho interno da igreja para que ela continue seguindo em frente, mas, mais do que isso, precisamos do empenho total dos leigos ao carregar o fardo dos esforços missionários e evangelísticos da igreja junto com os pastores e obreiros. Conte a alguém sobre seu relacionamento com Cristo! É hora de ir ao lar! “Levante-se! Resplandeça! Jesus está voltando!” Aceite a ordem de Deus: “Atravesse o Jordão, não retroceda!”

Jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia, esta igreja é sua. O movimento do advento é de vocês. Esta é sua missão. Cristo é seu Mestre. Aproveitem cada oportunidade de serviço pelos outros em nome de Jesus! Acatem à ordem divina: “Atravessem o Jordão, não retrocedam!”

Maridos, esposas e famílias, não permitam que nada se infiltre em seu lar para distraí-los dos planos de Deus para vocês e seus filhos. Eliminem qualquer programa de televisão, rede social, música, livro e outras influências que os afastem de Jesus e de Suas verdades bíblicas. Aceitem a ordem divina: “Atravessem o Jordão, não retrocedam!”

Apelo a todos nós, dentro da igreja, a deixar de lado nossas diferenças de opinião e nos humilharmos diante de Deus. Agora é o tempo de nos unir em Cristo, Justiça Nossa.

O livro Counsels to Ministers, p. 145, nos diz: “Em amorosa simpatia e confiança, os obreiros de Deus devem se unir uns aos outros. Aquele que diz ou faz algo que tende a separar de Cristo os membros da igreja atrapalha o propósito do Senhor. Brigas e dissensões dentro da igreja, o incentivo à suspeita e a descrença desonram a Cristo.” Deus falou por intermédio de Ellen White com uma súplica insistente a cada um de nós em Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 219: “Oro para que Ele abrande e subjugue cada coração. […] Que não exista exaltação do eu. Se os obreiros humilharem o coração diante de Deus, a bênção virá.”

Enquanto nos unimos sob a direção de Deus, Ele dirige Seus filhos rumo ao Jordão de tantas maneiras ao redor do mundo à medida que o Céu toca a vida deles e das pessoas com quem entram em contato. Penso em Tihomir Min, jovem búlgaro-vietnamita que conheci ano passado em Hanói e compartilhou seu testemunho pessoal e jornada constante rumo à verdade de Deus. Tihomir se questionava sobre Deus e suas raízes enquanto crescia na Bulgária com a mãe búlgara e o pai vietnamita. Quando tinha cerca de dez anos de idade, seus pais se divorciaram. Tihomir enfrentou desafios em sua busca por Deus, inclusive ataques de espíritos maus, enquanto tentava encontrar paz. Orou dizendo que, se houvesse um Deus, então que Ele, por favor, o ajudasse. De repente, começou a sentir alívio e ânimo. Por fim, encontrou um site que o encorajava, alguns CDs e o livro A Grande Esperança. Descobriu que o administrador do site era adventista do sétimo dia. A leitura de A Grande Esperança levou Tihomir a ler a Bíblia, que o animou enormemente e transformou sua vida. Ele disse: “Minha vida mudou quando eu abri os olhos para Deus.”

Tihomir sentiu forte desejo de viajar para o Vietnã. Ele encontrou parte de sua família ali, mas descobriu uma família muito maior e melhor: a família de Deus. Enquanto estava no Vietnã, Tihomir passou por desafios difíceis e procurou uma igreja. Ele tentou encontrar uma Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas não temos nenhum templo naquela grande cidade, apenas um pequeno número de membros. A Associação Geral e outras organizações da igreja têm planos de ver a obra de Deus estabelecida com mais força nessa grande capital. Se houver alguém que deseje ajudar de alguma forma, por favor, entre em contato com a Divisão do Pacífico Sul-Asiático ou com nosso escritório. Tihomir pesquisou na internet para encontrar uma igreja adventista em Hanói. Finalmente, conseguiu encontrar informações e disse que não sabia ao certo no que realmente acreditávamos, mas queria visitar para descobrir. Ele começou a se reunir com nosso pequeno grupo de guardadores do sábado, formado principalmente por obreiros da ADRA Vietnã. Tihomir continuou a frequentar porque ali encontrou muitas pessoas felizes que o animavam.

Com o tempo, tornou-se bem mais familiarizado com Cristo e nossas crenças bíblicas. Encheu-se de alegria por enfim ter encontrado paz. Tihomir foi batizado e se tornou membro da pequena igreja adventista de Hanói. Ele ainda enfrenta desafios e dificuldades em sua jornada cristã, mas está testemunhando a muitas pessoas de altos níveis da sociedade e aprendendo mais sobre a caminhada com Deus a cada passo do caminho. A despeito dos problemas que continua a encarar, diz que conhecer Deus foi a melhor coisa que poderia ter acontecido em sua vida. Ore por Tihomir em sua caminhada diária com o Senhor, para que Deus o guie na travessia do Jordão até a terra prometida.

Lembro-me de Dolores Slikker, membro de igreja extremamente amável e generosa, que, junto com o dedicado marido Leon, ajudou muitos estudantes a encontrar real sentido na vida, dando glória a Deus em suas profissões. No último mês de março, na reunião do colegiado da Universidade Andrews, havia uma cadeira vazia em frente à placa com o nome de Dolores e lindas flores colocadas ali por Niels-Erik Andreasen, presidente da universidade, em sinal de respeito e esperança. Sabem, Dolores morreu em dezembro do ano passado em um acidente de carro, mas espera o Rei vindouro que a conduzirá através do Jordão até a terra prometida, junto com centenas de alunos a quem ela ajudou.

Penso em Ricky, rapaz surdo-mudo de Riveralta, Bolívia, cujas orações foram respondidas depois que ele começou a estudar a Bíblia por conta própria. De acordo com Winston Sarzuri, departamental de evangelismo e ministério pessoal da Missão Bolívia Oriental, e Robert Costa, secretário associado da associação ministerial da AG, Ricky entrou em contato com a igreja e seus ensinos bíblicos por meio da internet. Na escola pública em que Ricky estudava, há vários outros jovens surdos. Em meio aos alunos sem necessidades especiais, havia uma fiel adventista do sétimo dia que vinha perguntando a Deus como ela podia compartilhar com seus colegas de classe o amor de Jesus, Seu poder salvador e a alegre esperança que Ele traz. Quando percebeu que Ricky estava verdadeiramente interessado em estudar a Bíblia, ela se esforçou para aprender linguagem de sinais em tempo recorde a fim de testemunhar de Cristo.

Enquanto essa moça fiel compartilhava Jesus com Ricky em linguagem de sinais, ele aceitou Cristo e todas as nossas crenças fundamentais. Tornou-se um discípulo forte e um instrutor da Bíblia, que ensinou a mensagem do advento a outros oito alunos surdos. No último mês de abril, todos os estudantes surdos dessa escola frequentaram uma série evangelística na Bolívia cujo pregador foi John Bradshaw, do programa Está Escrito norte-americano. A líder do governo local responsável pelos surdos participou das reuniões a fim de traduzi-las em linguagem de sinais e ficou impressionada com o interesse de nossa igreja no grupo de surdos. E agora ela também se interessou pelas crenças adventistas do sétimo dia! Ela e o marido surdo estão em contato com nossos pastores locais a fim de obter materiais adventistas para os surdos. Demonstremos sempre interesse pelos grupos com necessidades especiais.

Dediquemos tempo àqueles em situações especiais, com quem você pode compartilhar Cristo e a preciosa mensagem do advento. Em resultado, uma nova congregação está no horizonte, com muitos surdos-mudos como membros em potencial na cidade de Santa Cruz, a maior da Bolívia. Em abril, Ricky foi batizado. Ele saiu das águas com gestos que significam “alegre” em linguagem de sinais, contando ao mundo como estava feliz por entregar a vida a Jesus.

Meus amigos, membros da igreja aqui neste estádio e aqueles que nos assistem ao redor do mundo, não se desanimem ao marcharem rumo à travessia do Jordão. Estamos nos aproximando do lar! Estamos quase lá! Não se distraiam, nem desfaleçam. Sigam em frente com confiança completa no Criador, o Redentor, o Cordeiro e o Sumo Sacerdote que nos diz em Hebreus 4:16 que devemos nos aproximar “do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade”. Esse tempo da necessidade pode estar acontecendo em sua vida agora e, com certeza, virá no futuro próximo, de acordo com as profecias bíblicas, no qual nossa única esperança e salvação será a dependência completa de Cristo, a Rocha. É dEle que necessitamos agora mesmo em nossa obra mundial de proclamação das três mensagens angélicas que o Céu nos confiou.

Jesus, com Sua graça, força, Seu amor incomparável e Sua justiça, é o cerne das três mensagens angélicas e a única resposta para a travessia do Jordão. Reivindiquemos para nós as promessas tão maravilhosas de consolo e ânimo de Salmo 37:5-7: “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá: Ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente. Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência.”

Deus está chamando você hoje para se unir à proclamação final da salvação de Cristo, Suas boas-novas e Sua breve vinda! Creiamos na Palavra de Deus, acreditemos nos livros proféticos de Daniel e Apocalipse, creiamos no Espírito de Profecia. Jesus voltará em breve. E que dia glorioso será! Atravesse o Jordão, não retroceda em descrença e cinismo.

Somos salvos somente pela justificação e pelo poder santificador de Cristo — salvos por Sua justiça. O serviço do santuário divino aponta para Cristo e Sua justiça. Por isso, deve ser profundamente estudado e compartilhado. Aprofunde sua compreensão acerca de nosso Salvador, Jesus Cristo. Afaste-se da superficialidade e da sugestão de apenas dizer “Jesus” enquanto ignora as verdades doutrinarias de Cristo. Irmãos e irmãs, todas as nossas crenças básicas bíblicas e doutrinas fundamentais têm Cristo como o centro. Que privilégio é compartilhar essa mensagem profética e humildemente pedir reavivamento e reforma a Deus pelo poder do Espírito Santo! Atravesse o Jordão, não retroceda no legalismo, no misticismo, na superficialidade nem no emocionalismo desprovido de significado.

As três mensagens angélicas devem ser proclamadas com o poder do Espírito Santo por todos nós. Viva a verdade por meio da presença do Espírito Santo e do estudo diligente da Bíblia e do Espírito de Profecia. Atravesse o Jordão, não retroceda em direção a ideias contemporâneas mundanas ou antibíblicas sobre teologia ou no descuido com a vida cristã prática!

Aceite e promova a mensagem completa de saúde, que pode ser uma bênção para nós nas esferas física, mental, social e espiritual. Use esse braço direito do ministério abrangente da saúde a fim de alcançar as pessoas tanto nas cidades quanto no campo. É empolgante ver como as pessoas têm aceitado a ênfase na saúde com comprometimento pleno, permitindo a Deus que controle sua vida e seu estilo de vida. Atravesse o Jordão, não retroceda no ceticismo, na alta crítica, no fanatismo nem do formalismo!

Um dia desses, muito em breve, olharemos para cima e veremos uma nuvenzinha escura, do tamanho da mão fechada de um homem. Ela ficará cada vez maior e mais brilhante. Todo o Céu se reunirá para esse clímax com milhões de anjos compondo a maravilhosa nuvem, coberta por um arco-íris que brilha acima e cheia de relâmpagos embaixo. Bem no meio dessa nuvem extraordinária estará Aquele a quem aguardamos, Aquele que é perfeitamente amável, nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, vindo como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Olharemos para cima e diremos: “Este é nosso Deus a quem aguardamos.” E Cristo olhará para baixo e dirá: “Bem está, servo bom e fiel, entre no gozo do seu Senhor.” Afinal estaremos com Ele e receberemos a recompensa dos justos que dependeram completamente de Jesus.

Atravessaremos de maneira figurada o rio Jordão para começar a jornada final através do espaço até entrarmos na terra prometida, no Céu. Estaremos com Ele em um ambiente perfeito, para nunca mais nos separarmos, em cumprimento das promessas expressas em Apocalipse 22, o último capítulo da Bíblia. Nos versículos 3 a 7, lemos: “Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os Seus servos O servirão. Eles verão a Sua face, e o Seu nome estará na testa deles. Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre. O anjo me disse: ‘Estas palavras são dignas de confiança e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o Seu anjo para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve hão de acontecer. Eis que venho em breve! Feliz é aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.’”

Essas são as promessas de Deus para você, para mim e para esta igreja remanescente, seu movimento adventista. A maravilhosa Terra Prometida revelada em Apocalipse é o lugar para onde iremos ao subirmos para encontrá-Lo nos ares. Atravessaremos o Jordão e iremos ao Céu estar com Ele para sempre. Que dia grandioso será! Pela graça e pela justiça de Jesus Cristo, eu quero estar lá naquele dia. Se esse é seu desejo, de submeter-se humildemente a Cristo para compartilhar Seu amor e suas mensagens proféticas com o mundo, pode ficar em pé comigo neste momento?

Quando confiamos nossa vida às mãos de Jesus, nosso Capitão Todo-poderoso, podemos ter a certeza de que Ele nos conduzirá através do Jordão até a terra prometida! Estenda ao mundo com as boas-novas extraordinárias da vitória final pelo sangue e pela graça de nosso Criador, Redentor, Sumo Sacerdote, Rei vindouro e melhor Amigo, Jesus Cristo! “Levante-se! Resplandeça! Jesus está voltando!”

Ted N. C. Wilson é presidente da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia

[Tradução: Cecília Eller Nascimento]

Enciclopédia Adventista

Assembleia da igreja mundial aprova a produção de um material que promete ser abrangente e confiável

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Na quinta-feira, 9 de julho, votou-se acrescentar a palavra “Pesquisa” ao Departamento de Arquivos, Estatísticas da Associação Geral (AG). Agora ele se chama Departamento de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa. Esse voto apontou para outro que seria tomado logo adiante, relativo aos mais elevados planos desse departamento que lida com os registros históricos da AG. Foi aprovado o apoio para o plano da produção da Enciclopédia Adventista – uma série de livros de peso, com nomes, instituições e fatos do adventismo.

A ideia, segundo David Trim, diretor do departamento, é que esse imenso projeto tenha a colaboração de autores, editores, instituições e organizações da igreja, para a construção de uma fonte de conhecimento que pretende ser definitiva. Além de ser abrangente ao máximo, a nova enciclopédia nascerá para se tornar a fonte mais confiável na pesquisa de temas relacionado aos adventistas.

Planeja-se que o projeto seja concluído em até cinco anos, custeado pela igreja mundial. Trim solicitou doações por parte dos membros, assim como apoio financeiro da parte de todos os níveis organizacionais e das instituições da igreja. Segundo ele, a futura enciclopédia será impressa e online. Sua versão digital será lançada por volta do fim do ano e permitirá uma atualização constante mesmo depois que a obra completa estiver pronta, não exigindo grande custo caso fosse necessário um novo livro ou edição. “Podemos produzir um material extraordinário”, afirmou Trim. Para Delbert Baker, presidente da assembleia na reunião, trata-se de “um projeto muito empolgante.” [Diogo Cavalcanti, equipe RA / Créditos da imagem: Adventist Review]

Peregrinação adventista

Maestro dá algumas razões para você se planejar para assistir pessoalmente a uma assembleia mundial

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Se é dever do muçulmano ir pelo menos uma vez na vida a Meca, acompanhar uma assembleia mundial da igreja é um privilégio adventista com “P” maiúsculo. Por isso, considero-me duplamente abençoado: estive em Utrecht (1995) e em Atlanta (2010). Quem participa de um evento desse porte e com esse significado, sempre testemunha algum impacto positivo. Comigo não foi diferente.

Música. A assembleia de 1995, pelo fato de ser feita fora dos EUA, na Holanda, reuniu menos pessoas no último sábado do que de costume, cerca de 30 mil. Porém, ouvir essa multidão cantando “Oh, que esperança, vibra em nosso ser”, em diversas línguas, foi algo inesquecível. Na assembleia de Atlanta, perto de 65 mil pessoas lotaram o ginásio e o impacto foi ainda maior.

Diversidade. Desperta a curiosidade o mosaico multicolorido das vestes, dos idiomas, das músicas, da pele, dos costumes e dos métodos evangelísticos empregados pelo nosso povo ao redor do planeta. Nesse quesito, os estandes das instituições são um universo à parte, porque mostram de maneira mais pitoresca a multiplicidade de métodos de pregação, despertando em quem os visita, o interesse pela missão em terras distantes.

Em muitos momentos, meu orgulho de ser brasileiro foi ofuscado pela variedade de nações representadas, mostrando que somos uma pequena amostra de um corpo bem mais completo. Encontrei adventistas de cantos longínquos do planeta, os quais pude chamar de irmãos, e tive a alegria de imaginar que vou morar com eles no Céu.

Desfile das delegações. Realizado na última noite da assembleia, é um momento único, quando cada país é representado por sua bandeira, levada por alguns líderes e delegados, normalmente vestidos com trajes típicos. No meu caso, foi nesse momento, em ambas as assembleias, que pude extravasar todo o santo orgulho de minha alma verde-amarela. Mas foi um sentimento novamente abafado e equilibrado pela alegria de ver outros irmãos, de outras nações, expressando amor semelhante ou mesmo mais entusiasta por sua terra natal do que o meu.

Organização. Num encontro desse porte, para que tudo funcione bem, são milhares de detalhes e tarefas feitas por um exército de colaboradores e voluntários. E, acreditem, sempre funciona!

Conversões. Os testemunhos e os números sobre o avanço da missão nos quatro cantos do planeta são evidências de que, embora ainda haja muito por fazer, a ordem de Jesus sobre a evangelização mundial (Mt 28:18-20) não está estagnada, mas perto de ser completada.

Por fim, compartilho dois pensamentos que suponho sempre pairar na mente de quem participa de uma assembleia mundial da igreja: como será o cântico dos remidos na Nova Terra? E seria essa a última grande reunião do povo de Deus antes da volta de Jesus?

O coração de todos parece bater em uníssono, num compasso de expectativa e de desejo para que ele volte logo e nos leve para uma eterna assembleia lá no Céu. Quanto tudo terminou, minha vontade foi de clamar como o profeta de Patmos: “Amém. Ora vem Senhor Jesus!” (Ap 22:20).

José Newton é maestro e diretor da Musicasa, divisão de produtos artísticos da CPB

A beleza da diversidade

Ele liderou a igreja sul-americana por 15 anos e testemunhou nove assembleias mundiais

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Acervo: Revista Adventista

A primeira delas foi a que mais me impressionou: em Detroit, 1965. Na ocasião, eu era o líder do ministério jovem e do departamento de educação da antiga União Sul-Brasileira. Viajei para lá como delegado da igreja e muito me impressionou a organização do evento e o grande número de adventistas presentes. Nos dois fins de semana, a programação foi emocionante. São nesses períodos que mais pessoas, especialmente dos Estados Unidos e do Canadá, marcam presença no evento. Muito me emocionou ouvir aquele grande coro internacional entoar “Oh que esperança vibra em nosso ser!”

Algo comum a todas as demais assembleias das quais participei, foi ter ouvido mensagens inspiradoras nos momentos devocionais. E muito me tocaram as belas apresentações musicais interpretadas por membros de diferentes partes do mundo. Esse colorido das nações é ainda mais vistoso nos relatórios das sedes continentais (divisões) e no desfile das nações, na última noite. São momentos em que a gente percebe a mão poderosa de Deus conduzindo seu povo e somos motivados e desafiados para a missão.

Visitar as centenas de estandes das instituições é algo muito interessante também, porque nos dá uma noção da abrangência mundial das atividades da igreja. Louvo a Deus por tudo que testemunhei desde a primeira assembleia e agradeço a ele por fazer parte da sua igreja neste tempo e constatar como o Espírito Santo dirige seu povo.

João Wolff foi líder dos adventistas sul-americanos por 15 anos. Hoje, aposentado, reside em Curitiba (PR)

Em busca de consenso

Os dilemas da igreja de hoje são menores do que os enfrentados pelos primeiros cristãos e adventistas

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Foto: Josef Kissinger

No próximo dia 11 de julho, os adventistas celebrarão o encerramento da sua 60ª assembleia mundial. No fim do evento, a igreja terá eleito seus líderes mundiais e as novas lideranças continentais. Provavelmente, também tenha um manual de igreja ligeiramente alterado e sua declaração de crenças modificada, a fim de definir precisamente pontos que podem abrigar posições antibíblicas, como o evolucionismo teísta e a união conjugal homoafetiva.

Porém, até lá, estará votada a questão mais controversa desse encontro: a liberdade/autonomia de cada sede continental da igreja (suas 13 Divisões) poder ordenar ou não mulheres ao ministério pastoral. Para muitos membros da igreja, decisões dessa magnitude poderão significar insegurança quanto aos rumos que a denominação toma, ainda mais se levado em conta a responsabilidade profética que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem para com o restante do mundo na iminência do retorno de Cristo.

No entanto, todas essas decisões, para nós tão cruciais, não passam de pequenos ajustes quando comparadas ao tamanho dos impasses pelos quais a igreja cristã e a adventista já passaram. No período de definição das crenças dos adventistas, por exemplo, ocorreram as “assembleias sabáticas”. Realizadas de 1847 a 1850, as reuniões atraíram estudiosos da Bíblia que tinham em comum apenas a expectativa do segundo advento e o sábado como dia de guarda, para definirem tudo o mais que não lhes era comum. Eventualmente, não havia mais que dois congressistas que compartilhavam o mesmo ponto de vista sobre determinada doutrina cristã. Porém, guiados pelo Espírito Santo, esses pioneiros formaram a base para uma igreja de coesão teológica inigualável entre outras denominações.

Matias, diáconos e circuncisão

É na Bíblia, especificamente no livro de Atos, que encontramos as maiores polêmicas que a igreja teve que resolver. Três delas se destacam: a eleição de um novo apóstolo para substituir o traidor e suicida Judas Iscariotes (At 1:15-26); o estabelecimento do grupo de sete (diáconos) para atender às necessidades das viúvas de fala grega (At 6:1-7); e a inclusão dos não judeus na igreja (At 15:1-35).

A eleição de Matias foi o primeiro impasse. O próprio Cristo havia pessoalmente escolhido os doze discípulos (Lc 6:12-16). Preencher a vaga de Judas era um ato que, de certo modo, trazia ao grupo uma responsabilidade que havia pertencido ao próprio Mestre. E talvez essa seja uma importante lição: eventualmente, a igreja deve se posicionar sobre assuntos em que, literalmente, precisa agir em lugar de Deus na Terra.

É obvio que não devemos alterar o que foi claramente revelado pelo Espírito Santo nas Escrituras. Afinal, Deus não muda seus princípios. Mas necessidades eventuais demandam decisões específicas. E a escolha do novo apóstolo foi um caso desses. O ponto é como os primeiros cristãos procederam: definiram biblicamente os motivos da decisão (veja a argumentação de Pedro em Atos 1:14-22) e oraram (At 1:24 e 25), permitindo a atuação de Deus por meio de sortes, recurso usado apenas essa vez no Novo Testamento.

Por sua vez, a eleição dos sete primeiros diáconos pode ser um exemplo de quando a igreja precisa decidir a respeito de uma necessidade não prevista anteriormente na Bíblia. Em Atos 6:1 a 7, diferentemente da eleição de Matias, não há uso de textos bíblicos para justificar a questão. O tópico parece ser de natureza mais prática do que teológica. No entanto, critérios bíblicos guiaram a decisão (At 6:3). E a igreja prosperou como resultado de uma deliberação acertada (At 6:7).

Por fim, a maior polêmica da fase primitiva da igreja foi a inclusão dos não judeus. A circuncisão tinha sido estabelecida por Deus como emblema de sua aliança com seu povo (Gn 17:9-14). Não se circuncidar indicava estar excluído da aliança com Deus. E, no pensamento de grande parte dos primeiros cristãos, predominantemente de origem judaica, fazer parte do concerto de Abraão por meio da circuncisão era requisito indispensável para a genuína conversão. Afinal, Deus mesmo havia feito essa exigência no Antigo Testamento. Portanto, a questão era complexa, porque tinha implicações teológicas, administrativas, evangelísticas e éticas. Um impasse insuperável na história cristã posterior.

No entanto, a assembleia ocorrida em Jerusalém encontrou justificação bíblica para a questão (At 15:15-21). A isso somou-se a observação de como Deus agia diante da situação (At 15:7-11). Afinal, os conversos incircuncisos demonstravam todos os sinais de regeneração e apresentavam evidências da atuação do Espírito Santo (At 10:47). O consenso foi bem diferente do que uma leitura superficial do Antigo Testamento sugeria. Por isso, a assembleia de Jerusalém publicou um documento dispensando os novos convertidos da prática da circuncisão (At 15:23-29).

Assim o Senhor tem atuado quando sua igreja está diante de impasses. Assim é dever de cada membro da igreja ao redor do mundo orar pelos 2.570 delegados que, durante dez dias, terão a responsabilidade de usar critérios bíblicos para tomar decisões importantes. Dobre seus joelhos em favor dessa assembleia! [Créditos da imagem: Josef Kissinger]

Fernando Dias é pastor e editor de livros didáticos na CPB


Para saber +

Bernhard Oestreich, “Unidade na diversidade”, Ministério, maio-junho de 2012, p. 14-16.

No mesmo tom

Ele testemunhou a unidade teológica em meio à diversidade étnica da igreja

Tive o privilégio de participar de três assembleias mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia: em Indianápolis (1990), Saint Louis (2005) e Atlanta (2010). Em cada um desses eventos, várias coisas me impressionaram: o belo mosaico étnico do povo adventista, seu refinado talento musical, os relatórios e testemunhos sobre o crescimento da igreja ao redor do mundo e os sermões inspiradores. No entanto, o que mais chamou minha atenção foi o espírito de unidade com que o povo do advento reagiu, por meio de seus representantes, ao tratar de temas complexos.

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Rubens Lessa fez a cobertura especial da assembleia de Indianapolis para a Revista Adventista. Créditos da imagem: acervo RA

Em Indianápolis, por exemplo, após um dia em que mais de dois terços dos 2.239 delegados disseram “sim” à proposta de não ordenar mulheres ao ministério pastoral, milhares de adventistas retornaram a seus hotéis convictos de que o Espírito Santo havia conduzido, com segurança, as reuniões da igreja. Houve momentos de polarização, mas a atmosfera de unidade básica foi mantida até o fim da assembleia.

Naquela noite, ao retornar para o hotel, presenciei um acontecimento singular: um dos passageiros do ônibus – todos adventistas – começou a tocar em sua gaita o hino Blessed Assurance, Jesus Is Mine! (“Bendita Segurança”, HA – 240), e logo um africano aqui, um asiático ali e um europeu acolá passaram a cantar suavemente o coro em inglês. Na segunda estrofe, todos os passageiros estavam cantando, uns em inglês, outros em francês, e ainda outros em línguas asiáticas. Formou-se um lindo coral. Eu, inicialmente, me uni aos que cantavam em inglês, mas, com o tempo, passei a cantar em português. Idiomas diferentes, mas a mesma mensagem, a mesma fé, a mesma esperança!

Quando cheguei ao meu quarto, agradeci a Deus o privilégio de pertencer a um povo que, muito em breve, formará no Céu um coral afinadíssimo para cantar hosanas ao Cordeiro de Deus! Então, pela eternidade afora, haverá unidade absoluta, em meio a uma diversidade que não causará constrangimentos a ninguém. Na assembleia dos santos, não haverá liberais nem fanáticos.

RUBENS LESSA serviu por 36 anos como redator-chefe da CPB e agora, aposentado, continua a residir em Tatuí (SP)

Eles nos representam

O modelo de governo representativo e a realização de assembleias têm precedente bíblico

assembleia-San-Antonio-2015-02.07-creditos-leonidas-guedes-4De praticamente cada nação do globo, há representantes dos adventistas do sétimo dia em San Antonio, Texas. Eles vão passar os dias 2 a 11 de julho acompanhando a 60ª assembleia da Associação Geral. O evento, descrito por Sheri Clemmer, uma das suas organizadoras, como uma “reunião campal gigante”, deve receber, além dos 2.570 delegados, mais de 65 mil visitantes nos cultos sabáticos. O encontro irá gerar um impacto missionário na metrópole, que receberá projetos sociais dos adventistas e conhecerá a face multicultural da igreja. No entanto, as principais finalidades da reunião são administrativas e doutrinárias.

Nas assembleias mundiais, são apresentados os relatórios das atividades e do progresso de cada uma das 13 regiões administrativas da igreja (divisões). Os delegados – grupo formado por administradores, pastores, funcionários de linha de frente e membros da igreja – elegem os líderes da sede mundial da igreja e das 13 divisões. Eles também podem decidir mudanças no Manual da Igreja e na redação das crenças fundamentais da denominação (Nisto Cremos). O sistema de assembleias mantém a unidade e a representatividade da igreja e é necessário por causa do modelo administrativo adotado pelos adventistas.

Algumas igrejas cristãs são regidas por um líder carismático, que legisla a ordem e, às vezes, a doutrina da igreja (modelos papista e personalista). Outras mantêm cada congregação local bastante independente em questões de ordem, finanças e costumes (modelo congregacionalista). Já os adventistas mesclaram o sistema episcopal dos metodistas com o modelo presbiteriano de governo. O resultado foi uma estrutura representativa, com uma hierarquia flexível, mas com as decisões sendo tomadas pelas comissões de delegados. Não é uma democracia no sentido de que cada membro pode votar no que a denominação vai crer ou quais práticas vai seguir. Mas harmoniza-se com o ensino bíblico sobre a igreja e com a doutrina do sacerdócio de todos os cristãos.

Portanto, as crenças e procedimentos da igreja não são definidos pelo presidente da Associação Geral e outros líderes eclesiásticos, como alguns podem ser tentados a pensar. As decisões que afetam a igreja como um todo são tomadas por representantes de todo o mundo em assembleias como a que ocorre no Texas.

Sistema já aprovado

O sistema, aparentemente moderno, foi elaborado a partir de princípios seguidos pelos apóstolos. Obviamente, no primeiro século não havia a necessidade de uma estrutura como a de hoje. Mesmo assim, os primeiros cristãos tomaram grandes decisões em assembleias gerais.

Na história narrada em Atos 15, a unidade do cristianismo estava ameaçada por uma difícil questão: a inclusão dos não judeus na igreja. As congregações estabelecidas fora da Judeia enviaram representantes a Jerusalém a fim de arbitrarem o procedimento teologicamente correto quanto ao assunto. A Bíblia fala da diversidade dos representantes: eram “apóstolos e presbíteros” (v. 6). Menciona os relatórios (v. 4) e descreve o debate e a argumentação bíblica do tema (v. 7 a 19). O consenso foi estabelecido e um documento com as resoluções foi publicado e enviado a todas as igrejas (v. 20, 21, 23 a 30). Líderes foram eleitos com a responsabilidade de fazer valer as resoluções do concílio e manter a unidade da igreja (v. 22). Todos esses são procedimentos usuais nas reuniões administrativas da Igreja Adventista.

Apesar da enorme distância no tempo e espaço entre Jerusalém e San Antonio, ambas as assembleias compartilham os mesmos princípios. Assim como o apego à Palavra de Deus manteve a unidade há tanto tempo, é ainda indispensável para preservar a harmonia da igreja. A Bíblia, a base da nossa fé, é também o cimento de nossa unidade denominacional.

Fernando Dias é pastor e editor de livros didáticos na CPB


 

Para saber +

Andrew McChesney, “Surpresas em San Antonio”, em Adventist World, junho de 2015.

George R. Knight, Uma Igreja Mundial (CPB, 2000).

Wendel Lima, “Lições da nossa história”, Revista Adventista, maio de 2013.

Manual da Igreja (CPB, 2010).


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