Iluminando o caminho para a salvação

Relatório apresentado por Raafat Kamal, presidente reeleito da Divisão Transeuropeia, no dia 9, ressalta crescimento das escolas e investimento no evangelismo na web e através de ações de saúde

relatório da Divisão Transeuropeia- foto 1

“Louvem ao Senhor, invoquem o seu nome; anunciem entre as nações os seus feitos, e façam-nas saber que o seu nome é exaltado” (Is 12:4, NVI).

A Divisão Transeuropeia (Trans-European Division — TED) agradece a Deus por sua condução em nossa missão às cidades, vilas, vizinhos, amigos e famílias ao longo dos últimos cinco anos.

Embora seja a menor Divisão da igreja em número de membros, nossa Divisão conta com uma rica diversidade cultural e linguística, sendo formada por 22 países. No início do quinquênio, a redistribuição do território resultou na transferência de 38% de nossas instituições, 40% de nossos alunos e 32.736 membros para a União Norte-Africana Oriente Médio e outras Divisões.

Evangelismo e cuidado

Seguindo a ordem de Jesus de “ir e fazer discípulos”, os membros de nossas 1.162 igrejas e de nossos 176 grupos, juntamente com seus 529 pastores e líderes, compartilham ativamente o amor de Deus com suas comunidades. Temos experimentado as bênçãos de Deus de diversas formas, não só em crescimento numérico: nossos 6,6% de crescimento geral são um reflexo do ganho percentual de 16,97% de batismos e profissões de fé.

Cuidar dos que estão dentro é tão importante quanto alcançar os de fora. Nesse sentido, o projeto “Pegadas” de discipulado infantil é um modelo bíblico que dá forte apoio ao éthos familiar, incentivando os pais a discipularem seus filhos de maneira eficaz. Ele é complementado pelo programa “Messy Church” [Igreja bagunçada], extremamente popular no contexto europeu.

Esse programa de artes, cânticos e histórias bíblicas, seguido por uma refeição para socialização, costuma acontecer no sábado à tarde e oferece às famílias da comunidade local a oportunidade de conhecer famílias da igreja. Ele tem se mostrado uma ferramenta de evangelismo e construção de pontes em muitas igrejas. O entusiasmo em torno desse programa é contagiante e muitas outras igrejas estão se preparando para se envolver nele.

Educação

A educação é importante tanto para o crescimento pessoal quanto para o evangelismo e, neste quinquênio, a Divisão investiu quase 2 milhões de dólares (além de outras verbas) em patrocínios e bolsas de estudo. Em um dos países, nossa instituição educacional descobriu um nicho no mercado ao acrescentar uma matéria sobre conhecimento bíblico e valores cristãos, que levou ao impressionante aumento de 8% nas matrículas.

As escolas da Divisão relataram 912 batismos entre 2009 e 2013. Embora toda a glória seja dada a Deus pela colheita desses jovens, também reconhecemos nossa dívida de gratidão aos nossos 808 professores, que inspiram seus alunos em nossos colégios. As instituições adventistas estão despertando o interesse e as aspirações espirituais de nossos estudantes, mostrando-lhes realidades eternas. A Divisão conta com 5.314 estudantes matriculados em 68 escolas.

A faculdade da Divisão, Newbold College of Higher Education [Colégio Newbold de Educação Superior] aumentou em 33% o número de alunos este ano, após uma recessão desafiadora. Por meio de seu novo Centro de Liderança Cristã, o Newbold oferece cursos de curta duração que capacitam membros e pastores a atualizar ou adquirir habilidades em missão, evangelismo, ministério e liderança espiritual. Os jovens podem cursar um ano pré ou pós-universitário no Newbold. Nesse período, aprendem mais sobre si mesmos, o propósito da vida, como partilhar a fé e se envolver em atividades e viagens missionárias, além de um projeto de evangelismo. O diploma em Saúde e Bem-Estar (equivalente ao tecnólogo em saúde da Universidade Andrews) capacita pessoas com interesse em alimentação, nutrição, bem-estar e preparo físico para servir dentro da igreja local e na comunidade mais ampla.

Reuniões de foco estratégico proporcionam um encontro entre líderes da Divisão e da igreja mundial. Crédito: TED

Reuniões de foco estratégico proporcionam um encontro entre líderes da Divisão e da igreja mundial. Crédito: TED

Adolescentes e jovens

Dentro da Divisão, o programa CORE, Igreja de Refúgio, é um projeto contínuo voltado para a conservação dos jovens e o resgate dos membros afastados. Outra forma de conservar os jovens é o Instituto de Revezamento de Evangelismo Jovem da Divisão, que realizou 25 cursos intensivos de treinamento em oito Uniões com 570 participantes. Após esses cursos, a Divisão ajudou a patrocinar 65 projetos evangelísticos realizados por esses jovens em suas igrejas locais. O envolvimento é fundamental para a conservação e os jovens são os embaixadores mais eficazes para alcançar outras pessoas. O entusiasmo deles pelo testemunho se reflete em atividades relatadas por meio de dois sites de uploads em conexão com o Dia Mundial do Jovem Adventista.

Uma convenção de líderes jovens, organizada durante o Ano do Discipulado Jovem, produziu uma declaração para a Divisão afirmando o conceito bíblico de discipulado para os jovens. Nosso primeiro simpósio de evangelismo universitário foi realizado em abril de 2015 com o objetivo de inspirar os estudantes adventistas do sétimo dia a serem discípulos de Jesus e lhes dar poder para compartilhar o evangelho eterno no campus. Em Londres, o programa de alcance universitário CRAVE proporcionou auxílio a todos os novos alunos matriculados na universidade e criou conexões positivas com as igrejas locais. Além disso, um congresso jovem e dois camporis desbravadores complementaram essas atividades.

Evangelismo

A Divisão apoiou 511 projetos evangelísticos inovadores. Por exemplo, o evangelismo “Doce Evangelho e Mel” ensina às pessoas a arte da apicultura como meio de obter sustento financeiro para a própria família. O “Sofá do Sábado” tem sido levado às ruas como método de compartilhar o significado do descanso sabático como um presente. Essa iniciativa já alcançou mais de 50 mil pessoas.

Exposições de saúde são realizadas em locais de trabalho e a “Conspiração da Bondade” surpreende as pessoas com atos inesperados de bondade que suprem suas necessidades.

O programa “Messy Church” [Igreja Bagunçada] na Eslovênia provê uma experiência significativa para as crianças. Crédito: TED

O programa “Messy Church” [Igreja Bagunçada] na Eslovênia provê uma experiência significativa para as crianças. Crédito: TED

A “Bíblia 3D” foi uma iniciativa evangelística pioneira na Islândia. Na mostra, os visitantes foram guiados por uma exposição da história bíblica, desde a criação até a restauração, e acompanharam programas relacionados ao tema na parte da tarde. Abordando a cultura, a tradição e as raízes históricas do cristianismo, o evento abriu portas para o diálogo, conectando-se com as necessidades do século 21.

As escolas bíblicas por correspondência proporcionam recursos para pessoas seculares e pós-modernas. Em 2012, um projeto especial chamado “Passe adiante” envolveu a produção de um vídeo promocional para um novo curso em 12 lições chamado “A História de Paulo” e a produção de um livro (também denominado “Passe adiante”) de histórias inspiradoras extraídas das escolas de correspondência bíblicas dentro da Divisão. Na Hungria, por sua vez, mais de 60 mil pessoas foram alcançadas por meio do projeto “Jesus 7”, série evangelística para cristãos não praticantes. Realizada na Páscoa, concentra-se na vida de Jesus.

Os projetos de missão urbana tomaram conta do mundo inteiro, inclusive da nossa Divisão, que realizou uma escola de evangelismo em Londres, em 2013. Com 9,5 milhões de habitantes, Londres é a maior cidade da Divisão. Seguindo o modelo do projeto “NY13”, igrejas locais lançaram mão de iniciativas diferentes.

O projeto “Heróis e Academia da Bíblia” foi uma abordagem inovadora muito bem-sucedida, na qual os membros pesquisavam entre os vizinhos sobre heróis locais. Depois disso, era feito o convite para que os vizinhos se inscrevessem em uma academia bíblica, na qual a história da redenção era contada de maneira interativa e com base em experiências multissensoriais. Essas estratégias, combinadas com o projeto “Sofá do Sábado”, exposições de saúde e outros métodos mais tradicionais, resultaram em mais de 800 batismos até o presente, com outros mais por vir. A ideia foi aplicada nas Uniões com os próprios programas de missão urbana.

Desde o lançamento em 2010, 7 milhões de pessoas já visitaram o endereço lifeconnect.info, plataforma de mídia social para o evangelismo, que foi desenvolvida em 19 idiomas. O site se expandiu com a LCTV, que transmite programas locais de evangelismo e permite que seus usuários assistam a mensagens que podem transformar a vida.

O plantio de igrejas é uma estratégia evangelística de alta prioridade também em nossa Divisão, com cerca de 200 novos templos. Somando isso com os 1.600 pequenos grupos e congregações em casas, a igreja se torna uma comunidade adventista irresistível.

Recursos on-line da TED

  • ted-adventist.org
  • ministrytopostmoderns.com
  • lifedevelopment.info
  • lifeconnect.info
  • lctv.today
  • tedmedia.org
  • youtube.com/tedmedia
  • essenceofworship.org

Reavivamento e reforma

As Uniões da Divisão aderiram à iniciativa do projeto “Reavivamento e da Reforma”. Muitos membros de igreja se empolgaram e apoiaram as iniciativas em suas congregações. Algumas igrejas começaram grupos online de oração e muitas se sentiram inspiradas a ministrar aos necessitados de suas comunidades.

Ao longo dos últimos cinco anos, graças a um programa eficaz de treinamento, muitos dos 15 membros da Divisão que participam da equipe europeia da ADRA de resposta às emergências foram levados para zonas de desastre nas Filipinas e na região dos Bálcãs. Também foram alocados tempo e recursos financeiros para escritórios menores da ADRA, a fim de fortalecer suas relações públicas, levantamento de recursos e esforços de marketing. Ao mesmo tempo, conseguiu-se juntar cerca de 12 milhões de dólares, os quais foram usados para apoiar projetos globais da ADRA.

O primeiro congresso europeu de saúde, realizado pelas três Divisões do continente, foi realizado em 2013, tendo a cura como tema. Dos 550 participantes, cerca de 150 eram provenientes da Divisão Transeuropeia.

Novos cursos e programas de saúde incluem, mas não se limitam ao Certificado em Saúde e Bem-Estar. Eles continuam a ser feitos em parceria com o Newbold e várias instituições de saúde. Durante o primeiro congresso do Ministério da Mulher de toda a Divisão, em 2014, parte do programa envolveu uma exposição de saúde de cunho evangelístico em uma cidade próxima. Em apenas duas horas, 120 pessoas foram atendidas.

Além da iniciativa da distribuição do livro A Grande Esperança, 3 milhões de exemplares de livros e revistas relacionados à obra O Grande Conflito foram impressos e distribuídos.

Damos glórias a Deus e somos gratos a ele pelas bênçãos infindáveis e pela oportunidade de ser uma luz, compartilhando as boas-novas da salvação e apresentando as pessoas ao nosso Salvador, Jesus. [Fonte: Adventist ReviewTradução: Cecília Eller Nascimento]

Brilhando até Jesus voltar

Relatório apresentado por Alberto C. Gulfan, então presidente da Divisão do Pacífico Sul-Asiático, no dia 8, enfatizou o trabalho pessoal das famílias e o investimento feito pela igreja nos centros de influência

relatorio Divisão do Pacífico Sul-Asiático - foto 1

Durante o último quinquênio, a Divisão do Pacífico Sul-Asiático (SSD, em inglês) se uniu à igreja mundial na ênfase sobre o reavivamento e a reforma como o coração da missão e do evangelismo. O slogan motivador, “Reavivamento, Reforma e Além” se tornou a base de programas e atividades em toda a região. A lógica para essa adaptação do slogan da igreja mundial é que, no passado, houve chamados ao reavivamento e à reforma que começaram com grande zelo e entusiasmo. Depois de um tempo, porém, o movimento minguou e desapareceu. Logo, a palavra “além” foi acrescentada para enfatizar o objetivo abrangente do reavivamento e do convite à reforma: o término da proclamação do evangelho, abrindo caminho para o retorno de Jesus.

Os programas da sede mundial foram contextualizados a fim de que os membros passassem a ser mais intencionais em sua vida de oração, no estudo da Bíblia e no testemunho pessoal. Os diretores de departamentos da SSD desenvolveram programas para suas áreas e garantiram o envolvimento de todos os ministérios, serviços e agências da igreja. A participação em semanas de oração anuais, e nas campanhas “Dez Dias de Oração” e “777”, bem como o estudo diário da Bíblia, foram encorajados em todos os níveis da organização da igreja.

Estilo de vida de evangelismo integrado

Foi concebido o plano de “Estilo de Vida de Evangelismo Integrado” (Evei) como guarda-chuva para cobrir todas as iniciativas de reavivamento e reforma da Divisão. Usando uma abordagem familiar, cada membro batizado é encorajado a se envolver de maneira pessoal em um ministério de amor e cuidado no lar e na sua vizinhança imediata, em parceria com a igreja local. Em essência, esse programa de longo prazo se concentra no testemunho pessoal e no cuidado aos novos membros da congregação.

Com essa abordagem familiar ao evangelismo, o Evei progride em três etapas ao longo do ano. Dois componentes principais tornam a iniciativa eficaz, quando conduzidos de maneira apropriada: a FI (família intercessora) e a FC (família cuidada). A FI é uma família adventista que dedica tempo em estudo da Bíblia e oração, experimentando reavivamento pessoal, ao mesmo tempo em que desenvolve bons relacionamentos no local em que vive. Embora o foco original sejam as famílias tradicionais, qualquer membro da Igreja Adventista pode convidar outros adventistas de seu círculo social para juntos formarem um grupo familiar.

Cuidado: um grupo de apoio da região central das Filipinas enfatiza a abordagem familiar, que inclui aspectos voltados especialmente para as crianças. Crédito: Kiona Costello/SSD

Cuidado: um grupo de apoio da região central das Filipinas enfatiza a abordagem familiar, que inclui aspectos voltados especialmente para as crianças. Crédito: Kiona Costello/SSD

Uma FI faz amizade com uma família que não faz parte da igreja, a fim de que se torne sua FC. O vínculo entre a FI e a FC derruba as barreiras à medida que a amizade cresce. Isso incentiva conversas abertas sobre vida familiar, saúde e questões espirituais. Um grupo de estudos semanal se forma entre essas duas famílias ou grupos familiares, usando materiais sobre saúde e família como ponto de partida.

Com o tempo, o grupo passa desses assuntos para o estudo da Bíblia. Enquanto isso, a igreja local realiza atividades comunitárias amistosas, com o objetivo de atender as FCs. Com o tempo, a FC é convidada para assistir a uma série evangelística. O objetivo dessa colaboração de longo prazo entre a FI e a congregação local é que a Igreja Adventista se torne um lar para a FC. Após o batismo, os novos membros continuam a se reunir semanalmente com seu grupo de cuidado para receber apoio e discipulado. Quando esse programa é colocado em prática de maneira apropriada, as Missões e Associações vivenciam um crescimento extraordinário.

A fim de chegar ao nível ideal de execução do programa, desde a instância local até os administradores tiveram acesso ao conceito de diversas maneiras. Os membros receberam materiais para usar nas igrejas locais. Sessões de treinamento sobre cuidado foram realizadas nas Uniões, Missões, Associações e instituições, bem como para os pastores distritais. Além disso, os administradores da igreja na região aceitaram o desafio de ser exemplos pessoais do programa.

Como resultado, os membros se fortaleceram espiritualmente e se envolveram mais. Ex-adventistas voltaram para a igreja e novos membros chegaram. Graças a isso, mais de 200 mil novos membros foram acrescentados no desafiador território da Divisão do Pacífico Sul-Asiático ao longo do último quinquênio.

Meios de comunicação

Além da ênfase no testemunho pessoal e nos relacionamentos individuais, a Divisão também se concentrou no uso da tecnologia para alcançar as pessoas em grande escala. Embora o método tradicional de compartilhar as boas-novas ainda seja eficaz, o uso da mídia impressa, da internet, do rádio e da televisão foram vigorosamente promovidos nas áreas em que se tem acesso a eles.

Em outubro de 2013, o Hope Channel Filipinas foi oficialmente inaugurado com a aquisição de uma franquia nacional de televisão e frequências nas principais cidades de todo o país. O Hope Channel Filipinas também é transmitido via satélite. Hoje há estações da emissora em três grandes cidades filipinas: Manila, Cebu e Cagayan de Oro. Mais de 20 rádios adventistas FM e AM veiculam programas positivos para todo o arquipélago. São produzidos programas nos quatro principais dialetos do país: tagalog, cebuano, hiligaynon e ilocano. A fim de apoiar a continuação das atividades, os membros da igreja se comprometeram a doar no mínimo 50 centavos a cada sábado.

Um sorriso amigável: funcionário do restaurante vegetariano Manna, no Laos, dá as boas-vindas aos clientes. Crédito: Teresa Costello/SSD

Um sorriso amigável: funcionário do restaurante vegetariano Manna, no Laos, dá as boas-vindas aos clientes. Crédito: Teresa Costello/SSD

Em 8 de agosto de 2014, o Hope Channel Indonésia também foi oficialmente inaugurado em Jacarta. Hoje milhões de indonésios assistem ao canal no próprio idioma. Uma pequena estação de rádio adventista FM foi inaugurada em Manado, North Sulawesi, Indonésia. Ela transmite as boas-novas do reino vindouro a cerca de meio milhão de pessoas.

Missão urbana

As regiões urbanas da Divisão consistem nos principais públicos de nossos ministérios tecnológicos. No entanto, também é necessária uma abordagem mais pessoal. A fim de atender a essa demanda, os adventistas que moram nas cidades da Divisão desenvolveram programas singulares de evangelismo em suas comunidades.

A iniciativa de evangelismo nas cidades conhecida como “Missão Urbana” foi completamente abraçada por aqui e lançada em caráter oficial no metrô de Manila, com a presença do presidente da igreja mundial, Ted Wilson, como orador principal. Além disso, 75 reuniões por satélite foram realizadas simultaneamente em diferentes partes de Manila ao longo da série de duas semanas.

Nos meses que antecederam a série evangelística, os membros e líderes da igreja se engajaram em diversos programas comunitários de evangelismo nas áreas de saúde e bem-estar, criação dos filhos, crianças e jovens, e atos de bondade. O projeto Um Ano em Missão, na Divisão do Pacífico Sul-Asiático, se concentrou no evangelismo da amizade no setor comercial de Manila, levando o estudo da Bíblia aos jovens profissionais da região.

Com mais de 3 mil pessoas batizadas durante a série evangelística de maio e 7 mil batismos resultantes dos programas comunitários relacionados, oferecidos pelas igrejas locais, Esperança Manila 2014 resultou em mais de 10 mil batismos.

Foi oferecido treinamento sobre evangelismo urbano em escolas de campo para os líderes de nove Uniões e duas Missões. Essa capacitação permitiu que iniciassem programas de missão urbana nas cidades da Malásia, de Mianmar, da Indonésia e de outras partes das Filipinas.

Centros de influência

Outra iniciativa de longo prazo de missão urbana corresponde aos centros de influência. Eles consistem em estabelecimentos de ministério holístico localizados em áreas urbanas populares, que oferecem serviços de acordo com as necessidades locais. Na Divisão do Pacífico Sul-Asiático, eles incluem restaurantes, escolas de música e de idiomas. Também têm o propósito de ser locais em que as pessoas possam desenvolver relacionamentos e encontrar uma sensação de pertencimento em meio aos novos amigos.

No Laos, um restaurante vegetariano localizado na capital, Vientiane, oferece alimentação saudável e aulas de melhoria de estilo de vida. Na Tailândia, os membros ofereceram aulas de saúde, culinária e música como programação prévia em 25 pontos de série evangelística. Após a série, o interesse pelas aulas de música continuou tão grande que foi aberto um conservatório para alcançar a comunidade. Existe até mesmo um centro móvel de influência em Kuala Lumpur, Malásia. Proveniente de um ministério urbano de saúde já consolidado, uma unidade médica móvel leva cuidados de saúde a regiões extremamente carentes da cidade.

Educação

Os cuidados com a saúde continuam a ser um método prático de atender as necessidades comunitárias. Todos os anos, incontáveis missões médicas são realizadas em muitos dos países da Divisão, proporcionando cuidados gratuitos de saúde às comunidades necessitadas.

Uma campanha universitária de doação de sangue realizada no campus da Universidade Internacional da Ásia e do Pacífico recebeu reconhecimento governamental depois de realizar uma clínica móvel de cirurgias oculares para a Cruz Vermelha da Tailândia.

Após 30 anos de sonhos, planejamento e oração, o programa educacional da Divisão deu uma grande virada depois da aprovação governamental para a abertura da primeira faculdade de Medicina adventista da Ásia. A Faculdade de Medicina da Universidade Adventista das Filipinas começará as aulas em agosto de 2015. Será o sexto curso de Medicina do sistema adventista de educação mundial.

Apoio a grupos marginalizados

Com mais de 70 grupos étnicos e centenas de dialetos em nosso território, temos um rico espectro cultural. Dentro dessa diversidade, contamos com uma série de grupos marginalizados, os quais procuramos alcançar ao longo dos últimos cinco anos.

Por exemplo, na região montanhosa das Filipinas, mais de 70 líderes protestantes do mesmo grupo tribal se converteram ao adventismo. O cuidado dispensado a esse grupo especializado continuou ao longo do quinquênio com centros culturais de comunhão e treinamento, e programas profissionalizantes. Graças a essas iniciativas, o número de conversos continua a crescer, ao passo que a conservação dos membros permanece estável. Em outras áreas da Divisão, adventistas dedicados ministram a grupos étnicos minoritários por meio de programas de alfabetização, projetos profissionalizantes e cuidados médicos.

ADRA Vietnã: agência humanitária continua a levar esperança para todas as partes do país. Crédito: ADRA Vietnã

ADRA Vietnã: agência humanitária continua a levar esperança para todas as partes do país. Crédito: ADRA Vietnã

ADRA

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) continua a manter uma presença fundamental nos países da Divisão. Durante períodos de desastre, os voluntários da agência levam esperança e os suprimentos necessários para as pessoas mais afetadas. Após eventos trágicos, projetos de reabilitação e profissionalizantes cooperam para recuperar e manter o bem-estar das comunidades.

Em muitas regiões do sudeste da Ásia, existe um longo histórico não só desse apreciado serviço, mas também de melhoria das condições de vida. A ADRA Vietnã celebrou recentemente 25 anos de serviço no país e já iniciou mais de 200 projetos em meio a grupos marginalizados. Com o foco na saúde, na profissionalização, em questões ambientais e na educação, os últimos projetos envolveram prevenção de doenças, criação de microempresas, saneamento básico e bolsas estudantis.

Conclusão

Com quase 1 bilhão de habitantes nos 14 países no território da Divisão do Pacífico Sul-Asiático, a maioria deles não cristãos, os desafios são muitos. A liberdade religiosa tem sido desafiada em algumas dessas nações, ao mesmo tempo em que portas anteriormente fechadas estão se abrindo em outros.

Problemas sociais, como a pobreza e o secularismo, são avassaladores em algumas áreas. Mas nossos membros doam e servem com generosidade, da maneira que podem, apesar de tudo isso. Inquietações civis fazem parte da história em partes da região, mas nossas igrejas procuram ser centros de paz e de influência positiva.

Às vezes, parece uma tarefa quase impossível cumprir a missão da igreja nesta parte do mundo. No entanto, o serviço alegre, a atitude altruísta e a fé resiliente de nossos membros nos inspiram. Eles andam com Jesus por vilas pequenas, bairros lotados e labirintos metropolitanos levando palavras de ânimo, esperança por meio de seminários de saúde e entusiasmo pela melhoria do estilo de vida em longo prazo.

Com o poder do Espírito Santo, nós, da Divisão do Pacífico Sul-Asiático, acreditamos que, no tempo de Deus, a missão será concluída. Por tudo aquilo que foi realizado ao longo dos últimos cinco anos, atribuímos glória, honra e louvor a Deus. Nós agradecemos a ele pela suas bênçãos e sua orientação. Também somos gratos à Associação Geral e às outras organizações e instituições irmãs de todo o mundo pelo auxílio prestado no apoio à obra no território da Divisão. [Fonte: Adventist ReviewTradução: Cecília Eller Nascimento]

Um dia que entrou para a história da igreja

Por uma diferença de 404 votos (1.381 a 977, ou 58,4% a 41,3%), Igreja Adventista decide não ordenar mulheres ao ministério pastoral

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A expectativa em relação às decisões da assembleia mundial da Igreja Adventista nesta quarta, 8 de julho, estava no ar. Que a agenda era um dos pontos altos da assembleia, ninguém duvidava. Afinal, o tema da ordenação de mulheres ao ministério prometia ser um divisor entre o passado e o futuro da igreja.

Alguns diferenciais puderam ser notados desde o início: a liderança reservou um dia inteiro para tratar do assunto; foram escalados alguns dos líderes mais experientes para coordenar as atividades; o auditório estava bem mais cheio do que de costume; e a promessa era contabilizar o “sim” e o “não”, pelo voto secreto, no fim da tarde.

O pastor Mark Finley, respeitado evangelista, liderou os momentos iniciais de oração. Destacou que somos apaixonados a respeito de muitas coisas, mas devemos manter o espírito de amor e a união em Cristo.

A música instrumental “Quão Grande És Tu”, apresentada pela banda Ensamble de Metales, da Universidade de Montemorelos, no México, deu um tom solene ao evento, sugerindo que o Deus transcendente está acima dos debates humanos.

No devocional que tradicionalmente marca o início das atividades de cada dia da assembleia, Alain Coralie, da Divisão Centro-Leste Africana, apresentou uma vibrante mensagem intitulada “Through Trials to Triumph”, certamente uma das melhores do evento.

Com base em Josué 4, ele retratou o povo de Israel jornadeando pelo deserto durante 40 anos, rumo à terra prometida. A travessia do Jordão exigia um milagre divino, mas também a preparação do povo, que deveria dar um passo de fé.

Então, destacando a importância de se manter o olhar na história, ele fez uma ponte para o adventismo e acrescentou: “Se não soubermos por que chegamos aqui, não saberemos como chegar lá.” Segundo Alain, Deus tem sido bom para nós como denominação e como indivíduos. Se não fosse assim, não estaríamos aqui.

“A igreja não deve esquecer sua história, mas não pode ficar presa ao passado”, acrescentou. Por definição, os adventistas olham para o futuro. Enquanto não devemos esquecer os sofrimentos e as conquistas dos pioneiros, nós mesmos fomos chamados para ser pioneiros, ele completou.

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Na sequência, depois de mais oração, Michael Ryan, vice-presidente da denominação que está se aposentando, assumiu o comando dos trabalhos. Se alguns têm um estilo suave de presidir, como Ella Simmons, que atuou no dia anterior, Ryan é conhecido por sua firmeza. Considerando a pauta difícil, ficou claro que ele não foi escolhido por acaso.

Ryan começou observando que em um grupo grande como o da igreja há muitas ideias diferentes, e todos deveriam ser respeitosos em seus comentários. E que o mesmo espírito revelado em um encontro da igreja mundial em 2014 deveria ser manifestado. Para ele, o objetivo era ter o maior número possível de pessoas expressando sua opinião nos microfones.

Documentos

Antes de prosseguir, Ryan chamou o pastor Ted Wilson, presidente reeleito da igreja, para apresentar um histórico dos estudos sobre a ordenação de mulheres. Wilson relatou que, desde a década de 1970, a igreja vem debatendo o assunto.

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O presidente expressou seu desejo de ver um debate aberto e honesto. E pediu para que ninguém tentasse encerrar a discussão com uma moção (proposta), um dos recursos utilizados pelo plenário em outros momentos. Cada um deveria votar de acordo com a sua consciência, orientada pelo estudo do assunto e guiada pelo Espírito Santo. Novamente, foi ressaltado que, apesar das fortes convicções, o espírito de cortesia devia prevalecer.

Reconhecendo a gravidade da decisão diante do grupo, Ryan pediu para que se formassem grupos de dois ou três a fim de dedicar alguns momentos à oração, clamando pela orientação divina e um bom espírito. Foram vários momentos de oração. Em geral, os participantes desse tipo de debate são pessoas bem preparadas, com opiniões fortes, e pode ser grande a tentação de transformar o fórum do diálogo em um cenário de guerra.

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Artur Stele, presidente da última comissão teológica de estudo da ordenação (TOSC, na sigla em inglês), teve a oportunidade de explicar o processo de investigação do tema. “Qualquer coisa que façamos, vamos fazer com o objetivo de cumprir a missão”, sugeriu.

Ele relembrou que os documentos foram disponibilizados online (para acessá-los, clique aqui) para que cada um pudesse estudá-los e tomar uma decisão consciente. A palavra final agora estava com os representantes da igreja, mas cabia à família adventista manter o espírito de unidade: “Numa família, não há vencedores e perdedores. Ou todos ganham ou todos perdem.”

Para tornar o debate mais didático, Karen Porter, secretária da comissão teológica, leu as três posições e a declaração de consenso (leia aqui).

A questão que deveria ser respondida foi: “É aceitável que a comissão executiva de cada divisão, caso considere apropriado em seu território, implemente os dispositivos necessários para a ordenação das mulheres ao ministério? Sim ou não?”

Debate

Às 11h10, Ryan novamente pediu um momento de oração. O clima no auditório, diferentemente do início da assembleia, marcado por certa polarização entre a América do Norte e o chamado Sul Global, era de calma e paz.

Por fim, após o secretário da Associação Geral ler o documento “Teologia e a prática da ordenação ministerial”, os delegados estavam prontos para expressar suas opiniões, alternando-se vozes em favor do “sim” e do “não”.

Dezenas de delegados de ambos os lados registraram-se para expressar seus pontos de vista. A tela mostrava a imagem e a identificação da pessoa, bem como se estava defendendo o “sim” ou o “não”. Enquanto isso, um grupo de membros da igreja intercedia na sala de oração.

Por exemplo, John Brunt, pastor de uma grande igreja na Califórnia, utilizou seus dois minutos para argumentar em favor da justiça da causa da ordenação. Exemplificou que em seu staff há vários pastores e quatro pastoras, que batizam mais do que todos os ministros.

Carlos Steger, reitor do seminário adventista da Argentina, e Frank Hasel, professor de teologia na Europa, defenderam o “não” em nome da unidade da igreja.

Por sua vez, Lawrence Geraty, ex-presidente da Universidade de La Sierra, destacou a necessidade de missionários na América do Norte.

A sessão da manhã terminou ao meio-dia com cerca de 80 pessoas nas filas para falar. O intervalo para o almoço trouxe ainda mais energia para o reinício do debate, às 14h.

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Entre outros defensores do “não”, o Dr. Mario Veloso, que atuou em várias áreas da igreja, disse que desde 1973 ele tem feito parte das comissões que tratam do assunto, e os argumentos, textos bíblicos e citações dos escritos de Ellen White são sempre os mesmos.

Lowell Cooper, vice-presidente da igreja que está se aposentando, evocou vários pontos, como a teologia dos dons espirituais, para defender que a ordenação seria a expressão da necessidade da igreja em diferentes circunstâncias.

Já Colleen Zimbeva, da Divisão Sul-Africana Oceano Índico, sugeriu que as mulheres podem trabalhar sem a ordenação.

David Poloche, da Divisão Interamericana, mencionou o tempo dos juízes, em que cada um fazia o que achava correto. “Não vivemos mais nessa época”, disse. “Por 30 anos, a igreja tem estudado o assunto e ainda não encontrou razões bíblicas para ordenar.” Para ele, se cada divisão fizer o que considera correto, isso não seria unidade.

Às 15h15, conforme previsto, Ryan convidou o pastor Jan Paulsen, ex-presidente da Associação Geral, para fazer um comentário. Paulsen fez um apelo apaixonado em favor do “sim”, argumentando que o “não” poderia causar um sério dano à unidade da igreja. Assim como os membros da África e da América do Sul confiam em seus líderes, ele ponderou, os delegados deviam confiar que os líderes de outras regiões sabem o que é melhor para a igreja em seu território. A fala causou certo desconforto.

Entretanto, o debate continuou. Samuel Larmie, da Divisão Centro-Oeste Africana, partidário do “não”, argumentou que a verdade é uma e a igreja é uma. O que não é bom para uma parte do mundo não é bom para outra parte.

Charles Sandefur, da Associação Geral, defendendo o “sim”, disse que no concílio de Jerusalém, sem equipamentos e grandes comissões de estudo, mas guiados pelo Espírito Santo, os primeiros cristãos se reuniram e em um dia resolveram a questão da circuncisão, liberando os gentios da prática.

Segundo a contagem dos jornalistas da Adventist Review, 40 delegados – 20 a favor e 20 contra – conseguiram expressar sua posição nos microfones. E a discussão foi interrompida 35 vezes por delegados que desejavam fazer alguma objeção sobre determinado aspecto do procedimento.

Às 16h15, o pastor Ted Wilson, num pronunciamento pré-agendado, disse que todos sabiam sua posição (“não”), que ele considera bíblica, e fez um apelo em favor da unidade.

Votação

Finalmente, o horário de encerramento do debate, marcado para as 16h30, estava chegando. Alguns pediram mais tempo, mas o dirigente da reunião não concedeu, pois isso não estava previsto no regulamento.

votacao-ordenacao-de-mulheres-assembleia-mundial-8Feitos os preparativos, os delegados foram instruídos a retirar a cédula de votação, registrando sua presença pela leitura do código de barras do crachá e depositando em seguida o voto numa das urnas. Os anos de estudos e debates agora se resumiriam a “sim” ou “não” (escritos em cinco línguas na cédula), de acordo com o entendimento e a consciência de cada um.

Segundo o secretário associado Myron Iseminger, o sistema de voto secreto foi preparado com antecedência, caso o equipamento eletrônico não funcionasse como esperado. E, de fato, não funcionou.

info-votacao-ordenacao-mulheresAo som de hinos antigos, a contagem dos votos, mais uma vez, deixou a igreja na posição em que estava. Dos 2.363 delegados presentes, 977 (41,3%) votaram “sim” e 1.381 (58,4%) votaram “não”, além de cinco abstenções, o que encerrou, espera-se, cinco anos de debates vigorosos e, às vezes, acalorados sobre um tema polêmico, em que pastores e teólogos respeitados se posicionam de ambos os lados.

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Essa decisão não significa que as mulheres não vão ocupar posições de destaque na igreja, pois desde o início de sua história isso tem ocorrido, a começar por Ellen White.

O pastor Ted Wilson fez novo apelo por unidade e foco total na missão, orando pela cura e a unidade que vêm “pelo poder do Espírito Santo”. A audiência cantou o hino “Oh! Que Esperança”, e assim mais um capítulo da epopeia da (não) ordenação de mulheres chegou ao fim. “Agora é o momento de unificar [a igreja] sob a bandeira ensanguentada de Jesus Cristo e seu poder”, ele disse para um Alamodome ainda lotado.

Alguém pode achar que tudo isso representou muito esforço para um resultado (in)esperado. Contudo, é assim que a igreja trabalha. Tomar uma decisão rapidamente poderia ser mais fácil, mas o resultado talvez se mostrasse menos duradouro. Em suas idas e vindas, argumentos e contra-argumentos, o povo de Deus prossegue em sua trajetória. No mínimo, o processo serviu de base para uma decisão consciente, além de ser um exercício didático de como “fazer” igreja. Michael Ryan confessou sua satisfação pelo “espírito dócil” e o decoro demonstrados na reunião.

O sentimento de alguns líderes é que não houve vencedores e perdedores, pois, se a decisão for encarada como disputa, então todos serão perdedores. “Naturalmente, os membros da nossa divisão estão desapontados com o resultado, mas estamos comprometidos com a missão da igreja mundial”, comentou o pastor Daniel Jackson, presidente da Divisão Norte-Americana. Para Mark Finley, agora é preciso deixar para trás a discussão sobre ordenação e alcançar o mundo perdido. Porque, afinal, Cristo é o “sim” de Deus (2Co 1:20) para todos.

Marcos De Benedicto é editor da Revista Adventista


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Divisões não poderão autorizar a ordenação de mulheres ao ministério pastoral

Decisão foi tomada pela assembleia mundial da igreja hoje à noite em San Antonio, no Texas (EUA)

Diante da falha registrada nessa semana no sistema eletrônico, votação foi realizada com cédulas.  Foto: Adventist Review

Votação foi realizada com cédulas de papel. Foto: Adventist Review

As 13 divisões da igreja adventista espalhadas pelo mundo não poderão autorizar a ordenação de mulheres ao ministério pastoral. O voto foi tomado nesta quarta-feira, 8 de julho, na assembleia que reúne líderes mundiais da igreja na cidade de San Antonio, Texas (EUA). Dos 2.363 delegados, 1.381 (58,4%) votaram “não” e 977 (41,3%) “sim”. Houve cinco abstenções.

O assunto vem sendo discutido pela igreja há alguns anos. Em 1990, quando ocorreu a primeira votação, 76% decidiram pela não ordenação das mulheres. Num segundo momento decisivo, durante a assembleia de Utrecht, na Holanda, 69% também se manifestaram contrários.

Cinco anos depois, na sessão da Associação Geral de Atlanta, em 2010, a pauta veio à tona novamente, acompanhada de uma solicitação para que o assunto fosse reapresentado. Durante dois anos, teólogos de todo o mundo formaram um comitê para tratar do assunto. As conclusões obtidas a partir do estudo aprofundado do tema resultaram numa declaração de consenso sobre a teologia adventista da ordenação (leia o documento abaixo).

Vice-presidente da Igreja Adventista, Mike Ryan, preside o Concílio Anual na terça-feira, dia 14 de outubro, enquanto delegados votaram quase unânimes para colocar um item na agenda da Assembleia da Associação Geral do ano que vem perguntando se as Divisões regionais podem permitir que as mulheres sejam ordenadas como ministros (ou ministras). O voto foi de 243 a 44, com três abstenções (Foto: Viviene Martinelli).

Vice-presidente da Igreja Adventista, Mike Ryan, preside o Concílio Anual realizado em outubro de 2014, quando foi decido que o assunto da ordenação das mulheres ao ministério pastoral seria tratado na assembleia de San Antonio. A proposta. Foto: Viviene Martinelli.

Em outubro de 2014, o Concílio Anual da Associação Geral da Igreja Adventista, em Silver Spring, Maryland (EUA), decidiu inserir o item na agenda da 60ª assembleia. A proposta de se promover uma terceira votação sobre o tema recebeu 243 votos favoráveis e 44 contra (houve três abstenções).

Ponto em questão

A pergunta em questão na tarde de hoje foi se as divisões (ou escritórios administrativos da Igreja Adventista) devem permitir que as mulheres sejam ordenadas como pastoras. Por ser o item mais sensível da agenda da 60ª assembleia da igreja, o presidente mundial dos adventistas, Ted Wilson, apelou aos delegados para que buscassem a Deus em oração antes de manifestar sua decisão nas urnas.

Sem perder esse espírito, ao longo de toda a tarde, enquanto dezenas de delegados manifestavam publicamente diferentes opiniões a respeito do tema, a reunião administrativa foi interrompida pelo presidente da mesa, pastor Michael Ryan, para momentos de oração.

Após a decisão, em um discurso solene, o líder mundial dos adventistas reiterou que a votação nesta assembleia não encerra com vencedores ou perdedores. Segundo ele, mais do que nunca a igreja precisa seguir unida e com o foco na missão. [Márcio Tonetti, equipe RA]


 

DECLARAÇÃO CONSENSUAL SOBRE A TEOLOGIA ADVENTISTA DA ORDENAÇÃO

VOTADO o recebimento e o endosso do documento “Declaração Consensual sobre a Teologia Adventista da Ordenação”, que afirma o seguinte:

Em um mundo alienado de Deus, a igreja é composta por aqueles que Deus reconciliou consigo mesmo e uns com os outros. Por meio da obra salvadora de Cristo, seus membros estão unidos em missão pela fé mediante o batismo (Ef 4:4-6), tornando-se um sacerdócio real, cuja missão é “anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9). Os cristãos recebem o ministério da reconciliação (2Co 5:18-20), chamados e capacitados pelo poder do Espírito e pelos dons que Ele derrama sobre cada um para cumprir a comissão evangélica (Mt 28:18-20).

Embora todos os cristãos sejam chamados para usar seus dons espirituais no ministério, as Escrituras identificam algumas posições específicas de liderança que eram acompanhadas da ratificação pública pela igreja de que tais pessoas atendiam os requisitos bíblicos (Nm 11:16, 17; At 6:1-6; 13:1-3; 14:23; 1Tm 3:1-12; Tt 1:5-9). Revela-se que vários desses endossos envolviam a “imposição de mãos”.

As versões da Bíblia em inglês usam a palavra ordenar para traduzir muitas palavras diferentes em grego e hebraico que exprimem a ideia básica de selecionar ou nomear, descrevendo a colocação de tais pessoas em seus respectivos ofícios. Ao longo da história cristã, o termo ordenação adquiriu significados que vão além do que as palavras originalmente subentendiam. Levando em conta esse contexto, os adventistas do sétimo dia entendem que ordenação, no sentido bíblico, é a ação da igreja de reconhecer publicamente aqueles a quem o Senhor chamou e capacitou para o ministério na igreja local e global.

Além da função única dos apóstolos, o Novo Testamento identifica as seguintes categorias de líderes ordenados: os presbíteros e presbíteros-chefes (At 14:23; 20:17, 28; 1Tm 3:2-7; 4:14; 2Tm 4:1-5; 1Pe 5:1) e os diáconos (Fp 1:1; 1Tm 3:8-10). Ao passo que a maioria dos presbíteros e diáconos ministrava em contextos locais, alguns presbíteros eram itinerantes e supervisionavam um território maior, formado por várias congregações, função que pode refletir o ministério de indivíduos como Timóteo e Tito (1Tm 1:3, 4; Tt 1:5).

Por meio do ato da ordenação, a igreja confere autoridade representativa sobre indivíduos para a obra específica de ministério à qual são nomeados (At 6:1-3; 13:1-3; 1Tm; Tt 2:15). Tais papéis podem incluir: representar a igreja, proclamar o evangelho, ministrar a Ceia do Senhor e o batismo, plantar e organizar igrejas, guiar os membros e cuidar deles, opor-se a falsos ensinos e prover serviço geral para a congregação (cf. At 6:3; 20:28, 29; 1Tm 3:2, 4, 5; 2Tm 1:13, 14; 2:2; 4:5; Tt 1:5, 9). Embora a ordenação contribua para a ordem da igreja, ela não confere qualidades especiais aos indivíduos ordenados, nem introduz uma hierarquia monárquica na comunidade da fé. Os exemplos bíblicos de ordenação incluem a concessão de um mandato, a imposição de mãos, jejum e oração e a entrega das pessoas separadas à graça de Deus (Dt 3:28; At 6:6; 14:26; 15:40).

Os indivíduos ordenados dedicam seus talentos ao Senhor e à sua igreja em serviço vitalício. O modelo básico de ordenação foi a nomeação dos doze apóstolos (Mt 10:1-4; Mc 3:13-19; Lc 6:12-16) e o modelo supremo de ministério cristão é a vida e a obra de nosso Senhor, que não veio para ser servido, mas, sim, para servir (Mc 10:45; Lc 22:25-27; Jo 13:1-17). [Tradução: Cecília Eller Nascimento]


 

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VÍDEO: O pastor e jornalista Diogo Cavalcanti comenta a decisão direto de San Antonio

Mensagem viva de saúde

Participantes da assembleia mundial da igreja organizam corrida para impactar San Antonio com a mensagem de saúde

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Mais de 2,5 mil pessoas participaram de uma corrida organizada pela Igreja Adventista em San Antonio no início da manhã do último domingo, dia 6. O evento buscou chamar a atenção da comunidade para a importância do estilo de vida saudável. Segundo a coordenadora do evento e responsável pelo departamento de Saúde da igreja na América do Norte, Kátia Reinert, a população local sofre com problemas de obesidade, diabetes e outras doenças crônicas. Por isso, a iniciativa foi uma mensagem viva de saúde transmitida pelos adventistas à cidade sede da 60ª assembleia da Associação Geral. [Fotos: Leônidas Guedes]

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Cultura ou Escritura?

O grande teste da fé é se manter fiel à Bíblia quando ela contraria os valores do nosso tempo

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A declaração de Ellen White de que a Bíblia é “a voz de Deus nos falando […] como se pudéssemos ouvi-la literalmente” (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 393) é, ao mesmo tempo, confortante e desafiadora.

Ela é facilmente aceita quando a Bíblia diz que “Deus é amor” (1Jo 4:8), que Jesus foi preparar “moradas” para nós (Jo 14:2) e que ele pode “nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

No entanto, a mesma Bíblia também afirma que os israelitas foram instrumentos divinos para punição dos cananeus (Lv 26:7, 8), que o escravo Onésimo deveria voltar para seu senhor (Fm 12), que as mulheres devem ser “sujeitas” ao marido (Ef 5:22; 1Pe 3:1) e que os “efeminados” não herdarão “o reino de Deus” (1Co 6:10). Para muitos, nisso, a Bíblia entra em choque com os valores mais lógicos e atuais e deixa de parecer a voz de um Deus de amor.

Inclusão e igualdade são hoje ideais hegemônicos. É coerente e atual abrir espaço para as minorias marginalizadas. Defender os direitos femininos irrestritos é politicamente correto. Diante disso, certas declarações bíblicas têm causado constrangimento. As indagações surgem às dezenas:

Por que Deus manteria aliança com os israelitas se eles fizeram “pior” do que os cananeus que haviam contaminado a terra de Canaã (2Rs 21:9)? Não teria essa história sido narrada da perspectiva de Israel, retratando os cananeus como ímpios, quando na verdade os israelitas foram piores do que eles? Por que a escravidão foi tolerada ao longo de séculos sem nenhuma condenação direta? Por que a Bíblia, desde o princípio, não estabeleceu a igualdade entre homem e mulher, combatendo o machismo? Por que a marginalização não foi encarada corajosamente, da mesma forma que Jesus defendeu a mulher adúltera?

Lentes da cultura

Para muitos, a resposta é simples: a verdade bíblica, transmitida pelos autores inspirados, se acomoda às estruturas socioculturais do contexto em que foi escrita. Essa abordagem procura resolver os dilemas causados pelo relato bíblico quando este entra em choque com os valores e a visão de mundo do tempo atual. Para os defensores do ponto de vista da verdade aculturalizada, o relato bíblico da criação, por exemplo, incorpora as ideias mitológicas do tempo de Moisés e a descrição dos costumes sociais reproduz os valores do contexto em questão sem interferir neles. Portanto, essas pessoas defendem que, hoje, o ensino das origens deve substituir as ideias de Moisés pela visão dominante da ciência. Da mesma forma, uma abordagem atual da condição da mulher e dos excluídos deve incorporar o sentimento de igualdade e inclusão predominantes.

Além disso, a valorização da pluralidade na cultura pós-moderna tem fomentado leituras diversas da Escritura, possibilitando a cada grupo social uma teologia específica. Existe a teologia da libertação, que usa a Bíblia para dar voz aos pobres e oprimidos; a teologia feminista, que empreende a defesa da mulher; a teologia negra e a teologia homossexual, em defesa dos marginalizados. Todas essas abordagens partem da suspeita de que há sistemas de dominação na sociedade e que a tarefa da teologia é desmontar tais estruturas sociais e promover a emancipação das diversas classes oprimidas. Henry A. Vikler afirma que “a hermenêutica da suspeita reivindica a tarefa de desmascarar a visão de mundo em que o texto bíblico se apoia, a qual se suspeita ser o suporte dos poderosos em sua opressão sobre os fracos” (Hermeneutics: Principles and Process of Biblical Interpretation, p. 69).

Orientados por esse espírito desconstrucionista, os teólogos dissecam o texto bíblico como se fosse possível estabelecer quando os autores inspirados estão transmitindo uma verdade espiritual e quando estão apenas refletindo a visão de mundo e as ultrapassadas estruturas socioculturais de seu tempo. Decorre daí a centralidade do intérprete em detrimento da autoridade do texto sagrado.

Submissão à Palavra

Contrariamente a essa tendência de elevar o intérprete acima do autor inspirado e de considerar a Palavra de Deus como acomodada à cultura antiga, Cristo endossou “todas as Escrituras” (Lc 24:27), e Paulo declarou que “toda a Escritura é divinamente inspirada por Deus” (2Tm 3:16).

Em defesa da verdade bíblica, Ekkehardt Mueller afirma que “a Palavra de Deus não é cultural nem historicamente condicionada, mas cultural/historicamente constituída”. Apesar de ser transmitida por meio da linguagem humana, “ela transcende a cultura e nos alcança hoje”. Por isso, diz ele, “o que o texto bíblico significava em seu ambiente original é precisamente o que ele significa para nós hoje”, e toda a verdade bíblica precisa ser entendida a partir de “seu significado original” (Compreendendo as Escrituras, p. 113).

Quando os dilemas sociais são analisados no contexto bíblico, deve-se notar que a salvação é o objetivo primordial da revelação divina. Nessa perspectiva, Deus foi capaz de libertar o povo de Israel da escravidão egípcia, quando essa condição comprometia o plano da salvação, mas ele também foi capaz de entregar esse mesmo povo à escravidão novamente, sob as mãos do rei pagão Nabucodonosor, a quem ele chamou de “meu servo” (Jr 25:9). Libertar e escravizar do ponto de vista social são ações subordinadas ao plano da salvação, que é superior e essencial, ficando subentendido que a escravidão decorre do afastamento do plano salvífico de Deus.

Diante das expectativas dos discípulos acerca da restauração do reino de Israel e da libertação do jugo romano, Jesus foi claro em dizer que o reino de Deus estava dentro deles (Lc 17:20, 21). Esse reino espiritual, que liberta do poder do pecado, é a essência do reino da graça inaugurado por Jesus. Mais tarde, antes da descida do Espírito, ele disse que não competia aos discípulos saber o tempo para a implantação do reino da glória (At 1:6, 7), que incluiria libertação social e política de todo tipo de jugo. O objetivo da manifestação e da ação de Deus na história é a salvação de seus filhos.

É notório que Jesus não só frustrou as expectativas emancipatórias imediatas dos discípulos, mas disse que eles seriam perseguidos e maltratados por causa de seu nome (Lc 21:12). Ele deixou sugerido que Roma continuaria soberana e que perseguiria os próprios crentes. E não esboçou nenhum plano de quebrar esse poder, senão no reino da glória. O plano da salvação é prioritário, e essa questão deve ser levada em conta na leitura dos relatos bíblicos envolvendo questões sociais.

A despeito disso, porém, é preciso considerar que a submissão da mulher na Bíblia não é a mesma da cultura machista do mundo. A relação da igreja com Cristo é o modelo da submissão feminina e da autoridade masculina. O escravo na Bíblia também não é o mesmo escravo da história europeia-americana, pois não raro o escravo em Israel preferia ficar com seu senhor quando ele podia ser livre (Dt 15:13-16). Todos os pecadores, por mais socialmente excluídos que sejam, são salvos mediante o arrependimento e abandono do pecado possibilitados pela graça de Cristo.

Nas últimas décadas, os cristãos têm manifestado grande reverência para com as Escrituras. Nunca se leu tanto a Bíblia nem jamais foram vendidas tantas cópias do livro sagrado. No entanto, as Escrituras têm sido lidas mais como um compêndio de autoajuda do que como revelação da verdade divina.

O teólogo britânico John Barton considera que as hermenêuticas pós-modernas “permitem às pessoas atribuir o significado que elas desejam ver nos textos sagrados”. Essa abordagem oferece um modelo de exegese que proporciona às pessoas “bem-estar dentro de suas comunidades”. Segundo ele, na verdade, os crentes pós-modernos não desejam ser desafiados pelo significado do texto bíblico, a despeito do “lugar de honra” que dão à Bíblia (Cambridge Companion to Biblical Interpretation, p. 18).

Teste da fé

O grande teste da reverência para com a verdade bíblica não é quando a Bíblia afirma o que acreditamos, mas quando ela contraria nossas expectativas e convicções mais íntimas. A mesma voz que diz que Jesus pode perdoar nossos pecados também afirma que a igreja não é deste mundo nem deve se acomodar à cultura secular; em vez disso, precisa ser separada.

O teste da fé é quando a Bíblia diz uma coisa que a ciência, com seus métodos, tem demonstrado o contrário. É quando um autor inspirado faz uma afirmação que entra em choque direto com os valores do nosso tempo. Manter essa afirmação inspirada é não apenas uma questão de fé, mas de submissão.

Nisso, a própria Bíblia nos dá inúmeros exemplos. Jó pôde dizer: “ainda que ele me mate nele esperarei” (Jó 13:15). O pequeno Samuel disse: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve” (1Sm 3:9). A primeira característica da fé é a submissão à voz de Deus.

Vanderlei Dorneles é Doutor em Ciências pela Escola de Comunicação e Artes (USP) e redator-chefe associado na CPB

Missão extrema

Relatório apresentado pelo pastor Erton Köhler, no dia 7, mostrou a disposição da igreja de chegar aos rincões da América do Sul

Em vista aérea, o último grande Campori Sul-Americano reuniu 35 mil desbravadores em Barretos (SP). Créditos: DSA

Em vista aérea, o último grande Campori Sul-Americano reuniu 35 mil desbravadores em Barretos (SP). Créditos: DSA

Nos últimos cinco anos, a palavra que marcou o cumprimento da missão na Divisão Sul-americana foi “extremo”. Colocar em prática a comissão bíblica dada por Jesus de “ir”, significa, em muitos casos, dirigir-se a extremos geográficos com dedicação e influência, usando recursos para o progresso do reino de Deus neste mundo. Esta é uma causa fundamentada na grande esperança da segunda vinda de Jesus e tem como base os três alicerces do discipulado: comunhão, relacionamento e missão.

Na área da comunhão, a igreja agiu por meio de programas voltados para o desenvolvimento e a consolidação do hábito de buscar o Senhor na primeira hora do dia. Nos últimos cinco anos, mais de um 1 milhão de pessoas participou do Seminário de Enriquecimento Espiritual, que está agora na quinta fase. Outra iniciativa é o Projeto Maná. Seu alvo é incentivar o estudo diário da Lição da Escola Sabatina. Ao fim do quinquênio, tínhamos 1.010.083 exemplares dos guias de estudo da Bíblia nas mãos de nossos membros.

Na área de relacionamento, nosso foco foi o fortalecimento dos pequenos grupos. Atualmente, contamos com 83.056 pontos de esperança, que reúnem semanalmente membros e visitantes nos lares.

No âmbito da missão, os membros foram desafiados a usar seus dons para conduzir pessoas a Jesus. Nos últimos cinco anos, 1.115.974 pessoas foram batizadas. Além disso, cerca de 15 mil voluntários e 3 mil pastores receberam treinamento no projeto escolas de evangelismo.

Indo além

Ir ao extremo! Essa postura é vista de maneira prática na vida das pessoas que não se satisfazem em fazer somente o que é esperado. Elas vão além. Gente como Ezequiel Zabala, de oito anos de idade. Influenciado por uma professora da Escola Adventista de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia. Ezequiel limpou banheiros e vendeu gelatina. Por meio dessas atividades, conseguiu ganhar dinheiro suficiente para comprar quatro caixas de livros A Grande Esperança a fim de distribuir em seu bairro. “Minha professora disse que ninguém terá uma coroa sem estrelas no Céu”, recorda ele.

Desde 2006, a distribuição de livros missionários tem sido realizada de maneira sistemática. Um livro de alta qualidade, com mais de cem páginas, a um preço inferior a cinquenta centavos de dólar é disponibilizado para ser entregue. Envolvidos e cheios de poder, os membros da igreja distribuíram 130 milhões de livros impressos e já houve pouco mais de 32 milhões de downloads da versão digital.

O território da Divisão Sul-americana tem cerca de 320 milhões de habitantes; logo, a distribuição alcançou um terço da população total.

info-relatorio da DSA

Mais congregações

Hector Pérez é outra pessoa que não poupou esforços para levar as páginas de esperança aos outros. Sargento das Forças Armadas Argentinas, ele desafiou o clima inóspito da Antártida e compartilhou o livro A Grande Esperança com todos que estavam com ele na base científica à qual bem poucas pessoas têm acesso.

Ezequiel e Heitor fazem parte dos 2.329.245 adventistas do sétimo dia da Divisão Sul-americana. O número de membros cresceu 12,8% nos últimos cinco anos. Os adventistas dos oito países que compõem a Divisão Sul-Americana estão espalhados por 25.942 igrejas e grupos, liderados por um exército de 4.409 pastores.

No plantio de igrejas, também vemos extremos: 6.444 congregações adventistas foram fundadas, representando um crescimento de 18,65% no número de novas igrejas no último quinquênio. Jorge Caldas, cego que mora no Estado do Rio de Janeiro, não se intimida pela deficiência que o acompanha há 16 anos. Ele persevera em uma rotina de estudos bíblicos e visitas missionárias. Além disso, encontra forças para realizar ocasionais campanhas evangelísticas. Foi responsável pela fundação de quatro novas congregações adventistas.

Por haver um projeto intencional e planejado de plantio de igrejas, essas congregações são fundadas com apoio financeiro, forte ênfase missionária e administrativamente maduras. “É um crescimento sólido, com base em relatórios e registros precisos e sistematizados, que nos dão uma ideia real de como estamos nos saindo e para onde estamos indo”, explica Magdiel Peréz, secretário-executivo da Divisão.

Mais tecnologia, menos fronteiras

O impacto extremo também acontece quando as fronteiras geográficas são alcançadas e ultrapassadas. Alguém que entendeu esse conceito foi o voluntário Roberto Roberti, de São Paulo. Em um ano, ele conseguiu dar estudos bíblicos para mais de 2 mil pessoas. E tudo aconteceu online. Roberto faz mais do que apenas enviar arquivos ou links com informações sobre a Bíblia. Ele está sempre em contato com sua classe de alunos, ávidos pelo conhecimento. Um grande grupo de voluntários também o ajuda nessa tarefa.

Por meio da internet, da televisão, do rádio ou da página impressa, o evangelho voa alto na América do Sul. A Rede Novo Tempo de Comunicação terminou os últimos cinco anos com mais de 100 milhões de acessos a seus websites e blogs. No site da Novo Tempo, mais de 634 mil alunos participaram de estudos bíblicos online e 693.334 pedidos de oração foram recebidos no portal da instituição e em suas mídias sociais, que contam com mais de 7 milhões de seguidores. A televisão e o rádio falam a um público potencial de 170 milhões de espectadores, com 81 horas semanais de programas inéditos nos dois idiomas. E 855.211 estudos bíblicos foram enviados pelo correio ao longo dos últimos cinco anos.

Revistas, livros e DVDs produzidos pela Casa Publicadora Brasileira e pela Aces (a casa publicadora sul-americana em língua espanhola) chegam a milhares de casas por meio do trabalho de mais de 3.500 colportores-evangelistas de tempo integral e 10.600 colportores estudantes. O número de livros e revistas vendidos neste período foi de 52.525.571, que representam 322.712.840 milhões de dólares. Como resultado do trabalho do Ministério de Publicações, 14.843 pessoas foram batizadas no último quinquênio. O site oficial da Divisão Sul-Americana, desenvolvido tanto em português quanto em espanhol, contou com 35 milhões de acessos a suas páginas ao longo dos últimos cinco anos.

Escolhidos e preparados pela igreja da América do Sul, 28 famílias de missionários são dedicadas para servir em lugares onde o cristianismo exerce pouca ou nenhuma influência. Créditos: DSA

Escolhidos e preparados pela igreja da América do Sul, 28 famílias de missionários são dedicadas para servir em lugares onde o cristianismo exerce pouca ou nenhuma influência. Créditos: DSA

Instituições que servem

Na perspectiva da Divisão Sul-Americana, suas instituições dão exemplo de evangelismo extremo. É nos detalhes que é notada a preocupação de uma empresa com os valores espirituais.

A Superbom (indústria alimentícia brasileira) e a Granix (indústria alimentícia argentina), estabelecidas no Brasil e na Argentina, e administradas pela Divisão, têm um total de 1.152 funcionários que cumprem a missão por meio da fabricação de alimentos saudáveis. Entre os produtos manufaturados, há o suco de uva 100% puro, sem aditivos químicos, em harmonia com os princípios bíblicos de saúde. Isso chamou a atenção da professora universitária Maria Auxiliadora de Oliveira.

Maria Auxiliadora queria provar que todas as empresas mentem sobre o uso de substâncias prejudiciais em seus produtos na descrição dos rótulos de suas caixas e garrafas. Por isso, ela ficou surpresa com a veracidade da informação compartilhada pelo nosso produto. Conhecida como Dora, ela descobriu que os rótulos são verídicos. Descobriu também que, por trás do produto, há uma igreja. E por trás dessa igreja, aprendeu sobre Deus da maneira mais extrema. No rótulo de cada um dos produtos aparece o nome da Igreja Adventista do Sétimo Dia e o website evangelístico, www.esperanca.com.br em português e www.esperanzaweb.com em espanhol. Ela foi batizada e hoje é uma adventista do sétimo dia.

O cumprimento da missão também é o foco das 870 instituições educacionais sul-americanas, com seus 299.466 alunos, além da comunidade de pais que também se beneficia da educação cristã. Soma-se a isso 20 instituições de saúde, como clínicas, centros de vida saudável e hospitais que vão a extremos na missão. “Não estamos aqui apenas para lucrar e ter instituições estáveis como um fim em si mesmas. Toda a nossa renda é investida em evangelismo”, garante Marlon Lopes, tesoureiro da Divisão Sul-Americana. Os dados revelam que os adventistas do sétimo dia da América do Sul aumentaram em 50,2% sua fidelidade nos dízimos e deram 102,1% ofertas a mais do que no quinquênio anterior.

Pessoas que fazem a diferença

Ruth Tesche, ou “Mãe Ruth”, como é mais conhecida essa missionária do Sul do Brasil, incorporou em sua vida diária a expressão “ama a teu próximo”. Ela vai a extremos e arrisca a própria vida para salvar outras pessoas. Ruth dedica tempo para ajudar espiritualmente detentos e seus familiares. Ela passa de 12 a 15 horas todos os dias em contato com prisioneiros de todos os tipos. Ruth faz parte do grupo de pessoas que vivem o amor de Cristo por meio de atos de bondade.

Outro grupo, formado por mais de 100 mil jovens, faz o bem de maneiras diferentes. São os participantes da Missão Calebe. Esses jovens dedicam as férias para servir a comunidade e fazer evangelismo.

Em 2014, dezenove jovens do projeto Um Ano em Missão provocaram uma verdadeira revolução espiritual na cidade de Montevidéu, Uruguai. Em 2015, 24 jovens estão fazendo a diferença no Rio de Janeiro. O projeto, espalhado pelas Uniões, envolve hoje outros 402 jovens. Esses rapazes e moças deixam para trás, por um ano, suas atividades de trabalho e estudos, a fim de se dedicarem completamente ao evangelho.

Os voluntários e profissionais da ADRA também chegam a extremos no cuidado dispensado a 2.645.868 pessoas necessitadas, provendo não só alimento e roupas, mas também suporte espiritual para ajudá-los a sobreviver em meio a tempos tão difíceis.

O clube de aventureiros cresceu 45,24% e o de desbravadores teve um crescimento de 15,23% no último quinquênio. Eles são responsáveis por manter toda uma geração conectada com Deus, com a natureza e com o serviço às outras pessoas. Um exército formado por 192 mil desbravadores e 75 mil aventureiros está sendo preparado para liderar a igreja. O último grande campori sul-americano contou com a presença de mais de 35 mil desbravadores na cidade de Barretos (SP), Brasil.

 

Mais de 4 mil pastores se reuniram no Concílio Ministerial da Divisão Sul-Americana, em Foz do Iguaçu (PR), em 2011. Créditos: DSA

Mais de 4 mil pastores se reuniram no Concílio Ministerial da Divisão Sul-Americana, em Foz do Iguaçu (PR), em 2011. Créditos: DSA

Em terras difíceis

Mas desafiar os limites pode ser muito mais ousado do que pensamos. Neste quinquênio, a Divisão enviou 28 famílias de missionários, escolhidas e preparadas pela igreja, para ir a países onde o cristianismo exerce pouca ou nenhuma influência sobre a sociedade.

Jesus Cristo se tornou um de nós na maior demonstração de ir a extremos quando assumiu a humanidade e morreu a fim de que cada ser humano possa ter a vida eterna. Os discípulos e apóstolos não pouparam esforços e entregaram a própria vida para que mais pessoas aprendessem sobre a salvação.

Na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia, também encontramos o mesmo nível de compromisso. Pessoas foram ao extremo de sua capacidade e possibilidade financeiras para proclamar o breve retorno de Jesus.

A Divisão Sul-Americana reconhece o trabalho dos missionários pioneiros neste território no passado e, hoje, retribui ao mundo, enviando famílias para realizar em outros lugares o que um dia foi feito pela América do Sul. A Divisão Sul-Americana continua a fazer evangelismo extremo. [Fonte: Adventist ReviewTradução: Cecília Eller Nascimento

Assista ao vídeo apresentado durante o relatório sul-americano

A unidade é possível se …

… o foco da igreja não estiver excessivamente nas divergências, mas naquilo que nos une: nossa mensagem e missão
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Unidade na diversidade é uma das características que definem a Igreja Adventista do Sétimo Dia em seus 152 anos como um movimento oficialmente organizado. Porém, muitos se perguntam: O que significa essa unidade em nossos dias? Além disso, alguns questionam: Até que ponto permaneceremos unidos enquanto crescemos agregando pessoas e culturas tão diferentes entre si? Como podemos ter opiniões divergentes e ainda nos considerarmos irmãos?

Em 1870, sete anos depois de sua organização, os adventistas reuniam pouco mais de 5 mil pessoas, distribuídas em 179 igrejas, em uma denominação essencialmente norte-americana. A ideia de unidade nesse contexto parecia viável. Como é possível, contudo, falar na unidade de uma igreja que soma quase 19 milhões de membros, espalhados em 216 países, vivendo a fé e os desafios da vida em realidades tão contrastantes? Como manter a unidade doutrinária e administrativa numa realidade tão diversificada e em constante mudança?

Divergências teológicas e administrativas já sacudiram o movimento adventista ao longo das décadas. Em 1888, a doutrina da justificação pela fé e a compreensão do significado da lei no livro de Gálatas dividiam as opiniões. A reorganização administrativa no início do século 20 foi realizada buscando o consenso de diferentes pontos de vista. Na década de 1980, polêmicas teológicas levantadas por Desmond Ford e Walter Rea sacudiram a igreja, questionando pilares distintivos do adventismo como a doutrina do santuário e a inspiração profética de Ellen G. White. Na atualidade, assim como aconteceu nos anos 1990, o debate sobre a ordenação de mulheres ao ministério pastoral divide opiniões.

Em diversas situações de tensão e divergências, muitos viram a igreja prestes a sofrer um cisma ou muito perto de um racha irreversível. Porém, uma igreja levantada por Deus não seria destruída pelo capricho humano. Após as polêmicas de 1888, os adventistas chegaram a uma compreensão muito mais clara da justificação pela fé em sua mensagem profética. A reorganização administrativa deu novo impulso às missões e ao crescimento da igreja. Os questionamentos sobre o santuário e o ministério profético resultaram em profundo estudo bíblico desses temas e colocaram a igreja em um novo patamar de compreensão de pilares de sua mensagem. Não há motivo para acreditar que, com a discussão sobre a ordenação feminina será diferente. Assim como aconteceu no passado, Deus continuará guiando seu povo a uma compreensão mais clara a respeito de temas em debate.

Convergências

Em seu livro The Fragmenting of Adventism, lançado há 20 anos, o ex-redator-chefe da Revista Adventista dos Estados Unidos, William Johnsson, cita alguns fatores que desafiavam a unidade da igreja naquela época e deveriam continuar a desafiar os novos líderes: diferenças de geração, novas mídias, forte crescimento, diversidade de vozes e opiniões, polarização teológica, entre outros pontos. “A igreja nunca mais retornará à relativa calma e ordem dos anos 1960 e 1970”, ele afirma. Na opinião do experiente editor, a saída não está em focalizar excessivamente as divergências, mas buscar a convergência no que é essencial à fé e à missão do povo do advento.

Johnsson sugere o enfoque no que é fundamental: “Somos o povo da esperança – isso é básico, então a segunda vinda de Cristo deve ser central. Somos o povo do sábado – então a lei deve ter destaque, mas colocada sob o prisma da graça. E somos o povo da Bíblia. E um povo com o espírito de profecia. E a mensagem do santuário. E temos uma missão para o mundo. E Deus nos chamou para vivermos como seus filhos, para representá-lo nos últimos dias” (p. 121). “Vamos dirigir nossos esforços para esse objetivo”, ele orienta.

Surgida no século 19, a Igreja Adventista do Sétimo Dia atravessou as turbulências do século 20 e chegou ao século 21 com o desafio de continuar crescendo de maneira integrada, em espírito de unidade. O desafio parece impossível? Porém, todas as conquistas alcançadas até aqui não são fruto das possibilidades humanas, mas resultado do poder de Deus. O mesmo poder continuará atuando enquanto houver homens e mulheres dispostos a cumprir as orientações divinas.

Guilherme Silva é pastor, jornalista e editor de livros na CPB

Quão grande és Tu

Relatório apresentado por Israel Leito, presidente reeleito da Divisão Interamericana, no dia 6, destacou a integridade dos membros e a participação deles na missão

Esta igreja em Santo Domingo, República Dominicana, é uma das centenas de novos templos inaugurados ao longo dos últimos cinco anos. Crédito: União Dominicana

Esta igreja em Santo Domingo, República Dominicana, é uma das centenas de novos templos inaugurados ao longo dos últimos cinco anos. Crédito: União Dominicana

“Cantem ao Senhor, todas as terras! Proclamem a sua salvação dia após dia! Anunciem a sua glória entre as nações, seus feitos maravilhosos entre todos os povos! Pois o Senhor é grande e muitíssimo digno de louvor, ele deve ser mais temido que todos os deuses” (1Cr 16:23-25).

Ao refletir sobre este quinquênio, a Divisão Interamericana (Inter-American Division — IAD) só pode concluir que foi ricamente abençoada pelo Senhor. Por meio de seu Espírito, ele operou maravilhas nos 42 países que formam a América Central. Sua graça é tão ampla, o amor que manifesta a seus filhos é tão grandioso, sua misericórdia ao salvar centenas de milhares neste território é tão sublime, que nenhum superlativo é suficiente para proclamar a plenitude de sua glória. Só nos resta exclamar: “Meu Deus, quão grande és Tu”.

A cada sábado, ao abrirmos as portas de mais de 20 mil igrejas para que quase 4 milhões de membros e seus amigos entrem para adorar, seus louvores entoam, ecoando o refrão: “Senhor, quão grande és Tu”. Nosso coração bate em uníssono enquanto reconhecemos a grandeza de nosso Senhor e humildemente dizemos: “Obrigado, ó Deus, por nos amar sem medida”.

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O Seminário Teológico Interamericano é reconhecido pela Associação de Escolas Teológicas e concede diplomas que são validados em todo o mundo. Crédito: Seminário Interamericano de Teologia

Sua obra dá testemunho da realidade dessas palavras inspiradas de Ellen White: “Não há limites à utilidade daquele que, pondo de parte o próprio eu, abre margem para a atuação do Espírito Santo no coração, e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus” (Serviço Cristão, p. 194).

Concentrados no crescimento e no avanço da obra de Deus, crendo nessas palavras inspiradas de Ellen White, a administração da Divisão Interamericana, em dependência e confiança completas na guia divina, se propôs a alcançar vários objetivos durante esse período de cinco anos.

Melhor preparo dos pastores

Depois de receber o mais elevado reconhecimento concedido a um seminário teológico, o Seminário Interamericano de Teologia (Inter-American Theological Seminary — IATS) foi formalmente estabelecido. Depois de trabalhar por muitos anos e depender de outras instituições de ensino, o Senhor foi misericordioso com nossa Divisão ao permitir que o IATS recebesse a aprovação, a certificação e o credenciamento da Associação de Escolas Teológicas.

Além do Seminário Teológico Adventista da Universidade Andrews, poucas instituições adventistas alcançaram esse nível de reconhecimento. De agora em diante, os estudantes que concluírem seus estudos no IATS receberão um título credenciado reconhecido em todo o mundo. Agradecemos à administração e ao colegiado do IATS por permitirem ser usados pelo Senhor. Seu trabalho árduo beneficiará os pastores de nossa Divisão.

Educação online

Percebemos a orientação divina por meio da consolidação da Herbert Fletcher University (HFU), uma das poucas instituições adventistas de ensino do mundo a oferecer cursos totalmente online. Quando essa universidade estiver em pleno funcionamento, abençoará milhares de profissionais que poderão avançar em sua educação sem precisar deixar seu lar ou emprego. Toda a documentação já foi enviada para as autoridades, com a perspectiva de aprovação formal e inauguração dessa universidade online. Expressamos calorosos agradecimentos a todas as instituições que patrocinaram a HFU, ajudando no custeio de seus diplomas até aqui.

Além de oferecer cursos acadêmicos, a HFU também conta com instrução online informal para todos os líderes das igrejas. Eles podem receber capacitação em suas áreas específicas de responsabilidade congregacional e, assim, atuar com maior eficiência. Com a ajuda do Espírito Santo, prestarão um serviço mais eficaz à igreja.

Milhares de holofotes

Esse período de cinco anos testemunhou um crescimento impressionante na organização de novas congregações. Em 2010, os líderes lançaram o desafio de transformar todos os grupos informais existentes e qualificados em igrejas organizadas. Contudo, se o desafio fosse apenas transformar os grupos já existentes em igrejas organizadas, significaria o fim do crescimento e só atenderia os lugares em que existe presença adventista estabelecida.

Por isso, em seguida, os membros foram desafiados a fixar o estandarte do Príncipe Emanuel em lugares em que não havia presença adventista consolidada. Pela graça de Deus e mediante sua orientação, temos vencido esse desafio. Atualmente temos praticamente o mesmo número de grupos do que no início do quinquênio, isso depois de transformar a maioria dos grupos anteriores em igrejas organizadas.

A Divisão Interamericana designou 2013 como o “ano dos leigos”, resultando no acréscimo de milhares de novos membros à igreja. Crédito: Comunicação IAD

A Divisão Interamericana designou 2013 como o “ano dos leigos”, resultando no acréscimo de milhares de novos membros à igreja. Crédito: Comunicação IAD

Organizar para vencer

Com o aumento do número de membros, foi necessário fundar locais de adoração e isso requer a construção de mais templos. Com o crescimento do total de igrejas e grupos, surge a necessidade correspondente de novas sedes administrativas para coordenar o trabalho. Na verdade, esse processo produziu um aumento significativo nos campos locais, tanto Associações quanto Missões.

Alguns anos atrás, a Divisão Interamericana contava com cerca de 60 campos locais, a maioria deles com o status de Missão. Hoje temos 122 campos locais, quase todos com o status de Associação.

Esse crescimento exponencial de campos locais exigiu uma estratégia para prover liderança no nível das Uniões. Enquanto a Divisão Interamericana possuía 12 Uniões poucos anos atrás, a maioria com o status de União-Missão, hoje são 24 Uniões, o dobro! A maioria delas tem status de União-Associação e outras estão no processo de alcançá-lo.

Visão: Um milhão

No início do quinquênio, os líderes se reuniram e fizeram planos para batizar, no mínimo, um milhão de pessoas ao longo desse período de cinco anos. “Visão: Um milhão” se tornou a palavra de ordem. Hoje é mais que um slogan. Pela graça de Deus, a Divisão Interamericana batizou mais de um milhão de pessoas nos últimos cinco anos, culminando com uma festa batismal de toda a Divisão em um evento transmitido via satélite a partir de Trinidad, no Caribe, este ano.

O cristão interamericano completo

Na América Central, cremos nas palavras de João ao expressar o ideal de um cristão completo: “Oro para que você tenha boa saúde e tudo corra bem, assim como vai bem a sua alma” (3Jo 2). Os cristãos equilibrados devem: (1) prosperar socialmente, (2) ter boa saúde e (3) demonstrar valores cristãos fortes.

Cristãos de boa conduta. Muito tem sido feito na América Central para ajudar os adventistas a entender que, na sociedade em que vivem, devem ser os melhores vizinhos, os melhores cidadãos, os colegas de trabalho mais confiáveis e os amigos mais leais da humanidade. Devem procurar viver como cristãos verdadeiros. Programas como “Abrace uma Cidade”, “Dê um Sorriso” e outros causaram grande impacto em várias comunidades. E somente mediante a intervenção divina é possível que quase 4 milhões de pessoas tenham um testemunho tão impecável.

Cristãos saudáveis. Durante esse quinquênio, programas e iniciativas atraentes de saúde foram lançados em muitos lugares da Divisão Interamericana. Programas como “Quero Viver com Saúde” foram adaptados por alguns governos para despertar a consciência da necessidade de levar uma vida saudável como questão de prioridade nacional. Os profissionais adventistas se uniram a líderes civis na promoção de um estilo de vida saudável para todos. Muito tem sido feito para manter a igreja com o foco na mensagem de saúde e em seu impacto sobre a vida das pessoas, da igreja e da comunidade. Os pastores foram conclamados a proclamar essa grande verdade.

Cristãos morais. Quando João disse “como vai bem a sua alma”, deveria ter nossos dias em mente. Tantas coisas competem pela nossa atenção! A degradação dos padrões morais aceitos em geral pode desviar muitos com facilidade. Mas o Senhor mantém a prosperidade espiritual de seu povo. A Divisão Interamericana não olha nem para a direita, nem para a esquerda, pois sabemos em quem temos crido; e a prosperidade de nossa alma, a certeza da salvação, é nossa maior prioridade.

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Um educador físico faz uma série de exercícios com as pessoas em Monterrey, Nuevo Leon, México, como parte da iniciativa “Quero Viver com Saúde”. Crédito: IAD/Aljafet Chable

Generosidade

A fidelidade financeira da igreja na América Central é notória. Os membros acreditam na obra do Senhor. A igreja confia em seus líderes. A generosidade de nossos membros faz a igreja progredir em sua missão não só em nossa região, mas também em outras partes do mundo. Nossa contribuição com ofertas missionárias em comparação com os dízimos é uma das mais altas do mundo adventista.

A Divisão Interamericana continua prestando forte apoio aos esforços missionários da igreja por meio da doação liberal. Isso só pode ser atribuído à confiança absoluta em Deus, às bênçãos do Senhor à sua igreja e à dedicação de seus membros.

A devolução fiel dos dízimos é prática estabelecida da vida da igreja. Isso não acontece por planejamento ou estratégias humanas, porque a questão de devolver os dízimos com fidelidade é estritamente pessoal e particular entre os cristãos e o Senhor.

A página impressa

Um dos meios que o Senhor tem dado para sua igreja cumprir a missão é o trabalho dos colportores-evangelistas. De manhã, de tarde e de noite, esses homens e mulheres de Deus, cheios do Espírito Santo, batem às portas, alcançam as pessoas para o Senhor e, acima de tudo, deixam literatura cheia de verdade dentro dos lares.

Depois de anos sem dedicar atenção suficiente a esse ministério tão importante, a Divisão Interamericana transformou fez da obra de publicações uma prioridade. Maneiras de motivar, apoiar e direcionar os colportores-evangelistas têm sido restauradas e aperfeiçoadas. A colportagem deixou de ser importante apenas para alguns, na medida em que toda a igreja tem se dedicado a fortalecer essa missão relevante e necessária. Medidas têm sido tomadas para que todo colportor-evangelista fiel receba o devido reconhecimento e os benefícios que a igreja pode oferecer.

A força da união

A igreja não está dividida, pois temos promessas que garantem que as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Comissionada pelo Senhor a ir, pregar e ensinar (Mt 28:19, 20), a igreja na América Central reconhece o valor e a contribuição de todos os seus membros para o avanço da missão. É por isso que todo o ano de 2013 foi dedicado ao reconhecimento da contribuição dos membros leigos, culminando com um dia especial no qual os anciãos das igrejas locais puderam batizar aqueles que haviam levado pessoalmente aos pés de Jesus.

Que grande alegria para os membros leigos! Que bênção foi para a igreja quando os anciãos de todo o território da Divisão Interamericana, apoiados pelos pastores, batizaram milhares de pessoas. A igreja não é servida apenas pelos ministros. Os pastores têm sua parcela de responsabilidade; mas a igreja pertence a seus membros e cada um deles é importante para o cumprimento da missão.

Os líderes da igreja têm a oportunidade de receber treinamento informal para o cumprimento da missão. Dezenas de milhares se esforçaram para concluir cursos a fim de servir melhor ao Senhor e sua igreja. O uso da tecnologia permitiu que milhões de membros assistissem a essa formatura pela internet.

Nosso louvor nunca terá fim; nunca deixaremos de expressar nossa gratidão. Nosso único desejo é ser mais semelhantes a Cristo e servi-lo todos os dias. Por esse privilégio dizemos: “Grandes coisas o Senhor tem feito” e continua a fazer por sua igreja na Divisão Interamericana e ao redor do mundo. [Fonte: Adventist ReviewTradução: Cecília Eller Rodrigues

ASSISTA AO VÍDEO APRESENTADO PELA DIVISÃO INTERAMERICANA NA ASSEMBLEIA