Hora de trabalhar

Confira os primeiros votos dos delegados reunidos em San Antonio e entenda os procedimentos da assembleia mundial

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Às 9h21 da quinta-feira, 2 de julho, teve início a principal atividade da assembleia mundial: as reuniões de trabalho (business sessions), em que os itens levados em pauta deveriam ser discutidos e votados. O processo deve ser democrático, ordenado e parlamentar, conduzido por um presidente (chairman), um vice-presidente da Associação Geral (AG), acompanhado por um secretário(a), um assistente registrador e analisado e votado pelos delegados presentes. É importante notar que, embora a sede mundial da igreja tenha liberdade parar executar seus planos e atividades, sua autoridade está ligada à aprovação da assembleia dos delegados, a qual a Associação Geral presta contas a cada cinco anos.

Neste boletim e nos seguintes, vamos sumarizar os principais votos tomados pela assembleia mundial da igreja, reunida desta vez em San Antonio, Texas. Tomamos como fonte os registros oficiais, cuja transcrição foi publicada em números diários, num trabalho primoroso da equipe da Adventist Review. Todas as falas foram digitadas e registradas, incluindo-se as orações! Os registros são feitos por assistentes da Associação Geral, mas a publicação diária os inclui em cada edição, que é distribuída gratuitamente aos delegados e vendida ao público em geral (Esses registros estão disponíveis em inglês aqui).

O primeiro voto foi o registro da leitura da declaração de missão da igreja, feita por G. T. Ng. No segundo voto foi estabelecida a adoção do programa diário e da agenda assim como se encontrava nos materiais de divulgação impressos e na internet. Então, passou-se à votação dos membros da comissão diretiva (steering committee), que teve como presidente o pastor Ted Wilson e, como secretário, Myron Iseminger, acrescida de 44 membros, oficiais da sede mundial, os presidentes das Divisões (sedes continentais), mais dois convidados, o brasileiro Williams Costa Jr. e William (Bill) M. Knott.

Em seguida, votaram-se os membros de duas comissões especiais, a do Manual da Igreja, à qual seriam levados questionamentos da assembleia, e a comissão relacionada à Constituição e Estatutos. A Comissão do Manual da Igreja foi presidida pelo então vice-presidente, Armando Miranda, tendo como vice-presidente Geoffrey Mbwana, Harald Wollan como secretário e Tamara Boward, como secretária registradora, além de 43 membros, mesclando oficiais da AG e das Divisões. A comissão de Constituição e Estatutos teve como presidente Ted Wilson, vice-presidente Geoffrey Mbwana, secretário Myron Iseminger e Wendy Trim como secretária registradora, mais 47 membros.

Após isso, um delegado foi ao microfone para solicitar que fosse estabelecido o critério de uma maioria de dois terços para se aprovar certos itens da agenda. Então, depois de algumas deliberações, passou-se à aprovação das “regras de ordem” (que têm que ver com o funcionamento das reuniões), com a seguinte votação: (1) permitir que a “Comissão Diretiva determinasse a melhor forma de lidar com essa preocupação; (2) aprovar as regras de ordem da sessão da Associação Geral de 2015”.

Passou-se, então, à primeira ação administrativa do encontro em San Antonio: a aceitação de 35 novas Uniões no corpo da igreja mundial. “O alto número de Uniões é sem precedentes na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia”, afirmou G. T. Ng à Adventist Review. O número superou as sedes incorporadas nas assembleias anteriores: 22 Uniões em 2010 e em 2005. O surgimento das novas Uniões se deve ao crescimento rápido da igreja nos últimos cinco anos, que saltou de 16,3 milhões para 18,5 milhões de membros. Das 35 novas Uniões, 22 estão na África.

A segunda comissão, presidida por Benjamin Schoun, então vice-presidente mundial da igreja, tomou outro voto importante: a aprovação da Comissão de Nomeações da AG. Os nomes foram apresentados nos telões, e houve uma observação, feita pela delegada Gina Brown, quanto à distribuição de gênero e idade. O delegado Júlio Mendez solicitou que se fizesse uma lista que dividisse o número de delegados por gênero e idade. Ray Hartwell, que assistia o presidente, atendeu prontamente, dizendo que já tinha esses dados: 218 dos membros indicados eram homens e 34 eram mulheres. Aqui pode-se abrir um parêntese: a predominância masculina na distribuição de gênero é um reflexo do número de líderes e oficiais do sexo masculino. Quanto à idade, dos membros da Comissão de Nomeações da AG, cinco estão abaixo dos 30 anos; dez entre 30 e 39 anos; 63 entre 40 e 49 anos; 102 entre 50 e 59 anos; 66 na casa dos 60 anos e seis com mais de 70 anos de idade.

Hartwell observou que “não existe nenhuma provisão de constituição ou estatuto que determine qualquer tipo de idade ou gênero quanto à formação da Comissão de Nomeações”. Então, propôs a votação da lista original apresentada. Benjamin Schoun a submeteu à assembleia, que a aprovou por 962 votos a 61, contados pelos dispositivos eletrônicos. Essa Comissão de Nomeações trabalhou nos dias seguintes para decidir a eleição dos líderes da sede mundial, a começar pelo presidente, depois, pelo secretário e pelo tesoureiro e demais oficiais. Os anúncios foram feitos aos poucos, à medida que os nomes foram definidos.

Diogo Cavalcanti é pastor, jornalista e editor de livros na CPB. Ele é o enviado especial da Revista Adventista para a assembleia mundial em San Antonio

Atividades paralelas

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Entre uma reunião e outra, os participantes da assembleia mundial da igreja aproveitam para visitar os estandes dos expositores, ganhar lembrancinhas e comprar materiais. [Informações e fotos: Marcos De Benedicto]

VEJA OUTRAS IMAGENS DOS ESTANDES

Eles nos representam

O modelo de governo representativo e a realização de assembleias têm precedente bíblico

assembleia-San-Antonio-2015-02.07-creditos-leonidas-guedes-4De praticamente cada nação do globo, há representantes dos adventistas do sétimo dia em San Antonio, Texas. Eles vão passar os dias 2 a 11 de julho acompanhando a 60ª assembleia da Associação Geral. O evento, descrito por Sheri Clemmer, uma das suas organizadoras, como uma “reunião campal gigante”, deve receber, além dos 2.570 delegados, mais de 65 mil visitantes nos cultos sabáticos. O encontro irá gerar um impacto missionário na metrópole, que receberá projetos sociais dos adventistas e conhecerá a face multicultural da igreja. No entanto, as principais finalidades da reunião são administrativas e doutrinárias.

Nas assembleias mundiais, são apresentados os relatórios das atividades e do progresso de cada uma das 13 regiões administrativas da igreja (divisões). Os delegados – grupo formado por administradores, pastores, funcionários de linha de frente e membros da igreja – elegem os líderes da sede mundial da igreja e das 13 divisões. Eles também podem decidir mudanças no Manual da Igreja e na redação das crenças fundamentais da denominação (Nisto Cremos). O sistema de assembleias mantém a unidade e a representatividade da igreja e é necessário por causa do modelo administrativo adotado pelos adventistas.

Algumas igrejas cristãs são regidas por um líder carismático, que legisla a ordem e, às vezes, a doutrina da igreja (modelos papista e personalista). Outras mantêm cada congregação local bastante independente em questões de ordem, finanças e costumes (modelo congregacionalista). Já os adventistas mesclaram o sistema episcopal dos metodistas com o modelo presbiteriano de governo. O resultado foi uma estrutura representativa, com uma hierarquia flexível, mas com as decisões sendo tomadas pelas comissões de delegados. Não é uma democracia no sentido de que cada membro pode votar no que a denominação vai crer ou quais práticas vai seguir. Mas harmoniza-se com o ensino bíblico sobre a igreja e com a doutrina do sacerdócio de todos os cristãos.

Portanto, as crenças e procedimentos da igreja não são definidos pelo presidente da Associação Geral e outros líderes eclesiásticos, como alguns podem ser tentados a pensar. As decisões que afetam a igreja como um todo são tomadas por representantes de todo o mundo em assembleias como a que ocorre no Texas.

Sistema já aprovado

O sistema, aparentemente moderno, foi elaborado a partir de princípios seguidos pelos apóstolos. Obviamente, no primeiro século não havia a necessidade de uma estrutura como a de hoje. Mesmo assim, os primeiros cristãos tomaram grandes decisões em assembleias gerais.

Na história narrada em Atos 15, a unidade do cristianismo estava ameaçada por uma difícil questão: a inclusão dos não judeus na igreja. As congregações estabelecidas fora da Judeia enviaram representantes a Jerusalém a fim de arbitrarem o procedimento teologicamente correto quanto ao assunto. A Bíblia fala da diversidade dos representantes: eram “apóstolos e presbíteros” (v. 6). Menciona os relatórios (v. 4) e descreve o debate e a argumentação bíblica do tema (v. 7 a 19). O consenso foi estabelecido e um documento com as resoluções foi publicado e enviado a todas as igrejas (v. 20, 21, 23 a 30). Líderes foram eleitos com a responsabilidade de fazer valer as resoluções do concílio e manter a unidade da igreja (v. 22). Todos esses são procedimentos usuais nas reuniões administrativas da Igreja Adventista.

Apesar da enorme distância no tempo e espaço entre Jerusalém e San Antonio, ambas as assembleias compartilham os mesmos princípios. Assim como o apego à Palavra de Deus manteve a unidade há tanto tempo, é ainda indispensável para preservar a harmonia da igreja. A Bíblia, a base da nossa fé, é também o cimento de nossa unidade denominacional.

Fernando Dias é pastor e editor de livros didáticos na CPB


 

Para saber +

Andrew McChesney, “Surpresas em San Antonio”, em Adventist World, junho de 2015.

George R. Knight, Uma Igreja Mundial (CPB, 2000).

Wendel Lima, “Lições da nossa história”, Revista Adventista, maio de 2013.

Manual da Igreja (CPB, 2010).


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A mão de Deus ao leme

Ele já participou de dez assembleias mundiais e viu a igreja atravessar muitas intempéries

Desde 1962, com exceção do encontro em Detroit (1966), tive o grande privilégio de assistir a dez assembleias mundiais da Igreja Adventista. Em San Antonio, no Texas, estou acompanhando esse evento pela 11ª vez. Foram reuniões que marcaram meu ministério e me inspiraram a servir o Mestre.

Os pontos altos das assembleias são os relatórios, o desfile das nações, os sermões, a diversidade da música e as celebrações de fins de semana que reúnem de 65 mil a 75 mil adventistas. A multidão sai deslumbrada com o crescimento da igreja e inspirada para servir em suas igrejas e comunidades.

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Assembleia foi tema de reportagem especial da edição de outubro de 1970 da Revista Adventista. Evento reuniu mais de 33 mil adventistas. Imagem: Acervo RA

A mais especial para mim, sem dúvida, foi a de 1970, em Atlantic City. Nos cinco anos anteriores à reunião, eu havia atuado como líder do Ministério Jovem em duas sedes administrativas da igreja: Associação Paraná-Santa Catarina e na União Sul-Brasileira. Participando numa caravana com 50 adventistas liderada pelo Dr. Wilson Rossi, fui como delegado para os Estados Unidos. Lá, em Nova Jersey, a pedido do pastor Oswaldo Azevedo, ajudei como tradutor dos brasileiros na comissão de nomeações.

Naquela reunião, testemunhei a eleição de vários líderes e o primeiro choque foi ver o pastor Moysés Nigri ser eleito como um dos vice-presidentes da sede mundial. Porém, a maior surpresa ainda estava para vir. Quando a comissão passou a eleger os líderes de ministérios, o pastor Charles Griffing, um missionário norte-americano, levantou-se e indicou meu nome para uma função. Ele brincou dizendo que havia sugerido meu nome para que um dia pudesse contar para meus netos que havia sido escolhido. Resultado: fui eleito diretor associado do Ministério Jovem. Dali para frente, passei por oito eleições e reeleições em 33 anos de serviço na sede mundial. Foi a primeira vez que a igreja escolheu brasileiros para trabalhar em seu nível administrativo mais alto.

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Capa da edição de agosto de 1975 da Revista Adventista. Imagem: acervo RA

De 1975, lembro-me da iniciativa do pastor Robert H. Pierson, líder mundial dos adventistas na época, de internacionalizar a liderança da igreja. Naquele ano, pela primeira vez a assembleia ocorreu fora dos Estados Unidos: em Viena, na Áustria. Lá, tivemos que preparar equipes para as traduções e coube a mim a responsabilidade de trabalhar com 25 pastores de fala alemã. Essa foi a única vez em que a reunião foi bilíngue. Hoje, os delegados acompanham o programa em inglês munidos de rádios para a captação da tradução simultânea.

Não me esquecerei também da assembleia de Dallas (Texas), em 1980. Ali fui surpreendido novamente com outra eleição: então para ser o diretor mundial do Ministério Jovem, algo novamente inédito para um brasileiro. Na ocasião, tive que conversar com o pastor Neal C. Wilson, nos bastidores, para indicar para ele qual seria a minha equipe, a fim de que os nomes fossem aprovados pela comissão de nomeações. Atualmente, apenas os diretores de ministérios são escolhidos na assembleia, enquanto os associados eleitos no concílio anual. Tradicionalmente realizada em julho, naquele ano, pela primeira vez a assembleia ocorreu em abril.

Em 1990, na cidade de Indianápolis (Indiana), houve algo inusitado. É imprescindível que o presidente da Associação Geral seja eleito ou reeleito na primeira sexta-feira das reuniões, a fim de que ele lidere os votos sobre os demais itens da agenda. Como um dos secretários associados da sede mundial na época, eu conversava sobre a inclusão das novas uniões na hora do almoço com o pastor George Brown, então presidente da Divisão Interamericana. Então ele foi chamado para se apresentar para a comissão de nomeações. Comentei com meus colegas que eu já sabia que ele seria o novo presidente mundial. No entanto, para surpresa geral, ele não aceitou e foi assim que, quase ao pôr do sol, o pastor Robert Folkenberg foi eleito. Naquela mesma assembleia fui escolhido como um dos vice-presidentes, seguindo os passos de outros dois grandes líderes brasileiros: Moysés Nigri e Enoch de Oliveira.

Por sua vez, em 1995, na Holanda, a igreja discutiu o mesmo tema que tem gerado polêmica na assembleia de San Antonio: a ordenação de mulheres. Recordo dos delegados formando enormes filas para falar no microfone contra e em favor da questão. O mesmo ocorrerá agora em San Antonio, mas tenho certeza de que não haverá divisão da igreja. Ao longo dessas décadas, tive um vislumbre de como o Senhor esteve ao leme dirigindo seu povo através das intempéries. Seja na crise teológica com Desmond Ford, em 1980, ou na polêmica sobre a ordenação de mulheres, em 1995, os delegados, guiados pelo Espírito Santo, conseguiram encontrar uma solução e o mesmo ocorrerá no Texas. Deus intervirá para que a igreja continue seguindo o espírito da primeira assembleia, de 1863, levando adiante a pregação sobre a volta de Cristo em glória e majestade.

Léo Ranzolin foi vice-presidente mundial da igreja e hoje, aposentado, reside em Estero, na Flórida (EUA)

Pela 1ª vez, agenda detalhada da assembleia está aberta ao público

Informações disponibilizadas na internet pela primeira vez na história das assembleias oferecem aos membros da igreja em geral a oportunidade de compreender melhor como são tomadas as decisões em nível mundial

Informações antes restritas os delegados das assembleias mundiais da igreja foram disponibilizadas neste ano ao público por meio do site oficial do evento.

Informações antes restritas os delegados das assembleias mundiais da igreja foram disponibilizadas neste ano ao público por meio do site oficial do evento.

A 60ª Assembleia da Associação Geral traz uma série de novidades: votação eletrônica, um aplicativo para dispositivos móveis, um livro digital para os delegados e ainda a oportunidade de o público em geral ter acesso à agenda da programação antes do evento.

Normalmente, a Secretaria da Associação Geral define a agenda e fornece as informações somente para os delegados. Mas, pela primeira vez na história das assembleias, os detalhes das reuniões de negócios da igreja mundial foram disponibilizados com antecedência na internet para todo o público.

“Até então, somente os delegados tinham acesso a essas informações. Mas neste ano decidimos disponibilizá-las em um website, oferecendo aos participantes a oportunidade de compreender melhor o processo”, afirma Myron Iseminger, secretário associado da Associação Geral.

material foi publicado em PDF no site oficial da assembleia e traz informações de como são eleitos os líderes para cada região do mundo, bem como a respeito das alterações que devem ocorrer no texto de algumas crenças fundamentais e regulamentos do Manual da Igreja.

Ao acessar o site, os internautas têm acesso também ao que vai acontecer em cada um dos dez dias de programação e os horários dessas atividades. Com exceção dos sábados, o início das atividades acontecerá às 8h (10h no horário de Brasília) com o momento devocional, que será seguido de duas reuniões de negócios (a primeira das 9h30 às 12h e a segunda, das 14h às 17h, horário local). Já a programação da noite, com início previsto para as 18h30 (20h30 no horário de Brasília), inclui concerto musical, apresentação de relatórios das divisões e termina com uma reflexão bíblica.

Abaixo, disponibilizamos um resumo do calendário de atividades, que poderá sofrer alterações caso as discussões sobre alguns itens da agenda durem mais tempo do que o previsto.

Quinta-feira – 2/7

Janos Kovacs-Biro, secretário da Associação Ministerial na Divisão Transeuropeia, abre o primeiro dia de atividades com o devocional “Clímax glorioso da história: a promessa do retorno de Jesus”.

A abertura oficial do evento será marcada pela exibição do curta-metragem O que poderia ter sido, cujo objetivo é motivar a liderança da igreja a buscar o Espírito Santo para que a pregação do evangelho seja concluída.

Seguindo a praxe, também será feita a leitura de regulamentos, que abre as sessões de negócios da assembleia. Após esse momento de formalidades, os delegados devem votar uma resolução sobre a Bíblia Sagrada e uma declaração de confiança nos escritos de Ellen G. White.

O item principal da agenda concentra-se na missão da igreja. Os delegados receberão oficialmente 35 novas uniões, que foram abertas desde a última assembleia, em 2010. Trata-se de um número recorde. Em 2010, foram adicionadas 22 novas uniões.

“O elevado número de novas uniões é sem precedentes na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia”, disse G.T. Ng, secretário-executivo da Associação Geral. Para ele, isso é “um reflexo da igreja crescendo com velocidade vertiginosa em todo o mundo, particularmente na América Latina e no continente Africano.”

Após o almoço, será formada a comissão de nomeações para a escolha da liderança da Associação Geral, começando pelo presidente da sede mundial. No período da noite, o pastor Ted Wilson apresentará o relatório de sua gestão.

Sexta-feira – 3/7

O devocional da manhã será apresentado por Sikhu Hlatshwayo, uma missionária do Zimbábue nos Estados Unidos. Ela vai falar sobre “Os sinais da segunda vinda de Jesus”.

A sessão de negócios começa com o relatório do secretário da Associação Geral, G. T. Ng. Na sequência, David Trim apresentará o relatório estatístico e o tesoureiro da sede mundial, Robert E. Lemon, dará uma visão geral do estado financeiro da igreja.

Ainda no período da manhã, a comissão de nomeações pode interromper a sessão para anunciar o presidente da AG para o próximo quinquênio. É possível também que secretário e tesoureiro sejam definidos no período da tarde, repetindo o que aconteceu na assembleia de 2010.

Nesse dia, a sessão de negócios deve encerrar mais cedo, por volta das 16h (18h no horário de Brasília), em preparação para o sábado.

Sábado – 4/7

O pregador do sábado é o secretário da Associação Geral, G. T. Ng, que vai falar sobre “A Igreja em missão”. Durante a programação da manhã, os participantes do evento serão convidados a participar de um programa com essa ênfase no período da tarde.

A programação da noite será voltada para a apresentação dos relatórios da Divisão Norte-Americana e da União Norte-Africana Oriente Médio.

Domingo – 5/7

Neale Schofield, CEO da Rede Adventista de Mídia na Austrália, será o orador do culto matutino. O tema do devocional é “O evento surpreendente: a maneira do retorno de Jesus”.

Durante as reuniões de negócios devem ser votadas mudanças editoriais no Manual da Igreja, abrangendo questões como os casos extraconjugais. Os delegados vão considerar a possibilidade de incluir detalhes e definições específicas relativas à conduta sexual. (Leia mais sobre as mudanças propostas)

Também no domingo, serão votadas alterações técnicas feitas na Constituição e Estatuto Social da Associação Geral.

A expectativa é de que nesse dia sejam eleitos os vice-presidentes da sede mundial e associados.

No período da noite acontecerá a apresentação de relatórios das divisões Centro-Leste Africana e Euro Asiática.

Segunda-feira – 6/7

Shian W. O’Connor, presidente da Associação das Ilhas Cayman, no território da Divisão Inter-Americana, dirigirá o devocional da manhã com o tema “Fiel no tempo do fim: preparação para a segunda vinda de Jesus”.

Ao longo de toda a segunda-feira, os delegados devem focalizar a nova redação de algumas das 28 crenças fundamentais dos adventistas. O objetivo é tornar o texto mais claro. Entre essas propostas está a adição da frase “a recente criação de seis dias” na declaração sobre a “Criação”.

Leia mais sobre as atualizações editoriais nas 28 crenças fundamentais dos adventistas (material em inglês)

Veja também a nova proposta de redação das 28 crenças fundamentais (material em inglês)

A comissão de nomeações estará em recesso durante a discussão sobre as crenças fundamentais. Mas é possível que haja eleições de departamentais da AG e presidentes, secretários e tesoureiros de divisões.

À noite, as divisões Intereuropeia e Interamericana apresentarão seus relatórios.

Terça-feira – 7/7

Mathilde Frey, ex-professora de exegese do Antigo Testamento e línguas bíblicas no seminário do Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados (AIIAS), nas Filipinas, será a oradora do culto da manhã. Seu sermão é intitulado “Nunca esquecidos: a promessa do Consolador, que antecede o retorno de Cristo”.

As sessões de negócios devem se encarregar de formalizações legais ao longo de todo o dia.

A previsão é de que nessa data também ocorra a nomeação da maioria dos líderes de departamentos da sede mundial.

Nesse dia, a Divisão Sul-Americana e a Divisão do Pacífico Norte-Asiático apresentarão seus relatórios durante a programação da noite.

Quarta-feira, 8/7

O devocional da manhã, intitulado “O movimento adventista e o retorno de Jesus”, será conduzido por Alain Coralie, secretário adjunto da Divisão Centro-Leste Africana.

A pauta principal do dia será a ordenação de mulheres. Os delegados decidirão se as divisões terão autonomia para ordenar mulheres ao ministério em seus respectivos territórios.

A comissão de nomeações entrará em recesso na ocasião.

A programação da noite contempla a apresentação de relatórios das divisões Sul-Africana-Oceano Índico, Pacífico Sul e Pacífico Sul-Asiático.

Quinta-feira – 9/7

Taj Pacleb, evangelista na Califórnia (EUA), falará sobre o tema “A todo mundo: a proclamação do evangelho antes da vinda de Jesus”.

Serão tratados itens pendentes da agenda e nomeados os auditores e integrantes da comissão ministerial da Associação Geral.

À noite haverá a apresentação dos relatórios das divisões Sul-Asiática, Transeuropeia e Centro-Oeste Africana.

Sexta-feira – 10/7

No penúltimo dia de programação, o devocional será feito por Ron Smith, presidente da União Sul na Divisão Norte-Americana. Ele apresentará o tema “Finalmente em casa: a alegria e plenitude do retorno de Cristo”.

Além de tratar itens pendentes, estão previstos momentos dedicados para a oração.

Sábado – 11/7

Quem proferirá o sermão do último dia da 60ª assembleia será o presidente eleito para os próximos cinco anos.

A ideia é de que, no sábado também seja arrecadada uma oferta especial com o objetivo de financiar projetos de missão em todo o mundo.

Aliás, a missão será o foco desta assembleia do início ao fim. O encerramento, que será no sábado à noite e consiste num dos momentos mais aguardados de uma assembleia, deve passar por mudanças nesse ano para se ajustar mais a essa visão. No lugar do tradicional “Desfile das Nações”, em que as diversas delegações entravam representando as diferentes culturas, o programa irá resgatar a história dos primeiros adventistas batizados em cada país e lembrar os desafios para a pregação do evangelho nas várias regiões do globo. [Equipe RA, da redação / Com informações de Andrew McChesney, da Adventist Review]