Um dia que entrou para a história da igreja

Por uma diferença de 404 votos (1.381 a 977, ou 58,4% a 41,3%), Igreja Adventista decide não ordenar mulheres ao ministério pastoral

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A expectativa em relação às decisões da assembleia mundial da Igreja Adventista nesta quarta, 8 de julho, estava no ar. Que a agenda era um dos pontos altos da assembleia, ninguém duvidava. Afinal, o tema da ordenação de mulheres ao ministério prometia ser um divisor entre o passado e o futuro da igreja.

Alguns diferenciais puderam ser notados desde o início: a liderança reservou um dia inteiro para tratar do assunto; foram escalados alguns dos líderes mais experientes para coordenar as atividades; o auditório estava bem mais cheio do que de costume; e a promessa era contabilizar o “sim” e o “não”, pelo voto secreto, no fim da tarde.

O pastor Mark Finley, respeitado evangelista, liderou os momentos iniciais de oração. Destacou que somos apaixonados a respeito de muitas coisas, mas devemos manter o espírito de amor e a união em Cristo.

A música instrumental “Quão Grande És Tu”, apresentada pela banda Ensamble de Metales, da Universidade de Montemorelos, no México, deu um tom solene ao evento, sugerindo que o Deus transcendente está acima dos debates humanos.

No devocional que tradicionalmente marca o início das atividades de cada dia da assembleia, Alain Coralie, da Divisão Centro-Leste Africana, apresentou uma vibrante mensagem intitulada “Through Trials to Triumph”, certamente uma das melhores do evento.

Com base em Josué 4, ele retratou o povo de Israel jornadeando pelo deserto durante 40 anos, rumo à terra prometida. A travessia do Jordão exigia um milagre divino, mas também a preparação do povo, que deveria dar um passo de fé.

Então, destacando a importância de se manter o olhar na história, ele fez uma ponte para o adventismo e acrescentou: “Se não soubermos por que chegamos aqui, não saberemos como chegar lá.” Segundo Alain, Deus tem sido bom para nós como denominação e como indivíduos. Se não fosse assim, não estaríamos aqui.

“A igreja não deve esquecer sua história, mas não pode ficar presa ao passado”, acrescentou. Por definição, os adventistas olham para o futuro. Enquanto não devemos esquecer os sofrimentos e as conquistas dos pioneiros, nós mesmos fomos chamados para ser pioneiros, ele completou.

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Na sequência, depois de mais oração, Michael Ryan, vice-presidente da denominação que está se aposentando, assumiu o comando dos trabalhos. Se alguns têm um estilo suave de presidir, como Ella Simmons, que atuou no dia anterior, Ryan é conhecido por sua firmeza. Considerando a pauta difícil, ficou claro que ele não foi escolhido por acaso.

Ryan começou observando que em um grupo grande como o da igreja há muitas ideias diferentes, e todos deveriam ser respeitosos em seus comentários. E que o mesmo espírito revelado em um encontro da igreja mundial em 2014 deveria ser manifestado. Para ele, o objetivo era ter o maior número possível de pessoas expressando sua opinião nos microfones.

Documentos

Antes de prosseguir, Ryan chamou o pastor Ted Wilson, presidente reeleito da igreja, para apresentar um histórico dos estudos sobre a ordenação de mulheres. Wilson relatou que, desde a década de 1970, a igreja vem debatendo o assunto.

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O presidente expressou seu desejo de ver um debate aberto e honesto. E pediu para que ninguém tentasse encerrar a discussão com uma moção (proposta), um dos recursos utilizados pelo plenário em outros momentos. Cada um deveria votar de acordo com a sua consciência, orientada pelo estudo do assunto e guiada pelo Espírito Santo. Novamente, foi ressaltado que, apesar das fortes convicções, o espírito de cortesia devia prevalecer.

Reconhecendo a gravidade da decisão diante do grupo, Ryan pediu para que se formassem grupos de dois ou três a fim de dedicar alguns momentos à oração, clamando pela orientação divina e um bom espírito. Foram vários momentos de oração. Em geral, os participantes desse tipo de debate são pessoas bem preparadas, com opiniões fortes, e pode ser grande a tentação de transformar o fórum do diálogo em um cenário de guerra.

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Artur Stele, presidente da última comissão teológica de estudo da ordenação (TOSC, na sigla em inglês), teve a oportunidade de explicar o processo de investigação do tema. “Qualquer coisa que façamos, vamos fazer com o objetivo de cumprir a missão”, sugeriu.

Ele relembrou que os documentos foram disponibilizados online (para acessá-los, clique aqui) para que cada um pudesse estudá-los e tomar uma decisão consciente. A palavra final agora estava com os representantes da igreja, mas cabia à família adventista manter o espírito de unidade: “Numa família, não há vencedores e perdedores. Ou todos ganham ou todos perdem.”

Para tornar o debate mais didático, Karen Porter, secretária da comissão teológica, leu as três posições e a declaração de consenso (leia aqui).

A questão que deveria ser respondida foi: “É aceitável que a comissão executiva de cada divisão, caso considere apropriado em seu território, implemente os dispositivos necessários para a ordenação das mulheres ao ministério? Sim ou não?”

Debate

Às 11h10, Ryan novamente pediu um momento de oração. O clima no auditório, diferentemente do início da assembleia, marcado por certa polarização entre a América do Norte e o chamado Sul Global, era de calma e paz.

Por fim, após o secretário da Associação Geral ler o documento “Teologia e a prática da ordenação ministerial”, os delegados estavam prontos para expressar suas opiniões, alternando-se vozes em favor do “sim” e do “não”.

Dezenas de delegados de ambos os lados registraram-se para expressar seus pontos de vista. A tela mostrava a imagem e a identificação da pessoa, bem como se estava defendendo o “sim” ou o “não”. Enquanto isso, um grupo de membros da igreja intercedia na sala de oração.

Por exemplo, John Brunt, pastor de uma grande igreja na Califórnia, utilizou seus dois minutos para argumentar em favor da justiça da causa da ordenação. Exemplificou que em seu staff há vários pastores e quatro pastoras, que batizam mais do que todos os ministros.

Carlos Steger, reitor do seminário adventista da Argentina, e Frank Hasel, professor de teologia na Europa, defenderam o “não” em nome da unidade da igreja.

Por sua vez, Lawrence Geraty, ex-presidente da Universidade de La Sierra, destacou a necessidade de missionários na América do Norte.

A sessão da manhã terminou ao meio-dia com cerca de 80 pessoas nas filas para falar. O intervalo para o almoço trouxe ainda mais energia para o reinício do debate, às 14h.

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Entre outros defensores do “não”, o Dr. Mario Veloso, que atuou em várias áreas da igreja, disse que desde 1973 ele tem feito parte das comissões que tratam do assunto, e os argumentos, textos bíblicos e citações dos escritos de Ellen White são sempre os mesmos.

Lowell Cooper, vice-presidente da igreja que está se aposentando, evocou vários pontos, como a teologia dos dons espirituais, para defender que a ordenação seria a expressão da necessidade da igreja em diferentes circunstâncias.

Já Colleen Zimbeva, da Divisão Sul-Africana Oceano Índico, sugeriu que as mulheres podem trabalhar sem a ordenação.

David Poloche, da Divisão Interamericana, mencionou o tempo dos juízes, em que cada um fazia o que achava correto. “Não vivemos mais nessa época”, disse. “Por 30 anos, a igreja tem estudado o assunto e ainda não encontrou razões bíblicas para ordenar.” Para ele, se cada divisão fizer o que considera correto, isso não seria unidade.

Às 15h15, conforme previsto, Ryan convidou o pastor Jan Paulsen, ex-presidente da Associação Geral, para fazer um comentário. Paulsen fez um apelo apaixonado em favor do “sim”, argumentando que o “não” poderia causar um sério dano à unidade da igreja. Assim como os membros da África e da América do Sul confiam em seus líderes, ele ponderou, os delegados deviam confiar que os líderes de outras regiões sabem o que é melhor para a igreja em seu território. A fala causou certo desconforto.

Entretanto, o debate continuou. Samuel Larmie, da Divisão Centro-Oeste Africana, partidário do “não”, argumentou que a verdade é uma e a igreja é uma. O que não é bom para uma parte do mundo não é bom para outra parte.

Charles Sandefur, da Associação Geral, defendendo o “sim”, disse que no concílio de Jerusalém, sem equipamentos e grandes comissões de estudo, mas guiados pelo Espírito Santo, os primeiros cristãos se reuniram e em um dia resolveram a questão da circuncisão, liberando os gentios da prática.

Segundo a contagem dos jornalistas da Adventist Review, 40 delegados – 20 a favor e 20 contra – conseguiram expressar sua posição nos microfones. E a discussão foi interrompida 35 vezes por delegados que desejavam fazer alguma objeção sobre determinado aspecto do procedimento.

Às 16h15, o pastor Ted Wilson, num pronunciamento pré-agendado, disse que todos sabiam sua posição (“não”), que ele considera bíblica, e fez um apelo em favor da unidade.

Votação

Finalmente, o horário de encerramento do debate, marcado para as 16h30, estava chegando. Alguns pediram mais tempo, mas o dirigente da reunião não concedeu, pois isso não estava previsto no regulamento.

votacao-ordenacao-de-mulheres-assembleia-mundial-8Feitos os preparativos, os delegados foram instruídos a retirar a cédula de votação, registrando sua presença pela leitura do código de barras do crachá e depositando em seguida o voto numa das urnas. Os anos de estudos e debates agora se resumiriam a “sim” ou “não” (escritos em cinco línguas na cédula), de acordo com o entendimento e a consciência de cada um.

Segundo o secretário associado Myron Iseminger, o sistema de voto secreto foi preparado com antecedência, caso o equipamento eletrônico não funcionasse como esperado. E, de fato, não funcionou.

info-votacao-ordenacao-mulheresAo som de hinos antigos, a contagem dos votos, mais uma vez, deixou a igreja na posição em que estava. Dos 2.363 delegados presentes, 977 (41,3%) votaram “sim” e 1.381 (58,4%) votaram “não”, além de cinco abstenções, o que encerrou, espera-se, cinco anos de debates vigorosos e, às vezes, acalorados sobre um tema polêmico, em que pastores e teólogos respeitados se posicionam de ambos os lados.

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Essa decisão não significa que as mulheres não vão ocupar posições de destaque na igreja, pois desde o início de sua história isso tem ocorrido, a começar por Ellen White.

O pastor Ted Wilson fez novo apelo por unidade e foco total na missão, orando pela cura e a unidade que vêm “pelo poder do Espírito Santo”. A audiência cantou o hino “Oh! Que Esperança”, e assim mais um capítulo da epopeia da (não) ordenação de mulheres chegou ao fim. “Agora é o momento de unificar [a igreja] sob a bandeira ensanguentada de Jesus Cristo e seu poder”, ele disse para um Alamodome ainda lotado.

Alguém pode achar que tudo isso representou muito esforço para um resultado (in)esperado. Contudo, é assim que a igreja trabalha. Tomar uma decisão rapidamente poderia ser mais fácil, mas o resultado talvez se mostrasse menos duradouro. Em suas idas e vindas, argumentos e contra-argumentos, o povo de Deus prossegue em sua trajetória. No mínimo, o processo serviu de base para uma decisão consciente, além de ser um exercício didático de como “fazer” igreja. Michael Ryan confessou sua satisfação pelo “espírito dócil” e o decoro demonstrados na reunião.

O sentimento de alguns líderes é que não houve vencedores e perdedores, pois, se a decisão for encarada como disputa, então todos serão perdedores. “Naturalmente, os membros da nossa divisão estão desapontados com o resultado, mas estamos comprometidos com a missão da igreja mundial”, comentou o pastor Daniel Jackson, presidente da Divisão Norte-Americana. Para Mark Finley, agora é preciso deixar para trás a discussão sobre ordenação e alcançar o mundo perdido. Porque, afinal, Cristo é o “sim” de Deus (2Co 1:20) para todos.

Marcos De Benedicto é editor da Revista Adventista


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Marcos De Benedicto
Editor da Revista Adventista
  • Um dia triste, em que o machismo e a ignorância imperaram e as necessidades do campo Adventista mundial foram ignoradas. Hoje mesmo a União Holandesa emitiu um comunicado de que continuarão a ordenar mulheres ao ministério independentemente da decisão dos delegados. Esse é um passo corajoso em direção à igualdade no chamado. Outras Uniões nos EUA continuarão a prática também.

    • Altamir Santos

      Se eles continuarao com esta pratica, eles nao precisavam nem ter ido a conferencia geral, pois em seus coracoes ja havia a decisao de continuar mantendo a ordenacao de mulheres. Outra coisa: se eles ja faziam a ordenacao mesmo antes, penso que este e’ um espirito de rebeldia por parte destas unioes. Pertenci a uma igreja liderada por uma “pastora” e foi uma tragedia. Estudo no Brasil entre as mulheres mostram que as mulheres sao particularmente contra esta ordenacao. Inclusive, nao e’ so’ a igreja adventista que segue esta pr’atica.

      • Anderson

        Não faz sentido o que você postou. A maioria das pastoras na China são mulheres. Nenhuma congregação adventista chinesa está em decadência espiritual. Nos EUA, muitas de nossas congregações são liderada por mulheres e também não existe essa tragédia que você apresenta. O argumento contra a ordenação feminina ao ministério pastoral é fraco. Vale lembrar que o voto dos 1381 delegados foi sobre as 13 divisões adventistas não permitirem a ordenação ao ministério pastoral. Não é sobre a ordenação que já existe para diaconisas e anciãs. Hoje muitas pastoras adventistas ao redor do mundo são comissionadas ao ministério. A diferença é que no certificado dos homens vai como ordenado…e no das mulheres…comissionadas. Poderia apresentar o link do estudo que você disse? Até hoje nunca encontrei um estudo ou pesquisa séria sobre a maioria das mulheres se posicionando contra o papel de uma mulher como pastor.

  • Diego Oliveira

    Só eles que não perceberam que a diferença é pouca??? Ou seja se faz necessário maior esclarecimento sobre o tema, porque a comunidade deseja sim, que mulheres esteja na liderança, visto que muitos ministram de forma poderosas as vidas, talvez os que votaram nem saibam que sofrem de um machismo crônico, e se amparam na religiosidade pra mante-lo vivo, realmente triste, a Igreja precisa se manter unidade sim, mas causa a divisão num momento que poderia se unir mais…#GirlPower

    • Ronero

      Deus escolheu a mulher para ser mãe e cuidar da família e nenhum ministério é maior que este.
      Já o ministério Pastoral e o sacerdócio foi dado aos homens. Não se trata de machismo e sim do que Deus escolheu.
      Além do mais a igreja é Dele e se ordenar Mulher for necessário ele o fará e nenhum homem impedirá.

      • Diego Oliveira

        Então temos que rever o valor do ministério de Ellen White… desculpa, mas enquanto teólogo, vejo uma mistura de coisas, mas enfim, como estou lendo nos fóruns, cada um acredita no que quiser, e faz a interpretação que bem lhe caber…bom sábado galera! Abs

  • Aylton Oliveira

    Se pedimos a orientação do Espírito Santo, e colocamos a votação em Suas Mãos, não há o que debater mais sobre o assunto.
    Quem vai contra o que foi votado, vai contra o espírito de união que existe e existiu na votação, e não considera a atuação do Espírito Santo na decisão da ocasião.

  • Machismo? Isso nem entrou em pauta. O que foi discutido é o que a revelação e a Palavra de Deus demonstram sobre o assunto,… o resto é ética mundana que vem e vai com o decorrer dos tempos.

  • Joselí Nascimento

    Sou mulher,e não concordo que mulheres sejam ordenadas!Simples assim!Parabéns pela maioria que votou contra.GRAÇAS A DEUS!

    • Anderson

      É sua opinião. Talvez você desconheça bem o assunto. Quando vc diz que é contra a ordenação de mulheres, qual tipo de ordenação vc é contra? Diaconisa, anciã ou pastoral? Se vc não sabe…mas já existe um voto antigo que permite a ordenação de mulheres diaconisas e anciãs (onde for necessário). O voto de San Antonio foi contra a ordenação pastoral. Só lembrando que existe muitas pastoras adventistas comissionadas ao ministério pastoral ao redor do mundo.

      • Joselí Nascimento

        Me referi apenas para pastoras!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
        Diaconisa e anciã sempre tem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
        Acho que vc que não entendeu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
        Vc quer complicar algo tão simples!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Afffffffffffffffffffff

        • Elizabeth Torres

          Nossa!! Como está inflamada a irmã Joselí!!! Pode ser simples pra vc que olha sob sua perspectiva e sabe-se lá qual. A questão que penso ter relevância é a representativa das mulheres na CG. Suponhamos que lá estivessem em número maior digamos, pelo menos, 40% será que teríamos esta diferença de votos contra? E se tivessem sido a favor, vc teria aceitado que a decisão fora de de Deus? Desculpe-me mas Deus não interfere nas decisões em que cabe ao homem decidir, e para mim foi uma questão mais etnológica que teológica.

        • Elizabeth Torres

          Nossa!! Como está inflamada a irmã Joselí!!! Pode ser simples pra vc que olha sob sua perspectiva e sabe-se lá qual. A questão que penso ter relevância é a representatividade das mulheres na CG. Suponhamos que lá estivessem em número maior digamos, pelo menos, 40% será que teríamos esta diferença de votos contra? E se tivessem sido a favor, vc teria aceitado que a decisão fora de de Deus? Desculpe-me mas Deus não interfere nas decisões em que cabe ao homem decidir, e para mim foi uma
          questão mais etnológica que teológica.

  • Marco Túlio de Barros

    Havia duas ideias, e o que houve foi que uma pequena maioria votou por uma delas. Deus respeita as nossas decisões , talvez visitaremos a questão novamente no futuro e o resultado poderá ser diferente.

  • Vale lembrar que 83% dos delegados esse ano eram homens e apenas 17% mulheres. Apenas 16% estavam na faixa etária abaixo de 39 anos. Para uma igreja formada em sua maioria de mulheres e jovens, dificilmente pode-se chamar o voto de representativo da demografia da igreja Adventista mundial. (http://spectrummagazine.org/sites/default/files/General%20Conference%20Delegates.png).

    Nesse caso, cai em ouvidos moucos a declaração repetida ad nauseam de que a voz da conferência reunida em plenário é “a voz de Deus”. Não é mais, já dizia Ellen White em 1901 (Ms 37, 1901).

    Não somente não representavam os delegados a igreja de forma equilibrada, mas também seus discursos mostram que não estudaram os materiais produzidos pelos teólogos da igreja.

    Afinal dois terços dos teólogos do TOSC “Theology of Ordination Study Committee”, comissão estabelecida pela Conferência Geral, se posicionou em favor da ordenação da mulher. Podemos então dizer que a posição contra é “bíblica”? Apesar disso, os mesmos velhos argumentos da dominação/superioridade masculina foram usados.

  • Vale lembrar que 83% dos delegados esse ano eram homens e apenas 17% mulheres. Apenas 16% estavam na faixa etária abaixo de 39 anos. Para uma igreja formada em sua maioria de mulheres e jovens, dificilmente pode-se chamar o voto de representativo da demografia da igreja Adventista mundial. (http://spectrummagazine.org/sites/default/files/General%20Conference%20Delegates.png).

    Nesse caso, cai em ouvidos moucos a declaração repetida ad nauseam de que a voz da conferência reunida em plenário é “a voz de Deus”. Não é mais, já dizia Ellen White em 1901 (Ms 37, 1901).

    Não somente não representavam os delegados a igreja de forma equilibrada, mas também seus discursos mostram que não estudaram os materiais produzidos pelos teólogos da igreja.

    Afinal dois terços dos teólogos do TOSC “Theology of Ordination Study Committee”, comissão estabelecida pela Conferência Geral, se posicionou em favor da ordenação da mulher. Podemos então dizer que a posição contra é “bíblica”? Apesar disso, os mesmos velhos argumentos da dominação/superioridade masculina foram usados.

  • Adilson Cypriano

    Todos oraram para que Deus guiasse a votação. O resultado saíu e os insatisfeitos, de um momento para outro, passam a criticar a decisão final, parecendo desacreditar que o Senhor realmente guiou a decisão ali tomada.. Cuidado ! Esse raciocínio( se o resultado não foi o que eu esperava, então não veio de Deus), é o que vem cegando tantos inocentes nessas igrejas pentecostais..

  • Sílvia Letícia

    Particularmente, eu desejava e estava esperançosa de que a ordenação de mulheres fosse votada de forma favorável. Sinto um chamado intenso de pregação do evangelho e o faço dentro das minhas possibilidades, já vi muitas mulheres poderosas do Espirito. Certamente se fosse votado o sim, eu estaria na fila da frente do vestibular de teologia, trabalhar exclusivamente para Deus e a pregação e manutenção do evangelho seria um grande sonho realizado, mas apesar de não estar contente com a decisão no conselho, creio que prevaleceu a vontade de Deus, pois tudo que foi decidido o foi feito em oração. Afinal não podemos esquecer que nada acontece aqui neste mundo sem a permissão d’Aquele que criou o universo! Sem mais que continuemos unidos, em amor e respeito, independente da opinião que possuímos…

  • Anderson

    Vocês deveriam postar a reportagem da revista adventista norte americana onde o pastor Ted Wilson deixa claro sobre o que se trata o voto de quarta feira. Tem muito adventista confuso. O voto não proíbe a ordenação de mulheres como diaconisas e anciãs….o voto proíbe a ordenação pastoral. Vale lembrar que existem muitas pastoras comissionadas ao ministério em diferentes países.

  • Tiago Pereira

    Embora estivesse esperançoso pelo SIM, vendo a questão duma perspectiva mais prática do que teológica, mais endereçada à necessidade em algumas divisões e ao avanço do evangelho do que numa questão homem ou mulher, uma vez que muitos ainda tem uma posição dividida teologicamente, e certa com razão; ainda assim, fiquei feliz por ver a maneira honesta de como tudo foi conduzido. A despeito da tensão pelas discussões e o resultado, Deus foi honrado e tudo acabou bem. A melhor decisão é a decisão da maioria. Vamos seguir em frente, e o Senhor agirá sempre através de quem se deixar ser usado, seja de que gênero for – assim está registrado na Palavra e assim será até o fim.

  • SENSATO DE ÚLTIMA GERAÇÃO.

    QUE TRISTE É OUVIR PESSOAS QUE NÃO PENSAM E PARECE QUE TAMBÉM NÃO ACREDITAM NAS ORAÇÕES SINCERAS.
    Lamento a cegueira de alguns de mente lerda pra entender a vontade de Deus. Por acaso as filhas de Arão eram sacerdotisas? Por acaso Diná tornou uma tribo? por acaso entre os Doze Jesus colocou mulheres? Por acaso Ellen White era pastora ordenada? Qualquer ser pensante sabe da tremenda importância das mulheres na Igreja de Deus, não como pastoras. E se este assunto for levado novamente pra votação, será considerado rebeldia contra as ordens de Deus. Parem de ser tardios de mente; aceitem a decisão que veio de Deus e consagremo-nos pois a Volta de Jesus está muito próxima.

  • Cláudio Giron

    Olá leitores da RA. Fui delegado desta assembleia, alguns esclarecimentos: a votação tensa, nervosa, do dia 8 de julho da qual participei, não era para a igreja ordenar ou NAO mulheres e sim para dar autonomia para as divisões fazerem isto em seu território. O documento emitido no dia seguinte pelo Pr. Ted Wilson e sua equipe deixa claro isto, uma vez que o estudo teológico sobre a ordenação do Instituto Bíblico da Associação Geral em nenhuma parte menciona a exclusividade da ordenação masculina. A referida declaração do Pr. Wilson (publicada em 09.07.15) deixa claro que a igreja continuará apoiando, promovendo, não discriminando e também ordenando pastoras comissionadas, anciãs (nas divisões que já alguns anos autorizaram) e diaconisas no mundo todo como tem feito. Vejam o texto bem traduzido por Mateus Cardoso. O voto na realidade fortaleceu os oficiais da Associação Geral que nesta decisão e em outras terão mais autonomia para atuar. Eles certamente têm toda competência e atribuição concedida por nós delegados que neles votamos. Como terão que orientar os dirigentes dos campos que têm mulheres como ministras ordenadas (não confundir com pastoras comissionadas não existentes em nossa divisão). Existem pastoras comissionadas na Divisao Norte Americana, Divisao do Sul do Pacifico, na Europa e na China não sei que credencial recebem. Inclusive conosco várias delas estavam lá. Oremos diariamente pelo batismo no Espirito Santo, sejamos homens ou mulheres.

  • Lourenço Luamba

    gracas a DEUS em nossa igreja existe muitos vastos departamentos em que nossas maes e manas trabalham na obra do Senhor, e nao creio que temos pratica do machismo em nosso seio…..

  • Katia Camargo Barbosa

    MAS NESSA ÉPOCA NÃO COLOCAR A MULHER COMO PASTORA, É SIM UM PENSAMENTO MACHISTA, AFF

  • Katia Camargo Barbosa

    JOSELI,,, TEMOS QUE TER PASTORAS SIM,,, NAS IGREJAS!