Pesquisa sobre dinossauros

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Como a investigação coordenada por cientistas adventistas tem ampliado a influência da igreja e melhorado a vida de uma comunidade na Bolívia

Timothy Standish

Prefeito de Toro Toro (Bolívia) homenageia paleontólogo adventista que coordena estudo sobre dinossauros. Foto: Geoscience Research Institute

Recentemente, membros de um comitê da sede mundial adventista foram homenageados na prefeitura de Toro Toro, na Bolívia. A razão do reconhecimento foi uma pesquisa sobre dinossauros coordenada pelo paleontólogo Raúl Esperante, pesquisador do Geoscience Research Institute (GRI), localizado em Loma Linda, na Califórnia (EUA).

Os detalhes dessa história revelam como a investigação científica tem contribuído para melhorar a vida da comunidade boliviana que vive no entorno do sítio paleontológico onde, há vários anos, pesquisadores adventistas desenvolvem um programa de pesquisa sobre dinossauros.

O grupo coordenado por Esperante estuda pegadas desses animais na região de Toro Toro, uma bonita cidade, mas com uma economia limitada, que fica a cerca de 2.700 metros de altitude. Nessa paisagem seca e espetacular, os cidadãos vivem da criação de ovelhas e gado. A atividade pastoril é voltada basicamente para a subsistência. Mas o prefeito local, Eliodoro Uriona Pardo, viu no turismo científico uma enorme oportunidade de melhorar as condições de vida dessas pessoas. Isso por que a cidade está localizada na região do Parque Nacional de Toro Toro.

O estudo sobre dinossauros realizado pelo doutor Esperante está atraindo outros pesquisadores e turistas para ver a beleza da região, as maravilhas geológicas e seu incrível registro da atividade dos dinossauros. Esta pesquisa é realizada em parceria com estudiosos da Universidade Adventista da Bolívia (UAB).

Complementando a investigação científica, a UAB abriu um museu de história natural na cidade de Cochabamba. O espaço foi projetado para hospedar grupos escolares e compartilhar uma visão a respeito dos dinossauros e outros fósseis que é consistente com o registro bíblico da história.

Juntamente com o trabalho árduo dos pesquisadores, o investimento por parte da universidade adventista boliviana e as doações para apoiar a pesquisa e o museu do GRI e do Conselho de Fé e Ciência tornaram isso possível. Os resultados positivos para a igreja e a comunidade já começam a ser vistos. À medida que as notícias se espalham e as pegadas de dinossauros são estudadas e preservadas, a compreensão dessas criaturas surpreendentes cresce e mais pessoas são atraídas, levando o turismo e o desenvolvimento econômico para a região.

Participantes da reunião anual do comitê do GRI durante visitam ao cenário dos estudos coordenados pelo doutor Esperante.  Foto: Geoscience Research Institute

A reputação e o impacto da Universidade Adventista da Bolívia também estão crescendo. Isso foi ilustrado no fim de semana da recente reunião anual do Comitê do Instituto de Pesquisa em Geociências (GRICOM, na sigla em inglês), quando o estudo foi apresentado a estudantes, líderes empresariais, ministros do governo e acadêmicos em Cochabamba, terceira maior cidade do país.

Por isso, também está em estudo a implantação de um centro de influência em Toro Toro, projeto que visa servir tanto os moradores da cidade quanto os visitantes que vêm para desfrutar da generosidade natural, cultural e científica do parque.

“Onde nossa fé bíblica e a ciência entram, o trabalho dos pesquisadores adventistas pode trazer muitos benefícios práticos”, disse Artur Stele, vice-presidente da Igreja Adventista em nível mundial. “Estamos muito satisfeitos em apoiar essa pesquisa e ver não apenas os benefícios práticos para a UAB e o povo de Toro Toro, mas também para a Igreja Adventista, enquanto procuramos contar ao mundo sobre nosso Criador e Redentor”, acrescentou.

O impacto da reunião do GRICOM continuou até o fim da visita à Bolívia, com um relatório favorável do ministro da Energia ao presidente boliviano Evo Morales, e uma reunião de despedida em Cochabamba com o vice-ministro de Relações Exteriores.

É surpreendente pensar no fato de os membros do GRICOM terem sido homenageados pela cidade boliviana de Toro Toro, onde não há um único membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Parque Nacional de Toro Toro impressiona pelo abundância de registro fóssil. Foto: Geoscience Research Institute

A denominação procura saber o que é verdadeiro, e a verdade é, em última análise, algo que beneficia toda a criação. Não apenas seguimos Jesus Cristo, “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6, NVI); Ele também promete a Seus seguidores: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8:32).

No caso de Toro Toro, a busca pela verdade sobre os dinossauros está ajudando a libertar as pessoas da pobreza. E a Igreja Adventista continua a ajudar de maneira muito prática, ao mesmo tempo que testemunha da liberdade e abundância desfrutadas por aqueles que abraçam o Criador como seu Salvador e Redentor.

TIMOTHY STANDISH é biólogo e atua como pesquisador do Geoscience Research Institute (com colaboração da equipe da Adventist Review)

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Última atualização em 2 de setembro de 2019 por Márcio Tonetti.