O real tamanho da igreja

Relatório apresentado por David Trim, diretor do Departamento de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa, no dia 3 de julho, revela que nossos números ainda estão inflados

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Foto: reprodução Adventist Review

No último quinquênio, a igreja mundial realizou uma série de auditorias detalhadas de seus membros. O resultado da análise feita pelo Escritório de Arquivos, Estatísticas e Pesquisas indicou que o total de membros no papel é maior do que a realidade e, em algumas áreas, consideravelmente maior. Uma análise mais profunda sugeriu que o número de membros se encontra inflado por causa de falhas sistêmicas em relatar com precisão as perdas, tanto por morte, quanto de membros vivos, chamada em diferentes partes do mundo de apostasia, abandono e assim por diante. Este relatório resume os resultados das auditorias de membros e sugere algumas implicações para a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Em geral, uma única estatística-chave revela insights vitais a uma organização quanto à precisão de uma série de outros dados. Ao mensurar o total de membros adventistas, a estatística-chave é a taxa de mortalidade: o número de mortes a cada mil habitantes. Na análise do ASTR, a taxa de mortalidade adventista foi calculada em cada Divisão e globalmente, e depois comparada com a taxa de mortalidade da população em geral da respectiva Divisão e do mundo inteiro. Uma vez que um ano isolado não revela uma tendência, o ASTR fez essa análise no período de 1995 a 2010.

Descobrimos que a taxa de mortalidade adventista global sempre esteve abaixo do índice de mortalidade geral e caiu especialmente ao longo da década de 2000 (ver Figura 1). Além disso, em muitas Divisões, a taxa de mortalidade adventista foi significativamente inferior à taxa de mortalidade geral daquele território.

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Os adventistas do sétimo dia têm princípios divinos de vida saudável que nos foram concedidos pelos escritos de Ellen G. White, mas a diferença entre as taxas de mortalidade entre os adventistas e a população em geral é tão grande que somente o estilo de vida saudável não é suficiente para justificá-la.

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Na primeira década do século 21, havia 3,39 mortes de adventistas em cada mil membros da igreja ao redor do mundo, em contraste com 8,55 mortes em cada mil pessoas da população em geral. Isto é, nossa mortalidade média era de apenas 39,65% da mortalidade geral. Estudos científicos indicam que os efeitos de seguir a alimentação e o estilo de vida adventista definiriam essa porcentagem, na melhor das hipóteses, em cerca de dois terços da população geral. Logo, nossa taxa global de mortalidade estava pelo menos na metade do que deveria, mesmo levando em conta as vantagens das orientações de saúde adventistas.

Em oito Divisões (incluindo quatro das seis com mais de um milhão de membros), a mortalidade adventista era equivalente a menos de 40% da mortalidade geral e, em cinco Divisões, inferior a vinte por cento. O total de membros registrado nessas Divisões é, na verdade, maior do que o número de membros vivos. Essa auditoria é importante por três motivos: planejamento, mordomia e cuidado pastoral. Todas essas considerações são importantes, mas é possível que a última seja a mais relevante entre elas.

Os líderes da igreja necessitam de registros fiéis do número de membros; primeiro, para planejar de modo estratégico e eficaz; segundo, para ser bons mordomos, já que, do contrário, os recursos podem ser mal-empregados. Acima de tudo, porém, se o número de membros não corresponder à realidade, fica muito difícil cuidar dos membros da igreja. A parábola da ovelha perdida (Lc 15:4-7) nos revela que saber quantas ovelhas estão no aprisco é fundamental para o Pastor divino, cujo exemplo procuramos seguir.

A igreja mundial instituiu uma série de medidas corretivas, com o objetivo de chegar a uma estatística fiel do número de membros. Contagens regulares dos presentes foram acrescentadas às estatísticas que todas as igrejas locais e unidades administrativas devem relatar anualmente. Em 2012, foi criado o Escritório do Software de Membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, na Associação Geral. Hoje duas Divisões inteiras e Uniões de outras cinco já adotaram ou estão começando a adotar o software aprovado da secretaria.

No entanto, a medida que exerceu maior impacto foram as abrangentes auditorias de membros. Todas as Divisões realizaram auditorias em pelo menos parte de seu território e, de igual forma, a maioria das Uniões realizou pelo menos uma auditoria parcial. Contudo, ao redor do mundo, o processo de auditorias se encontra incompleto. Por isso, este relatório é, em certo sentido, preliminar.

Em 2014, foi relatado um total de 55.320 mortes, ou seja, três mortes em cada mil adventistas ao redor do mundo, aumentando de 2,67 no início do último quinquênio, que corresponde exatamente a um terço da taxa de mortalidade geral do planeta, a menor porcentagem em nossa história estatística. As três mortes em cada mil em 2014 equivalem a 39% da taxa de mortalidade líquida de 7,84 mortes por mil no mesmo ano. Logo, ainda temos um longo caminho a percorrer para que as mortes sejam relatadas com precisão.

O que mais chama atenção, porém, é que as auditorias revelaram grandes perdas. Não foram apenas as mortes que deixaram de ser relatadas. O número daqueles que saíram da igreja (hoje descritos nos relatórios estatísticos oficiais com o termo “afastados” em lugar do antigo “apostatados”) e o número de “desaparecidos” também, isto é, pessoas que simplesmente não foram encontradas quando a auditoria foi realizada.

O resultado do abrangente processo de auditorias ao longo dos últimos cinco anos foi um total de 2.983.905 membros que deixaram a igreja ou foram registrados como desaparecidos; 261.888 mortes foram registradas; e um total de 5.563.377 foram acrescentados mediante o batismo ou a profissão de fé. O número de mortes relatadas cresceu um pouco, mas permaneceu relativamente estável, ao passo que o total de desaparecidos e afastados aumentou drasticamente.

A magnitude das perdas (desaparecidos e afastados) identificadas nas auditorias mina o número considerável de acréscimos. O número gigantesco de membros que sai pela metafórica porta dos fundos mina o crescimento que chega pela porta da frente (Figura 2). A melhoria na conservação dos membros é vital.

Por causa disso, o crescimento nos últimos cinco anos foi muito mais lento do que nos cinco anos anteriores (ver Figura 3), mas, na verdade, não passa de ilusão estatística. Muitos daqueles cuja saída foi registrada não deixaram nossas fileiras ao longo dos últimos cinco anos. Nossa falha de longo prazo em realizar auditorias de membros em grande parte do mundo significa que estamos registrando perdas dos últimos 25 anos (e, em alguns casos, provavelmente até mais do que isso).

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Expressando de forma simples, em vez de sofrer uma crise de crescimento da igreja, estamos somente sentindo os efeitos de uma correção estatística. Os índices de crescimento ao longo da década de 1990 e início dos anos 2000 foram, na verdade, inferiores ao que se pensava, ao passo que nossa real taxa de crescimento neste quinquênio foi maior do que parece. Além disso, é importante reconhecer que as perdas não foram causadas pelas auditorias. As auditorias de membros apenas registram a partida daqueles que já haviam se afastado da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Elas revelam o tamanho do problema que já existe há muitos anos.

Por fim, não realizamos auditorias para limpar o rol de membros e obter números mais precisos. Cada um dos 2.983.905 membros registrados como desaparecidos ou afastados da igreja ao longo dos últimos cinco anos (e cada um dos 13.026.925 membros que se “afastaram” ou “desapareceram” durante os últimos cinquenta anos) é precioso para Jesus.

As auditorias devem continuar como parte de uma estratégia mais ampla para melhorar a conservação e a disciplina dos membros. Precisamos imitar o Bom Pastor, que deixou tudo de lado para ir em busca de apenas 1% de seu rebanho que havia desaparecido. Registros estatísticos precisos não são um fim em si mesmos, mas a base para um ministério mais poderoso ao rebanho que nos foi confiado pelo Salvador.


Nota: Kathleen Jones, Joshua Marcoe, Carole Proctor e Lisa Rasmussen contribuíram com a análise estatística deste relatório.


[Fonte: Adventist Review / Tradução: Cecília Eller Nascimento]

Líder mundial desafia igreja a seguir adiante

Pastor Ted Wilson enfatiza continuidade ao apresentar relatório de sua gestão

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Seguindo a tradição de dedicar a primeira noite das assembleias mundiais da Igreja Adventista para o relatório do presidente, na noite de ontem, dia 2, em San Antonio (Texas), os delegados acompanharam um resumo dos principais projetos da gestão de cinco anos do pastor Ted Wilson. O relatório, que se estendeu por cerca de 1h30, foi entrecortado por vídeos que apresentaram as iniciativas mais importantes da sede mundial no quinquênio.

Neto de pastor e filho de um ex-presidente da Associação Geral, Neal Wilson, o líder mundial foi eleito para a função na assembleia de 2010, em Atlanta (Geórgia), assumindo um discurso claro de reavivamento e reforma espiritual. “O desafio de seguir em frente não foi lançado no último quinquênio, mas há milhares de anos”, disse Wilson, ao fazer referência aos desafios do povo de Deus ao longo da história. No vídeo preparado para o relatório, o líder aparece em lugares importantes da Terra Santa, como a cadeia de montanhas do Sinai e diante do Mar Vermelho, refletindo sobre a experiência dos israelitas. Wilson também destacou que Deus tem guiado sua igreja desde o começo humilde no século 19 até hoje, quando ela é apontada como a quinta maior denominação do mundo e a que mais cresce entre as igrejas protestantes.

Olhando para trás

No relatório, Wilson relembrou as ênfases do quinquênio. Ele incentivou cada membro a buscar um reavivamento e reforma pessoal e a orar pela atuação final do Espírito Santo na igreja e no mundo. Esse apelo urgente do líder foi expresso no primeiro concílio anual de sua gestão, em 2010, quando foi votado o documento “Reavivamento, Reforma, Discipulado e Evangelismo”. Dois desdobramentos práticos dessa declaração foram o projeto Reavivados por Sua Palavra, que incentivou a leitura diária de um capítulo da Bíblia, e a campanha dos dez dias de oração e dez horas de jejum.

Nos discursos, Ted Wilson tem enfatizado a origem, identidade e missão profética do movimento adventista. Tem sido duro também contra os teólogos e cientistas que trabalham para a denominação e flertam com o evolucionismo teísta. Em agosto de 2014, no sul de Utah, num congresso sobre Bíblia e ciência, ele chegou a pedir que os professores que assumem essa postura em sala de aula, deveriam ser fiéis à própria consciência e pedir demissão (leia mais sobre isso aqui). No relatório, Wilson elogiou o trabalho sério de pesquisa realizado pelo Instituto de Pesquisas em Geociências, a produção do filme A Criação e os eventos sobre criacionismo realizados ao redor do mundo.

Literatura e missão urbana

Wilson também tem demonstrado grande apreço pelos escritos de Ellen White. Isso fica claro em seus sermões e artigos, ao citar vários textos da mensageira do Senhor e ao usar os trechos mais conhecidos da pioneira como base para projetos institucionais. Assim ele fez em relação à ênfase no reavivamento e reforma, principal mote de sua gestão, bem como em relação ao projeto de distribuição de literatura e evangelismo urbano. Foi no último quinquênio que 140 milhões de exemplares do livro O Grande Conflito, e versões condensadas dele, foram entregues ao redor do mundo. Somente no Brasil, 35 milhões de cópias de A Grande Esperança foram entregues em 2012 e 2013 (clique aqui para saber mais).

Foi no último quinquênio também que a denominação fez um grande esforço para que Nova York sediasse um projeto-piloto de missão urbana. Para tanto, jovens de todas as regiões do mundo participaram da iniciativa com o intuito de replicá-la em sua terra natal (projeto “Um ano em missão”). Como resultado, mais do que dezenas de projetos sociais, 400 pontos de pregação e 5.300 pessoas batizadas, o programa, na visão de Wilson, teve o papel de lembrar que a orientação de Ellen White sobre o trabalho nas metrópoles exige uma abordagem mais completa e a longo prazo do que a que temos utilizado.

O entusiasmo do presidente por evangelismo urbano vem de longa data. Wilson começou seu ministério pastoral em Nova York e pesquisou em sua tese doutoral, na Universidade de Nova York, o que Ellen White propõe como estratégias evangelísticas para a Big Apple. Conselhos que podem servir de protótipo para qualquer metrópole mundial. Nos últimos cinco anos, o líder fez questão também de dirigir pessoalmente várias séries evangelísticas, seja nas Filipinas, onde 10 mil pessoas foram batizadas, ou mais recentemente no Zimbábue, onde 30 mil se uniram à igreja. Para dar respaldo teológico e fomentar o envolvimento dos adventistas na iniciativa “Missão para as cidades”, foi lançado no último quinquênio o livro Ministério para as Cidades, uma compilação dos escritos de Ellen White sobre o tema.

Saúde e web

Atrelada a essa visão sobre missão urbana, a sede mundial incentivou a prática e o ensino da mensagem de saúde, prova disso é o assunto do livro missionário deste ano, Viva com Esperança, distribuído aos milhões na América do Sul no fim de maio. Wilson chama de “evangelismo transformacional” a combinação de pregação e cuidados com a saúde. Essa foi a tônica de uma conferência realizada em Genebra, Suíça, em julho de 2014, para 1.300 delegados de 83 países. Outro investimento da igreja nos últimos anos foi a evangelização via internet. Os encontros mundiais de profissionais da web (GAiN) ganharam versões regionais, a exemplo da América do Sul, e neste ano teve sua primeira edição online.

Em seu discurso, Ted Wilson se valeu da atuação de Deus no passado para inspirar os fiéis a confiarem na condução dele no futuro. De 2010 a 2015, o adventismo celebrou datas importantes: os 150 anos da escolha do nome da denominação (2010), da organização da igreja (2013) e dos cem anos da morte de Ellen White (2015). Evidências de que os adventistas já estão fazendo hora extra aqui na Terra e, portanto, precisam resgatar o senso de urgência em relação ao tempo em que vivem. Afinal, como disse Wilson: “chegamos à beira da eternidade”. [Wendel Lima, equipe RA]


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Presidente mundial da Igreja Adventista é reeleito

 

Projeto Reavivados por Sua Palavra entra na segunda fase

Segunda etapa do projeto de leitura diária da Bíblia foi lançada na assembleia mundial em San Antonio

projeto Reavivados entra na segunda faseA primeira fase do projeto Reavivados por Sua Palavra foi encerrada com chave de ouro na última sexta-feira, 10 de julho, durante a programação da assembleia mundial em San Antonio. Num momento bastante aguardado por milhares de fiéis, foi lido Apocalipse 22, o último capítulo da Bíblia. O projeto, lançado em abril de 2011 com o objetivo de incentivar o estudo diário das Escrituras, entra a partir de hoje numa segunda etapa. A ideia é que, além de pesquisar um texto da Bíblia a cada dia (começando por Gênesis capítulo 1), os participantes estudem também os escritos de Ellen White semanalmente.

Os livros sugeridos para acompanhar o estudo da Bíblia são os cinco volumes da série “O Conflito dos Séculos” (Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos e O Grande Conflito) mais os livros Caminho a Cristo e Parábolas de Jesus. Nesta semana, por exemplo, a recomendação é que os participantes leiam os dois primeiros capítulos da obra Caminho a Cristo. [Equipe RA, da redação / Com informações de Felipe Lemos, da ASN]

Os próximos cinco anos

A escolha de Ted Wilson reflete a tendência conservadora da maior parte da igreja mundial

Na reunião de trabalho de sexta-feira, dia 3 de julho, a única do dia, por ser véspera do sábado, foram aprovados seis itens da agenda: a limitação do número de delegados aos que já estavam próximos aos microfones; o relatório da secretaria, apresentado por G. T. Ng (leia o texto “A igreja diante do espelho” aqui) e a não utilização de votos secretos para a eleição de oficiais apontados pela Comissão de Nomeações, pois os dispositivos eletrônicos de votação não funcionaram como se esperava. As áreas de algumas Divisões sofriam com a falha, possivelmente por interferência do sinal de wi-fi do ginásio Alamodome. Além disso, alguns delegados pareciam não utilizá-lo adequadamente. Havia diferença até entre o número de aparelhos e o de votantes exposto na tela.

chamada-home-Primeiro-dia-da-assembleia-mundial-é-marcado-pela-busca-da-unidadeO último item foi um dos mais importantes, a aprovação do nome indicado pela Comissão de Nomeações para a presidência da Associação Geral, Ted N. C. Wilson. Aliás, quando Ted foi nomeado, Nancy, a esposa, foi encontrada na sala de oração da assembleia. Nos plenários, após 37 minutos de discussões, procedeu-se à votação. O presidente reeleito teve o apoio de 90% dos delegados. Após isso, o pastor Ted Wilson e a esposa Nancy se apresentaram na plataforma, sendo aplaudidos em pé pelos delegados e pela multidão nas arquibancadas.

O pastor Ted Wilson se dirigiu ao público reunido, com as seguintes palavras: “É com um respeito muito acatado e com humildade que nós dois estamos diante de vocês, diante de Deus, e aceitamos essa responsabilidade.” Em seguida, apresentou a tônica de sua nova gestão: (1) ênfase maior em Cristo e sua justiça; (2) ênfase na fidelidade dos membros; (3) o envolvimento de cada membro da igreja na missão. Na coletiva de imprensa, concedida pouco depois, afirmou que sua maior prioridade seria a terceira.

Em entrevista à Adventist Review, Nancy afirmou: “Sinto o mesmo que naquele dia há cinco anos. (…) Estou contente porque temos o Senhor para nos apoiar. É seu poder, sua força, sua igreja.” O pastor Ted Wilson compartilhou: “É um convite extremamente desafiador, para o qual ninguém se sente preparado. Ninguém pode exercer essa função a não ser pela condução direta e guia do Senhor.”

A ênfase de Wilson na humildade e na dependência de Deus não é exagerada nem apenas gentil. Diante dos enormes desafios ao cumprimento da missão da igreja e à perda de membros, assim como as dificuldades tanto internas quanto externas, o presidente mundial da Igreja Adventista precisará mais do que nunca da sabedoria do alto. A igreja votou pela continuidade, pelos valores mais tradicionais do adventismo e em rejeição às tendências progressistas e às pressões sociais que afetam todo o mundo religioso, incluindo a igreja reunida em San Antonio.

Diogo Cavalcanti é pastor, jornalista e editor de livros na CPB. Ele é o enviado especial da Revista Adventista para a assembleia mundial em San Antonio

Hora de trabalhar

Confira os primeiros votos dos delegados reunidos em San Antonio e entenda os procedimentos da assembleia mundial

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Às 9h21 da quinta-feira, 2 de julho, teve início a principal atividade da assembleia mundial: as reuniões de trabalho (business sessions), em que os itens levados em pauta deveriam ser discutidos e votados. O processo deve ser democrático, ordenado e parlamentar, conduzido por um presidente (chairman), um vice-presidente da Associação Geral (AG), acompanhado por um secretário(a), um assistente registrador e analisado e votado pelos delegados presentes. É importante notar que, embora a sede mundial da igreja tenha liberdade parar executar seus planos e atividades, sua autoridade está ligada à aprovação da assembleia dos delegados, a qual a Associação Geral presta contas a cada cinco anos.

Neste boletim e nos seguintes, vamos sumarizar os principais votos tomados pela assembleia mundial da igreja, reunida desta vez em San Antonio, Texas. Tomamos como fonte os registros oficiais, cuja transcrição foi publicada em números diários, num trabalho primoroso da equipe da Adventist Review. Todas as falas foram digitadas e registradas, incluindo-se as orações! Os registros são feitos por assistentes da Associação Geral, mas a publicação diária os inclui em cada edição, que é distribuída gratuitamente aos delegados e vendida ao público em geral (Esses registros estão disponíveis em inglês aqui).

O primeiro voto foi o registro da leitura da declaração de missão da igreja, feita por G. T. Ng. No segundo voto foi estabelecida a adoção do programa diário e da agenda assim como se encontrava nos materiais de divulgação impressos e na internet. Então, passou-se à votação dos membros da comissão diretiva (steering committee), que teve como presidente o pastor Ted Wilson e, como secretário, Myron Iseminger, acrescida de 44 membros, oficiais da sede mundial, os presidentes das Divisões (sedes continentais), mais dois convidados, o brasileiro Williams Costa Jr. e William (Bill) M. Knott.

Em seguida, votaram-se os membros de duas comissões especiais, a do Manual da Igreja, à qual seriam levados questionamentos da assembleia, e a comissão relacionada à Constituição e Estatutos. A Comissão do Manual da Igreja foi presidida pelo então vice-presidente, Armando Miranda, tendo como vice-presidente Geoffrey Mbwana, Harald Wollan como secretário e Tamara Boward, como secretária registradora, além de 43 membros, mesclando oficiais da AG e das Divisões. A comissão de Constituição e Estatutos teve como presidente Ted Wilson, vice-presidente Geoffrey Mbwana, secretário Myron Iseminger e Wendy Trim como secretária registradora, mais 47 membros.

Após isso, um delegado foi ao microfone para solicitar que fosse estabelecido o critério de uma maioria de dois terços para se aprovar certos itens da agenda. Então, depois de algumas deliberações, passou-se à aprovação das “regras de ordem” (que têm que ver com o funcionamento das reuniões), com a seguinte votação: (1) permitir que a “Comissão Diretiva determinasse a melhor forma de lidar com essa preocupação; (2) aprovar as regras de ordem da sessão da Associação Geral de 2015”.

Passou-se, então, à primeira ação administrativa do encontro em San Antonio: a aceitação de 35 novas Uniões no corpo da igreja mundial. “O alto número de Uniões é sem precedentes na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia”, afirmou G. T. Ng à Adventist Review. O número superou as sedes incorporadas nas assembleias anteriores: 22 Uniões em 2010 e em 2005. O surgimento das novas Uniões se deve ao crescimento rápido da igreja nos últimos cinco anos, que saltou de 16,3 milhões para 18,5 milhões de membros. Das 35 novas Uniões, 22 estão na África.

A segunda comissão, presidida por Benjamin Schoun, então vice-presidente mundial da igreja, tomou outro voto importante: a aprovação da Comissão de Nomeações da AG. Os nomes foram apresentados nos telões, e houve uma observação, feita pela delegada Gina Brown, quanto à distribuição de gênero e idade. O delegado Júlio Mendez solicitou que se fizesse uma lista que dividisse o número de delegados por gênero e idade. Ray Hartwell, que assistia o presidente, atendeu prontamente, dizendo que já tinha esses dados: 218 dos membros indicados eram homens e 34 eram mulheres. Aqui pode-se abrir um parêntese: a predominância masculina na distribuição de gênero é um reflexo do número de líderes e oficiais do sexo masculino. Quanto à idade, dos membros da Comissão de Nomeações da AG, cinco estão abaixo dos 30 anos; dez entre 30 e 39 anos; 63 entre 40 e 49 anos; 102 entre 50 e 59 anos; 66 na casa dos 60 anos e seis com mais de 70 anos de idade.

Hartwell observou que “não existe nenhuma provisão de constituição ou estatuto que determine qualquer tipo de idade ou gênero quanto à formação da Comissão de Nomeações”. Então, propôs a votação da lista original apresentada. Benjamin Schoun a submeteu à assembleia, que a aprovou por 962 votos a 61, contados pelos dispositivos eletrônicos. Essa Comissão de Nomeações trabalhou nos dias seguintes para decidir a eleição dos líderes da sede mundial, a começar pelo presidente, depois, pelo secretário e pelo tesoureiro e demais oficiais. Os anúncios foram feitos aos poucos, à medida que os nomes foram definidos.

Diogo Cavalcanti é pastor, jornalista e editor de livros na CPB. Ele é o enviado especial da Revista Adventista para a assembleia mundial em San Antonio

Primeiro dia da assembleia mundial é marcado pela busca da unidade

Filme, orações e testemunhos apontaram nessa direção

A assembleia mundial da Igreja Adventista é um fenômeno único, não só no meio religioso, mas numa consideração mais ampla. Qualquer comparação com reuniões semelhantes se mostra insuficiente para traduzir a grandeza e o sentido desse megaevento. A celebração feita por membros do mundo todo, que até lembra a confraternização universal de uma Olimpíada, ainda é mais do que isso. Por reunir líderes que conduzem a Igreja em mais de 200 países, parece um encontro da ONU, mas vai além.

Ao proporcionar uma oportunidade única para centenas de expositores de organizações, ministérios, empresas e artistas de todo o planeta, também é mais do que isso. Por movimentar uma massa humana capaz de alterar o ritmo de uma grande cidade como San Antonio, o encontro também é mais do que números. A assembleia mundial combina todos esses elementos e muitos outros para formar um evento singular, mundial, que impressiona corações, transforma a igreja e define rumos.

Ao se encontrar periodicamente, o adventismo se descobre cada vez maior. E isso não poderia ser mais válido do que na 60a Assembleia da Associação Geral. Com 18,5 milhões de membros, a Igreja Adventista do Sétimo Dia já é a quinta maior denominação cristã do mundo e desempenha um papel cada vez mais relevante na sociedade, num sentido coletivo e em nível individual. Seus membros têm desempenhado papéis cada vez mais importantes. No momento desta assembleia, por exemplo, Ben Carson é pré-candidato à presidência americana, e a cidade de San Antonio tem uma prefeita adventista, Ivy Taylor.

As bênçãos de um crescimento notório trazem consigo seus desafios. O gigantismo de uma igreja representada pela face de um menino pequeno que dá estudos bíblicos numa comunidade no Amazonas também tem seu rosto refletido numa instituição médica de alcance internacional, ou na jovem que serve como voluntária da ADRA em Myanmar. A igreja é vista debaixo de um flamboyant na savana africana, tanto quanto na areia branca da longínqua Micronésia ou no ambiente climatizado de uma igreja em Chicago. Seu alcance global, sua natureza multifacetada, sua missão todo-abrangente produzem um peso equivalente que a igreja precisa administrar.

Expectativa

Os anos assim como as horas que antecederam a assembleia de 2015 foram marcados pela expectativa, até que o momento finalmente chegou com o amanhecer de 2 de julho. Sob o sol nascente do Texas, delegados e participantes caminhavam para não perder a abertura. Protegidos por barreiras e policiais que guiavam o trânsito nos cruzamentos, os primeiros contatos com o estádio coberto Alamodome, próximo à belíssima Torre das Américas, acrescentavam ainda mais solenidade à caminhada. “Esta já é minha sexta assembleia”, compartilhou o pastor Geovani Queiroz, enquanto dava passos rápidos, e acrescentou: “só sabe o que é uma assembleia mundial quem participou de uma.”

Pontualmente às 8 da manhã, música suave e inspiradora era cantada em sequência, sem apresentações, até que oração e cântico congregacional foram seguidos pela leitura do capítulo 7 de Apocalipse (do projeto Reavivados por Sua Palavra) e pelo primeiro devocional, dirigido pelo pastor Janos Kovacs-Biro. As reuniões de oração e adoração servem especialmente para se buscar reavivamento e reforma espiritual.

Primeiras votações


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Os momentos de reflexão deram lugar à chamada business session (algo como “sessão administrativa”), em que temas foram apresentados aos delegados para votação, num tipo de comissão de igreja. A assembleia de delegados exerce a autoridade máxima da igreja, definindo as questões pelo voto individual. A participação de membros e líderes, numa proporção de 50% cada, resguardam o princípio de igualdade nas votações.

Inicialmente, o próprio ato de votar se tornou um motivo para questionamentos. Com a introdução de aparelhos eletrônicos individuais, alguns delegados questionaram a confiabilidade do novo sistema. As perguntas respeitosas, porém, diretas, foram respondidas pelo presidente da comissão, Lowell Cooper, bem como pelo secretário da sede mundial, o cingapuriano G. T. Ng, que reafirmaram a funcionalidade do sistema, que foi utilizado e aprovado no concílio anual da igreja, realizado em outubro de 2014. A habilidade em lidar com questionamentos sinceros chamou a atenção de Friedbert Hartmann, secretário da sede adventista para o Norte da Alemanha: “temos líderes excelentes. Representam bem a igreja”.

As diversas participações chamaram a atenção para notícias animadoras da igreja mundial. Uma homenagem feita pelo pastor Ted Wilson, presidente da Associação Geral, a Alberto Gulfan, ex-presidente da Divisão do Pacífico Sul-Asiático, que deixou o cargo por motivo de saúde e se aposentou. O pastor Wilson também chamou atenção para os 18 chineses presentes na assembleia, que foram saudados por todos os presentes.

Em seguida, Wilson convidou o pastor Raafat Kamal, líder da igreja na Hungria, para falar da reconciliação ocorrida nesse país (clique aqui para saber mais). Famílias dissidentes se mantinham afastadas da denominação há mais de 40 anos. O fim do cisma na Hungria, que conta com apenas 6 mil membros, foi celebrado após décadas de diálogo, especialmente, nos últimos quatro anos.

Consenso

Mas o ponto alto do primeiro dia da assembleia foi a ênfase na unidade. Após um filme “O que poderia ter sido?” (What Might Have Been – Can Be), que retrata um clima de humildade, perdão e reconciliação na assembleia de 1901, que, na verdade, não passou de uma visão de Ellen White sobre o que poderia ter sido aquela reunião e o impacto que ela teria produzido na igreja e no cumprimento da missão. “Se a igreja de Cristo tivesse feito o trabalho, como o Senhor havia ordenado, o mundo inteiro teria sido alertado, e o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória” (Review and Herald, 13 de novembro de 1913).

assembleia-San-Antonio-2015-02.07-creditos-leonidas-guedes-26Após o vídeo de 28 minutos, o pastor Wilson conclamou os delegados a tornarem realidade a visão da mensageira do Senhor, buscando um espírito de perdão, reconciliação e respeito mútuo. O chamado foi seguido por um longo momento de oração em duplas e trios. Isso chamou a atenção de um professor da Universidade Valley View, em Gana. “Não devemos vir às reuniões com ideias preconcebidas e divididas. Como no filme, precisamos orar a Deus por perdão, para que ele tenha misericórdia de nós. Os momentos de oração foram muito bons, e eu orei para que isso perdure em nossa mente.”

O chamado à unidade também foi o ponto alto para o pastor Bruno Raso, vice-presidente da sede sul-americana da igreja: “Gostei do apelo à unidade para uma experiência de reavivamento e reforma, que leva ao batismo do Espírito Santo e a igreja a terminar a obra de Deus”. “A busca do entendimento de opiniões foi o que mais me chamou a atenção”, disse Marlon Lopes, tesoureiro e colega de Raso na sede sul-americana. “Se as pessoas prestarem bem a atenção, vão perceber essa tentativa (da liderança) de manter harmonia e o respeito às diferenças.”

As expectativas quanto às reuniões deste ano são grandes: “independentemente das decisões, desejo que a igreja saia mais forte e mais unida. Tenho confiança de que será assim”, conta o pastor Lopes. Lea Jano, líder associada do Ministério da Família na Missão Guam-Micronésia deseja “continuar a ver a igreja unida e que a voz de Deus seja ouvida”. Por sua vez, o pastor Raso acredita que Deus “vai manifestar seu poder. O que Deus permitir será o melhor para a igreja. E a maior expectativa do coração é que essa seja a última assembleia”, afirma. “Deixemos a Palavra de Deus ser suprema em tudo o que estamos fazendo, mesmo em nossas práticas, assim como em nossas crenças, que a Palavra de Deus nos guie”, completa o professor Robert Osei Bosu.

A tarde do primeiro dia das reuniões da assembleia mundial foi ocupada pelas reuniões das comissões de nomeação das sedes continentais (divisões) e pelo funcionamento dos estandes no prédio anexo ao Alamodome, no centro de San Antonio. O restante da tarde contou com a aprovação dos nomes das comissões de nomeações. À noite, a reunião foi marcada pela adoração, louvor e testemunhos, como de costume nas assembleias, com destaque para o relatório das atividades realizadas pela igreja mundial nos últimos cinco anos sob a administração do pastor Ted Wilson.


Apelo da assembleia da Associação Geral

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No apelo à unidade, feito pelo pastor Ted Wilson, foi lida a seguinte mensagem, projetada nos telões e distribuída aos delegados:

“Nós, oficiais da Associação Geral e das Divisões, apelamos a todos os delegados da assembleia da Associação Geral, assim como os demais participantes a aceitar uns aos outros como irmãos e irmãs em Cristo, a despeito de algumas diferenças de opinião que possam ser evidentes sobre certos temas. Pedimos que busquemos a semelhança a Cristo e um respeito humilde de uns pelos outros em nossas palavras e atividades durante esta assembleia da Associação Geral e depois dela. Pelo poder de Deus, nosso comportamento humilde e atitudes falarão alto àqueles que nos veem. Apelamos intensamente para que façamos tudo ao nosso alcance para fortalecer a igreja – este precioso movimento adventista. Nós nos apoiamos completamente em Cristo pelo espírito unificador que nós necessitamos ao proclamar as três mensagens angélicas nestes últimos dias da história da Terra.” [Diogo Cavalcanti, equipe RA]

O voo da fé

Relatório apresentado por Blasious Ruguri, presidente da Divisão Centro-Leste Africana, no dia 5, mostra profissionalização da igreja numa das regiões em que o adventismo mais cresce

Alunos do ensino fundamental em uma escola adventista no Quênia. Crédito: departamento de comunicação da ECD. Foto: Adventist Review

Alunos do ensino fundamental em uma escola adventista no Quênia. Crédito: departamento de comunicação da ECD

Levantando-se das cinzas da guerra, da pobreza e do analfabetismo em admirável progresso e serviço cristão, uma grande história de missão continua a acontecer nessa região da igreja mundial. A Divisão Centro-Leste Africana (East-Central Africa Division — ECD), a mais nova da Igreja Adventista mundial, mesmo com imensos desafios a vencer, está entre as que crescem com maior rapidez.

O território tem uma população de mais de 350 milhões de habitantes, mas um total de membros de pouco mais de três milhões. Há muito trabalho a ser feito. Do ponto de vista humano, parece uma tarefa impossível. Contudo, além da fachada de aparente derrota e dos infindáveis desafios de um planeta assolado pelo pecado, os últimos cinco anos presenciaram o triunfo da missão nessa região como nunca antes. Desde o início do quinquênio, o projeto de Reavivamento e Reforma assumiu o palco central à medida que os líderes da igreja apresentaram um ambicioso plano estratégico que envolve tanto as iniciativas da igreja mundial quanto programas novos e ousados destinados a atender as necessidades e a realidade missionária local.

Mudança de imagem

Nós, cristãos, somos chamados não só para ser luz, mas também sal. Enquanto buscamos, vivemos e comunicamos a verdade encontrada em Jesus Cristo, reconhecemos que, sem visibilidade e sem encontrar as pessoas onde elas estão, fazemos pouco progresso. Nossa influência afeta o modo de transmitir a mensagem de esperança.

Por esse motivo, nossa sede criou um plano para tornar a igreja visível em suas comunidades. Essa ambiciosa iniciativa de branding incluiu a construção de novas estruturas e instalações, mas não se limitou a isso. Ela conta igualmente com o processo de conquista de pessoas, cuidado, cura e pregação. Isso se traduziu na fundação de novos templos e prédios administrativos, novos hospitais e novas estruturas em nossas instituições.

Temos a alegria de relatar progresso nessas áreas. Algumas se destacaram mais do que outras, porém todas tiveram avanços. Ainda superando a maré do genocídio, a União de Ruanda fez um progresso tremendo nesse aspecto.

A Universidade Adventista da África Central, em Kigali, Ruanda, concluiu importantes projetos, a começar por um auditório com capacidade para 2.500 pessoas sentadas, um moderníssimo prédio de Ciência e Tecnologia, e novos dormitórios, que estão em construção. Missões e associações locais construíram novos escritórios. Escolas e instituições da igreja se destacam como os melhores prédios nas áreas em que estão localizadas em todas as partes de Ruanda. Agradecemos a Deus por esse tamanho progresso.

De 2010 a 2015, foram fundadas 224 escolas adventistas. Mil professores foram acrescentados ao longo do mesmo período e 50 mil alunos. Em todo o território, templos modernos começaram a ser construídos, substituindo as antigas estruturas que serviam como casas de adoração. Nossos hospitais e instituições de saúde também passaram por reformas admiráveis. Estão sendo erguidos novos hospitais em Mwanza (Tanzânia), Bujumbura (Burundi) e Nairóbi (Quênia). Muitas outras instalações de saúde estão sendo construídas em nossa geografia, como a Clínica Adventista de Ruanda e o Centro de Esperança e Estilo de Vida em Kasese, Uganda.

Outros projetos notáveis concluídos incluem:

  • Auditório na Universidade Bugema, com capacidade para 5 mil pessoas sentadas.
  • Auditório multiuso e novo dormitório feminino na Universidade de Arusha.
  • Policlínica e dormitórios masculino e feminino na Universidade Adventista de Lukanga.
  • Estúdio com Centro de Mídia Adventista no campus Advent Hill.
  • Escritório da União-Missão Sul da Tanzânia.
  • Novo escritório da União e casa de hóspedes em Juba, Sudão do Sul (projeto).

info-relatorio-da-Divisão-Centro-Leste-Africana-foto-homeA Igreja Adventista nessa Divisão tem dado passos para conscientizar o público a respeito de sua existência e missão. Seguindo o programa do Dia Mundial do Jovem Adventista, liderado pelo Ministério Jovem, a visibilidade da igreja aumentou tremendamente nos dois últimos anos por meio de atos diversos de bondade e interação com a comunidade.

Foram organizadas atividades deliberadas para impactar a comunidade, incluindo serviço comunitário, doação de sangue, distribuição de literatura, serviços médicos, assistência em desastres, centros de resgate de crianças e muitas outras.

As iniciativas para aumentar a visibilidade da Divisão também foram impulsionadas com as visitas ao nosso território do presidente da Associação Geral, Ted Wilson. Elas despertaram a consciência acerca da existência da igreja nos países e nas cidades que ele visitou. Durante essas visitas, Wilson se reuniu com os presidentes de Burundi, Quênia, Ruanda e Tanzânia.

Foi investido mais de 1,5 milhão de dólares na capacitação de mais de 500 servidores em universidades locais. Entre eles, mais de 300 se graduaram na Universidade Adventista da África, no Kênia. Recursos dos “dízimos extraordinários” da Associação Geral auxiliaram na formação educacional de mais de 200 servidores da República Democrática do Congo, Burundi e Sudão do Sul, onde temos o menor número de pastores com diploma em Teologia.

Voando pela fé

O cerne das iniciativas da Divisão ao longo dos últimos cinco anos foi resumido no slogan “Destinados a voar”. Todos os ministérios e todas as instituições da Divisão concentraram seus esforços em cumprir a missão com agilidade, excelência e ousadia. Passamos a compreender esse conceito de missão como um voo de fé. Lançando mão dos métodos essenciais de pregação, ensino, cura e discipulado, cada programa e iniciativa foram projetados para alcançar resultados relevantes e significativos. Todos os departamentos e ministérios trabalharam em favor desse objetivo.

O Ministério da Mulher é um exemplo de programa de grande alcance evangelístico e, ao mesmo tempo, de cuidado que revolucionou nossa maneira de cumprir a missão daqui para frente nessa região. O tempo não é suficiente para relatar quanto foi feito nesse sentido.

O Ministério de Publicações continua prosperando, com um número de colportores-evangelistas que cresce a cada dia, todos eles concentrados em levar esperança a cada lar. A saúde e a educação têm sido, na maioria dos casos, portas de entrada bem-sucedidas. E as histórias de êxito são numerosas.

Líderes da Igreja Adventista se reúnem com o presidente de Ruanda. Crédito: departamento de comunicação da ECD

Líderes da Igreja Adventista se reúnem com o presidente de Ruanda. Crédito: departamento de comunicação da ECD

O total de membros da Divisão aumentou de 2.648.530, em 2010, para 3.046.313, em 31 de dezembro de 2014. As notáveis campanhas evangelísticas realizadas incluem:

Evento por via satélite “Chamas do Evangelho”. Com o apoio do ministério de comunicação e mídia em 2012, a Divisão realizou seu quarto evento via satélite com pregações de Blasious Ruguri, presidente da sede. A série evangelística intitulada “Chamas do Evangelho” foi gravada em Uganda e transmitida pelo canal de televisão Hope Channel.

Missão Urbana. Em 2013, mais uma grande campanha de missão urbana foi realizada em Kinshasa, República Democrática do Congo. Kinshasa é uma das cidades da Divisão com menos membros da igreja. A campanha, realizada por administradores e líderes de ministérios da Divisão, foi realizada em 14 pontos e resultou no batismo de 1.523 pessoas. Após o lançamento do projeto “Kinshasa para Cristo”, cada uma das doze Uniões identificou uma cidade para receber essa iniciativa e milhares de batismos ocorreram como resultado. O número total de membros continua a crescer.

Semanas e seminários de mordomia realizados anualmente em toda a Divisão são iniciativas que têm ajudado os membros a se transformarem em mordomos fiéis. O Ministério da Mordomia Cristã foi aperfeiçoado e, pela primeira vez, a Divisão conseguiu enviar à sede mundial um relatório dessa área. O percentual de membros dizimistas subiu de 19,5% em 2011 para 49% em dezembro de 2014. O alvo estratégico é alcançar 70% no fim de 2015.

Ministérios especiais

Ministério de surdos. Desde 2010, 503 surdos foram batizados. Cerca de 1.509 surdos frequentam a igreja regularmente na União Leste do Quênia. Um acampamento especial foi realizado em agosto de 2014. Cinco pastores surdos estão estudando Teologia na Universidade do Leste da África, em Baraton, e dez pregadores surdos leigos recebem um estipêndio mensal.

Programas de capelania. O ministério nas prisões do Quênia, da República Democrática do Congo, de Uganda e de Juba, no Sudão do Sul, tem obtido bons resultados missionários. No Quênia, 4.560 detentos foram batizados. Os membros adoram a Deus em 39 congregações dentro das prisões. Dez igrejas foram construídas e terrenos para outras vinte foram concedidos pelo governo à igreja.

Em Uganda, o ministério está pegando fogo em cidades como Amolatar, Jinja, Ishaka, Kasese e Kampala. O governo convidou a igreja para estender o ministério aos encarcerados a outras prisões do país. Em algumas delas, a denominação doou equipamentos de satélite para permitir aos detentos que assistam aos programas da igreja.

O cuidado dispensado aos estudantes das universidades públicas nunca foi tão bom, sobretudo no Quênia, onde o governo continua a remunerar capelães escolhidos pela igreja. Em alguns campi de universidades seculares, os administradores doaram terra para a construção de locais de adoração.

Ministério aos portadores do HIV/AIDS. As Uniões nomearam coordenadores para as vítimas de HIV/AIDS. Vários grupos de apoio aos portadores dessa doença foram organizados. Foram criadas associações de adventistas com HIV/AIDS e algumas estão registradas como organizações comunitárias, que oferecem uma série de programas.

Como parte dos esforços para transformar a própria comunidade em um local melhor para se viver, adventistas pintam uma delegacia na Tanzânia. Crédito: departamento de comunicação da ECD

Como parte dos esforços para transformar a própria comunidade em um local melhor para se viver, adventistas pintam uma delegacia na Tanzânia. Crédito: departamento de comunicação da ECD

Resultados

Neste quinquênio, a igreja na Divisão vivenciou o seguinte:

Os membros da igreja cresceram espiritualmente graças ao envolvimento comunitário em atos de compaixão e bondade. Muitas pessoas foram levadas a Cristo, reavivando a esperança.

O público geral se tornou mais ciente da presença da Igreja Adventista em seu meio e está procurando conhecê-la melhor. A mudança de percepção é vista com clareza em várias partes do território da Divisão.

Em uma área com mais de 350 milhões de habitantes, a igreja tem avançado com mensagens de esperança pelos meios de comunicação. A presença da igreja se faz sentir em lugares distantes e de difícil acesso. Vidas são positivamente transformadas todos os dias.

Sentimos alegria por pertencer a essa família global da fé e assumimos nossa posição com paixão e humildade. O processo de levar pessoas a Cristo — por meio do cuidado, ensino, da pregação e do discipulado — deve continuar enquanto aguardamos ansiosos a vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Até esse dia chegar, lutaremos para nos unir na missão de preparar o mundo para o grande dia de reunião de todos os povos neste território da igreja mundial. [Fonte: Adventist Review / Tradução: Cecília Eller Nascimento]

Assista também à apresentação do relatório no vídeo abaixo

Missão em meio aos desafios

Relatório apresentado por Bruno Vertallier, então presidente da Divisão Intereuropeia, no dia 6, destacou o uso da mídia de massa e das instituições de saúde na missão

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A cruz no centro do Congresso Europeu da Juventude, realizado em agosto de 2013, em Novi Sad, Sérvia.

Criada em 1971 a partir de territórios até então administrados pelas Divisões Central Europeia e Transmediterrânea, a Divisão Intereuropeia (EUD) supervisiona a obra da Igreja Adventista do Sétimo Dia em 20 países do centro, sul e leste da Europa.

A saúde assumiu o palco principal no Congresso de Saúde da EUD, realizado em Praga, em abril de 2013.

A saúde assumiu o palco principal no Congresso de Saúde da EUD, realizado em Praga, em abril de 2013.

Essa Divisão, destino do primeiro missionário adventista do sétimo dia, tem uma história que inclui um ex-padre, Michael Belina Czechowski, o qual se tornou adventista nos Estados Unidos e começou a pregar dos três anjos na Europa em 1864. Aliás, a congregação que ele organizou em Tramelan, em 1867, ficou conhecida como a igreja adventista mais antiga da Europa.

Foi na Europa que o cristianismo emergiu ao longo dos séculos; foi na Europa que o protestantismo nasceu. Hoje a Europa é secularizada. Mas embora as pessoas rejeitem o tradicionalismo e a institucionalização, elas anseiam por ouvir sobre Deus e sua Palavra.

De sua sede em Berna, na Suíça, a Divisão provê inspiração para seis Uniões e cinco Uniões de igrejas. Suas editoras na Áustria, Bulgária, República Tcheca, França, Alemanha, Itália, Romênia, Eslováquia, Espanha, Suíça e em Portugal publicam em 18 idiomas. As atividades vistas nessa Divisão são resultado do compromisso comum em cumprir a missão que Jesus ordenou 2 mil anos atrás: ir e fazer discípulos.

Projetos que identificam a Divisão Intereuropeia

Em essência, nossa Divisão é uma colcha de retalhos. Os idiomas, as culturas e as tradições de toda a região são muito diferentes. Por isso, é enorme o desafio de nossas igrejas se apresentarem para as pessoas de forma clara para elas. Todavia, enquanto a missão continua, temos o orgulho de apresentar a vocês algumas das experiências que aconteceram ao longo do último quinquênio.

Os membros da igreja são nossas melhores testemunhas e estão ávidos por aprender e ouvir histórias acerca de como a missão tem sido realizada em outros lugares. Bobbio Pellice, lugar bem conhecido no antigo território valdense (norte da Itália) e com uma forte história no cristianismo, foi escolhido para receber o programa “Seja Meu Discípulo”. Ted Wilson e sua esposa, Nancy, estiveram entre os convidados que incentivaram os membros a descobrir seu potencial para a missão.

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Os meios de comunicação desempenham um papel significativo na missão da Divisão Intereuropeia. Membros da equipe do programa Faith.Simple [Fé.Simples] durante a primeira série evangelística online em 2011. Crédito: EUD

A Convenção Interministérios em Rimini, no mar Adriático, foi uma oportunidade especial para os membros da igreja com sólido interesse em pregar o evangelho. Bill Knott, Ella Simmons, Willie e Elaine Oliver, servidores da Associação Geral, bem como os líderes de nossa Divisão, compartilharam experiências e mensagens para motivar os participantes. Grande parte do tempo de nossas reuniões foi dedicado à oração pela presença do Espírito Santo. O público foi desafiado a compartilhar a fé em países nos quais o secularismo e o pós-modernismo afetam a espiritualidade da população.

A distribuição do livro O Grande Conflito foi incentivada. Nossos membros receberam recomendações claras acerca de como apresentar a obra às pessoas da comunidade, explicando que alguns capítulos poderiam despertar questionamentos significativos na jornada religiosa dos leitores, uma vez que muitos na Europa têm um modo único de abordar as questões espirituais e costumam se mostrar relutantes quando suas crenças são desafiadas.

Nossas crianças, adolescentes e jovens encontraram formas criativas de expressar a fé. Acampamentos e congressos jovens, bem como outras reuniões, são ocasiões excelentes para compartilhar a fé, não só para os amigos da igreja, mas também para os colegas de fora. Como me sinto animado quando ouço o testemunho vivo deles!

Em nossa sociedade europeia, não é fácil convidar as pessoas para participar de conferências a fim de ouvir uma mensagem sobre Deus. Portanto, o evangelismo nos meios de comunicação é proeminente, permitindo que a mensagem entre nas casas por intermédio do rádio, da TV e de canais na internet. Por meio de emissoras de rádio e da TV Hope, temos uma ampla gama de meios para comunicar o evangelho a nossos conterrâneos. Cursos bíblicos, revistas e outras literaturas afins são desenvolvidos com um quê de praticidade ao contar a maravilhosa história do único Deus.

O Ministério de Relações Públicas existe para se relacionar com outros grupos religiosos e com as esferas mais elevadas de líderes mundiais. Nas universidades e na ONU têm havido diversas oportunidades de levar ao conhecimento das pessoas o engajamento de nossa igreja na área da liberdade de consciência. Em Genebra, sede europeia da ONU, nossa presença permite uma reflexão mais profunda sobre a defesa da liberdade religiosa e o respeito pelas minorias, qualquer que sejam as convicções religiosas individuais.

O envolvimento contínuo do Ministério da Mulher tem sido uma boa oportunidade para muitas adventistas encontrarem seu papel dentro da igreja. Causas como “Quebrando o silêncio”, campanha contra a violência doméstica dirigida às mulheres; “Flor do deserto”, campanha contra a mutilação genital feminina e o apoio médico e psicológico em nosso Hospital Waldfriede, em Berlim, têm dado à igreja a oportunidade de estar presente na arena pública. Esse envolvimento dá bons motivos para os jornalistas escreverem artigos positivos acerca das ações da Igreja Adventista.

Por meio do Ministério de Saúde, realizamos duas conferências mundiais sobre bem-estar, uma em Genebra e outra em Praga. Esses eventos, que se tornaram possíveis graças ao envolvimento de Peter Landless, Viriato Ferreira e Valerie Dufour, proporcionaram a oportunidade de trazer de volta à igreja o foco na mensagem adventista de saúde em sua totalidade. Ao apoiar a dimensão da saúde em nossa igreja na Divisão, demonstramos nossa gratidão pelo impacto que o Hospital Waldfriede, em Berlim, Alemanha, e a Clínica La Lignière, na Suíça, exercem sobre a comunidade na qual se encontram inseridos.

A Divisão Intereuropeia em números

De 2010 a 2015, a Divisão trabalhou na estabilização do crescimento de membros em seu território. Em 2010, havia 177.668 membros; ao fim de 2014, o total cresceu para 178.460, um crescimento líquido de 792 membros. Embora não seja um crescimento avassalador, somos gratos pela vida de cada pessoa que decidiu seguir a Cristo. Louvamos a Deus porque, ao longo dos últimos cinco anos, 19.936 pessoas se uniram à igreja pelo batismo; 20.530 foram transferidas para nosso território, ao passo que 21.458 se mudaram dele.

Os participantes do Congresso de Discipulado Infantil, em Florença, Itália, em 2014. Eles aprenderam que não há limite de idade para ser discípulo.

Os participantes do Congresso de Discipulado Infantil, em Florença, Itália, em 2014. Eles aprenderam que não há limite de idade para ser discípulo.

Durante o último quinquênio, a Divisão passou por um processo de reorganização. Em dezembro de 2011, os países africanos e asiáticos do território passaram a pertencer à recém-organizada União Norte-Africana Oriente Médio. Por causa disso, o nome da Divisão Euro-Africana mudou para Divisão Euroasiática (ainda reconhecida pela sigla EUD).

Por meio de estudos estatísticos e outros métodos de avaliação, as necessidades da igreja na Europa foram identificadas. Os programas para jovens e crianças, as iniciativas de saúde voltadas para as áreas de família e educação aumentaram significativamente a fim de atender essas necessidades.

Um forte aumento também foi registrado no número de jovens que dedicam tempo para o serviço voluntário na Europa e em outros países. Os missionários aposentados foram substituídos e outros começaram a servir nos campos missionários. Hoje os líderes e membros da igreja na Divisão são mais bem preparados e informados. Nossa oração é que o compromisso deles com Deus, sua igreja e sua missão também aumente.

Relatório da situação e do desenvolvimento financeiro da Divisão

O espírito de sacrifício que Cristo exemplificou na própria vida nos motiva a seguir seu exemplo. A fim de alcançar a população dos países da Divisão com a mensagem do amor de Deus e de sua segunda vinda, o total relativamente pequeno de membros precisa fazer enormes sacrifícios. Agradecemos a Deus o compromisso constante dos membros da igreja na Divisão para apoiar a missão da igreja com dízimos e ofertas.

Desde 2008, as consequências da crise financeira impactaram substancialmente a Igreja Adventista na Divisão. Apesar disso, durante o quinquênio, os dízimos cresceram 4%, o equivalente a quase 103 milhões de euros, que correspondem a 6% dos dízimos mundiais (com base em números de 2013).

Embora o dízimo de algumas Uniões tenha crescido até 18%, em outras, sobretudo na Itália, em Portugal e na Espanha, chegou a cair 16%. Somos gratos porque, com a ajuda de Deus, a Divisão tem conseguido ajudar as Uniões envolvidas a lidar com essa situação. Sabemos que a crise financeira não acabou e dependemos da orientação do Espírito Santo para nos ajudar a navegar através desses tempos difíceis.

Os membros da igreja na Divisão continuam a ver a missão como uma elevada prioridade. Embora representem apenas 1% do total de membros da igreja mundial, eles doam cerca de 10% das ofertas missionárias. Temos presenciado a redução de 5% nas ofertas mundiais per capita desde 2010.

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A ativista Waris Dirie na abertura do Centro Flor do Deserto no Hospital Waldfriede, em Berlim, Alemanha, em setembro de 2013. O centro presta suporte às vítimas da circuncisão feminina. Crédito: EUD

A Divisão tem a alegria de apoiar muitas iniciativas missionárias como a iCOR (Igreja de Refúgio), unidades de ação da Escola Sabatina, KID (Crianças em Discipulado), centros de influência e projetos missionários em nossas Uniões.

Há desafios financeiros para custear esses projetos e iniciativas, bem como o funcionamento de nossas muitas instituições, incluindo escolas, o Hope Channel, editoras e etc. A manutenção de oito seminários teológicos/universidades para um total de 178 mil membros é um forte sinal do compromisso de toda a Divisão com a educação superior e a formação teológica.

O mesmo pode ser dito em relação aos ministérios de publicações e meios de comunicação. Agradecemos a Deus por ter nos abençoado no passado com um modo especial de conservar e avançar nossa missão a fim de alcançar as pessoas da Europa com o evangelho usando todos os meios disponíveis. Ainda assim, precisamos procurar constantemente oportunidades de usar os meios a nós confiados da maneira mais eficaz, a fim de sermos encontrados como mordomos fiéis do nosso Senhor.

Conclusão

A Divisão Intereuropeia enfrenta diversos desafios. São dificuldades reais. São graves e muitas. Não podem ser resolvidas com facilidade. Nossa Divisão se localiza no berço do secularismo, pós-modernismo e individualismo. A despeito dos números não atraentes e dos graves problemas, a Igreja Adventista está enfrentando, sem temor e com o apoio poderoso do Espírito Santo, as dificuldades representadas por uma densa selva de ideologias e religiões presentes no cenário cultural da Europa.

Em meio à desorientação, ao medo e à confusão, a Igreja Adventista faz ouvir sua voz em alto e bom som. Escolhemos a esperança em lugar do medo, a unidade de propósito em vez de conflitos e discórdias. Permanecemos fiéis aos mandamentos do Senhor e verdadeiros a nossos princípios bíblicos fundamentais.

Temos a esperança de que o Senhor continuará a abençoar sua igreja na Divisão e veremos feitos maravilhosos operados por seu poder.

Trabalhemos juntos e aguardemos ansiosos o agir de Deus em nosso favor, pois “há uma grande obra a ser feita em nosso tempo e não nos damos conta nem da metade daquilo que o Senhor está disposto a fazer por Seu povo” (Ellen G. White, Review and Herald, 4 de junho de 1889).

O Senhor abençoará nosso humilde compromisso e, desse período de escuridão, um dia mais claro surgirá. O Senhor Jesus certamente virá! [Fonte: Adventist ReviewTradução: Cecília Eller Nascimento]

Assista também à apresentação do relatório no vídeo abaixo

Misturar-se, conhecer, convidar

Saiba quais os avanços e desafios da missão no Oriente Médio e Norte da África

Criança refugiada síria estuda em um dos centros de influência. Crédito: Chanmin Chung

Criança refugiada síria estuda em um dos centros de influência. Crédito: Chanmin Chung

No dia 1o de janeiro de 2012, a União Norte-Africana Oriente Médio (Middle East and North Africa Union Mission — MENA) deu os primeiros passos para enfrentar um desafio que parecia impossível.

Após mais de cem anos de trabalho na região, a igreja, além de pequena, estava diminuindo em número de membros. Por isso, em 2011, buscando dar maior atenção a essa parte do globo, a Associação Geral votou a criação da MENA, ligando-a diretamente à sede da igreja mundial.

Esse território, que é maior do que a maioria das Divisões mundiais da Igreja (com exceção de três), engloba vinte países e mais de 500 milhões de pessoas. É aí que começam seus desafios.

Primeiro desafio

Se todos os adventistas da Divisão Norte-Americana (North-American Division — NAD) fossem divididos, de maneira que não houvesse dois vivendo na mesma comunidade e cada membro entrasse em contato com um indivíduo por dia, todas as pessoas que vivem na NAD seriam abordadas em um ano. Levaria dois anos para fazer o mesmo na Índia, cinco meses na Divisão Sul-Americana, quatro meses nas Filipinas e 58 dias na Divisão Sul-Africana Oceano Índico.

No caso da MENA, entretanto, se cada membro adventista se mudasse para uma cidade diferente e entrasse em contato com uma pessoa por dia, levaria quase 450 anos para fazer o primeiro contato com cada indivíduo que habita atualmente nesse território.

Expressando de forma simples, temos poucos membros para alcançar uma vasta população. E isso nos leva a outro problema.

Segundo desafio

Os membros adventistas ao redor do mundo não compreendem a situação e as condições da vida no Oriente Médio e Norte da África e hesitam em vir ajudar. Os habitantes e governos, por sua vez, não compreendem quem são os adventistas e não querem que venhamos. Eles acham que todos os cristãos consomem bebidas alcoólicas, comem carne de porco, adoram imagens, vivem como as pessoas retratadas nos filmes e querem começar “cruzadas” para extorquir seu petróleo.

Às vezes, todos esses desafios parecem impossíveis de se vencer, como a rápida correnteza do rio Jordão que os israelitas enfrentaram em Josué 3. Mas Israel tinha uma missão e seguiu em frente. A MENA também tem uma missão. Pensando nisso, adotamos a estratégia de “plantar” adventistas! Deus necessita de membros adventistas comprometidos que estejam dispostos a ser plantados em comunidades de toda a região — pessoas dispostas a entrar na água (assim como Israel no Jordão), muito embora pareça impossível atravessar o rio; pessoas que se misturem àqueles que estão a sua volta, atendam suas necessidades, conquistem-lhes a confiança e os convidem a seguir a Jesus.[i]

A seguir, citamos algumas formas usadas pela MENA na tentativa de plantar pessoas em comunidades nas quais vidas são impactadas e transformadas, uma de cada vez.

Alunos valdenses estudam a Bíblia com amigos que nunca ouviram falar de Jesus Cristo. Crédito: Chanmin Chung

Alunos valdenses estudam a Bíblia com amigos que nunca ouviram falar de Jesus Cristo. Crédito: Chanmin Chung

Alunos valdenses

Em muitos aspectos, a Reforma Protestante deve sua existência ao sacrifício de dedicadas famílias valdenses. Com frequência, os valdenses enviavam seus jovens mais inteligentes e íntegros ao coração do território inimigo, matriculando-os nas principais universidades da época. Lá esses jovens plantaram silenciosamente as sementes da Reforma. Muitos deles regaram tais sementes com o próprio sangue.

Seguindo suas pegadas, o Programa de Alunos Valdenses da MENA planta jovens comprometidos nas principais universidades. No ano passado, a MENA matriculou 23 alunos valdenses e, em 2015, 46 jovens estão fazendo a diferença nessas comunidades acadêmicas.

Em uma cidade, um grupo de alunos valdenses estudou o idioma com afinco ao longo de 2014. Ao fazer o exame de qualificação, porém, não conseguiram notas suficientes para ingressar na universidade que haviam escolhido. Eles se mudaram para uma nova cidade, sentindo-se desapontados. Contudo, dentro de três meses, haviam feito muitos novos amigos e dado início a diversos estudos bíblicos. Após uma semana especial de cultos à noite com um obreiro bíblico experiente, dez colegas de classe dos alunos valdenses entregaram o coração a Jesus e pediram para se preparar para o batismo.

Centros de influência

Às vezes, a MENA planta pessoas em uma comunidade como parte de um pequeno comércio ou serviço. O objetivo desses centros de influência (CDI) é atender as necessidades da comunidade e desenvolver amizades. Sete CDIs se encontram em funcionamento atualmente no território da MENA.

Rachael[ii] cuida de um CDI para refugiados sírios em um dos países. Hoje ela conta com cinquenta a setenta refugiados que participam da Escola Sabatina a cada semana e muitos estão fazendo estudos bíblicos.

Enquanto morava na Síria, certa mulher nutria o desejo de aprender sobre Jesus e a Bíblia, mas não havia ninguém que a ensinasse sobre Ele. Até mesmo um padre que ela visitou lhe disse que era impossível ensiná-la sobre a Bíblia, a menos que saísse do país. Então a guerra começou e ela precisou fugir junto com a família. A vida de refugiada era difícil, mas certo dia conheceu Rachael no CDI. Ela está empolgada por poder estudar a Bíblia e já aceitou a Jesus como seu Salvador pessoal.

Emprego em tempo integral

A MENA não consegue vistos para missionários ou obreiros regulares da igreja entrar em muitos países do Oriente Médio e Norte da África. Todavia, muitos profissionais estrangeiros são contratados todos os anos para trabalhar nessas regiões. O emprego em tempo integral é um programa que planta profissionais adventistas dedicados nesses lugares de difícil acesso. Às vezes, esses indivíduos são chamados de “construtores de tendas”, porque eles trabalham para se sustentar, assim como o apóstolo Paulo fazia.

Uma pintura do projeto “Testemunho na Parede”. Crédito: Levon Kotanko

Uma pintura do projeto “Testemunho na Parede”. Crédito: Levon Kotanko

Melody abriu um spa. Suas clientes ficam impressionadas porque ela sacrifica as entradas financeiras ao fechar o estabelecimento no sábado a fim de adorar a Deus. Elas começaram a lhe fazer perguntas e Melody passou a partilhar a Bíblia com elas. Muitas de suas clientes fiéis se tornaram amigas e, em alguns casos, companheiras secretas de oração.

Testemunho na parede

Uma de nossas iniciativas singulares é o projeto “Testemunhando na Parede”, que usa a arte para criar conexões poderosas entre artistas adventistas e jovens urbanos, estudantes de arte e líderes comunitários em várias cidades.

Oportunidades

As portas estão se abrindo ao nosso redor. Muitas pessoas têm questionado o próprio sistema de crenças ao testemunhar atos brutais de violência sendo praticados em nome da religião. Esses interessados não estão abertos ao conselho de “pagãos comedores de porco e bebedores de vinho”. No entanto, quando se tornam amigos de um adventista dedicado, ficam impressionados com o que descobrem e se abrem para ouvir mais. O problema é que a MENA não conta com nenhum membro adventista vivendo na maioria dessas imensas comunidades para poder responder às perguntas das pessoas.

Essa é nossa realidade. A MENA tem grandes desafios nessa parte do globo, mas também há projetos ousados para ampliar a pregação do evangelho. Para que se tornem realidade, precisamos de pessoas disponíveis. Você está disposto a aceitar um desafio aparentemente impossível e se unir a nós? Enquanto entramos andando na água, Deus abre o rio e termina a obra.

Amém. Ora, vem, Senhor Jesus!

Homer Trecartin é presidente da União Missão do Oriente Médio e Norte da África

[i] Ver Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 143.

[ii] Todos os nomes foram modificados.

[Fonte: Adventist Review / Tradução: Cecília Eller Nascimento]

Uma mensagem de esperança

Relatório mostra as estratégias usadas pela igreja para o evangelismo no território da Divisão Norte-Americana

O campori internacional de desbravadores em Oshkosh, Wisconsin, em agosto de 2014, deu aos desbravadores e seus líderes oportunidades de crescimento espiritual e social. Foto: Brayant Taylor

O campori internacional de desbravadores em Oshkosh, Wisconsin, em agosto de 2014, deu aos desbravadores e seus líderes oportunidades de crescimento espiritual e social. Foto: Brayant Taylor

A Divisão Norte-Americana (DNA), que abrange os Estados Unidos, Canadá, Bermudas, Guam e Micronésia, é uma das regiões mais diversificadas da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Sua população de 350 milhões de habitantes possui representação de quase todos os grupos étnicos do planeta. Tal realidade apresenta a maravilhosa oportunidade de alcançar diversos grupos de pessoas, mas é também um desafio imenso para uma das mais novas Divisões da igreja mundial. Atualmente, cerca de 1,2 milhão de adventistas participam de 5.400 igrejas e grupos. Essas congregações são lideradas por 3.200 pastores que cuidam, lideram, educam e evangelizam não só as igrejas locais, mas também as comunidades em volta delas.

A Igreja Adventista é conhecida na América do Norte por seu sistema educacional e pelas 1.200 instituições de ensino (da pré-escola à universidade) que administra. Também atende a saúde de suas comunidades locais por meio do sistema adventista de saúde, que estende o ministério da cura a mais de 17 milhões de pessoas por ano. Ao longo dos últimos cinco anos, mais de 193 mil pessoas foram batizadas na Divisão Norte-Americana.

Liderança

A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi fundada na América do Norte em 1863 e sua primeira atividade missionária se concentrou ali. No entanto, a região só foi oficialmente organizada como Divisão em 1985, quando Charles E. Bradford foi nomeado seu primeiro presidente.

Em 2010, na 59ª assembleia da Associação Geral, uma nova equipe foi eleita para liderar a Divisão Norte-Americana e seus mais de um milhão de membros no cumprimento da missão da igreja. Os novos líderes logo compreenderam a tarefa de criar novas abordagens para cumprir a comissão evangélica. Foi desenvolvido um plano evangélico intitulado REACH North America [ALCANCE a América do Norte]. Sua missão é alcançar não só América do Norte, mas o mundo inteiro, com a mensagem distintiva e cristocêntrica de esperança e integralidade da Igreja Adventista do Sétimo Dia. O objetivo era que o programa ALCANCE se tornasse parte da cultura da igreja e um estilo de vida.

Os líderes e administradores da Divisão Norte-Americana se reuniram em Virgínia, em 2014, para pensar em formas de enxugar as estruturas administrativas da igreja a fim de melhorar a efetividade e a eficiência. Foto: Adventist Review

Os líderes e administradores da Divisão Norte-Americana se reuniram em Virgínia, em 2014, para pensar em formas de enxugar as estruturas administrativas da igreja a fim de melhorar a efetividade e a eficiência. Foto: Adventist Review

Blocos construtores

Depois que esse plano foi desenvolvido e comunicado a todas as esferas da Divisão, metas chaves, conhecidas como “blocos construtores”, foram desenvolvidas para prover foco na missão e uma base para a disseminação da mensagem de esperança e integralidade. Essas iniciativas se concentraram em seis áreas chaves:

A Comunidade Adventista de Ensino — Alcançar as pessoas por meio de uso de ensino e capacitação online é o objetivo da comunidade adventista de ensino. Milhões de pessoas fazem cursos virtuais de educação, recreação e desenvolvimento de carreira. O objetivo desse bloco construtor é usar os diversos recursos criados por muitas instituições de ensino e centros de recursos da igreja, apresentando-os em uma plataforma online que pode ser acessada por membros e outros. As igrejas locais podem usar tais recursos para ajudar a alcançar as comunidades locais e proporcionar treinamento. Os membros podem usá-los para fortalecer as próprias habilidades.

Vida de Jovem — Essa iniciativa envolve encontrar novas formas de incorporar os jovens adultos à vida da igreja. Somente 30% dos jovens permanecem na igreja depois de terminar a faculdade ou universidade. Ao ser encontradas maneiras inclusivas de torná-los parte do ministério da igreja, os jovens se transformarão em parte integral da vida e do evangelismo da Divisão Norte-Americana.

Grupos de Imigrantes e Refugiados — A cada três membros da igreja na Divisão Norte-Americana, uma pessoa pertence a um grupo de imigrantes ou refugiados. Tal realidade consiste em um desafio e uma oportunidade tremenda de alcançar o mundo por meio dos vários grupos étnicos que vêm viver por aqui. Atualmente, os imigrantes e refugiados são um dos segmentos da igreja na América do Norte que mais cresce.

Mulheres no ministério pastoral — O aumento do número de mulheres em posições pastorais é parte importante e estratégica das metas gerais da Divisão. As pastoras desempenham papéis vitais no evangelismo e no cuidado com os membros da igreja. Hoje somente 107 pastoras atuam na Divisão e grande parte do grupo de pastores se aposentará em breve. O objetivo é dobrar, ao longo dos próximos cinco anos, o número de pastoras empregadas pela igreja.

Mídias sociais — O uso das mídias sociais mudou a forma de comunicação da igreja, não só com seus membros, mas também com o mundo em geral. À medida que a sociedade se torna mais secular, novos métodos evangelísticos devem ser utilizados para alcançar segmentos populacionais que nunca pisariam em uma igreja adventista tradicional.

Evangelismo transformacional — Na Divisão Norte-Americana, mais de cinquenta regiões urbanas abrigam uma população de no mínimo um milhão de habitantes. Proporcionalmente falando, as áreas urbanas são os pontos de menor sucesso da igreja no que se refere ao evangelismo e alcance de pessoas. Novos métodos devem ser desenvolvimentos para alcançar a população sempre crescente das cidades.

A Divisão Norte-Americana enfrenta hoje desafios que não poderíamos imaginar em gerações anteriores. Deus nos dará a graça e o poder para realizar grandes coisas na implementação dessas iniciativas.

Tais iniciativas são singulares por ajudarem a derrubar os nichos que tipicamente se formam quando departamentos e ministérios se concentram apenas em suas respectivas áreas de especialidade. Quando objetivos em comum exigem que ministérios diferentes trabalhem juntos em prol do mesmo resultado, grandes coisas podem acontecer pelo Senhor.

Um exemplo disso é a igreja de Paradise Valley em San Diego, Califórnia. Ela está localizada perto do antigo Paradise Valley Hospital, que foi fechado vários anos atrás após uma recessão na economia local. O pastor Will James abriu um ministério de refugiados na igreja. Programas de alimentação, aulas de inglês como segunda língua e uma loja de artigos usados provê a ajuda tão necessária à população de imigrantes que cresce com rapidez. Hoje a igreja conta com a representação de mais de sessenta grupos culturais e o número de membros cresceu. Atualmente está planejando maneiras de alcançar os mais de trezentos mil membros da comunidade árabe que imigraram para a região. Esse projeto bem-sucedido mostra como as iniciativas para grupos de refugiados e imigrantes, bem como o evangelismo transformacional, podem desempenhar um papel chave na vida da igreja e atender as necessidades da comunidade local, ao mesmo tempo em que alcança a grande população urbana com novos métodos de evangelismo.

Saúde e Evangelismo

É possível que os programas de alcance à comunidade de maior sucesso na Divisão Norte-Americana tenham sido os eventos Bridges to Health [Pontes para a saúde] e Your Best Pathway to Health [Seu melhor caminho para a saúde] realizados respectivamente em San Francisco e Oakland, Califórnia, em 2014, e em San Antonio, Texas, em 2015. Tais eventos foram parcerias entre as Indústrias e Serviços de Leigos Adventistas [Adventist-laymen’s Services and Industries — ASI], Divisão Norte-Americana e Sistema de Saúde Adventista. Tais projetos proporcionaram cerca de 24 milhões de dólares de cuidados médicos gratuitos a mais de oito mil pessoas durante um período de cinco dias. Os projetos foram liderados pela Doutora Lela Lewis, presidente da ASI na União do Pacífico, que sonhava em ministrar às necessidades físicas e espirituais dos pobres e das pessoas sem seguro médico que vivem nas grandes cidades. Mais projetos estão sendo planejados para o futuro próximo e o objetivo é expandir as áreas regionais, a fim de que mais pessoas sejam alcançadas.

Novo território

Profissionais adventistas de saúde de toda a América do Norte foram ao Alamodome, em San Antonio, a fim de prover cuidados gratuitos de saúde a milhares de pessoas que participaram do evento de dois dias denominado Seu Melhor Caminho para a Saúde. Créditos: Kenn Dixon Photography, SWRGC Communications

Profissionais adventistas de saúde de toda a América do Norte foram ao Alamodome, em San Antonio, a fim de prover cuidados gratuitos de saúde a milhares de pessoas que participaram do evento de dois dias denominado Seu Melhor Caminho para a Saúde. Créditos: Kenn Dixon Photography, SWRGC Communications

Outro desafio singular da Divisão foi a transferência da Missão Guam-Micronésia (MGM) para o território administrativo norte-americano. Essa oportunidade missionária notável traz um campo missionário estrangeiro diretamente para dentro do território da Divisão e proporciona um novo vislumbre dos desafios e das oportunidades que a missão enfrenta. A MGM conta com mais de 5 mil membros e 21 igrejas. Também dá emprego na área letiva para muitos estudantes missionários nas diversas escolas missionárias localizadas nas ilhas. A igreja opera ainda um hospital e uma clínica de saúde a fim de atender as necessidades médicas dos moradores. Esse método direto de contato é vital para alcançar as culturas diversas que formam a Missão.

Ministérios nos meios de comunicação

Em 2013, a Divisão Norte-Americana tomou várias decisões importantes acerca de como administraria seus ministérios nos meios de comunicação. O centro de mídia adventista em Simi Valley, Califórnia, foi fechado e os ministérios que ali funcionavam foram realocados. Isso deu aos ministérios a oportunidade de evoluir suas abordagens a fim de atender as necessidades de seu público, que passa por um rápido processo de mudança. It Is Written [Está Escrito], dirigido por John Bradshaw, mudou para Chattanooga, Tennessee. Faith for Today [Fé para Hoje], com Mike e Gail Tucker, La Voz de la Esperanza [A Voz da Esperança], liderado por Omar Greive e Jesus 101, dirigido por Elizabeth Talbot, se mudaram para escritórios em Riverside, Califórnia. Breath of Life [Fôlego de Vida], sob a direção de Carlton Byrd, permaneceu no campus da Oakwood University, e o programa Voice of Prophecy [A Voz da Profecia], com a nova equipe de liderança formada por Shawn e Jean Boonstra, passou a ser produzido em Loveland, Colorado.

A despeito dessas transições, os esforços evangelísticos dos ministérios nos meios de comunicação continuaram fortes, com grandes eventos realizados em Edmonton, Alberta, Canadá, por John Bradshaw; em Huntsville, Alabama, por Carlton Byrd; em Minneapolis, Minnesota, por Shawn Boonstra; na cidade de Nova York, por Omar Grieve; em Atlanta, Geórgia, por Mike e Gail Tucker com a série Mad About Marriage [Loucos pelo Casamento]; e por Elizabeth Talbot, com seu foco na capacitação de pessoas para conduzir outros a Jesus.

Impressões e publicações

Outra mudança foi a transferência de controle administrativo da casa publicadora Pacific Press, localizada em Nampa, Idaho. Anteriormente, a Pacific Press era controlada e operada pela Associação Geral, junto com a Review and Herald Publishing Association (RHPA) em Hagerstown, Maryland. Em junho de 2014, os membros da diretoria da RHPA votaram cessar as operações de impressão em Hagerstown e autorizaram um plano para transferir os bens para a Pacific Press, que passaria a ser controlada e operada pela Divisão Norte-Americana a fim de atender melhor às necessidades de publicações da Divisão.

Oakwood University

Uma das últimas mudanças na Divisão Norte-Americana ocorreu no fim de 2014, quando o colegiado da Oakwood University votou a transferência de suas operações da Associação Geral para a Divisão Norte-Americana. Isso transforma a Oakwood University na única instituição adventista de ensino superior que a Divisão possui e administra. As Uniões Associações locais cuidam de todas as outras instituições de ensino superior. Oakwood possui uma rica história educacional dentro da igreja e a Divisão está empolgada em relação às possibilidades que ela proporcionará no treinamento missionário de futuros pastores e líderes da igreja.

Oportunidades missionárias

Os membros da Divisão Norte-Americana são um microcosmo das populações mais amplas que vivem na América do Norte e a chamam de lar. Por isso, as oportunidades missionárias são vastas . Deus nos mostrará o caminho enquanto lutamos para alcançar as pessoas da América do Norte com uma mensagem de cura, esperança e integralidade.

 Daniel R. Jackson é presidente da Divisão Norte-Americana

[Fonte: Adventist Review / Tradução: Cecília Eller Nascimento]