Nas terras de Aladim

Saiba por que a perda do vínculo familiar é o maior desafio e a secularização é a maior oportunidade para a missão no Oriente Médio

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O Oriente Médio é um grande emaranhado de culturas milenares, onde nasceram as três principais religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Várias civilizações dominaram a região que é palco de conflitos quase eternos. Mais recentemente, a região foi tomada por impérios coloniais europeus e o termo Oriente Médio só foi cunhado após a Segunda Guerra Mundial, quando divisas territoriais foram estabelecidas sem levar em conta o histórico dos povos que ali habitam. Resultado: desde então, a região tem vivido em constante tensão entre o modelo de estado e o étnico tribal. Soma-se a tudo isso, as disputas religiosas e políticas.

mapa-da-MENAO que chamamos Oriente Médio é a junção de três grandes áreas geográficas definidas de maneira imprecisa. A primeira região é o Norte da África, formada por nações com grandes desafios sócio econômicos, como a Líbia, Tunísia e Argélia. Por sua vez, o Egito, Jordânia, Israel, Síria, Líbano e Turquia formam a segunda região, chamada de Levante. Marcada por conflitos, essa geografia convive com o constante enfrentamento entre palestinos e israelenses, xiitas e sunitas, além do terror imposto por grupos como Hezbollah e Estado Islâmico.

A terceira região é a do Golfo Árabe ou Pérsico. Aqui ficam as nações mais ricas e algumas das mais secularizadas do Oriente Médio, destino certo para os jovens árabes que buscam trabalho e prosperidade. É nesta região que está, por exemplo, a famosa cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos; a Arábia Saudita, que concentra 20% das reservas de petróleo do planeta; e o Irã, que produz 16% de todo gás natural do mundo.

Apesar de possuir 60% das reservas de petróleo do planeta, as disparidades no Oriente Médio são tremendas. O desemprego entre os jovens, por exemplo, varia entre 48,7% na Líbia e 1,1% no Qatar. As diferenças se espalham por áreas como educação, expectativa de vida e direitos femininos. Porém, o que une a região mesmo, apesar de sua diversidade étnica, é a religião islâmica e língua árabe.

Talvez no imaginário brasileiro, o Oriente Médio ainda seja a terra encantada de Ali Babá, o Gênio da Lâmpada, das Mil e Uma Noites e do Aladim. De fato, essa é a terra dos camelos, desertos, majestosas montanhas rochosas, tapetes, castelos e vilas milenares com seus sheiks, sultões e emirs. O que os contos das arábias não revelam são as condições extremas como temperaturas acima dos 50 graus, escassez de água, alimento limitado, tempestades de areia e constantes guerras ao longo dos milênios. É nessa terra de contrastes que o cristianismo em geral, e o adventismo em particular, encontra um de seus maiores desafios

Desafios

Diversidade étnica. Os maiores grupos são os árabes, berberes, iranianos, turcos, curdos e israelenses. A Igreja Adventista não possui membros em todos esses grupos étnicos e os conflitos constantes forçam a migração dos poucos adventistas nativos. O ódio racial é uma constante tentação aos irmãos desta região marcada por atrocidades. Missionários estrangeiros também enfrentam grandes dificuldades para serem aceitos entre as comunidades nativas, o que dificulta a aprendizagem da língua, costumes e o desenvolvimento de relacionamentos significativos. O estrangeiro é alvo de suspeita, quando não é visto apenas como uma “ponte” para facilitar a migração para a Europa e América do Norte. Em lugares com visão de mundo tribal os relacionamentos são fechados dentro do circulo familiar, que pode facilmente conter milhares de pessoas. Embora o islamismo seja a religião predominante, vivem ali cristãos como os coptas e assírios, além dos judeus em Israel.

Sistema islâmico. Diferentemente do Ocidente, em que a religião é uma área da vida, no Oriente Médio, a influência do islamismo ultrapassa as mesquitas, é um sistema social completo e complexo. Ou seja, em muitos países a religião é indissociável do governo, da política, das leis e das regras sociais. Nesse caso, ser cidadão é ser islâmico. Embora em alguns países o cristianismo seja tolerado por conta da grande quantidade de migrantes, ainda sim a fé cristã não pode ser pregada a muçulmanos e a presença de nativos em cultos de outras religiões é proibida. O proselitismo também é vetado por lei a apostasia da fé islâmica pode ser punida com pena de morte. Porém, ao contrário do que pareça, essas leis rígidas não são a maior barreira para a conversão de muçulmanos, e sim a perda do vínculo famíliar, da identidade étnica e do senso de pertencimento.

Oportunidades

População jovem urbana. Eles são maioria nas metrópoles emergentes da região, ambiente que dificulta a fiscalização religiosa e possibilita a formação de pequenos núcleos de influência cristã. Nesse contexto, os encontros casuais permitem que relacionamentos sejam desenvolvidos de maneira mais natural. Esses jovens urbanos vivem um momento de profunda desilusão, seja com a falta de perspectiva de dias melhores ou pelo tédio da prosperidade excessiva. Enquanto os que conseguem migram para outros países, a maioria permanece e parece aberta a explorar outras narrativas para sua fé.

Crenças adventistas. Islamismo e o adventismo possuem semelhanças quanto à modéstia, alimentação, abstinência de álcool e substâncias tóxicas.

Secularização. Tão combatida no discurso cristão ocidental, no Oriente Médio ela é uma oportunidade para a missão adventista. No contexto urbano, muitos são muçulmanos nominais. Estão insatisfeitos com os desdobramentos políticos, outros são pluralistas e por isso abertos ao diálogo religioso existencial, e ainda alguns notam hipocrisia e incoerência em sua religião. Esse fenômeno deve ser acentuado nos próximos anos com a entrada de muitas cidades da região no circuito mundial de negócios e turismo. Com essa abertura, mais cristãos devem migrar para os países, levando na bagagem o testemunho sobre a fé em Cristo.

Embora os desafios nesta região sejam humanamente intransponíveis e o perigo de conflitos regionais iminente, é claro que Deus está ativo ali, conduzindo a história do Oriente Médio. Contra todas as adversidades, multiplicam-se os relatos de nativos convertidos ao cristianismo, que mantêm sua fé em secreto, e afirmam terem recebido sonhos e visões do próprio Jesus.

Apesar dos desafios e além das possibilidades, está a promessa divina para Isaque – “Aliança eterna para os seus futuros descendentes” – e para Ismael – “Também o abençoarei; eu o farei prolífero e multiplicarei muito a sua descendência” (Gn 17:19, 20). De muitas formas, os olhos de Deus repousam sobre a terra de Aladim, e o Espirito Santo está ativo em missão “reconciliando consigo mesmo mundo” em Cristo Jesus (2Co 5:19).

PAULO CÂNDIDO é doutor em Ministério e missionário no Oriente Médio

A beleza da diversidade

Ele liderou a igreja sul-americana por 15 anos e testemunhou nove assembleias mundiais

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Acervo: Revista Adventista

A primeira delas foi a que mais me impressionou: em Detroit, 1965. Na ocasião, eu era o líder do ministério jovem e do departamento de educação da antiga União Sul-Brasileira. Viajei para lá como delegado da igreja e muito me impressionou a organização do evento e o grande número de adventistas presentes. Nos dois fins de semana, a programação foi emocionante. São nesses períodos que mais pessoas, especialmente dos Estados Unidos e do Canadá, marcam presença no evento. Muito me emocionou ouvir aquele grande coro internacional entoar “Oh que esperança vibra em nosso ser!”

Algo comum a todas as demais assembleias das quais participei, foi ter ouvido mensagens inspiradoras nos momentos devocionais. E muito me tocaram as belas apresentações musicais interpretadas por membros de diferentes partes do mundo. Esse colorido das nações é ainda mais vistoso nos relatórios das sedes continentais (divisões) e no desfile das nações, na última noite. São momentos em que a gente percebe a mão poderosa de Deus conduzindo seu povo e somos motivados e desafiados para a missão.

Visitar as centenas de estandes das instituições é algo muito interessante também, porque nos dá uma noção da abrangência mundial das atividades da igreja. Louvo a Deus por tudo que testemunhei desde a primeira assembleia e agradeço a ele por fazer parte da sua igreja neste tempo e constatar como o Espírito Santo dirige seu povo.

João Wolff foi líder dos adventistas sul-americanos por 15 anos. Hoje, aposentado, reside em Curitiba (PR)

A mão de Deus ao leme

Ele já participou de dez assembleias mundiais e viu a igreja atravessar muitas intempéries

Desde 1962, com exceção do encontro em Detroit (1966), tive o grande privilégio de assistir a dez assembleias mundiais da Igreja Adventista. Em San Antonio, no Texas, estou acompanhando esse evento pela 11ª vez. Foram reuniões que marcaram meu ministério e me inspiraram a servir o Mestre.

Os pontos altos das assembleias são os relatórios, o desfile das nações, os sermões, a diversidade da música e as celebrações de fins de semana que reúnem de 65 mil a 75 mil adventistas. A multidão sai deslumbrada com o crescimento da igreja e inspirada para servir em suas igrejas e comunidades.

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Assembleia foi tema de reportagem especial da edição de outubro de 1970 da Revista Adventista. Evento reuniu mais de 33 mil adventistas. Imagem: Acervo RA

A mais especial para mim, sem dúvida, foi a de 1970, em Atlantic City. Nos cinco anos anteriores à reunião, eu havia atuado como líder do Ministério Jovem em duas sedes administrativas da igreja: Associação Paraná-Santa Catarina e na União Sul-Brasileira. Participando numa caravana com 50 adventistas liderada pelo Dr. Wilson Rossi, fui como delegado para os Estados Unidos. Lá, em Nova Jersey, a pedido do pastor Oswaldo Azevedo, ajudei como tradutor dos brasileiros na comissão de nomeações.

Naquela reunião, testemunhei a eleição de vários líderes e o primeiro choque foi ver o pastor Moysés Nigri ser eleito como um dos vice-presidentes da sede mundial. Porém, a maior surpresa ainda estava para vir. Quando a comissão passou a eleger os líderes de ministérios, o pastor Charles Griffing, um missionário norte-americano, levantou-se e indicou meu nome para uma função. Ele brincou dizendo que havia sugerido meu nome para que um dia pudesse contar para meus netos que havia sido escolhido. Resultado: fui eleito diretor associado do Ministério Jovem. Dali para frente, passei por oito eleições e reeleições em 33 anos de serviço na sede mundial. Foi a primeira vez que a igreja escolheu brasileiros para trabalhar em seu nível administrativo mais alto.

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Capa da edição de agosto de 1975 da Revista Adventista. Imagem: acervo RA

De 1975, lembro-me da iniciativa do pastor Robert H. Pierson, líder mundial dos adventistas na época, de internacionalizar a liderança da igreja. Naquele ano, pela primeira vez a assembleia ocorreu fora dos Estados Unidos: em Viena, na Áustria. Lá, tivemos que preparar equipes para as traduções e coube a mim a responsabilidade de trabalhar com 25 pastores de fala alemã. Essa foi a única vez em que a reunião foi bilíngue. Hoje, os delegados acompanham o programa em inglês munidos de rádios para a captação da tradução simultânea.

Não me esquecerei também da assembleia de Dallas (Texas), em 1980. Ali fui surpreendido novamente com outra eleição: então para ser o diretor mundial do Ministério Jovem, algo novamente inédito para um brasileiro. Na ocasião, tive que conversar com o pastor Neal C. Wilson, nos bastidores, para indicar para ele qual seria a minha equipe, a fim de que os nomes fossem aprovados pela comissão de nomeações. Atualmente, apenas os diretores de ministérios são escolhidos na assembleia, enquanto os associados eleitos no concílio anual. Tradicionalmente realizada em julho, naquele ano, pela primeira vez a assembleia ocorreu em abril.

Em 1990, na cidade de Indianápolis (Indiana), houve algo inusitado. É imprescindível que o presidente da Associação Geral seja eleito ou reeleito na primeira sexta-feira das reuniões, a fim de que ele lidere os votos sobre os demais itens da agenda. Como um dos secretários associados da sede mundial na época, eu conversava sobre a inclusão das novas uniões na hora do almoço com o pastor George Brown, então presidente da Divisão Interamericana. Então ele foi chamado para se apresentar para a comissão de nomeações. Comentei com meus colegas que eu já sabia que ele seria o novo presidente mundial. No entanto, para surpresa geral, ele não aceitou e foi assim que, quase ao pôr do sol, o pastor Robert Folkenberg foi eleito. Naquela mesma assembleia fui escolhido como um dos vice-presidentes, seguindo os passos de outros dois grandes líderes brasileiros: Moysés Nigri e Enoch de Oliveira.

Por sua vez, em 1995, na Holanda, a igreja discutiu o mesmo tema que tem gerado polêmica na assembleia de San Antonio: a ordenação de mulheres. Recordo dos delegados formando enormes filas para falar no microfone contra e em favor da questão. O mesmo ocorrerá agora em San Antonio, mas tenho certeza de que não haverá divisão da igreja. Ao longo dessas décadas, tive um vislumbre de como o Senhor esteve ao leme dirigindo seu povo através das intempéries. Seja na crise teológica com Desmond Ford, em 1980, ou na polêmica sobre a ordenação de mulheres, em 1995, os delegados, guiados pelo Espírito Santo, conseguiram encontrar uma solução e o mesmo ocorrerá no Texas. Deus intervirá para que a igreja continue seguindo o espírito da primeira assembleia, de 1863, levando adiante a pregação sobre a volta de Cristo em glória e majestade.

Léo Ranzolin foi vice-presidente mundial da igreja e hoje, aposentado, reside em Estero, na Flórida (EUA)

No mesmo tom

Ele testemunhou a unidade teológica em meio à diversidade étnica da igreja

Tive o privilégio de participar de três assembleias mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia: em Indianápolis (1990), Saint Louis (2005) e Atlanta (2010). Em cada um desses eventos, várias coisas me impressionaram: o belo mosaico étnico do povo adventista, seu refinado talento musical, os relatórios e testemunhos sobre o crescimento da igreja ao redor do mundo e os sermões inspiradores. No entanto, o que mais chamou minha atenção foi o espírito de unidade com que o povo do advento reagiu, por meio de seus representantes, ao tratar de temas complexos.

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Rubens Lessa fez a cobertura especial da assembleia de Indianapolis para a Revista Adventista. Créditos da imagem: acervo RA

Em Indianápolis, por exemplo, após um dia em que mais de dois terços dos 2.239 delegados disseram “sim” à proposta de não ordenar mulheres ao ministério pastoral, milhares de adventistas retornaram a seus hotéis convictos de que o Espírito Santo havia conduzido, com segurança, as reuniões da igreja. Houve momentos de polarização, mas a atmosfera de unidade básica foi mantida até o fim da assembleia.

Naquela noite, ao retornar para o hotel, presenciei um acontecimento singular: um dos passageiros do ônibus – todos adventistas – começou a tocar em sua gaita o hino Blessed Assurance, Jesus Is Mine! (“Bendita Segurança”, HA – 240), e logo um africano aqui, um asiático ali e um europeu acolá passaram a cantar suavemente o coro em inglês. Na segunda estrofe, todos os passageiros estavam cantando, uns em inglês, outros em francês, e ainda outros em línguas asiáticas. Formou-se um lindo coral. Eu, inicialmente, me uni aos que cantavam em inglês, mas, com o tempo, passei a cantar em português. Idiomas diferentes, mas a mesma mensagem, a mesma fé, a mesma esperança!

Quando cheguei ao meu quarto, agradeci a Deus o privilégio de pertencer a um povo que, muito em breve, formará no Céu um coral afinadíssimo para cantar hosanas ao Cordeiro de Deus! Então, pela eternidade afora, haverá unidade absoluta, em meio a uma diversidade que não causará constrangimentos a ninguém. Na assembleia dos santos, não haverá liberais nem fanáticos.

RUBENS LESSA serviu por 36 anos como redator-chefe da CPB e agora, aposentado, continua a residir em Tatuí (SP)

Atividades paralelas

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Entre uma reunião e outra, os participantes da assembleia mundial da igreja aproveitam para visitar os estandes dos expositores, ganhar lembrancinhas e comprar materiais. [Informações e fotos: Marcos De Benedicto]

VEJA OUTRAS IMAGENS DOS ESTANDES

Pela 1ª vez, agenda detalhada da assembleia está aberta ao público

Informações disponibilizadas na internet pela primeira vez na história das assembleias oferecem aos membros da igreja em geral a oportunidade de compreender melhor como são tomadas as decisões em nível mundial

Informações antes restritas os delegados das assembleias mundiais da igreja foram disponibilizadas neste ano ao público por meio do site oficial do evento.

Informações antes restritas os delegados das assembleias mundiais da igreja foram disponibilizadas neste ano ao público por meio do site oficial do evento.

A 60ª Assembleia da Associação Geral traz uma série de novidades: votação eletrônica, um aplicativo para dispositivos móveis, um livro digital para os delegados e ainda a oportunidade de o público em geral ter acesso à agenda da programação antes do evento.

Normalmente, a Secretaria da Associação Geral define a agenda e fornece as informações somente para os delegados. Mas, pela primeira vez na história das assembleias, os detalhes das reuniões de negócios da igreja mundial foram disponibilizados com antecedência na internet para todo o público.

“Até então, somente os delegados tinham acesso a essas informações. Mas neste ano decidimos disponibilizá-las em um website, oferecendo aos participantes a oportunidade de compreender melhor o processo”, afirma Myron Iseminger, secretário associado da Associação Geral.

material foi publicado em PDF no site oficial da assembleia e traz informações de como são eleitos os líderes para cada região do mundo, bem como a respeito das alterações que devem ocorrer no texto de algumas crenças fundamentais e regulamentos do Manual da Igreja.

Ao acessar o site, os internautas têm acesso também ao que vai acontecer em cada um dos dez dias de programação e os horários dessas atividades. Com exceção dos sábados, o início das atividades acontecerá às 8h (10h no horário de Brasília) com o momento devocional, que será seguido de duas reuniões de negócios (a primeira das 9h30 às 12h e a segunda, das 14h às 17h, horário local). Já a programação da noite, com início previsto para as 18h30 (20h30 no horário de Brasília), inclui concerto musical, apresentação de relatórios das divisões e termina com uma reflexão bíblica.

Abaixo, disponibilizamos um resumo do calendário de atividades, que poderá sofrer alterações caso as discussões sobre alguns itens da agenda durem mais tempo do que o previsto.

Quinta-feira – 2/7

Janos Kovacs-Biro, secretário da Associação Ministerial na Divisão Transeuropeia, abre o primeiro dia de atividades com o devocional “Clímax glorioso da história: a promessa do retorno de Jesus”.

A abertura oficial do evento será marcada pela exibição do curta-metragem O que poderia ter sido, cujo objetivo é motivar a liderança da igreja a buscar o Espírito Santo para que a pregação do evangelho seja concluída.

Seguindo a praxe, também será feita a leitura de regulamentos, que abre as sessões de negócios da assembleia. Após esse momento de formalidades, os delegados devem votar uma resolução sobre a Bíblia Sagrada e uma declaração de confiança nos escritos de Ellen G. White.

O item principal da agenda concentra-se na missão da igreja. Os delegados receberão oficialmente 35 novas uniões, que foram abertas desde a última assembleia, em 2010. Trata-se de um número recorde. Em 2010, foram adicionadas 22 novas uniões.

“O elevado número de novas uniões é sem precedentes na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia”, disse G.T. Ng, secretário-executivo da Associação Geral. Para ele, isso é “um reflexo da igreja crescendo com velocidade vertiginosa em todo o mundo, particularmente na América Latina e no continente Africano.”

Após o almoço, será formada a comissão de nomeações para a escolha da liderança da Associação Geral, começando pelo presidente da sede mundial. No período da noite, o pastor Ted Wilson apresentará o relatório de sua gestão.

Sexta-feira – 3/7

O devocional da manhã será apresentado por Sikhu Hlatshwayo, uma missionária do Zimbábue nos Estados Unidos. Ela vai falar sobre “Os sinais da segunda vinda de Jesus”.

A sessão de negócios começa com o relatório do secretário da Associação Geral, G. T. Ng. Na sequência, David Trim apresentará o relatório estatístico e o tesoureiro da sede mundial, Robert E. Lemon, dará uma visão geral do estado financeiro da igreja.

Ainda no período da manhã, a comissão de nomeações pode interromper a sessão para anunciar o presidente da AG para o próximo quinquênio. É possível também que secretário e tesoureiro sejam definidos no período da tarde, repetindo o que aconteceu na assembleia de 2010.

Nesse dia, a sessão de negócios deve encerrar mais cedo, por volta das 16h (18h no horário de Brasília), em preparação para o sábado.

Sábado – 4/7

O pregador do sábado é o secretário da Associação Geral, G. T. Ng, que vai falar sobre “A Igreja em missão”. Durante a programação da manhã, os participantes do evento serão convidados a participar de um programa com essa ênfase no período da tarde.

A programação da noite será voltada para a apresentação dos relatórios da Divisão Norte-Americana e da União Norte-Africana Oriente Médio.

Domingo – 5/7

Neale Schofield, CEO da Rede Adventista de Mídia na Austrália, será o orador do culto matutino. O tema do devocional é “O evento surpreendente: a maneira do retorno de Jesus”.

Durante as reuniões de negócios devem ser votadas mudanças editoriais no Manual da Igreja, abrangendo questões como os casos extraconjugais. Os delegados vão considerar a possibilidade de incluir detalhes e definições específicas relativas à conduta sexual. (Leia mais sobre as mudanças propostas)

Também no domingo, serão votadas alterações técnicas feitas na Constituição e Estatuto Social da Associação Geral.

A expectativa é de que nesse dia sejam eleitos os vice-presidentes da sede mundial e associados.

No período da noite acontecerá a apresentação de relatórios das divisões Centro-Leste Africana e Euro Asiática.

Segunda-feira – 6/7

Shian W. O’Connor, presidente da Associação das Ilhas Cayman, no território da Divisão Inter-Americana, dirigirá o devocional da manhã com o tema “Fiel no tempo do fim: preparação para a segunda vinda de Jesus”.

Ao longo de toda a segunda-feira, os delegados devem focalizar a nova redação de algumas das 28 crenças fundamentais dos adventistas. O objetivo é tornar o texto mais claro. Entre essas propostas está a adição da frase “a recente criação de seis dias” na declaração sobre a “Criação”.

Leia mais sobre as atualizações editoriais nas 28 crenças fundamentais dos adventistas (material em inglês)

Veja também a nova proposta de redação das 28 crenças fundamentais (material em inglês)

A comissão de nomeações estará em recesso durante a discussão sobre as crenças fundamentais. Mas é possível que haja eleições de departamentais da AG e presidentes, secretários e tesoureiros de divisões.

À noite, as divisões Intereuropeia e Interamericana apresentarão seus relatórios.

Terça-feira – 7/7

Mathilde Frey, ex-professora de exegese do Antigo Testamento e línguas bíblicas no seminário do Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados (AIIAS), nas Filipinas, será a oradora do culto da manhã. Seu sermão é intitulado “Nunca esquecidos: a promessa do Consolador, que antecede o retorno de Cristo”.

As sessões de negócios devem se encarregar de formalizações legais ao longo de todo o dia.

A previsão é de que nessa data também ocorra a nomeação da maioria dos líderes de departamentos da sede mundial.

Nesse dia, a Divisão Sul-Americana e a Divisão do Pacífico Norte-Asiático apresentarão seus relatórios durante a programação da noite.

Quarta-feira, 8/7

O devocional da manhã, intitulado “O movimento adventista e o retorno de Jesus”, será conduzido por Alain Coralie, secretário adjunto da Divisão Centro-Leste Africana.

A pauta principal do dia será a ordenação de mulheres. Os delegados decidirão se as divisões terão autonomia para ordenar mulheres ao ministério em seus respectivos territórios.

A comissão de nomeações entrará em recesso na ocasião.

A programação da noite contempla a apresentação de relatórios das divisões Sul-Africana-Oceano Índico, Pacífico Sul e Pacífico Sul-Asiático.

Quinta-feira – 9/7

Taj Pacleb, evangelista na Califórnia (EUA), falará sobre o tema “A todo mundo: a proclamação do evangelho antes da vinda de Jesus”.

Serão tratados itens pendentes da agenda e nomeados os auditores e integrantes da comissão ministerial da Associação Geral.

À noite haverá a apresentação dos relatórios das divisões Sul-Asiática, Transeuropeia e Centro-Oeste Africana.

Sexta-feira – 10/7

No penúltimo dia de programação, o devocional será feito por Ron Smith, presidente da União Sul na Divisão Norte-Americana. Ele apresentará o tema “Finalmente em casa: a alegria e plenitude do retorno de Cristo”.

Além de tratar itens pendentes, estão previstos momentos dedicados para a oração.

Sábado – 11/7

Quem proferirá o sermão do último dia da 60ª assembleia será o presidente eleito para os próximos cinco anos.

A ideia é de que, no sábado também seja arrecadada uma oferta especial com o objetivo de financiar projetos de missão em todo o mundo.

Aliás, a missão será o foco desta assembleia do início ao fim. O encerramento, que será no sábado à noite e consiste num dos momentos mais aguardados de uma assembleia, deve passar por mudanças nesse ano para se ajustar mais a essa visão. No lugar do tradicional “Desfile das Nações”, em que as diversas delegações entravam representando as diferentes culturas, o programa irá resgatar a história dos primeiros adventistas batizados em cada país e lembrar os desafios para a pregação do evangelho nas várias regiões do globo. [Equipe RA, da redação / Com informações de Andrew McChesney, da Adventist Review]