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A vitória dos que perderam

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Reportagem especial mostra histórias de atletas olímpicos que venceram mesmo não tendo chegado ao ponto mais alto do pódio

Edição de julho-setembro da revista Conexão 2.0 traz histórias olímpicas que ensinam importantes lições. Clique aqui para a cessar a versão on-line.
Edição de julho-setembro da revista Conexão 2.0 traz histórias olímpicas que ensinam importantes lições. Clique aqui para acessar a versão on-line.

Atenas, 2004. O atleta Vanderlei Cordeiro de Lima percorria os últimos quilômetros rumo à vitória, quando um ex-padre interrompeu seu trajeto, tornando-se um obstáculo para o ouro olímpico. O incidente, que comoveu o mundo, ficaria marcado como um dos mais inusitados da história do esporte.

De Atenas 2004 para a Rio 2016. Doze anos mais tarde, coube ao ex-maratonista a maior honra da abertura das Olimpíadas: acender a pira olímpica no Maracanã. Para ele, participar desse momento foi algo “bem maior do que ganhar medalha”.

A história do ex-boia-fria, cujos pés calçaram um tênis pela primeira vez aos 11 anos de idade, é um dos exemplos citados na reportagem de capa da última edição da revista Conexão 2.0. Com o título “Lições do esporte”, a reportagem mostra o que é possível aprender com quem não chegou ao ponto mais alto do pódio.

Domínio próprio, coragem, determinação, persistência, resiliência e foco são alguns dos aspectos que marcaram a vida dos personagens retratados no texto. Entre eles também está o jovem sul-coreano Dong Hyun Im. Considerado um dos melhores atletas de arco e flecha do mundo, ele é tecnicamente cego. Mesmo enxergando com apenas 10% de sua visão, Dong quebrou o recorde mundial nas Olimpíadas de Londres (2012).

Lições-do-esporteOutro atleta citado é Lawrence Lemieux. Nas Olimpíadas de Seul, em 1988, o velejador canadense era o segundo colocado geral quando viu que o barco de dois outros atletas havia capotado e eles estavam se debatendo feridos no mar. Lemieux não hesitou em abandonar sua posição para socorrê-los. Concluído o resgate, voltou para a prova, mas só conseguiu o 22º lugar. Porém, ele diz que nunca se arrependeu de ter trocado o sonho olímpico para salvar.

A edição de julho-setembro da Conexão 2.0 traz ainda uma entrevista com o jogador de basquete com mais participações em Jogos Olímpicos e também o maior cestinha da história desse esporte: Oscar Schmidt. Conhecido como “mão santa”, ele fala sobre a decisão de não ter jogado na NBA, suas maiores conquistas, o apoio da esposa e a luta que trava contra um câncer no cérebro. “Minha vida ganhou outro significado e melhorou depois da doença”, ele afirmou. Ao ser perguntado sobre o grande legado que pretende deixar, Oscar ressaltou: “Quero ser lembrado como o cara que não deixou nada por fazer. Se tem algo que não consegui fazer, pode ter certeza que tentei muito”.

Para acessar a versão digital da revista, clique aqui. [Equipe RA, da redação]

Última atualização em 16 de outubro de 2017 por Márcio Tonetti.

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